Partido para a Democracia e o Progresso rejeitou a vitória da Presidente Samia Suluhu Hassan, declarada vencedora com 97,66% dos votos, e denunciou que o processo eleitoral “não foi livre nem justo”
A Tanzânia vive um clima de grande tensão após as eleições gerais de quarta-feira, marcadas por violentos confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
O Partido para a Democracia e o Progresso (Chadema), principal força da oposição, rejeitou a vitória da Presidente Samia Suluhu Hassan, declarada vencedora com 97,66% dos votos, e denunciou que o processo eleitoral “não foi livre nem justo”.
Segundo o Chadema, mais de 700 pessoas terão morrido nas manifestações em Dar es Salaam desde o anúncio dos resultados, devido à repressão policial. O Governo contesta esses números e admite cerca de 150 mortos.
Em comunicado, o partido opositor afirmou que “os cidadãos não participaram das eleições de 29 de outubro devido à ausência de condições democráticas”, acusando as autoridades de manipular os resultados.
As manifestações continuam em várias cidades, enquanto cresce a preocupação internacional com a escalada de violência e o número de vítimas.


