Até 2030, Cabo Verde precisa investir 146,8 milhões de contos para resolver problemas habitacionais

Informação foi avançada pelo vice Primeiro-Ministro, sublinhando que de imediato o País precisa investir 63,9 milhões de contos

O vice Primeiro-Ministro disse hoje na Cidade da Praia que Cabo Verde precisa resolver os problemas habitacionais, cujo investimento imediato ronda os 63,9 mil milhões de contos, e até 2030, 146,8 mil milhões.

“A construção de novas habitações, a requalificação e reabilitação habitat existente, a elaboração dos planos urbanísticos, e a requalificação e reabilitação de casas de pobres implicam investimentos públicos e privados imediatos de cerca de 63,9 milhões de contos e de 146,8 milhões de contos até 2030”, anunciou Olavo Correia, que reconheceu que o País tem “grave problemas de habitacionais” que precisam ser resolvidos.

“Em Cabo Verde, cerca de 26.000 agregados familiares pobres vivem em casas degradadas e o défice habitacional é de cerca de 13.200 habitações que representam necessidades imediatas” anunciou.

O também Ministro das Finanças precisou que a gestão sustentável do território é um dos maiores desafios para realizar a Ambição 2030 e adiantou que Cabo Verde ambiciona um território ordenado. “Vamos realizar esta ambição, garantindo a implementação plena e a atualização de todos os instrumentos de gestão do território e as políticas legalmente previstos/estabelecidos, assegurando em todo o território nacional a operacionalização do cadastro predial, a atualização da cartografia e da toponímia e a modernização da rede geodésica, altimétrica e da Infraestrutura de Dados Espaciais de Cabo Verde”, finalizou.

Notificados mais 16 casos de Covid-19 em Cabo Verde. Os dados desta sexta-feira, 29

Arquipélago registou ainda mais 31 recuperados, estando neste momento com 157 casos ativos

Nesta sexta-feira, 29, Cabo Verde registou 16 casos positivos em 615 amostras analisadas e 31 recuperados.

De acordo com os dados, os casos foram notificados em Santiago, 5, Santo Antão, 1, assim como as Ilhas do Fogo, São Vicente e São Nicolau. Ilha do Maio teve mais 7 novas infeções.

Quanto aos recuperados, Praia teve mais 26, Santa Catarina 2, Tarrafal 1 e Maio 2.

O País passa a contabilizar 157 casos ativos 37.667 casos recuperados, 349 óbitos, 15 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 38.197 casos positivos acumulados.

Cabo Verde e Angola querem retomar cooperação no setor dos transportes no pós-pandemia

Por isso, o Ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas D’ Abreu vai estar de visita ao nosso País, a partir de domingo, 31, até 3 de novembro

Uma delegação Angolana, chefiada pelo Ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas D’Abreu, vai estar em Cabo Verde entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro, com vista à retoma da cooperação económica tendo em conta o recomeço do processo de implementação do Memorando de Entendimento ao nível do setor dos transportes, assinado, em 2018, entre os dois países.

Depois de os dois países verem suspensos o processo inicial de implementação dos vários instrumentos jurídicos de cooperação assinados entre as instituições Cabo-verdianas e Angolanas ligadas ao setor dos transportes aéreos, aquando da última visita do Ministro D’ Abreu a Cabo Verde, em novembro de 2018, devido ao surto da Covid-19 que afetou gravemente todo o setor dos transportes aéreos mundiais, vislumbram-se, atualmente, as condições para a retoma desses acordos de cooperação, tendo em conta a melhoria da situação pandémica a nível global e nos dois países.

Agora no momento em que o mundo inicia a retoma do setor dos transportes aéreos, Cabo Verde e Angola não podem ficar para trás.

“Os dois países juntam os esforços no sentido de melhorarem a sua situação para que os processos, interrompidos na altura, decorram, agora, sem sobressaltos e, tão rapidamente quanto possível, possam recuperar os índices anteriores à pandemia mesmo que de forma gradual”, lê-se numa nota do Executivo remetida ao OPAÍS.cv.

Espera-se com esta visita a reconfirmação do firme engajamento de cooperação entre o Ministério do Turismo e Transportes de Cabo Verde e o Ministério dos Transportes de Angola, bem como uma declaração conjunta da retoma dos processos de implementação dos instrumentos de cooperação já referenciados e a marcação dos próximos passos a seguir nesses sentido e ainda a intenção de ambos os países em explorar novas áreas e setores de cooperação e colaboração que forem perspetivadas durante esta visita.

Cabo Verde é 5.º País da África Subsariana mais livre economicamente

Arquipélago conseguiu uma pontuação geral de 63,8 no ranking mundial da liberdade económica. PM já se congratulou com essa conquista do País

Cabo Verde é o quinto País da África Subsariana mais livre economicamente, ao conseguir uma pontuação geral de 63,8 do ranking mundial da liberdade económica, mais 0,2 pontos que o ranking passado.

Neste momento, o Arquipélago é a 77.º no mundo, de acordo com o índice de 2021.

De acordo com o relatório, a pontuação de liberdade económica de Cabo Verde mudou muito pouco desde o ano passado, ou seja 0,2 pontos a mais em relação a última atualização do ranking.

A economia Cabo-Verdiana permanece nas fileiras dos moderadamente livres, mas para alcançar maior liberdade económica e permanecer um líder na África Subsaariana, diz o relatório, o Governo precisa fortalecer o Estado de Direito implementando novas reformas institucionais para reforçar os direitos de propriedade, a eficácia judicial e a integridade do Governo.

O Primeiro-Ministro já reagiu a mais essa conquista, congratulando com a posição do País.

“É assim que olho para o futuro e nessa direção que temos estado a trabalhar e a implementar as nossas políticas. Hoje, congratulo-me com o fato de Cabo Verde conseguir uma Pontuação Geral de 63,8 no Ranking Mundial da liberdade económica”, escreveu Ulisses Correia e Silva, na sua página oficial do Facebook.

De realçar que a pontuação geral de Cabo Verde está acima da média regional e mundial.

Schwarzenegger chama de “estúpidos e mentirosos” líderes que ignoram alterações climáticas

Ator e antigo governador da Califórnia falava a propósito da cimeira do clima COP26 que acontece entre 31 de outubro e 12 de novembro

Arnold Schwarzenegger defende que os líderes mundiais que alegam que combater as alterações climáticas prejudica a economia são “estúpidos e mentirosos”.

A propósito da cimeira do clima COP26, que vai acontecer entre 31 de outubro e 12 de novembro em Glasgow, Escócia, Arnold Schwarzenegger afirmou, numa entrevista à BBC, que a redução das emissões de carbono vai beneficiar as economias globais.

A prova, segundo o também empresário, é o contínuo sucesso económico da Califórnia e a prolífica criação de empregos que mostram que a redução do dióxido de carbono e o aumento da riqueza andam de mãos dadas.

“Eles são mentirosos, são estúpidos. Ou não sabem como fazer, mas nós descobrimos como o fazer na Califórnia e é tudo uma questão de ter coragem”, argumentou.

Enquanto governador entre 2003 e 2011, Schwarzenegger estabeleceu metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Desde que deixou o cargo, tem usado a sua fama e influência para promover políticas ambientais, principalmente com a Iniciativa Climática “Schwarzenegger”.

 

Nelson Freitas, Soraia Ramos e Djodje nomeados para os ‘Grammy de África’

Soraia Ramos está nomeada para categoria de melhor artista feminina, enquanto Djodje e Nelson Freitas, estão nomeados para melhor artista masculino. Freitas está também nomeado para categoria de melhor artista africano na diáspora

Cabo Verde conta com três dos nove cantores de países Africanos de língua Portuguesa nomeados nas categorias de melhores artistas do festival All Africa Music Awards.

Djodje, Nelson Freitas e Soraia Ramos são os nomes da música Cabo-verdiana neste festival de todos os prémios de música de África, considerado os ‘Grammy de África’.

Soraia Ramos está a concorrer ao galardão de melhor artista feminina, ao lado das Angolanas, Anna Joyce, Edmazia Mayembe e Pérola.

Djodje e Nelson Freiras estão nomeados para a categoria de melhor artista masculino, junto de C4 Pedro e Rui Orlando de Angola, Calema de São Tomé e Príncipe.

Nelson Freiras, importa referir, também está nomeado na categoria de melhor artista Africano na diáspora.

As nomeações estão dispersas por 40 categorias de prémios regionais e continentais, os quais serão conhecidos já em novembro.

Cabo Verde deverá crescer 6,6% em 2021

Previsão é do Banco de Cabo Verde, BCV, que prevê também para 2022 uma “moderação” do crescimento para cerca de 5,6%

Cabo Verde deverá crescer este ano em torno de 6,6% face à evolução favorável das atividades económicas e retoma turística, prevê o Banco de Cabo Verde.

Na apresentação do Relatório de Política Monetária de outubro de 2021, nesta manhã, o Governador do BCV, afirmou tratar-se de uma revisão em alta, de 0,8%, face às projeções divulgadas em abril.

“Com a economia a crescer, a taxa média anual da inflação deverá aumentar para 1,6% até o final do ano, refletindo o perfil ascendente dos preços das matérias-primas energéticas e a sua transmissão aos preços internos com a atualização em alta dos preços administrados de combustíveis, da eletricidade, o aumento da procura interna e algum condicionamento na oferta de alguns produtos”, explicou.

Óscar Santos precisou que a expetativa do BCV, é justificada com “a evolução mais favorável da atividade económica” e face “à expetativa de alguma retoma do turismo no último trimestre, no pressuposto de controlo da situação pandémica no País”, isso graças ao trabalho que se tem feito no processo de vacinação, permitindo antecipar o alívio das restrições.

Para 2022, o BCV prevê um desacelerar no ritmo de crescimento do PIB, fazendo com que o PIB tenha uma “moderação” do crescimento para cerca de 5,6%.

Nem tudo é mar de rosas, mas a Justiça não está nas ruas da amargura

Posição foi defendida, esta sexta-feira, 29, pela Ministra da Justiça, durante o debate, no Parlamento, sobre a situação da Justiça em Cabo Verde

O Parlamento está a debater ao longo do dia de hoje, a situação da Justiça em Cabo Verde. Apesar das leituras divergentes entre os atores políticos, com assento parlamentar, a Ministra da Justiça, defendeu que “nem tudo é mar de rosas”, mas também que a Justiça “não está nas ruas da amargura”.

A posição de Joana Rosa foi defendida durante o debate parlamentar, nesta manhã sobre, a situação da Justiça, neste que é o seu primeiro debate na qualidade de Ministra.

Para a governante, a Justiça precisa sim ser melhorada, e os esforços estão a ser feitos por todos, desde o Parlamento, o Governo, os Conselhos Superiores e todos os agentes judiciários. No entanto, lembrou que os que tentam “a todo o custo pôr em causa” a Justiça em Cabo Verde “estarão inconscientemente a pôr em causa o nosso Estado de direito”.

Cabo Verde, disse, teve “ganhos visíveis” no sistema, que vieram com a assunção por parte do Governo da Legislatura de 2016/2021 que assumiu o compromisso de implementar a reforma preconizada em 2010/2011, nomeadamente na instalação dos Tribunais da Relação do Barlavento e do Sotavento, do Tribunal de Execução de Penas e Medidas de Segurança, do Tribunal de Pequenas Causas, a criação de bolsa de juízes, o desdobramento de algumas Comarcas, a instalação dos departamentos do Ministério Público, que segundo a Ministra, memoriam a eficiência na administração da justiça, por forma a acelerar a tramitação processual.

De 2020 a 2021, continuou, as pendências diminuíram e em contrapartida aumentaram a produtividades, precisando que a reforma serviu, sim, para que o sistema judicial pudesse apresentar hoje “melhores resultados”, mas reconheceu que a produtividade deve aumentar ainda mais, assim como mais magistrados, mais oficiais, da justiça, aumentar o rácio magistrado por população e ter melhores edifícios e espaços de trabalho.

“Anualmente os Tribunais recebem em média 11.900 processos e as Procuradorias mais de 20 mil processos o que é uma demanda elevadíssima que convém travar”, disse.

Performance-Instalação Wibyah apresentada amanhã na Praia

Trata-se de um “projeto artístico transdisciplinar inédito”, da autoria da artista Guineense, Joelma Gomes, que aborda as questões de Corpo, Identidade, Pressões Estéticas e Desigualdades Sociais

O Centro Cultural Brasil Cabo-Verde recebe, este sábado, 30, a partir das 17h00, a Performance-Instalação Wibyah, da artista Guineense, Joelma Gomes.

Este é um dos projetos selecionado no primeiro edital de apoio às artes e espetáculos da Câmara Municipal da Praia, e aborda as questões de Corpo, Identidade, Pressões Estéticas e Desigualdades Sociais.

Para a apresentação desse “projeto artístico transdisciplinar inédito”, a coordenadora convidou o artista multifacetado Djam Neguin que trabalhou  com ela, lado a lado, na direção artística.

De acordo com a organização, num primeiro momento, foram realizadas uma sessão fotográfica com 10 intérpretes, que representavam biótipos diferentes e socialmente discriminados.

“Através das fotos e dos vídeos realizados, pretendeu-se promover uma reflexão e acerca das descriminações que estes corpos sofrem numa sociedade sistematicamente opressora”, lê-se numa nota enviada à nossa Redação.

Queixas contra agentes da autoridade caíram quase 8% no último ano

Dos 141 processos por indícios de crimes cometidos por agentes da autoridade, 83,7% visam elementos da Polícia Nacional, 8,5% da Polícia Judiciária e 7,8% guardas prisionais

O Ministério Público abriu, no último ano, 141 processos por indícios de crimes cometidos por agentes da autoridade, sobretudo da Polícia Nacional, menos 7,8% face a 2020, segundo dados oficiais.

De acordo com o relatório anual sobre a situação da Justiça do ano judicial 2020/2021, elaborado pelo Conselho Superior do Ministério Público, entre o número atual de processos contra agentes da autoridade, 83,7% visam elementos da Polícia Nacional, 8,5% da Polícia Judiciária e 7,8% guardas prisionais.

O volume de novos processos abertos no último ano (até 31 de julho) sobre alegados crimes cometidos por agentes de autoridade (141), compara com os 153 registados em 2019/2020.

Este volume processual juntou-se aos 313 que estavam pendentes, transitados do ano judicial 2019/2020. Desse total, segundo o MP, foram resolvidos 106 (praticamente o dobro face ao ano anterior), pelo que o atual ano judicial (de agosto de 2021 a 31 de julho de 2022) começou com 348 casos pendentes.

Contudo, o MP não tipifica, neste relatório, o tipo de crimes imputados aos agentes da autoridade.