XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre sinodalidade chegou ao fim

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Provenientes de “todos os cantos do mundo”, a magna reunião da Igreja Católica foi concluída com solene Eucaristia presidida pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro

O Bispo de Mindelo que participou do Sínodo, assinalou, em jeito de conclusão, que ele e demais participantes, provenientes de “todos os cantos do mundo” chegaram “à Cátedra (de Pedro) do amor e da unidade, carregados de expetativa, anseios e não menos receios e perplexidade; da multiculturalidade chegamos à beleza da interculturalidade; testemunhamos vivamente a alegria da unidade na diversidade, provamos a liberdade dos filhos e filhas de Deus na palavra e nos gestos, a transparência circulou na mesa da conversação e saímos mais unidos e animados na esperança para a missão que não pode esperar”.

Dom Ildo Fortes acentua que neste “tempo marcado por tanta violência, guerra e sofrimento, os discípulos do Senhor são um instrumento de fraternidade e Paz se continuarem a caminhar juntos, contando com todos e não excluindo ninguém”.

Para o Prelado Cabo-verdiano, “o Espírito Santo, alma da Igreja, foi o protagonista do Sínodo”, cujo encerramento foi presidido pelo Papa Francisco, que na homilia da Missa refletiu a propósito de Bartimeu e a necessidade de abandonar a cegueira.

Dirigindo-se aos Cardeais, Bispos, Sacerdotes, religiosos e leigos presentes na Basílica, o Papa convocou-os a refletir sobre a postura da Igreja diante dos desafios atuais, através do exemplo de Bartimeu, o cego que, mesmo marginalizado, encontrou forças para gritar a Jesus e seguir pelo caminho.

“Uma Igreja sentada é uma Igreja estagnada, incapaz de enxergar o Senhor em seu meio e de responder aos apelos do mundo”, afirmou o líder Católico.

A exemplo de Bartimeu, o Papa enfatizou que a Igreja não pode ignorar o sofrimento e as necessidades de tantos irmãos e irmãs. “O Senhor passa e cuida da nossa cegueira. E é bonito que o Sínodo nos impulsione a ser Igreja como Bartimeu: a comunidade dos discípulos que, ouvindo passar o Senhor, sente a emoção da salvação, deixa-se despertar pela força do Evangelho e começa a gritar-Lhe. E fá-lo acolhendo o grito de todos os homens e mulheres da terra: o grito dos que querem descobrir a alegria do Evangelho e dos que, pelo contrário, se afastaram; o grito silencioso dos indiferentes; o grito dos que sofrem, dos pobres e dos marginalizados; a voz quebrada dos que já nem sequer têm força para gritar a Deus, porque não têm voz ou porque se resignaram”.

“Não precisamos de uma Igreja sentada e desistente, mas de uma Igreja que acolhe o grito do mundo e suja as mãos para servir o Senhor”, prosseguiu o Pontífice, para quem a postura sinodal da Igreja, também pode ser simbolizada pelo seguimento de Bartimeu no caminho de Jesus: “uma comunidade em constante movimento, iluminada pelo Espírito Santo e impulsionada pela missão de levar a luz do Evangelho ao mundo”.

Finalizando a sua pregação, o Papa instou à necessária coragem para se levantar em direção a Jesus. “Coragem, levanta-te, Ele te chama. Coloquemo-nos de pé e levemos a alegria do Evangelho pelos caminhos do mundo”.