Com dois pontos conquistados após empates frente à Espanha e ao Uruguai, Bubista garantiu que a equipa continuará a lutar pelo apuramento até ao último jogo da fase de grupos, frente à Arábia Saudita
O selecionador nacional, Bubista, afirmou que Cabo Verde tem razões para acreditar na qualificação para a fase a eliminar do Mundial 2026, após o empate (2-2) frente ao Uruguai, destacando a identidade, a união e a resiliência demonstradas pelos Tubarões Azuis diante de mais uma potência do futebol mundial.
Na análise ao encontro, o técnico cabo-verdiano sublinhou que a equipa tem conseguido competir ao mais alto nível e mostrou-se orgulhoso da prestação dos seus jogadores nas duas primeiras jornadas da competição.
“Mais do que os resultados, temos mostrado a nossa identidade, força, união e resiliência. Viemos para tentar um novo sonho, que é a qualificação para a fase a eliminar. Depois do que fizemos perante duas seleções de topo mundial, é legítimo pensar dessa forma”, afirmou.
Com dois pontos conquistados após empates frente à Espanha e ao Uruguai, Bubista garantiu que a equipa continuará a lutar pelo apuramento até ao último jogo da fase de grupos, frente à Arábia Saudita.
O selecionador reconheceu as dificuldades encontradas diante dos uruguaios, mas destacou a determinação dos jogadores em alcançar um resultado positivo.
Sobre o lance que originou o segundo golo do Uruguai, Bubista admitiu alguma frustração pela forma como a jogada aconteceu, quando um jogador uruguaio interrompeu a assistência a Telmo Arcanjo para participar no ataque da sua equipa. Ainda assim, considerou que Cabo Verde também poderia ter evitado a situação colocando a bola fora.
O treinador alertou, entretanto, para a necessidade de manter os pés assentes no chão antes do confronto decisivo com a Arábia Saudita, lembrando que o adversário também continua na luta pela qualificação.
Bubista aproveitou ainda para enaltecer o percurso de Cabo Verde no Mundial, considerando que a equipa tem demonstrado que, apesar das limitações e da dimensão do país, é possível competir de igual para igual com as maiores seleções do mundo.
“Estamos a demonstrar que um país pequeno, com dificuldades, pode ombrear com as grandes seleções através da organização, coragem, determinação e capacidade de sofrimento”, concluiu.


