13 de Janeiro: celebremos a Liberdade e a Democracia!

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Hoje é um dia verdadeiramente sublime.

          

O dia em que o povo cabo-verdiano se libertou das garras do Partido Único e da sua triste Ditadura de inspiração leninista.

Neste ano, 2021, celebramos o trigésimo aniversário do “13 de Janeiro”. É um motivo de imensa alegria.

Era eu praticamente finalista no liceu da Praia. Lembro-me do povo em festa e da sensação de alívio estampada na cara das pessoas comuns! Foi algo inesquecível.

Na sequência da estrondosa vitória então obtida nas urnas, o MpD viria a aprovar – com a oposição do PAICV – a Constituição de 1992, a “magna carta” da nossa Liberdade, sintonizando Cabo Verde com a Civilização e os ideais da Justiça e Dignidade Humana.

Hoje somos respeitados no concerto das nações por causa da solidez das nossas instituições democráticas.

O PAICV de Janira Hopffer Almada continua a não aceitar, em pleno século XXI, a legitimidade da Constituição de 1992, que funda, decisivamente, a República e baliza a acção de todos os órgãos estaduais, enquanto “higher law”.

É uma nódoa muito grave que paira sobre a democracia cabo-verdiana.

O povo cabo-verdiano tem o direito de saber, urgentemente, qual é a posição do PAICV sobre esta matéria.

Se aceita, sem reservas mentais, a legitimidade constitucional ou se continua, ainda, a defender a primazia da pseudo-legitimidade (revolucionária) advinda da “luta armada” e do pensamento político de Amílcar Cabral.

Não se pode escamotear este aspecto crucial. Talvez o mais importante da democracia cabo-verdiana neste momento.

Onde estão os jornalistas e os partidos políticos cabo-verdianos?

Questionem a líder do PAICV sobre esse aspecto fundamental!

3 COMENTÁRIOS

  1. Confesso que não tenho mais ‘saco’ para ouvir as distrações de personalidades, supostamente intelectuais. E são inteligentes enquanto não abrirem a boca. Aqui, funciona, em 100% a máxima: Germano Almeida é um grande poeta e escritor, de boca fechada. Ontem a noite, na TCV, o gigante quase pede uma estátua para os ditadores, torturadores e criminosos que governaram a República sem legitimidade das urnas e das leis por 15 anos de ditadura partido único. Entre outras ofensas graves, Germano disse que este povo (cabo verdiano) é ingrato pela forma como tratou o Paicv e que, por ser o partido da independência deveria ser tratado com respeito e cordialidade, ou seja mantido no poder. Ou seja os torturados do regime deveriam oferecer rosas aos seus algozes. Os insultos do gigante sugerem que deveria o povo a pagar prebendas aos ditadores, como sacrifícios e emulação (pelas porradas recebidas) e não o Paicv desculpas pelas ofensas e submeter ao veredito e pedir votos e confiança aos eleitores. Numa palavra, Germano deseja o regresso da ditadura, com a qual, de resto teve sempre boas relações. O raciocínio é igualzinho ao dos petistas que advogam que, pelo que seu Governo fez ao povo brasileiro, Lula está acima das leis e nunca deveria ser processado por suas condutas manisfesta e comprovadamente ilícitas. Enfim, é, para quem não saiba, Germano Almeida. Fala mal do capital, mas até o momento não oferece um único livro às escolas do país, fala mal do dinheiro e até hoje não duou um único centavo a Cruz Vermelha, as Aldeias SOS e outras organizações de caráter social. Fala mal do capitalismo mas não vai nem a China, Coreia do Norte, Cuba ou Venezuela vender seus livros. Prefere antes Paris, Londres, Roma e Lisboa. Todas capitais “socialistas”. Pelo que disse, Germano não merita possuir as honras do Estado de Cabo Verde.

  2. REFLETIR E CELEBRAR o 13 de Janeiro, em tempos duma terrível epidemia que assola a nossa economia, bloqueia a nossa capacidade de movimentação, que restrinja o Governo de pôr em prática um terço do seu programa eleitoral que se apresentou nas urnas em 2016, obriga-nos a ser cada vez mais lúcidos e preparados para combater os sobressaltos que condicionalismos populistas que surgem nessas alturas e que possam ser cruéis à inversão da marcha do processo iniciado nessa altura -13 de Janeiro! 13 DE JANEIRO propôs não só liberdade e Democracia…propôs decência, caracter no exercício das funções de Estado e respeito pelo Estado de Direito. Passados 24 horas do pedido de Demissão do Ministro de Negócios Estrangeiros por uma questão que pessoalmente acho-o forçado nos fundamentos, ajuda-nos e define O HOMEM Luis Tavares e nos diz dos homens que governam este País ao tempo que nos recomenda o MpD como um partido que valha apena acreditar e apostar.

  3. De repente, e sem que nenhuma previsão indicasse, derem ao Rui Semedo excertos de Dale para compor o seu enfadonho discurso de 13 de Janeiro. Rui não foi capaz de esconder o total desconforto. Errou várias vezes, fez pausas longas, repetiu vezes sem conta, balançou várias vezes, perdeu folhas e teve o texto e leitura truncadas e descontextualizadas. Detalhe: o texto que o Rui leu foi redigido a várias mãos e as inserções do Dale são da responsabilidade do JMN e de um dos seus tutores em Lisboa. Rui está cansado, trêmulo e em fim de carreira.

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