Iniciativa, a acontecer na Cidade de Pedra Badejo, no próximo sábado, visa dotar os dirigentes da “Jota” e não só, de noções básicas sobre o Poder Local, o poder mais próximo dos cidadãos
“Uma Agenda Jovem nas Políticas Públicas”, é o lema da 3.ª edição da Universidade do Poder Local, uma iniciativa da JpD, anunciada hoje pelo Secretário-geral da organização, e que vai acontecer no próximo sábado, 11, no Município de Santa Cruz.
O evento tem por finalidade dotar os dirigentes da “Jota” e não só, de noções básicas sobre o Poder Local, o poder mais próximo dos cidadãos, bem como reforçar a cultura política democrática no seio da juventude Cabo-verdiana.
“Mais de três décadas de consolidação do Poder Local democrático, importa construir caminhos para uma administração autárquica cada vez mais alinhada com o rigor, as novas tecnologias e uma maior responsabilização e eficácia na gestão dos recursos públicos, mas também na capacidade de resposta às demandas de uma população cada vez mais exigente e esclarecida. Necessidades a que a nova geração, por razão da sua qualificação e formação académica, pode dar um contributo fundamental”, disse Liver Gomes.
Organização e Funcionamento das Autarquias Locais, tendo como orador Ângelo Vaz, Presidente da Câmara Municipal de São Salvador do Mundo; Fontes de Financiamento Municipal, tendo como orador, Celso Ribeiro, Deputado da Nação; os Desafios do Municipalismo nas Relações Internacionais, tendo como orador Herménio Fernandes, Presidente da Associação Nacional dos Municípios Cabo-verdianos e da Câmara Municipal de São Miguel; as Mulheres e o Poder Local, tendo como oradora Jassira Monteiro, Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago são os temas em abordagem nesta Universidade do Poder Local.
Liver Gomes realça que o Poder Local democrático é, para além da aprovação de uma nova Constituição e da garantia de direitos fundamentais, uma das maiores conquistas da II República e do Estado de Direito Democrática e que a sua existência nos últimos anos, tem beneficiado do alargamento das suas competências, “temos vindo a assistir ao debate sobre a regionalização do País, tendo em vista alargar, ainda mais, competências e políticas públicas para a órbita das regiões, permitindo uma maior proximidade do poder decisório”, vincou.
“Independentemente do modelo que venha a ser adotado, e que, naturalmente, deverá ser antecedido de um intenso debate público que, para além dos Partidos políticos, envolva associações, movimentos sociais e a Sociedade no seu conjunto, a regionalização afirma-se como consequência da primeira grande reforma do Estado operada em 1991, persistindo no desígnio maior de colocar no centro da vida pública participação ativa dos cidadãos”, disse, acrescentando que é neste contexto que esta edição da Universidade do Poder Local se apresenta, sublinhando a importância central do municipalismo como espaço de afirmação dos jovens e pólo de experienciação do debate político e da construção de políticas públicas que tenham impacto na vida das pessoas.


