Última hora. Papa Leão XIV nomeia Dom Teodoro Tavares novo Bispo de Santiago

A tomada de posse do novo Bispo está marcada para 3 de maio de 2026

O Papa Leão XIV acaba de nomear Dom Teodoro Mendes Tavares como novo Bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde, sucedendo a Dom Arlindo Gomes Furtado, que apresentou a renúncia ao governo pastoral ao completar 75 anos, conforme estabelece o Código de Direito Canónico.

A informação foi divulgada esta manhã. Até agora, Dom Teodoro exercia funções como Bispo da Diocese de Ponta de Pedras, no Estado do Pará, Brasil.

Natural do Concelho de São Miguel, na Ilha de Santiago, onde nasceu a 7 de janeiro de 1964, ingressou na Congregação dos Missionários do Espírito Santo em 1984, tendo professado em 1986. Missionário Espiritano, pertence à mesma Congregação do falecido Dom Paulino Évora, primeiro Bispo Cabo-verdiano.

A tomada de posse do novo Bispo de Santiago está marcada para 3 de maio, solenidade de São Tiago Menor, Patrono da Diocese. Até lá, o Cardeal Arlindo Gomes Furtado continuará a assegurar a condução pastoral como Administrador Apostólico, passando posteriormente à condição de Bispo Emérito.

O Acesso à Habitação como Direito Constitucional: Uma Análise das Novas Medidas para Jovens Cabo-Verdianos

A habitação condigna não é um luxo — é um direito humano fundamental, consagrado no artigo 72.º da nossa Constituição. Quando analisamos as recentes legislações aprovadas pelo Governo, nomeadamente o Decreto-Lei n.º 6/2026 e as Portarias Conjuntas n.º 13 e 14/2026, deparamo-nos com um conjunto normativo que, pela primeira vez em décadas, responde de forma integrada e progressista aos desafios que a nossa juventude enfrenta no acesso à primeira habitação.

Uma Reforma Estruturante, Não Meramente Cosmética

Há que reconhecer: o regime anterior, estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 28/94 e sucessivamente alterado até 2022, serviu gerações de cabo-verdianos. Contudo, a realidade socioeconómica do nosso país transformou-se radicalmente. As crises económicas internacionais, a inflação galopante e a evolução do mercado imobiliário — particularmente nos concelhos da Praia, Sal, São Vicente e Santa Catarina — tornaram praticamente impossível para um jovem de 25 ou 30 anos adquirir a sua primeira casa sem comprometer mais de metade do seu rendimento mensal.

A nova legislação não se limita a ajustar percentagens ou prazos. Redesenha, de forma inteligente, a arquitetura financeira do apoio estatal, criando dois pilares complementares: a bonificação de juros e a garantia parcial do Estado. Esta abordagem dual revela uma compreensão sofisticada do problema: os jovens enfrentam não apenas taxas de juro elevadas, mas também barreiras de acesso ao crédito pela insuficiência de garantias.

A Bonificação de Juros: Mais Abrangência, Maior Justiça Social

O regime de crédito bonificado mantém a filosofia de solidariedade intergeracional, mas introduz melhorias substanciais. A bonificação pode agora atingir até 50% da taxa de juro acordada no regime geral e 55% no regime jovem bonificado, aplicável durante metade do período de reembolso. Para contextualizarmos: num empréstimo de 8 milhões de escudos a 30 anos, esta bonificação pode representar uma poupança de centenas de milhares de escudos ao longo da vida do contrato.

Mais importante ainda, o cálculo da bonificação passou a considerar de forma mais equitativa a dimensão e o rendimento corrigido do agregado familiar. Um casal com dois filhos, por exemplo, beneficia de um coeficiente de correção de 9%, reconhecendo que as responsabilidades familiares reduzem a capacidade de poupança. Esta sensibilidade social não é retórica — está matematicamente inscrita na Parte I da Portaria 14/2026.

A Garantia do Estado: Quebrando o Círculo Vicioso

A Portaria n.º 13/2026 introduz uma inovação verdadeiramente revolucionária: a garantia pessoal do Estado até 15% do valor do crédito para jovens até aos 35 anos na aquisição da primeira habitação. Aparentemente, 15% pode parecer modesto. Mas na prática, é precisamente este diferencial que separa um pedido de crédito aprovado de um rejeitado.

Imaginemos um jovem profissional que conseguiu poupar 5% para entrada, mas o banco exige 20% de garantia. Antes desta legislação, esse jovem estava simplesmente excluído do mercado — condenado a arrendar eternamente, enriquecendo terceiros enquanto constrói zero património. Agora, o Estado assume essa lacuna de 15%, permitindo financiamento até 100% do valor da transação. É isto que se chama nivelamento de oportunidades.

E não nos iludamos: esta não é generosidade cega. O regime está blindado com salvaguardas rigorosas. Apenas elegíveis são cidadãos com situação fiscal regularizada, sem propriedades anteriores, e o financiamento limita-se a 10 milhões de escudos — precisamente o segmento da habitação digna, não suntuosa. A Inspeção-Geral de Finanças tem mandato expresso para auditorias anuais. É apoio social com responsabilidade fiscal.

Flexibilidade Onde Importa: Resposta às Realidades Locais

Um aspecto frequentemente ignorado, mas juridicamente relevante, é a diferenciação territorial. Nos concelhos de menor pressão imobiliária, o financiamento pode atingir 100% do valor da habitação, enquanto nos grandes centros urbanos — onde os preços são artificialmente inflacionados — o limite mantém-se nos 90%, salvo no regime jovem bonificado. Esta discriminação positiva é constitucionalmente legítima, pois visa corrigir assimetrias regionais estruturais.

Adicionalmente, as novas portarias preveem mobilidade do crédito entre instituições financeiras, mantendo a bonificação. Durante anos, mutuários ficaram reféns de bancos que, sabendo da sua dependência do subsídio estatal, recusavam renegociar condições. Agora, o beneficiário pode transferir o crédito sem perder o apoio — criando, finalmente, competição saudável no sector bancário.

Os Desafios da Implementação

Seria intelectualmente desonesto apresentar esta legislação como panaceia. Subsistem desafios: a plataforma digital de gestão da bonificação precisará de ser robusta e user-friendly; os prazos de comprovação anual (31 de março) podem criar congestionamento burocrático; e a articulação entre Direção-Geral do Tesouro, instituições financeiras e beneficiários exigirá coordenação impecável.

Há também questões sistémicas que nenhuma lei resolve isoladamente: a escassez de oferta habitacional em localização qualificada, os custos de construção inflacionados por monopólios de importação de materiais, e a especulação fundiária que artificialmente valoriza terrenos. A bonificação ajuda os jovens a comprar, mas precisamos igualmente de políticas de ordenamento territorial e concorrência no sector da construção.

Uma Aposta Geracional

Estas legislações representam mais do que tecnicismo jurídico-financeiro. São uma declaração política: Cabo Verde acredita nos seus jovens e está disposto a investir recursos públicos para que construam futuro no seu país, não noutras paragens. Quando um jovem médico, engenheiro ou professor consegue comprar a sua primeira casa aos 30 anos — em vez de aos 45, como acontecia à geração anterior —, estamos a fixar talento, a criar estabilidade familiar e a fomentar cidadania ativa.

O artigo 72.º da Constituição não é letra morta. É mandamento dirigido aos poderes públicos. E esta legislação, com todas as suas imperfeições e desafios operacionais, é uma resposta séria, tecnicamente sólida e socialmente progressista a esse mandamento constitucional.

Resta agora à nossa geração — beneficiária direta destas medidas — demonstrar que este investimento público não foi em vão. Regularizar situações fiscais, apresentar documentação atempadamente, honrar compromissos financeiros. O Estado criou o instrumento. Cabe-nos a nós, jovens cabo-verdianos, utilizá-lo com responsabilidade e transformar esta oportunidade legislativa em património familiar concreto.

A habitação condigna deixou de ser sonho distante. Tornou-se projeto viável. E isso, meus caros concidadãos, é motivo para esperança fundamentada.

Nota: Os interessados podem consultar as Portarias Conjuntas n.º 13/2026 e 14/2026, bem como o Decreto-Lei n.º 6/2026, publicados no Boletim Oficial de 29 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026, respetivamente, para análise detalhada dos requisitos e procedimentos de candidatura.

 

Executivo investe até 20 mil contos no apoio aos pescadores do Sal

À Associação dos Pescadores de Santa Maria, foram entregues duas embarcações semirrígidas. O apoio inclui ainda a instalação de casas de suporte na praia e melhorias no mercado de peixe, visando reforçar a organização, a eficiência e as condições de trabalho na atividade pesqueira local

O Ministro do Turismo e Transportes, José Luís Sá Nogueira, presidiu na sexta-feira, 13, à cerimónia de entrega de duas embarcações semirígidas à Associação dos Pescadores de Santa Maria, na Ilha do Sal, numa iniciativa que visa mitigar os constrangimentos provocados pela construção do novo pontão.

Na ocasião, o Governante destacou o impacto “enorme e incomensurável” da medida, sublinhando que o reforço de meios vai garantir melhores condições de trabalho, maior segurança e mais mobilidade para pescadores e peixeiras que operam na zona.

Além das embarcações, o apoio contempla a instalação de casas de suporte na praia e intervenções de melhoria no mercado de peixe, com o objetivo de assegurar mais dignidade, organização e eficiência à atividade pesqueira local.

O investimento, avaliado entre 15 e 20 mil contos, é financiado pelo Fundo do Turismo, pelo Fundo de Emergência e pelo Projeto Turismo Resiliente e Economia Azul, com financiamento do Banco Mundial.

O ato contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, do gestor do Fundo do Turismo, Manuel Ribeiro, do presidente do Conselho Diretivo do Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV), Jair Fernandes, além de vereadores, eleitos municipais, pescadores, peixeiras e membros da comunidade local.

Travadores e Boavista seguem empatados no topo em Santiago Sul

Ambos os emblemas triunfaram nos respetivos encontros da 14.ª jornada

O campeonato regional de futebol de Santiago Sul continua ao rubro, com Travadores e Boavista a vencerem os respetivos jogos e a manterem a liderança partilhada, com 34 pontos, após a 14.ª jornada.

No encontro que encerrou a ronda, os Travadores derrotaram o Bairro por 3-1, igualando o Boavista no topo da tabela. A formação axadrezada já havia garantido os três pontos no sábado, ao vencer a Académica da Praia por 1-0.

A jornada ficou ainda marcada pelo empate a dois golos entre Desportivo da Praia e Vitória. O Sporting venceu o Relâmpago por 1-0, enquanto o Unidos do Norte superou a Ribeira Grande pelo mesmo resultado.

Na classificação, Travadores e Boavista lideram com 34 pontos, seguidos do Desportivo da Praia, com 27, e do Sporting, com 24. O Celtic ocupa a quinta posição, com 19 pontos, à frente do Vitória (18) e da Académica (16). A Ribeira Grande soma 15 pontos, o Bairro 13, Unidos do Norte nove, Benfica oito e Relâmpago sete.

Treinador do PSG rende-se a Nuno Mendes, lateral de origem Cabo-verdiana

Nuno Mendes, cujos pais são Cabo-verdianos, mereceu esta semana rasgados elogios do treinador Espanhol ao serviço do PSG

O treinador do Paris Saint-Germain, Luis Enrique, teceu esta semana rasgados elogios a Nuno Mendes, lateral-esquerdo Português de origem Cabo-verdiana que tem sido uma das figuras em destaque da sua equipa.

Questionado, em conferência de Imprensa, sobre se as recentes exibições do jogador poderiam ser consideradas perfeitas, o técnico Espanhol afastou a ideia de perfeição absoluta no futebol, mas colocou o nome de Nuno Mendes muito próximo desse patamar. “Não existem jogadores perfeitos, na minha opinião. Mas se um jogador perfeito fosse alguém com inúmeras qualidades físicas, técnicas e humanas, o Nuno estaria muito perto”, afirmou.

Aos 23 anos, o internacional Português, filho de pais Cabo-verdianos, consolidou-se como uma das principais referências mundiais na sua posição. Desde a época 2024/25, período em que o PSG conquistou praticamente todos os títulos em disputa, Nuno Mendes assumiu-se como peça-chave na dinâmica da equipa.

O seu perfil combina solidez defensiva e projeção ofensiva. Rápido, resistente e tecnicamente evoluído, destaca-se pela capacidade de desequilíbrio no um para um, qualidade de passe – curto e longo – e inteligência tática. Defensivamente, revela forte posicionamento e imponência física nos duelos, fatores que lhe permitem neutralizar adversários e recuperar bolas com consistência.

Na presente temporada, Nuno Mendes tem sido um dos jogadores mais regulares do plantel parisiense, confirmando a confiança do treinador e reforçando o seu estatuto entre a elite do futebol Europeu.

Hospital Agostinho Neto retoma cirurgias eletivas após reforço do stock de anestésicos

Ministério da Saúde garantiu que não houve rotura de anestésicos no HAN, mas apenas uma gestão prudente dos recursos disponíveis

O Hospital Agostinho Neto (HAN) vai retomar, a partir desta segunda-feira, as cirurgias eletivas, na sequência do reforço do seu stock de anestésicos.

De acordo com informações avançadas pelo Conselho de Administração da unidade hospitalar, o navio que transportava os gases anestésicos, e que se encontrava atracado em Lisboa, chegou ao País na passada sexta-feira, permitindo normalizar o abastecimento e retomar as cirurgias programadas.

Entretanto, o Ministério da Saúde esclareceu que não houve rotura de stock no hospital, mas sim uma gestão criteriosa dos recursos disponíveis, face ao atraso na chegada do produto ao país, provocado por condições meteorológicas adversas registadas em Portugal.

Em consequência dessa situação, algumas cirurgias não urgentes foram reprogramadas. As autoridades sanitárias reiteram que se tratou de uma medida preventiva e de gestão prudente, tendo em conta que os anestésicos não são produzidos localmente e a sua importação depende de fatores externos nem sempre controláveis.

Investigar ou acusar não é perseguir: a prova de maturidade do Estado de direito

Veja-se o caso recente ocorrido  Portugal :

António Costa demitiu-se na sequência da abertura de investigações do Ministério Público e essa crise política conduziu a eleições antecipadas. Não houve condenação, nem sentença, nem colapso institucional. Houve respeito pelas regras constitucionais, distinção clara entre responsabilidade política e responsabilidade criminal e aceitação serena do funcionamento das instituições.

Mais tarde, já com Luís Montenegro como Primeiro-Ministro, Portugal voltou a eleições antecipadas, num contexto de escrutínio político e institucional normal em democracia. E, atualmente, correm novamente inquéritos relacionados com a sua atuação. Ainda assim, o país mantém estabilidade, porque se compreende algo fundamental: investigar não é acusar, acusar não é condenar — e muito menos perseguir.

Este ponto é essencial para qualquer cidadão:

Inquérito é uma fase de averiguação de factos;

Acusação não equivale a culpa;

Culpa só existe com sentença transitada em julgado.

Num verdadeiro Estado constitucional democrático, o Ministério Público é autónomo, os tribunais são independentes e as várias formas de responsabilidade — política, administrativa, financeira e criminal — não se confundem. A lei não protege cargos; protege direitos e garante deveres.

Por isso, reagir com indignação ou alarmismo político sempre que a Justiça investiga titulares de cargos públicos — Presidentes de Câmara, membros do Governo ou órgãos de soberania — é negar a normalidade democrática. É confundir deliberadamente investigação com perseguição e pretender, consciente ou inconscientemente, que o poder político esteja imune ao escrutínio judicial.

Esse caminho é perigoso. É um retrocesso histórico. Não podemos voltar atrás para um sistema em que um partido ou um poder se coloca acima da lei, como sucedia no regime de partido único. Cabo Verde escolheu, em 1991, a democracia constitucional, a separação de poderes e a submissão de todos à legalidade.

A pergunta, portanto, é simples e incontornável:

queremos um Estado de direito democrático, com instituições que funcionam e Justiça independente, ou queremos um sistema em que investigar passa a ser tratado como perseguição política?

Democracia não é ausência de inquéritos.

Democracia é aceitar, com maturidade institucional, que eles existam — porque só assim ninguém fica acima da lei.

Primeiro-Ministro reúne-se com comunidade Cabo-verdiana em Roma

Ulisses Correia e Silva transmitiu uma mensagem de confiança no futuro de Cabo Verde, realçando a capacidade do País para enfrentar crises sanitárias, geopolíticas e climáticas

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, encontrou-se em Roma com membros da comunidade Cabo-verdiana provenientes de várias cidades Italianas, num momento de proximidade e partilha com a Diáspora.

Num encontro realizado ao final da tarde de sábado, em pleno inverno, o Chefe do Governo destacou a expressiva participação de compatriotas, considerando-a um sinal de forte ligação à terra-mãe. Ulisses Correia e Silva sublinhou ainda a presença significativa de jovens descendentes Cabo-verdianos, que, segundo afirmou, demonstram orgulho nas suas origens e compromisso com o país.

Durante a intervenção, o Primeiro-Ministro transmitiu uma mensagem de confiança no futuro de Cabo Verde, realçando a capacidade do País para enfrentar crises sanitárias, geopolíticas e climáticas. Destacou que, apesar dos desafios, o Arquipélago conseguiu recuperar e relançar-se com maior resiliência.

Como indicadores desse percurso, apontou o crescimento económico robusto, a redução do desemprego e da pobreza, a estabilidade política, a boa governação e o reforço da credibilidade externa de Cabo Verde.

O encontro enquadrou-se na deslocação oficial do Primeiro-Ministro a Itália, reforçando os laços entre o Governo e a comunidade Cabo-verdiana na Diáspora.

Futebol/Santiago Sul. Boavista vence Académica e coloca pressão sobre Travadores

Encarnados jogam este domingo no encerramento da 14.ª do campeonato de futebol

O Boavista FC venceu ontem, sábado, a Académica por 1-0, no jogo grande da 14.ª jornada do campeonato regional de futebol de Santiago Sul, reforçando a liderança e colocando forte pressão sobre os Travadores, que entram em campo este domingo.

Os campeões regionais e nacionais em título somam agora 34 pontos e obrigam os Travadores a vencer o Bairro, no encontro que encerra a jornada, para não perderem terreno na corrida pelo topo da tabela.

Ainda no sábado, o Sporting da Praia levou a melhor sobre o Relâmpago, também por 1-0, mantendo-se na luta pelos lugares cimeiros.

A jornada prossegue este domingo com o embate entre Desportivo da Praia e Vitória da Praia, antecedendo o aguardado duelo entre Bairro e Travadores.

A 14.ª ronda arrancou na sexta-feira, com o Unidos do Norte a vencer a Ribeira Grande por 1-0, enquanto Celtic e Benfica empataram sem golos (0-0).

Com a tabela ao rubro, a luta pelo título em Santiago Sul entra numa fase decisiva, com cada ponto a poder fazer a diferença nas contas finais.

Papa Leão XIV pede mais escuta e abstinência de palavras que ferem na mensagem para a Quaresma

O Papa Leão XIV centra a sua primeira mensagem para a Quaresma enquanto líder Católico, num apelo claro à escuta profunda e à conversão do coração, sublinhando a necessidade de jejum não apenas de alimentos, mas também de palavras que ferem

Sob o tema “Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão”, o Santo Padre recorda que o tempo quaresmal, que se inicia na próxima quarta-feira, é ocasião privilegiada para “recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida” e impedir que a fé e o coração “se percam entre as inquietações e as distrações do quotidiano”.

Na mensagem, o Papa destaca a escuta como atitude fundamental do cristão, salientando que “escutar a Palavra na liturgia nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade” e que as Sagradas Escrituras tornam os fiéis capazes de reconhecer o clamor que nasce do sofrimento e da injustiça, para que este não fique sem resposta.

O jejum surge como outro pilar essencial do caminho de conversão. Leão XIV recorda que a abstinência de alimentos é um exercício ascético antigo e insubstituível, precisamente porque envolve o corpo e torna mais evidente aquilo de que verdadeiramente se tem fome. O jejum, afirma, é útil para discernir e ordenar os apetites, disciplinar e purificar o desejo, tornando-o mais livre e orientado para Deus e para o bem.

Mas o Papa vai além da prática tradicional e propõe uma forma concreta de abstinência muitas vezes negligenciada: a abstinência de palavras que atingem e ferem o próximo.

“Começar por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias”. Em contraponto, desafia os fiéis a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs.

O objetivo, conclui o Santo Padre, é substituir o ruído e o ódio por palavras de esperança e paz, fazendo da Quaresma um verdadeiro tempo de transformação interior e renovação das relações humanas.