Violência militar em Myanmar já fez mais de 300 mortos

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Segundo um relatório divulgado hoje, 90% de 195 vítimas foram abatidas com disparos de armas de fogo na cabeça. Vítima mortal mais jovem até ao momento foi uma criança de 7 anos e a mais idosa tem 78 anos

O número de vítimas mortais da violência da polícia e dos soldados de Myanmar, antiga Birmânia, desde o golpe de Estado de 1 de fevereiro aumentou para 320, sendo a maior parte civis mortos durante manifestações de protesto contra os militares.

A Associação para o Auxílio aos Presos Políticos, AAPP, ONG Birmanesa, indica num relatório divulgado hoje que 90% de 195 vítimas foram abatidas com disparos de armas de fogo na cabeça, sobretudo nas cidades de Rangum e Mandalay, e em povoações dos estados de Shan e Kachin.

A primeira vítima da violência da polícia e do Exército registou-se no dia 8 de fevereiro, tendo a maioria das mortes ocorrido no mês de março, principalmente no passado dia 14, quando pelo menos 78 pessoas foram abatidas pelas forças de segurança.

A vítima mortal mais jovem até ao momento foi uma criança de 7 anos: uma menina que morreu depois de ter sido atingida por um disparo no estômago durante uma rusga policial à casa onde residia com a família, em Mandalay.

Um homem de 78 anos é a vítima mais idosa da repressão dos militares e dos polícias.