A distinção reconhece o papel de Machado na defesa das liberdades políticas e na mobilização da oposição ao regime de Nicolás Maduro
O Prémio Nobel da Paz 2025 foi atribuído à ativista e líder da oposição Cenezuelana María Corina Machado, pelo seu “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela sua luta por uma transição pacífica da ditadura para a democracia”, anunciou esta sexta-feira o Comité Norueguês do Nobel, em Oslo.
A distinção reconhece o papel de Machado na defesa das liberdades políticas e na mobilização da oposição ao regime de Nicolás Maduro.
O Comité destacou que a laureada “mantém acesa a chama da democracia em meio a uma escuridão crescente”.
Devido à perseguição política de que é alvo, María Corina Machado encontra-se em parte incerta, devendo o prémio ser entregue a uma representante.
Líder do movimento Soy Venezuela, fundado em 2017, Machado tem sido uma das vozes mais influentes na luta por eleições livres no País. Em 2023, chegou a anunciar a sua candidatura presidencial para as eleições de 2024, mas foi impedida de concorrer pelo regime, apoiando posteriormente Edmundo González Urrutia, candidato da oposição.
Entre os nomeados deste ano estavam também o Comité para a Proteção dos Jornalistas, o Centro Carter, o Tribunal Internacional de Justiça, o Tribunal Penal Internacional e Yulia Navalnaya, viúva do opositor Russo Alexei Navalny.


