Ministério Público acusa dois arguidos por homicídio em Eugénio Lima

Os dois arguidos vão responder em tribunal pela morte de “Branco”, registada em dezembro de 2023

O Procuradoria-Geral da República (PGR) deduziu acusação contra dois arguidos pelo homicídio de um indivíduo conhecido por “Branco”, ocorrido no bairro de Eugénio Lima, na cidade da Praia, a 28 de dezembro de 2023.

Em comunicado, a PGR informa que o processo correu termos no Departamento Central de Ação Penal e que, concluídas as diligências de investigação, o Ministério Público determinou, a 30 de janeiro de 2026, o encerramento da instrução, tendo requerido julgamento em Processo Comum Ordinário, perante Tribunal Singular.

Os dois arguidos, de 31 e 33 anos, encontram-se em prisão preventiva na Cadeia Central da Praia. Ao primeiro é imputada, em coautoria, a prática de um crime de homicídio agravado, um crime de roubo, um crime de armas e um crime de tráfico de droga de alto risco. Já ao segundo arguido é imputada a prática de um crime de homicídio agravado e um crime de tráfico de droga de alto risco.

O Ministério Público requereu a manutenção das medidas de coação aplicadas, por se manterem os pressupostos que justificaram a prisão preventiva, bem como a declaração de perda a favor do Estado das quantias monetárias apreendidas aos arguidos.

O caso segue agora para julgamento.

Candidatura do Campo de Concentração do Tarrafal a Património Mundial está em fase avançada

A garantia foi dada pelo Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, que considera a candidatura um desígnio nacional e uma prioridade estratégica do Governo

O processo de candidatura do antigo Campo de Concentração de Tarrafal, atualmente Museu da Resistência, a Património Mundial da UNESCO encontra-se numa fase avançada, anunciou o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga.

A afirmação foi feita durante uma sessão de socialização promovida pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), através do Instituto do Património Cultural (IPC), com antigos presos políticos e representantes da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP).

Segundo o Governante, a candidatura constitui um desígnio nacional e uma prioridade estratégica do Governo, no âmbito da valorização, preservação e internacionalização do património histórico e memorial de Cabo Verde.

No encontro, antigos presos políticos partilharam testemunhos sobre o período de reclusão, contributos considerados essenciais para o reforço técnico e histórico do dossiê de candidatura.

O Ministro anunciou ainda a preparação de uma conferência internacional que contará com a participação de antigos presos e especialistas da Guiné-Bissau, Portugal e Angola, para aprofundar o debate em torno do processo.

O MCIC reafirmou o compromisso de conduzir um processo rigoroso e participativo, alinhado com os critérios internacionais, com vista ao reconhecimento do antigo campo como Património Mundial e à sua consolidação enquanto espaço de memória, educação e promoção dos valores da liberdade, dignidade humana e direitos humanos.

PJ e Banco de Cabo Verde reforçam cooperação no combate à contrafação

Novo acordo visa fortalecer a prevenção e repressão da criminalidade económico-financeira

A Polícia Judiciária (PJ) e o Banco de Cabo Verde (BCV) assinaram, esta segunda-feira, um Protocolo de Cooperação destinado a reforçar os mecanismos de prevenção, investigação e repressão da contrafação e falsificação de notas e moedas, bem como a guarda de valores apreendidos.

Segundo a PJ, o acordo vem fortalecer a articulação entre as duas instituições, definindo procedimentos para o envio e análise de notas suspeitas, partilha de informação, elaboração de relatórios periciais e realização de ações de formação conjunta.

O protocolo contempla ainda regras de custódia, conservação e devolução de valores apreendidos no âmbito da criminalidade económico-financeira, assegurando maior rigor e coordenação institucional.

O Diretor Nacional da PJ, Manuel da Lomba, e a respetiva comitiva, e o Governador do Banco de Cabo Verde, Óscar Santos, igualmente acompanhado pela sua comitiva, trocaram ainda informações relativamente aos procedimentos adotados por ambas as instituições no que concerne ao desaparecimento de moedas nacionais, ao desenrolar do modus operandi identificado, aos resultados já alcançados e às diligências ainda em curso, bem como ao controlo de moedas internacionais em circulação entre as ilhas do Arquipélago.

Críticos seletivos

A Máxima é: criticar sempre, e duramente, atos do partido no poder e do governo, mas nunca atos cometidos pela força política das suas simpatias – que não é o partido da atual situação – ou por quem lhes é partidariamente próximo. Interesses eleitoralistas acima de tudo.

É salutar o facto de a cada cidadão reservar-se-lhe a liberdade de criticar o que bem entender, e até o que bem lhe convier. É um ato de manifestação da Liberdade de Expressão consagrada na nossa Constituição da República aprovada em 1992.

Vejo por aí um grupo de chamadas vozes atentas da sociedade civil, autoproclamados defensores de certos valores e críticos atentos, segundo eles, de certas práticas do poder político que entendem poder lesar o bem comum. Em suma, assumem-se como vozes defensoras de tudo o que seja o interesse público.

Alguns, figuras conhecidas da nossa sociedade, outros, nem tanto, mas dada a permanente atividade nas redes sociais e em jornais online toda a gente passa a ser conhecida do grande público.

Até aí tudo certo, nada a contrapor, já que é legitimo e necessário a sociedade civil ter vozes atentas e ativas e ser um fiscalizador do poder político que tem por missão gerir o bem comum. Trata-se de um nobre e útil exercício de cidadania, exteriorização da liberdade de expressão de que gozamos.

É de esperar que defender o interesse publico consiste em não praticar atos lesivos do mesmo, mas ao mesmo tempo denunciar e criticar atos que o lesem, independentemente de quem os pratica, da sua cor política, do cargo que ocupa, enfim, dos seus lindos olhos etc.

Vale dizer, e espera-se, que um verdadeiro defensor do interesse público, pelo menos, é aquele que não fecha os olhos a atos lesivos do bem comum quando praticados por quem lhe é partidária ou ideologicamente próximos. A isto se pode entender como defesa do interesse público de modo insuspeito, ou seja, sem nenhuma motivação obscura por detrás.

Porém, é o que não acontece com essas tais chamadas vozes atentas da sociedade civil, pois, a avaliar pelos critérios próprios com que escolhem temas ou casos que entendem dever ser alvos de suas duras e implacáveis críticas, facilmente se percebe que na prática, afinal, não passam é de autênticos CRÍTICOS SELETIVOS, dada a seletividade na escolha dos casos e na dureza das suas críticas.

Nos seus escritos, usam e abusam de adjetivos altamente pejorativos quando se referem a figuras ligadas ao partido atualmente no poder – o MpD – e ao governo, e a medidas por estes tomadas que não sejam dos seus agrados, o que, lido nas entrelinhas, deixa demonstrado, nuns casos, uma motivação de pintar do mais negro possível essa força política e o governo que sustenta, mas também deixa no ar, noutros casos, a ideia de estarem movidos/amarrados por algum ressentimento político-partidário do passado.

À cautela, essas figuras fazem-se passar por “apartidários”, (pseudo) neutralidade, escondendo sempre atrás de uma alegada não filiação/militância partidária, como se isso bastasse para não se ser ideológica e/ou empenhadamente partidário, pois esquecem que pode-se ser ideológica e/ou empenhadamente partidário, mas sem militância formal, pelo menos é o que se vislumbra do comportamento desses supostos críticos defensores do interesse publico.

A estratégia utilizada é de fácil perceção, pois o objetivo desse alegado “apartidarismo” é o de atirar poeira aos olhos de quem os ouve e/ou de quem os lê, ou seja, através desse malandreco disfarce – a invocada (pseudo) neutralidade partidária -, tentam parecer insuspeitos nas análises e opiniões que emitem.

Curioso é que quando esses críticos seletivos querem demonstrar o seu (mal) encenado “apartidarismo”, desatam a criticar de forma abstrata e generalista, sem especificar, os que eles apelidam de detentores do poder político, fazem-na sempre com argumentos pejorativos e como que a meter todos no mesmo saco, querendo passar a ideia de que nenhum político neste país é sério.

No que se refere aos partidos, ainda na desajeitada demonstração desse (mal) encenado “apartidarismo”, criticam duramente apenas o partido no poder – o MpD -, seus dirigentes e o governo, mas ao Paicv limitam-se a tecer ligeiríssimas críticas, sem importância de maior, a que se pode chamar de pequeninas “cócegas”, que não prejudicam a imagem dessa força política, o que já em si deixa escapulir que de “apartidários” essa classe de críticos seletivos nada tem.

Portanto, e astutamente, criticando duramente o MpD e o governo, fingindo criticar o Paicv e espalhando a narrativa de falta de credibilidade dos políticos cabo-verdianos, é usando desses truques que essa classe suspeita tenta fazer crer à opinião pública cabo-verdiana da sua alegada (pseudo) neutralidade político partidária, tudo com o claro propósito, reafirmamos, de afastarem qualquer suspeita que possa recair sobre seus pontos de vista.

É nisto que consiste o (mal) encenado “apartidarismo” dessa classe, basta estar atento para se perceber que apesar de todos as tentativas de disfarçar, não conseguem esconder o que representam, ou seja, que, na verdade, não passam de disfarçados paicevistas empenhados, sem militância formal.

Voltando aos critérios próprios usados por essa classe na escolha de temas ou de casos alvos de suas duras e implacáveis críticas, é notório que só visam atos praticados por quem lhes é partidariamente oposto, para ser mais preciso, quando se trata de atos praticados por pessoas ligadas ao MpD ou ao governo.

Quando se trata de casos protagonizados por pessoas que lhes são partidariamente próximas – portanto, do PAICV -, já não são duramente críticos, limitam-se a habilidosas tentativas de justificação, a passar paninhos quentes, ou então, fingem não ver ou ignorar como se nada tivesse acontecido. Assim, é de perguntar: afinal, onde está esse alegado sentido de defesa do interesse público? A resposta só pode ser uma: foi comido por interesses paicevistas que movem essa classe!

Um exemplo concreto da seletividade desses supostos críticos é o sobejamente conhecido e badalado caso protagonizado pelo atual Presidente da República (PR) em atribuir “salário à primeira-dama”, ato que além de imoral e antiético, é gravemente violador da sagrada Constituição da República e demais legislação ordinária de que o Mais Alto Magistrado da Nação devia ser o guardião do seu rigoroso cumprimento, e não ser ele próprio a violá-la, como aconteceu.

 Mormente tratando-se de um PR, formado em Administração Pública, que além de já ter exercido o cargo de Primeiro-ministro durante 15 longos anos, chegou a exercer, ainda antes, e por vários anos, funções na Função Pública caboverdiana, o que deixa demonstrado que ele PR sabia muito bem que a figura “primeira-dama” é um mero título que protocolarmente se atribui à esposa do PR ou a quem com ele viva unido de facto. Tal figura não se encontra prevista na Constituição da República, nem em legislação ordinária, e por isso não é um função/cargo público, não exerce função oficial, logo não pode ser remunerada.

Perante este cenário, resulta evidente que o atual PR, mesmo tendo a consciência da grave ilegalidade do seu ato, violação da Constituição da República (que ele tem a missão de defender) e demais legislação, não se coibiu de o praticar, o que já é em si um agravante.

No entanto, pese embora a enorme gravidade e possíveis consequências administrativas e criminais legalmente previstas para um ato de tal natureza, sem falar das consequências políticas, que até podem resultar na destituição do cargo, este caso grave de violação da Constituição da República e lesivo do interesse público, não mereceu dessa classe (daí serem SELETIVOS) qualquer dura e implacável critica.  Limitaram-se, por meio de ridículas ginásticas argumentativas, a tentar justificar o ato, a passar paninhos quentes e até a quererem atirar as culpas para outros lados, tudo com o vergonhoso propósito de darem uma ajudinha na “ilibação” do PR.

Isto tudo porquê? É obvio, porque o atual PR é-lhes partidáriamente próximo, daí essa seletividade.

Já agora, é caso para se dizer que A MÁXIMA DOS CRÍTICOS SELETIVOS É: criticar sempre, e duramente, atos do partido no poder e do governo, mas nunca atos cometidos pela força política das suas simpatias – que não é o partido da situação – ou por quem lhes é partidariamente próximo. Interesses eleitoralistas acima de tudo.

Outro exemplo concreto da seletividade critica dessa gente tem a ver com os inúmeros casos, ainda de suspeição, de lesa interesse público protagonizados por Francisco Carvalho, atual líder do PAICV e Presidente da CMP, casos denunciados por próprios elementos da sua equipa camarária, e não só, e que se encontram sob investigação, que também não mereceram qualquer dura e implacável critica por parte desses supostos críticos e vozes atentas.

Isto porquê? Porque o Francisco Carvalho é-lhes partidariamente próximo, daí mais essa seletividade, sempre imbuídos daquela máxima.

No entanto, quando uma mera suspeição, mesmo que nem sequer esteja sob investigação, recai sobre um elemento do MpD ou do governo, o comportamento deles, dos tais críticos, já é bem diferente, empolam-na e fazem um alarido e escândalo social a ponto de parecer que o “suspeito” já está condenado.

Já imaginaram uma situação, hipotética, em que o ato “salário à primeira-dama” tivesse sido praticado por um PR (que não o JMNeves) pertencente à esfera política do MpD? O que de duro e implacável esses críticos seletivos, imbuídos do espírito de autoproclamados defensores do interesse público, não teriam escrito? Que alarido e escândalo social não teriam provocado? Seria um Deus nos acuda com essa gente. Teriam passado meses a escreverem longos artigos nos jornais com os adjetivos mais pejorativos possíveis sobre o caso; teriam longos tempos de antena na nossa rádio e televisão públicas a falarem do caso; teriam implorado todos os dias ao Ministério Público (MP) que agisse o mais rapidamente possível no sentido de deduzir acusação contra o PR; teriam pedido sistematicamente ao PR a imediata renuncia do cargo pelo ato imoral, antiético e violador da Constituição por ele praticado; teriam atribuído a culpa do ato exclusivamente ao PR e a mais ninguém; teriam pedido ao Supremo Tribunal da Justiça imediato julgamento, com condenação e consequente perda do direito de voltar a concorrer às presidenciais, e mais tudo o que lhes viesse à cabeça.

Mas já imaginaram, ainda nesta situação hipotética, um cenário em que contra o PR (pertencente à esfera política do MpD) não fosse deduzido qualquer acusação pelo escandaloso ato praticado, como, inconcebivelmente, a nosso ver, veio muito recentemente a suceder em relação ao JMNeves? Perante isto, o que é que de bombástico esses críticos seletivos não teriam escrito e insinuado em relação ao comportamento do Ministério Público (MP)? Que promiscuidade não teriam insinuado nas relações entre o poder político e o MP e a Justiça no seu todo?

Isto porquê?  Porque teria sido um PR pertencente à família política oposta, do MpD. Teriam seguido aquela máxima de: criticar sim, mas só os partidariamente opostos.

Resumindo, esses autoproclamados vozes atentas da sociedade civil e defensores do interesse público não são mais do que CRITICOS SELETIVOS que só criticam atos praticados por gente do MPD e governo, mas que fecham os olhos e ficam caladinhos ou limitam-se a justificar com argumentos estapafúrdios e a passar paninhos quentes, quando se trata de atos praticados por gente do Paicv, como foi no “caso dos 310” do atual PR José Maria Neves e nos casos do Francisco Carvalho, sem falar de vários outros casos acontecidos sobretudo de 2001 a 2016, em que essa gente esteve “desatenta”, remetidos ao total silêncio.

Fica o diagnóstico desses arvorados defensores do interesse público, que não são nada mais do que disfarçados paicevistas empenhados, travestidos de uma (pseudo) neutralidade político-partidária sustentada numa enganosa não formal militância partidária, tudo ao serviço eleitoralista do Paicv, sob capa de defensores do interesse publico.

Só conseguem enganar os distraídos, poucos!  Ao atento povo cabo-verdiano não enganam!

Governo lança concurso para aquisição de dois aparelhos da TAC de 128 cortes para Praia e São Vicente

O Governo lançou, no passado dia 12, um concurso internacional para a aquisição de dois Tomógrafos Axiais Computadorizados (TAC) de 128 cortes e duas bombas injetoras de contraste, destinados aos dois hospitais centrais do País

O anúncio havia sido feito na semana passada, no Parlamento, pelo Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo. O concurso, promovido pela Unidade de Gestão de Projetos Especiais (UGPE), contempla a instalação dos equipamentos no Hospital Dr. Agostinho Neto, na Praia, e no Hospital Dr. Baptista de Sousa, em São Vicente.

Os novos aparelhos de 128 cortes permitirão a realização de exames de alta resolução em várias especialidades, nomeadamente na avaliação cardíaca, neurológica, abdominal e musculoesquelética, assegurando diagnósticos mais rápidos e precisos e melhor definição terapêutica. Atualmente, os hospitais centrais dispõem de equipamentos de 16 cortes.

Segundo o Ministro, os novos TAC vão possibilitar “estudar plenamente a circulação, o coração, o diagnóstico diretamente”, reforçando a capacidade de resposta em áreas críticas como a cardiologia e a oncologia. A aquisição das bombas injetoras de contraste visa garantir exames contrastados com maior precisão diagnóstica e segurança para os pacientes.

O investimento, estimado em 29 milhões de Dólares, é financiado pelo Banco Mundial, no âmbito do projeto de Segurança Sanitária na África Ocidental e Central. A medida enquadra-se na estratégia do Ministério da Saúde para reduzir o tempo de diagnóstico, permitir intervenções mais precoces em casos críticos, melhorar a eficiência dos serviços de radiologia e assegurar o cumprimento das normas internacionais de radioproteção.

Jorge Figueiredo anunciou ainda que o Governo pretende instalar, brevemente, o serviço de TAC no Hospital Regional Santa Rita Vieira, em Santiago Norte, e no Hospital Regional João Morais, em Santo Antão, reforçando a descentralização dos meios complementares de diagnóstico no País.

Dom Arlindo acolhe seu sucessor e assegura-lhe lealdade

Atual Bispo passa a ser Administrador Apostólico de Santiago até 3 de maio, data da posse do novo Bispo

O Cardeal Dom Arlindo Gomes Furtado, manifestou, esta segunda-feira, 16, acolhimento e total apoio ao seu sucessor, Dom Teodoro Mendes, sublinhando que a sua escolha representa continuidade e esperança para a Igreja em Cabo Verde.

Dom Arlindo que deixa o cargo de Bispo da Diocese de Santiago, passando a ser Administrador Apostólico até o dia 3 de maio, data da posse de Dom Teodoro, destacou o percurso e a experiência do seu sucessor, afirmando que Dom Teodoro “é um Cabo-verdiano de gema, com larguíssima experiência internacional”, recordando, ainda, que acompanhou de perto o seu percurso formativo, quando era Reitor do Seminário de São José, na Cidade da Praia, período em que Dom Teodoro era seminarista.

Segundo Dom Arlindo, a decisão da Santa Sé teve em conta a experiência prévia de Dom Teodoro como Bispo, considerada essencial para conduzir a Diocese de Santiago com eficácia e serenidade nesta fase de transição. “A Santa Sé escolheu um Bispo com experiência para que pudesse liderar mais facilmente a Diocese nesta fase de transição, contando com os seus conselheiros e com todos os diocesanos, padres, religiosos e leigos”, afirmou.

O Cardeal assegurou que, apesar de deixar o cargo de Bispo, continuará a servir a Diocese. “Só darei conselhos se me forem solicitados. Não interferirei na vida da Diocese após a posse do novo Bispo”, garantiu.

Dom Arlindo explicou ainda que, regularmente, os bispos indicam à Santa Sé três nomes considerados aptos ao episcopado. Após o seu pedido de renúncia, o processo foi acelerado, envolvendo consultas a bispos, padres, religiosos e leigos. “Após o meu pedido de renúncia, a escolha do sucessor foi analisada com cuidado pelo Vaticano, mediante consultas a várias pessoas capacitadas de dar uma opinião equilibrada”, concluiu.

Espiritanos celebram nomeação de Dom Teodoro para Santiago

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A Congregação do Espírito Santo manifestou esta segunda-feira, 16, “alegria e júbilo” pela nomeação de Dom Teodoro Mendes como novo Bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde, considerando o momento como sinal de continuidade da missão espiritana ao serviço da Igreja

Em nota assinada pelo Superior Provincial, Padre Hugo Ventura, a Província Portuguesa da Congregação do Espírito Santo sublinha o percurso missionário do novo Prelado de Santiago, recordando que parte da sua formação decorreu em Portugal, antes de partir em missão para o Brasil.

Dom Teodoro, membro dos Espiritanos (CSSp), desempenhou durante vários anos trabalho missionário na Prelazia de Tefé, na Amazónia, e foi posteriormente nomeado Bispo da Diocese de Ponta de Pedras, no Estado do Pará, onde consolidou um ministério marcado pela proximidade às comunidades e espírito missionário.

Para a Congregação, a sua nomeação representa agora o regresso à “terra de morabeza”, Cabo Verde, onde Dom Teodoro continuará a missão na sua pátria natal, assumindo a liderança pastoral da Diocese de Santiago.

“Agora continua a sua missão em terras de ‘morabeza’ em Cabo Verde, sua terra natal! Boa missão, Dom Teodoro”, refere os Espiritanos.

Dom Teodoro Tavares garante total disponibilidade para servir Cabo Verde

Novo Bispo de Santiago promete amar e servir o povo de Deus no Arquipélago

O novo Bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde, Dom Teodoro Tavares, afirmou hoje ter recebido com “surpresa e temor” a sua nomeação pelo Papa Leão XIV, assegurando, no entanto, total disponibilidade para servir o povo de Deus em Cabo Verde.

As declarações foram prestadas por telefone durante uma conferência de imprensa realizada esta manhã, na Cidade da Praia, pela Diocese de Santiago, que oficializou a renúncia do Cardeal Arlindo Gomes Furtado e anunciou a escolha do seu sucessor.

“Confesso que foi até com temor e tremor que recebi a notícia e até para também dar a minha resposta”, revelou o novo prelado, sublinhando que aceita a missão com fé e confiança.

Dom Teodoro agradeceu ao Santo Padre pela confiança depositada e manifestou gratidão a todos os que o acompanham com orações. “Estou disponível para continuar a servir a Igreja. Vou com o coração aberto para amar e servir o povo de Deus que me foi confiado nesta nova missão”, afirmou.

Brasil saúda nomeação de Dom Teodoro para Santiago e destaca legado missionário na Amazónia

A nomeação de Dom Teodoro Mendes Tavares como novo Bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde foi recebida no Brasil com manifestações de reconhecimento e gratidão pelo trabalho pastoral desenvolvido ao longo de mais de três décadas naquele País, sobretudo na região amazónica

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) destacou, em nota oficial, a dedicação do prelado Cabo-verdiano à Igreja no Brasil, sublinhando o seu contributo pastoral, missionário e institucional. Dom Teodoro exercia funções como Bispo da Diocese de Ponta de Pedras, no Estado do Pará, onde ganhou notoriedade pelo trabalho junto de comunidades ribeirinhas e populações periféricas.

Além da ação diocesana, a imprensa católica Brasileira recorda o seu envolvimento em estruturas nacionais da Igreja, nomeadamente na promoção do diálogo ecuménico e inter-religioso, área em que assumiu responsabilidades no seio da CNBB.

Missionário da Congregação do Espírito Santo, Dom Teodoro chegou ao Brasil na década de 1990, onde consolidou um percurso marcado pela proximidade às comunidades, formação do clero e compromisso social — traços que agora são apontados como mais-valia para a nova missão em Cabo Verde.

No Brasil, a sua transferência para Santiago é vista não como despedida, mas como continuidade de uma missão que atravessa fronteiras, reforçando os laços históricos e espirituais entre as Igrejas dos dois países.

Diocese de Mindelo saúda nomeação do novo Bispo de Santiago

Em nota oficial, Igreja Católica no Barlavento manifestou “profunda alegria” pela nomeação de Dom Teodoro Mendes, como novo Bispo titular da Diocese de Santiago de Cabo Verde

A Diocese do Mindelo considera que a nomeação de um Bispo representa “a renovação da apostolicidade” de uma Igreja particular, recordando o ensinamento do Concílio Vaticano II que define o Bispo como “princípio e fundamento visível da unidade” na sua Igreja. A nota sublinha ainda a solicitude do Santo Padre para com o povo de Deus que peregrina nas Ilhas do Sotavento.

A Diocese manifesta proximidade espiritual ao novo Pastor de Santiago, desejando que o seu ministério seja marcado pela configuração a Cristo Bom Pastor, como mestre da doutrina, sacerdote do culto sagrado e ministro do governo.

Neste que considera um “dia de festa” para a Diocese irmã, o Bispo do Mindelo, Dom Ildo Fortes, juntamente com o clero, religiosos e fiéis, assegura orações pela Diocese de Santiago e pelo seu novo Bispo, reafirmando a comunhão da Igreja em Cabo Verde sob a proteção de Nossa Senhora da Luz e de São Tiago Menor.