Um cidadão residente em São Filipe, na ilha do Fogo, denunciou publicamente aquilo que considera serem graves falhas na prestação de serviços da CVInterilhas, acusando a empresa de deixar cargas para trás sem qualquer informação aos passageiros e de não assumir responsabilidades pelos sucessivos incumprimentos
A denúncia reacende o debate sobre a qualidade do transporte marítimo de passageiros e mercadorias em Cabo Verde e os impactos que estas situações têm na vida dos utentes.
Numa publicação divulgada na rede social Facebook, Adolfo Rodrigues afirma que a qualidade dos serviços da CVInterilhas “atingiu um nível de mediocridade gritante”, alegando que os passageiros efetuam a ordem de embarque convencidos de que a bagagem ou carga seguirá no mesmo navio, mas, em diversos casos, os bens acabam por permanecer no porto de origem.
Segundo o autor da publicação, além dos atrasos na entrega das mercadorias, os clientes não recebem informações sobre quando poderão levantar a carga, situação que, afirma, gera incerteza, transtornos e prejuízos.
Adolfo Rodrigues critica ainda a alegada ausência de responsabilização por parte da empresa, sustentando que ninguém presta esclarecimentos aos passageiros afetados. Na sua perspetiva, esta realidade representa uma falta de respeito pelos clientes, que pagam por um serviço que deveria garantir eficiência, previsibilidade e responsabilidade.
Na mesma publicação, o cidadão defende que é urgente pôr fim aos sucessivos incumprimentos, argumentando que estes prejudicam cidadãos, provocam perdas financeiras e contribuem para uma crescente perda de confiança no sistema de transporte marítimo interilhas. “O que não pode continuar é a normalização da incompetência, da falta de responsabilização e da indiferença perante os legítimos direitos dos utentes”, escreve.
O autor conclui apelando à melhoria dos serviços, considerando que Cabo Verde, enquanto país arquipelágico, necessita de um transporte marítimo eficiente e fiável, compatível com as necessidades de mobilidade de pessoas e mercadorias entre as ilhas.
Até o momento não há qualquer reação da CVInterilhas sobre as alegações.


