Uma semana após golpe de Estado, Administração Pública na Guiné-Bissau regista fraca afluência

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Novo regime militar teria alertado para marcação de faltas aos trabalhadores ausentes

Uma semana depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau, que suspendeu a Constituição e levou à instalação de um regime militar, a Administração Pública continua a registar uma fraca afluência de funcionários.

Segundo a Rádio Sol Mansi, grande parte dos serviços do Estado está a operar “a meio gás”, num contexto marcado por detenções e forte incerteza política. Esta manhã, a estação confirmou uma presença reduzida de trabalhadores em várias instituições públicas, incluindo serviços essenciais e de grande procura, como o Ministério da Justiça e o Palácio do Governo.

“Fontes no terreno indicam que o receio provocado pelo atual cenário político e militar justifica a ausência de trabalhadores”, reporta a Sol Mansi.

O novo regime militar teria ainda advertido que faltas seriam registadas para os funcionários que não comparecessem aos seus postos, medida que, contudo, não parece ter travado o absentismo.

Em contraste, o setor privado mantém uma relativa normalidade, com bancos, centros de saúde, clínicas privadas e algumas ONG’s a funcionar e a prestar serviços ao público.

Desde a deposição do Presidente, registam-se espancamentos e detenções de manifestantes que exigem o restabelecimento da ordem constitucional e a divulgação oficial dos resultados eleitorais de 23 de agosto, contribuindo para o ambiente de tensão que domina o País.