Afirmação é do Primeiro-Ministro, no encerramento do debate sobre o Estado da Nação. Ulisses Correia e Silva reconhece que a situação é difícil, mas que Cabo Verde está a saber lidar com a situação
O Primeiro-Ministro desvalorizou hoje as críticas do maior Partido da Oposição, PAICV, que diz que o Estado na Nação é mau.
No encerramento do debate sobre o Estado da Nação, Ulisses Correia e Silva lançou uma pergunta aos Deputados. “Porquê que acham que mesmo nesse contexto difícil, de crise da pandemia da Covid-19, um pequeno País como Cabo Verde ainda continua de pé?”.
O Chefe do Governo adianta que Cabo Verde continua de pé na Educação, na Saúde, na inclusão social, na economia e com empresas a fazer investimentos.
No entanto, reconhece, que a situação atual é difícil, assim como em toda a parte do mundo, considerando que está a ser difícil para os EUA, para os vários países da Europa, Japão, e outros países desenvolvidos, “será muito mais difícil para os países menos desenvolvidos”, reconheceu.
Ao encerrar o debate, o PM, criticou a forma como o PAICV está a fazer política, dizendo que tudo estava mau e que com a Covid-19 a situação piorou. “Isto não é sério, não é falar verdade aos Cabo-verdianos”, mas sim, diz confundi-los relativamente àquilo que é a gravidade da situação.
“Sabemos que a situação é difícil, mas não são discursos e atitudes de puxar para baixo que criam esperança e criam confiança e sentido de luta que os Cabo-verdianos têm e precisam neste momento da crise”, advertiu.
Cabo Verde está a fazer “um bom combate” à covid-19, e o Governo continua a trabalhar na prevenção e contenção da pandemia, proteção das pessoas, das empresas, do emprego e do rendimento, sublinhando UCS que isso não é obra do acaso. “Montamos, decidimos, incrementamos e fizemos acontecer num contexto difícil”, assegurou, sustentando que não se pode ignorar que o País estava a “crescer bem” antes da pandemia.
Neste último debate do ano parlamentar, UCS enfatizou os investimentos feitos na educação, com ensino gratuito desde o primeiro ao 12.º ano, afirmando se tratar de um investimento para o futuro, pois como disse “com educação é que se faz boa política”.
Nesses quatro anos e dois meses de mandato do MpD, investiu-se também na saúde, na economia, turismo, privatizou-se o que o PAICV durante os seus 15 anos de mandato tentava e não conseguiu fazer. “Privatizamos por opção, nós não temos a doença de xenofobismo económico”, precisou explicando que a reação do PAICV não é racional, nem economia, e nem é fundamentável, “tem único problema, é o parceiro estratégico que é estrangeiro”.
O PM disse que isso aconteceu com a Binter, com os transportes marítimo interilhas, porque o PAICV não quer ver estrangeiros juntos com o Estado.
Muito se fez, elucidou ainda, para a Diáspora, a quem agradece pelo fato de nunca ter abandonado o País, com remessas, mesmo nestes tempos em que os seus países de acolhimento enfrentam uma das piores crises e por vezes pior que Cabo Verde.
Ainda nesse debate que ficou marcado pelo “rasgar” de papéis pela Presidente do PAICV, o Chefe do Governo agradeceu a todos que estão na frente do combate à Covid-19, como os profissionais de Saúde, Forças de Segurança, Proteção Civil, Cruz Vermelha, Igrejas, ONG’s, e todos os Cabo-verdianos.



A contrastar com a baixaria geral proporcionada pela líder do paicv, Ulisses é, nos dias de hoje cada vez mais a única referência incontornável na política activa em Cabo Verde. Sóbrio o quanto basta, resiliente nos ataques baixos do paicv, Ulisses vai pavimentado só, mas discretamente o seu caminho para o entronamento como líder da II República. Quanto mais é atacado menos sinais de raiva apresenta,
mais sóbrio é, a ponto de, por exemplo, agora também atirar para a sua longa lista de adversários ninguém que seu antigo predecessor na liderança do MpD e no Governo Gualberto do Rosário. Nunca o MpD esteve tão reunido em torno de um líder. Nem Carlos Veiga, muito menos Gualberto conseguiu tal proeza. Quem está na política há muito tempo sabe as resistências que Carlos Veiga enfrentou para levar à prática um projecto político reformista num MpD dividido em clãs e grupos ideológicos. Gualberto teve o cuidado de fracionar ainda mais o partido e suas bases eleitorais conduzindo o para derrotas penosas em 2000. Hoje dá aulas de liderança e boa governação, mas no Facebook. A liderança do Ulisses é uma força tranquila que cativa e motiva o país mesmo nas crises. Conduziu o país com sobriedade durante a pandemia da covid 19 e mostra lealdade ao Presidente da República. Em três anos de falta de chuva liderou o país sem traumas quando nos países da região a sineta de alarme da fome na região do sahel é uma realidade.
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