Vice PM. Devemos repensar forma de governação empresarial

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Olavo Correia, observa que este não é apenas momento para reclamar do Estado, mas também de refletir qual deverá ser o papel das empresas Cabo-verdianas

          

O vice Primeiro-Ministro observa que este é o momento de se repensar a forma de governação empresarial, e não apenas de reclamar do Estado.

Olavo Correia que falava ao programa, “Nha Terra Nha Kretxeu”, da RTP África, disse também ser este o momento para “reflexão e introspeção” em relação ao qual deverá ser o papel das empresas Cabo-verdianas.

Amanhã, sábado, completa-se exatamente seis meses, desde o surgimento do primeiro caso positivo de Covid-19, em Cabo Verde, mais concretamente na Ilha da Boa Vista, tratando-se de um turista Inglês, que acabou por morrer dias depois.

De acordo com Olavo Correia, ninguém estava preparado para o desafio com que o mundo e o País está a ser confrontado, no quadro da pandemia, mas o mesmo trouxe algumas lições. “Vamos aprendendo todos os dias, em função dos resultados, que precisamos mudar”, precisou.

Desde o surgimento do primeiro caso, várias medidas foram adotadas, no sentido de “salvar a vida e depois a economia”, como dissera Olavo Correia. Todavia, reiterou, ainda o País está confrontado com “uma enorme incerteza” em relação ao futuro. “Não obstante, ao longo desse tempo, o que temos feito, enquanto Governo, é encontrar os caminhos para mitigar os efeitos da pandemia sobre as pessoas, sobre as empresas. Por isso, por forma a não haver um número considerado de desempregado, o Estado adotou o Lay-off, um programa, que até ao último balanço atingiu mais de 17 mil pessoas.

“Conseguimos atingir mais de 30 mil pessoas, com rendimento solidário, rendimento de inclusão e intervenção ao nível da ajuda alimentar”, acrescentou.

A pandemia “saturou” o Orçamento do Estado que estava em vigor, obrigado o Governo a avançar com um Orçamento Retificativo, que acabara por ser aprovado no Parlamento.

Nesse Orçamento que agora está em vigor, o Estado injetou quase quatro milhões de contos para fazer face aos desafios da Covid-19. Nesta mesma linha, observou o também Ministro das Finanças, “temos cerca de 15% do PIB previsto para injetar na economia, permitindo que as empresas possam encontrar um alívio”. Por causa da pandemia, prevê-se uma recessão económica que pode chegar até os 6%.