Presidente da República eleito diz que não foi a CEDEAO a cancelar a missão, mas sim ele quem mandou cancelar
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse hoje que mandou cancelar a missão de peritos constitucionais CEDEAO, porque no País há constitucionalistas e o Supremo Tribunal de Justiça, e que não foi a comunidade a cancelar a missão.
“Não foi a CEDEAO que cancelou, eu é que ordenei ao Primeiro-Ministro para cancelar”, disse Sissoco, sustentando que a Guiné-Bissau é um País soberano. “Nós não podemos trazer aqui peritos em Direito, temos o Supremo Tribunal, isso seria até uma forma de subalternizar o órgão supremo da Nação em termos de jurisprudência. Eu é que mandei cancelar”, afirmou o Presidente.
A CEDEAO tinha uma missão de alto nível preste a viajar para a Guiné-Bissau a partir desta segunda-feira para alegadamente ajudar a resolver o contencioso eleitoral, mas o Governo liderado por Nuno Nabian, nomeado por Sissoco Embaló, anunciou que a missão da organização regional não era bem-vinda no País.
Umaro Sissoco Embaló falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau antes de viajar em visita oficial ao Senegal, Níger – que detém a Presidência rotativa da CEDEAO – e Nigéria para encontros com os seus homólogos.


