Gripe das aves detetada em Portugal

Medidas de controlo já estão em vigor

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, DGAV, anunciou que foi detetado um caso de gripe das aves em Palmela, estando já em vigor medidas de controlo, lembrando que não existe evidência de que esta gripe pode ser transmitida a humanos pelo consumo de alimentos.

“O Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária confirmou que um evento de mortalidade ocorrido numa capoeira doméstica no Concelho de Palmela [distrito de Setúbal] ocorreu devido a infeção por um vírus da gripe aviária do subtipo H5N1 de alta patogenicidade”, anunciou, em comunicado, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

Segundo a mesma nota, o plano de contingência para a gripe das aves já foi ativado.

Entre as medidas previstas neste plano, está a inspeção do local onde foi detetada a doença — “uma exploração caseira destinada ao autoconsumo” -, bem como das explorações pecuárias na zona de proteção em redor do foco.

Até ao momento, não foram identificados, nesta área, estabelecimentos industriais de criação de aves.

A DGAV lembrou que não existem evidências de que a gripe aviária seja transmitida para os humanos através do consumo de alimentos, como carne de aves de capoeira ou ovos.

“Na origem da doença estará a regular migração de aves selvagens na Europa, provenientes da Ásia e do leste da Rússia, que têm permitido a circulação viral e a sua transmissão a longas distâncias”, adiantou.

São Vicente. Prisão preventiva para suspeito de roubo na via pública

Homem de 27 anos residente em Monte Sossego foi detido fora de flagrante delito na passada terça-feira, 30 de novembro

O Tribunal da Comarca de São Vicente decretou prisão preventiva a um homem de 27 anos, suspeito da prática de crimes de roubo na via pública, ocorrido na localidade de Monte Sossego.

Segundo a Polícia Judiciária, o suspeito, residente na mesma localidade, foi detido, fora de flagrante delito, em cumprimento de um mandado do Ministério Público, na passada terça-feira, 30 de novembro.

Notificados mais 12 casos positivos de Covid-19 em Cabo Verde

Nesta quinta-feira, 2, foram ainda reportados mais 2 recuperados

Ministério da Saúde notificou esta quinta-feira, 2, mais 12 casos positivos de Covid-19, em 583 analistas e 2 recuperados.

Segundo os dados, os casos registrados na Praia, 5, Santa Catarina de Santiago, 1, Porto Novo, 1, São Vicente, 2 e Maio, 3.

Quanto aos recuperados, Praia teve 1, assim como Porto Novo.

O país passa a contabilizar 71 casos ativos 37.959 casos recuperados, 350 óbitos, 16 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 38.405 casos positivos acumulados.

Infrassons das eólicas podem afetar saúde num raio de 15 quilómetros

Os ruídos não audíveis provocados pelas turbinas eólicas podem afetar a saúde das populações residentes até, pelo menos, 15 quilómetros de distância dos parques eólicos, revela um estudo, hoje divulgado

A investigação de João Almeida, docente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra, ESTeSC-IPC, realizou um estudo (até uma distância máxima de 15 quilómetros) nas imediações de três parques eólicos do distrito de Leiria, em Cela (Alcobaça), Marvila (Batalha) e Chão Falcão (Concelhos de Batalha e Porto de Mós).

Após esta análise foi possível concluir que “a distância não é um fator relevante na redução dos níveis de ruído, em especial dos infrassons e do ruído de baixa frequência”, disse, citado numa nota de imprensa, João Almeida, reproduzida pela Agência Lusa.

No entanto, o impacto pode ser afetado pela velocidade do ar, visto que, quanto maior a velocidade do ar, maior a pressão sonora. De acordo com o mesmo comunicado da ESTeSC-IPC, o perfil do terreno, a existência de grutas, a proximidade à costa e a existência de florestas são outros fatores com influência na propagação do ruído.

Apesar dos avanços tecnológicos, as turbinas eólicas ainda produzem infrassons resultantes da sua mecânica e aerodinâmica, assim como infrassons de ruído e baixa frequência, que “podem afetar a qualidade de vida das populações humanas e animais”.

Este impacto pode causar um efeito mais ligeiro, com mal-estar geral e prolongado, com dores de cabeça, dificuldade em dormir, falta de concentração ou irritabilidade, entre outros sintomas.

O impacto mais grave pode traduzir-se com problemas pulmonares por exemplo tosse e dificuldade em respirar, apneias, arritmias cardíacas ou espessamento do pericárdio, a dupla membrana que envolve o coração.

“É importante adotar medidas de gestão territorial tomando em conta a proteção da saúde pública, particularmente na instalação de parques eólicos a distâncias consideradas seguras, incluindo os infrassons e o ruído de baixa frequência em estudos de impacte ambiental”, refere João Almeida.

O investigador alerta ainda para “um lapso na legislação Portuguesa”, que não prevê a medição e análise de infrassons nos estudos de impacto ambiental necessários à instalação de parques eólicos.

A investigação foi apresentada em livro, no âmbito da coleção “Ciência, Saúde e Inovação — Teses de Doutoramento”, editada pela ESTeSC-IPC.

 

Missão médica Austríaca contribui para redução de evaquações ao exterior

Afirmação é de um dos responsáveis pela institucionalização da missão, o Ortopedista, Fernando Almeida, que sugere ainda a extensão da parceria para outras áreas de saúde, visando a redução de custos com a evacuação

Uma missão médica da Áustria, chefiada pelo Especialista em Ortopedia, Karl Rabbitish, terminou esta quinta-feira, 2, uma missão de dez dias em que efetuou várias cirurgias de reconstrução de ligamento cruzado anterior.

De acordo com o Director de Serviços de Orto-Traumatologia do Hospital Agostinho Neto, Ernesto Ramos, em declarações reproduzidas pela RCV, a missão foi de grande importância porque tratou-se de intervenções caras.

Um dos responsáveis pela institucionalização da missão, o Ortopedista, Fernando Almeida por sua vez destacou a importância dessas missões e apontou esta parceria como a base da redução do envio de pacientes para tratamento no exterior, sugerindo ainda que esta parceria seja estendida a outras áreas, visando a redução de custos com a evacuação.

De realçar que os especialistas Austríacos em ortopedia, ao abrigo de um acordo com o Hospital Agostinho Neto, já fizeram mais de vinte missões a Cabo Verde, beneficiando dezenas de utentes.

 

 

Olavo Correia classifica dívida pública como “uma bomba atómica” em África

Vice Primeiro-Ministro falava durante a sua intervenção na Conferência Económica Africana, que decorre na Ilha do Sal, sublinhando que Cabo Verde gasta 60% das receitas só em juros da dívida. Olavo Correia defendeu ainda a extensão da moratória sobre o serviço da dívida em 2022

O vice-Primeiro-Ministro, Olavo Correia classificou hoje, a dívida pública como “uma bomba atómica” em África, dando como exemplo o caso de Cabo Verde que gasta 60% da receita só em juros da dívida. “A dívida pública é uma bomba atómica a caminho do Continente Africano, na direção de vários países, principalmente depois do início da pandemia; não podemos ter uma economia que funciona só para pagar juros, e as pequenas Ilhas foram as mais afetadas pela pandemia”, sustentou Olavo Correia.

O também Ministro das Finanças e Fomento Empresarial defendeu ainda que a insustentabilidade da dívida pública não é apenas uma questão de números, mas sim um travão perigoso para o crescimento das economias Africanas. “Hoje pagamos de serviço de dívida 24 milhões de contos para um volume de receitas fiscais na ordem dos 40 milhões de contos, o que significa que 60% da receita fiscal de Cabo Verde é alocada apenas para o serviço de dívida; ora, isto é uma bomba atómica, não é sustentável para Cabo Verde, o caso mais dramático, mas também para outros países”, alertou.

Na sua intervenção, Olavo Correia disse ainda que a União Africana devia seguir o exemplo da União Europeia, ajudando especificamente os Estados em maiores dificuldades do ponto de vista económico, e considerou que a defesa e a segurança não devem ser as únicas prioridades de Adis Abeba. “Temos de seguir o exemplo da União Europeia, que mobiliza dívida para depois ajudar os Estados, por que não faz a União Africana o mesmo”, questionou.

Na intervenção, Olavo Correia defendeu ainda a extensão da moratória sobre o serviço da dívida em 2022, criticando o facto de este adiamento dos pagamentos da dívida pública ir acabar no final deste ano. “2022 vai ser mais difícil que 2021 e 2020, e não se fala da extensão da moratória, o que é muito estranho”, disse, concluindo que “África precisa de uma voz forte a nível mundial sobre os temas financeiros”.

Polo da Escola do Mar inaugurada em São Miguel

Esta é a primeira vez que o sistema de formação virado para o mar se ramifica para outras Ilhas, fazendo de São Miguel o primeiro polo da EMAR

O Polo da Escola do Mar de Santiago acaba de ser inaugurado, no Município de São Miguel, na antiga instalação do MDR, em achada Pizara.

Na sua intervenção depois do ato de inauguração, o Ministro do Mar, precisou que é crucial Cabo Verde se voltar para o mar, já que o território nacional é 99,3% mar, “sendo este o nosso maior tesouro”.

São Miguel, continuou Paulo Veiga, reúne “condições importantes” passíveis de serem aproveitados para atrair o turismo, podendo ser através da construção de um porto de recreio náutico, de marinas e da prática de desportos náuticos, sendo esses os próximos passos a serem seguidos.

No ato, também esteve presente o Presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Herménio Fernandes, que classificou o momento como sendo de grande importância, principalmente para São Miguel, por este ser o realizar de um sonho, o de ter uma escola de formação profissional no Município.

A Edilidade, disse, Meno, vem investindo “fortemente” nas atividades ligadas ao setor do mar e fazia-se necessário uma conjugação entre esses investimentos nas infraestruturas e os recursos humanos, capacitando jovens para uma efetiva exploração do mar e da economia azul, visando uma maior competitividade à escala global.

Por seu lado o PCA da EMAR, José Cabral, considerou essa inauguração de “importante” por esta ser a primeira vez que o sistema de formação virado para o mar se ramifica para outras Ilhas, fazendo assim de São Miguel o primeiro polo da EMAR, cujo objetivo é levar as formações aos jovens.

Buracona vai acolher projeto de agroturismo

Projeto de desenvolvimento ambiental e humano quer resgatar uma área geográfica “completamente árida e abandonada durante décadas”

A zona de Buracona, na Ilha do Sal, vai acolher, em breve, um ambicioso projeto ligado ao agroturismo, ocupando uma área de cerca de 23 hectares, e que vai servir para a produção agrícola e pecuária associada ao turismo ambiental.

Os promotores que aguardam a homologação do estudo de Impacte Ambiental para iniciar as obras de construção, que devem ficar concluídas em cerca de um ano, garantem que podem vir a gerar “pelo menos 70 empregos diretos”, a maioria para mulheres.

Estima-se que a fase de exploração deva iniciar em “finais de 2022”, devendo ter uma “vida útil de pelo menos 50 anos”.

A iniciativa, da empresa Ecosalis Green, visa criar “um produto da esfera da economia da experiência em que os turistas vivenciam, se emocionam e se envolvem em atividades pessoalmente relevantes e inesquecíveis nos domínios da agricultura, da pecuária e da proteção ambiental”.

A área para o projeto agricultura terá cerca de 15 mil metros quadrados, permitindo converter um terreno sem utilização num “projeto agrícola, com recurso a tecnologias modernas”, que deverá produzir 178 toneladas anuais de frutas e legumes, incluindo com várias estufas.

A produção pecuária – suinícola, caprinocultura, bovinocultura e avicultura – é outra componente do projeto que terá ainda duas piscinas para uso turístico e um lago artificial com 300 metros quadrados, que se destina a “criar um habitat para os pássaros que frequentam a Ilha do Sal”.

Futebol. Estádio Nacional acolhe primeira jornada do campeonato de Santiago Sul

A partida inaugural coloca frente a frente as formações dos Unidos do Norte e Boavista

O campeonato regional de futebol Santiago Sul arranca, esta sexta-feira, 3, no Estádio Nacional, em Achada de São Filipe.

A partida inaugural coloca frente a frente as formações dos Unidos do Norte e Boavista.

A jornada inaugural que deveria arrancar na semana passada foi adiada para esta semama, porque as obras de remodelação do Estádio da Várzea, ainda não tinham sido totalmente concluidas.

Contudo o atraso ainda pressiste pelo que  a Associação Regional de Futebol de Santiago Sul em concertação com o Instituto do Desporto e da juventude, decidiu transferir a primeira jornada para a maior infraestrutura desportiva do País.

O jogo inaugural esta agendado para as 16h, e às 18h00, sera a estreia da Fiorentina da Calabaceira no escalão principal ante Desportivo da Praia.

No sábado o jogo iniciará às 14h, com o Vitória fazendo a receção ao regresso do Eugênio Lima ao escalão etário, duas horas mais tarde Celtic e Bairro defrontam-se o habitual e competitivo derby de Achadinha.

Domingo às 14h , o Classico coloca frente a frente o Sporting e Académica da Praia, com a turma da “Mica” na defesa do titulo.  Encerra-se a jornada o duelo dos encarnados, com os Travadores e o Benfica da Praia.

274 milhões de pessoas no mundo vão precisar de ajuda humanitária em 2022

Alerta é da ONU, que fala de um aumento de 17% em relação a este ano

Um total de 274 milhões de pessoas em todo o mundo irão precisar de algum tipo de ajuda humanitária em 2022, um aumento de 17% em relação a este ano, alertou hoje a ONU.

Achamada de atenção consta no relatório Panorama Humanitário Mundial 2022 apresentado hoje a partir de várias capitais do mundo como Genebra, Bruxelas ou Washington.

O documento aponta também que serão necessários 41 mil milhões de dólares para prestar ajuda, no decorrer do próximo ano, a 183 milhões de pessoas que necessitam de uma assistência urgente em 63 países, pessoas essas que serão abrangidas pelos 37 planos de resposta humanitária conduzidos pela Organização das Nações Unidas e por organizações parceiras.

“Em 2022, um total de 274 milhões de pessoas irão precisar de assistência humanitária e proteção – um aumento significativo em relação aos 235 milhões de há um ano, que já era o número mais alto em décadas”, lê-se no documento.

O relatório especifica que até à data, em 2021, os doadores internacionais canalizaram mais de 17 mil milhões de dólares (para projetos incluídos no GHO, mas, alerta a organização internacional liderada pelo secretário-geral António Guterres, “o financiamento permanece inferior a metade do valor solicitado pela ONU e organizações parceiras”.

O documento traça um cenário preocupante sobre as necessidades provocadas por conflitos políticos e armados, deslocações internas, desastres naturais e mudanças climáticas, bem como pela pandemia da doença covid-19 que “não dá sinais de enfraquecimento” e já matou “pelo menos 1,8 milhões de pessoas em todos os países abrangidos pelo GHO”, situação potenciada pelo surgimento de novas variantes do coronavírus e pela falta de vacinas.

“A crise climática está a atingir primeiro e de forma mais grave as pessoas mais vulneráveis do mundo. Os conflitos prolongados continuam e a instabilidade agravou-se em várias partes do mundo, nomeadamente na Etiópia, Myanmar e Afeganistão. A pandemia não acabou e os países pobres estão privados de vacinas. O meu objetivo é que este apelo global possa contribuir de alguma forma para restaurar uma réstia de esperança em milhões de pessoas que dela necessitam desesperadamente”, afirma o responsável para os Assuntos Humanitários da ONU, Martin Griffiths, sobre o relatório.

Entre os vários países referenciados no GHO 2022, a ONU destaca os casos do Afeganistão, do Iémen, da Síria, de Myanmar ou do Haiti, onde “43% da população precisa de ajuda humanitária”.