Uma denúncia pública aponta o custo de 1.400 escudos para uma viagem de ida e volta entre Tarrafal e Praia como um forte constrangimento à mobilidade das populações e ao desenvolvimento económico do concelho, exigindo ao Governo e à ARME medidas urgentes para travar o aumento das tarifas
A denúncia considera “inadmissível” que uma deslocação entre dois pontos da mesma ilha possa custar significativamente mais do que os valores anunciados pelo Governo para ligações marítimas interilhas, questionando a desigualdade no acesso aos transportes.
Segundo a posição divulgada, o elevado custo das viagens está a afetar particularmente comerciantes, rabidantes, estudantes, famílias e empresas ligadas ao turismo, devido ao aumento das despesas de deslocação e de abastecimento.
A denúncia manifesta, por outro lado, solidariedade com os operadores de transporte, considerando que os condutores de hiaces também enfrentam o impacto da subida dos combustíveis e dos custos de manutenção.
Entre as medidas reivindicadas estão a criação de um regime de combustível profissional para os transportes públicos licenciados, a redução de impostos sobre pneus e peças e uma intervenção da ARME na definição das tarifas.
A posição apela ainda ao Governo para que intervenha de forma urgente, argumentando que os atuais custos de transporte podem contribuir para o isolamento económico do Tarrafal e comprometer o desenvolvimento do norte de Santiago.

