Volodymyr Zelensky foi crítico à ausência da NATO e lembrou que os Ucranianos vão continuar a resistir e já destruíram os planos da Rússia para uma invasão relâmpago
O Presidente Ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou hoje a NATO por se recusar a impor uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, dizendo que quem morrer agora “morrerá pela fraqueza e falta de unidade” da Aliança Atlântica.
“A Aliança (Atlântica) deu luz verde ao bombardeio de cidades e vilas Ucranianas ao se recusar a criar uma zona de exclusão aérea”, acusou Zelensky, num discurso emitido hoje durante a noite nas plataformas digitais do Governo da Ucrânia.
Hoje, a NATO recusou-se a impor uma zona de exclusão aérea, alertando que isso poderia provocar uma guerra generalizada na Europa com Rússia e com armas nucleares.
“Tudo o que a Aliança (Atlântica) conseguiu fazer hoje foi passar pelo seu sistema de compras 50 toneladas de diesel para a Ucrânia. Talvez para podermos queimar o Memorando de Budapeste”, disse o Chefe de Estado, referindo-se às garantias de segurança de 1994 dadas à Ucrânia em troca da retirada das suas armas nucleares da era soviética.
“Vocês não nos poderão pagar com litros de combustível os litros do nosso sangue derramado pela Europa comum”, realçou.
Volodymyr Zelensky lembrou que os Ucranianos vão continuar a resistir e já destruíram os planos da Rússia para uma invasão relâmpago, “tendo suportado nove dias de escuridão e maldade”.
“Somos guerreiros da luz. A história da Europa vai lembrar-se disto para sempre”, concluiu.
O Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que os Aliados rejeitaram a exigência feita pela Ucrânia de criação de uma zona de exclusão aérea no País após a invasão Russa, para evitar ser envolvidos no conflito.
“A questão foi discutida e os Aliados concordaram que não deveríamos ter aviões da NATO a operar no espaço aéreo Ucraniano ou tropas da NATO no solo porque poderíamos acabar com uma guerra total na Europa”, declarou Jens Stoltenberg.


