A Santa Sé acusa o movimento de celebrar sacramentos de forma ilícita, incluindo casamentos e confissões, e de ter avançado com a consagração de bispos sem autorização do Papa, o que a lei da Igreja prevê como motivo de excomunhão automática
O Vaticano confirmou a excomunhão de seis bispos ligados à Fraternidade São Pio X, formalizando o cisma entre este movimento tradicionalista e a Igreja Católica.
O decreto foi emitido pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, que considera que os membros da fraternidade estão em estado de cisma e alerta que os fiéis que aderem formalmente ao grupo podem também ser considerados cismáticos e sujeitos a excomunhão.
A Santa Sé acusa o movimento de celebrar sacramentos de forma ilícita, incluindo casamentos e confissões, e de ter avançado com a consagração de bispos sem autorização do Papa, o que a lei da Igreja prevê como motivo de excomunhão automática.
A Fraternidade São Pio X, sediada na Suíça, opõe-se às reformas do Concílio Vaticano II e mantém a celebração da missa tradicional em latim. O grupo realizou recentemente uma cerimónia de consagração no seu centro em Ecône, apesar dos avisos do Vaticano.
O caso reacende um conflito histórico entre Roma e o movimento ultratradicionalista, fundado na década de 1960 pelo arcebispo Marcel Lefebvre.


