Decisão surge na sequência do golpe de Estado liderado pelos militares, na segunda-feira
A União Africana, UA, anunciou hoje a suspensão do Sudão de todas as atividades da organização “até ao restabelecimento efetivo da Autoridade Transitória liderada pelos civis”, dissolvida na segunda-feira após um golpe de Estado liderado pelos militares.
A organização Pan-africana divulgou uma declaração em que “condena firmemente a tomada do poder pelo exército Sudanês (…) e a dissolução do Governo de Transição, e rejeita totalmente a mudança inconstitucional de Governo”, descrita no texto como “inaceitável” e “uma afronta aos valores partilhados e às normas democráticas da UA”.
A UA “congratula-se com a libertação do Primeiro-Ministro” Abdallah Hamdock, preso na segunda-feira de manhã pelos militares e libertado na terça-feira à noite, e “apela à libertação total e incondicional de todos os detidos, incluindo Ministros e outros funcionários civis”.
A organização anuncia ainda o envio de uma “missão ao Sudão para dialogar com todas as partes, com vista a encontrar uma solução amigável para o atual impasse político”.
Estas decisões foram tomadas numa reunião esta terça-feira do Conselho de Paz e Segurança, o órgão responsável pelos conflitos e questões de segurança no seio da UA.


