Depois de quase dez anos de governação do MpD, seria natural que a oposição já tivesse encontrado o seu rumo, com ideias claras, propostas sérias e gente preparada para assumir responsabilidades. Mas o que vemos é o contrário. Em vez de se afirmar como alternativa, a oposição limita-se a tentar desgastar o Governo e a semear desconfiança.
A política tem sido tratada como espetáculo. Critica-se tudo, fala-se de tudo, mas faz-se pouco. A oposição parece acreditar que basta repetir frases fortes para conquistar o país. Esquece-se de que o povo cabo-verdiano é atento, sabe pensar e não se deixa enganar por discursos fáceis.
Nestes anos, Cabo Verde enfrentou crises globais, pandemia, seca e aumento de custos. Mesmo assim, o país manteve-se firme. Continuou a funcionar, a criar oportunidades, a garantir estabilidade e a cuidar dos que mais precisam. Isso acontece porque há trabalho, há direção e há sentido de responsabilidade.
A oposição tenta negar o que é visível, mas as pessoas sabem ver por si mesmas. Sabem que há resultados, que há esforço e que há compromisso. Sabem que, mesmo com dificuldades, o país continua a andar para a frente com segurança e com rumo.
O grande erro da oposição é não perceber este sentimento. Em vez de apresentar ideias, prefere fazer barulho. Em vez de inspirar confiança, aposta no confronto. E quando procura um rosto para liderar, entrega-se a quem parece mais interessado em encenar do que em governar. Há quem possa ter talento para o palco, mas Cabo Verde precisa de gente preparada para decisões sérias, não para aplausos momentâneos.
A política não é teatro. É trabalho, é entrega, é serviço ao país. E quem quer servir tem de estar preparado para ouvir, para agir e para dar o exemplo. O povo está cansado de discursos vazios e de promessas sem base. Quer seriedade, quer resultados e quer estabilidade.
É por isso que, mesmo depois de uma década no poder, o MpD continua a ser visto como a força que dá segurança e confiança ao país. O Governo enfrenta desafios, sim, mas com os pés assentes no chão e com uma visão clara do que tem de ser feito.
No fim, é isso que conta. Cabo Verde precisa de quem constrói, não de quem fala. De quem assume responsabilidades, não de quem foge delas. A oposição ainda não entendeu isso. E enquanto não entender, continuará a falar muito, mas para si mesma.



Concordo em pleno. Uma democracia requer uma oposição forte. A postura do PAICV, que, ao invés de apresentar propostas concretas, alternativas credíveis às do Governo para o país, pauta simplesmente por um discurso de taberna, totalmente inócuo, enfraquece a democracia cabo-verdiana. Críticas, em cima de críticas. Propostas com alguma credibilidade, zero.
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