João Lourenço espera que cimeira defina rumo do mandato de Angola

O Presidente Angolano toma posse hoje como novo Presidente em exercício da CPLP

O Presidente Angolano, João Lourenço, afirmou hoje que a XIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, constitui o ponto de partida para o rumo do mandato de Angola na organização.

Segundo a Agência Lusa, na sessão de abertura, João Lourenço agradeceu a presença dos líderes dos Estados-membros, numa reunião magna que permitirá definir as ações para o mandato.

“O objetivo é definirmos o rumo a seguir da nossa organização para os próximos dois anos”, explicou o chefe de Estado Angolano. “Em nome do executivo que dirijo, desejo a todos as boas-vindas a Angola e espero que possam desfrutar da hospitalidade, solidariedade e amizade do povo Angolano para com os nossos países amigos da comunidade lusófona”, acrescentou.

O fato de a reunião ser presencial é “revelador da importância” os países atribuem à organização”, que constitui uma “plataforma multilateral de coordenação de ideias e de articulação de ações”, disse ainda João Lourenço, na sessão de abertura da reunião.

Rede da organização das escolinhas de futebol do Fogo elege hoje órgãos sociais

Na Ilha existem nove escolas de iniciação de futebol, das quais seis no Município de São Filipe, duas dos Mosteiros e uma de Santa Catarina

A rede da organização das escolinhas de futebol da Ilha do Fogo reúne-se hoje para eleger os órgãos sociais.

Segundo Bruno Teixeira, responsável da agremiação desportiva Atlântico e um dos impulsionadores da criação da rede, para esta assembleia geral eletiva foram convidados os vereadores do desporto dos três Municípios da Ilha e o Presidente da Associação Regional de Futebol do Fogo.

É de referir que a rede da organização das escolinhas de futebol do Fogo, ROEFF, foi criada no mês de junho durante um encontro entre os monitores das escolas de iniciação de futebol dos três municípios da Ilha do Fogo.

Teixeira, afirmou ainda que a criação da rede tem por finalidade formar jovens, através da competição e realização de eventos desportivos pela rede, unir as escolas de futebol existentes para que tenham uma só voz na defesa dos assuntos que envolvem as escolinhas de futebol com as instituições do Estado e com os privados.

A nível da Ilha existem nove escolas de iniciação de futebol, das quais seis no Município de São Filipe, duas dos Mosteiros e uma de Santa Catarina.

Cabo Verde e Maldivas entre os preferidos para férias dos Portugueses

Os fatores de proximidade e a ausência de testes PCR ditam a escolha dos Portugueses para férias no estrangeiro

Segundo Sónia Regateiro, Diretora Comercial do Operador Turístico Solférias, em declarações ao PressTUR, Cabo Verde é um dos destinos da programação do operador que está a mostrar crescimentos acentuados, designadamente por beneficiar de apenas serem necessários testes de antigénio na ida e na volta, que são mais económicos que os testes PCR, e de todos os trabalhadores do turismo na Ilha do Sal estarem vacinados.

“Maldivas é o destino de longa distância que se está a vender melhor. Todos os dias entram reservas”, disse, acrescentando que a Solférias está com um aumento de 42% do número de passageiros para as Maldivas face a 2019, pré-pandemia.

Para quem viaja de avião sem stress ou transtornos, Porto Santo, Cabo Verde e Maldivas – “um fenómeno que foge à regra do que é o destino típico numa altura destas” – são de momento os principais destaques, de acordo com Eduardo Abreu, sócio da Neoturis.

Trocou medicina pelo Sacerdócio. Hernany é ordenado amanhã

“Nada é por acaso na vida”, comenta Hernany Dias, jovem de 27 anos de idade, que amanhã vai ser ordenado Padre, em Monte Sossego

Escolhendo como lema da sua ordenação sacerdotal, “Curar os corações feridos”, o futuro Padre da Diocese de Mindelo, natural de São Vicente, adianta que doravante vai estar a tratar das almas do povo de Deus a ele confiado.

Foi em 2013 que ele decidiu mudar de planos, deixando para trás a ideia de cursar medicina e opta pela vida religiosa, para ser Padre. Após todo o percurso de formação académica e religiosa, feito entre Cabo Verde, Portugal e Itália, Hernany está pronto para ser ordenado.

Foi num acampamento vocacional que Jesus lhe tocou. Hernany acedeu ao convite apenas para “fazer uma experiência, conviver com os outros”, mas acabou, entregando-se. “Entrego-me de coração. Mas foi uma boa experiência, pude falar com várias pessoas, nô passá sábe, e Deus me chamou e até hoje estou disposto a dizer esse sim”, garante.

Esta entrevista é uma cortesia do Site da Diocese de Mindelo, que com a devida vénia OPAÍS.cv publica.

Levar esta cura que é o Evangelho (…), e isto me traz alegria

Site Diocese de Mindelo – Caro Diácono Hernany, o que lhe vai na alma, a escassos dias de ser ordenado Padre?

Hernany Dias – É uma mistura de sentimentos. Explico-me: é uma alegria porque é uma vocação a se realizar e a ser confirmada pela Igreja. Desejo ser Padre. Só por estes motivos é muita alegria.

A missão do Sacerdote, a partir do meu lema presbiteral, “Curar os corações feridos”, isto não quer dizer literalmente como os médicos fazem, mas quero dizer que é levar o bálsamo que é o Evangelho, levar o remédio do Evangelho para as pessoas que estão perdidas, o remédio às pessoas que estão aprisionadas, às pessoas que estão passando por dificuldades e problemas. Levar esta cura que é o Evangelho, que é o próprio Jesus Cristo, e isto me traz alegria. Que eu possa desempenhar uma missão que de alguma forma traz um bem espiritual enorme e que influencia também na parte física.

Dizia eu no início que é uma mistura de sentimentos, por causa também da responsabilidade. Vão ser “muitas almas” na minha mão e muitos dependentes também que eu anuncie o Evangelho.

É uma responsabilidade enorme que também sinto, de alguma forma, um pai espiritual, o que significa que eu vou ser um guia, um pastor, um orientador e como guia, pastor e orientador tenho que ter cuidado, sabedoria e prudência, e sabedoria e prudência implicam responsabilidade.

Que o meu ser Padre seja um imitar Jesus Cristo

Que Padre quer ser para a Igreja?

Eu quero ser um Padre para o nosso tempo. Eu não quero ser um Padre para o passado, nem Padre para o futuro. Quero ser um Padre do nosso tempo, que saiba viver as dificuldades da pandemia, que saiba orientar por causa da pandemia, um Padre que saiba também outras culturas que não seja apenas cultura religiosa, um Padre que saiba levar a Doutrina Social da Igreja a todos. Quero ser um Padre ao modo da Igreja, ao modo do Evangelho e ao modo de Jesus Cristo principalmente. Que o meu ser Padre seja um imitar Jesus Cristo.

Tenho muito presente aquele slogan da Idade Média ‘quem são os Padres’? São outros Cristos. Quero ser, realmente, outro Cristo. Não é fácil. Eu sei das minhas limitações, das minhas imperfeiçoes, dos meus erros também, mas acredito que é possível tornar-se uma imagem de Jesus para os homens deste tempo.

Pode parecer um objetivo utópico, uma utopia ser um outro Jesus Cristo, não é ser totalmente Jesus Cristo, mas, a cada dia, assemelhar-me a Ele. Pouco a pouco vou-me tornando igual a Ele.

Vai dizer sim ao Sacerdócio e vai ser ordenado Padre num tempo de pandemia que nos levou, num passado recente, a confinamentos. Foi ordenado Diácono em fevereiro, todo esse tempo exerceu o Diaconado numa situação de confinamento, pergunto-lhe: esta situação de confinamento ajudou-lhe a definir o seu sim e a aperfeiçoar a sua resposta à Igreja?

Posso responder que sim. É justamente num tempo difícil como este que são precisos Ministros, são precisos homens que se disponibilizam a sanar esta humanidade que de alguma forma foi abalada. É pensando sobretudo neste contexto pandémico que escolhi como lema “Curar os corações feridos”. Pode adaptar-se a outros contextos mas é um lema que se adapta de modo muito especial neste contexto de pandemia.

Muita gente ferida, ferida nas relações porque não tem proximidade; ferida com o divórcio; ferida porque perdeu o trabalho; ferida porque não tem uma perspetiva de futuro; ferida porque não tem condições para pagar os estudos. É muita gente ferida porque perdeu aquela parte do contato social que era e é importantíssima para o crescimento, para o contraste de opiniões e de caráter. Ferida porque não sabe se sai na rua e pode trazer para casa, para os pais e avós e para as pessoas mais idosas o vírus; ferida porque já não consegue exprimir a sua fé, tem que ir para a Igreja com uma série de limitações. Há muita gente ferida por diversas situações e isto tudo veio agravar as situações que nós tínhamos antes.

É muita gente ferida e esse lema pode parecer que são apenas pessoas que passaram por dificuldades e problemas, OK, sim, normalmente são estas pessoas. Mas na nossa vida, no nosso percurso de vida todos nós nos sentimos feridos de alguma maneira.

Alguma coisa que não nos sai bem, uma palavra que foi dita e não se enquadrou, um olhar, até um olhar de julgamento, de crítica, de desprezo; somos feridos diariamente.

Há essas grandes feridas que a pandemia trouxe, que é o desemprego, o não ter que comer em casa, são feridas grandes mas há as pequenas feridas, portanto se aplica a todos e também se aplica a mim, porque sou suscetível ao erro, a sentir-me ferido, então quero que Deus me cure para poder curar os outros porque ninguém pode curar se não estiver curado, se não estiver preparado. Ninguém pode dar aquilo que não tem.

Vale a pena ser Padre

Aos jovens nos tempos de hoje, que dizer? Vale a pena optar pela vida religiosa, ser Padre?

Eu digo que sim e tenho muita convicção nisso. Vale a pena ser Padre, e ser Padre ao modelo de Jesus. As pessoas, a humanidade, o nosso mundo, Cabo Verde, as nossas Ilhas precisam destes homens que levam uma palavra de esperança e de fé.

Muitas vezes nem é preciso falar de Jesus Cristo ou de Deus, é preciso alguém que leve esperança. É preciso alguém que leve a alegria nos momentos de desespero, é preciso alguém que leve a Paz nos momentos de confusão e de desentendimento. É preciso sim homens com essa disponibilidade para anunciar o Evangelho, anunciar uma vida nova, que nem tudo está perdido, que as pessoas são amadas por Deus. Vale sempre a pena fazer com que as pessoas se sintam valorizadas e amadas por Deus. Este é o principal objetivo de um Padre, fazer com que as pessoas tenham fé.

minha família sentiu que eu era feliz naquilo que eu escolhi

Que lugar teve e tem a sua família de origem na sua decisão vocacional?

A minha família teve um papel importante, um papel de transmitir-me os valores humanos. Ninguém é Padre se não tiver uma base humana. Ninguém se torna Padre, um bom Padre se não tiver uma base humana. Toda a parte espiritual e sacramental é importantíssima, mas hoje em dia nós precisamos de pessoas humanas e aqui não estou a falar das imperfeições e limitações, estou a falar de valores. O valor do querer ajudar, o valor do estar presente, o valor de querer sempre agregar as pessoas, de transmitir o bem que as pessoas têm dentro de si, a mina de ouro que as pessoas têm dentro delas, e na minha família eu sinto isto, mesmo quando eu caía, mesmo quando eu falhava, eu era ajudado a levantar, era mostrado a riqueza que eu sou. Então, digo, que a minha família teve um papel importante e ainda hoje reconheço todo o papel de humanização, de educação e de formação que teve na minha vida.

Na parte religiosa inicialmente a minha família não estava de acordo porque eu tinha os meus estudos secundários em bom caminho, depois aconteceu que eu queria ser médico e até tinha tudo preparado, eu era um bom aluno, então esta minha decisão não caiu muito bem, mas depois eu senti que a própria família ficou a exigir de mim, e a cada domingo, a minha mãe dizia “já está na hora de ir para a Missa”, e eu dizia, sim, já vou. Entretanto, depois a minha família sentiu que eu era feliz naquilo que eu escolhi e me todos me apoiaram, mas destaco sobretudo a parte humana, os valores muito importantes que me transmitiram.

Se calhar, se eu tivesse uma outra sensibilidade, outra formação humana ou outros valores não seria este o caminho que estou a escolher.

Observando bem, antes queria ser médico, mudou para ser Padre. Numa ou noutra escolha queria estar sempre o Hernany a cuidar do outro.

Sim (risos), sim, exato, e sempre a curar dos corações feridos. Acredito que nada é por acaso na vida. Eu escolhi este lema, e agora que me está a fazer a pergunta é que estou aqui a fazer a analogia, esta comparação que há. De fato sim, já não serei médico do corpo mas como dizemos médico da alma.

até hoje estou disposto a dizer esse sim

Já agora, quando é que percebeu que não deveria enveredar para a medicina e opta pela vida sacerdotal? Em que ano estávamos?

Estávamos em 2013, eu fui participar num Acampamento Vocacional. Tinham-me dito que era um bom momento, que as pessoas estavam ali, que havia muitos jovens da Paróquia, e eu fui lá participar. Nessa altura não queria ser Padre como muitos deles que estavam ali. O mais engraçado é que todos que estavam ali e que foram com maior convicção do que eu, nenhum está no Seminário ou se tornou Padre.

Eu fui lá para fazer uma experiência, conviver com os outros e acabei, durante o Acampamento, a entregar-me. Eu sempre fui de muita entrega e entrego-me de coração. Mas foi uma boa experiência, pude falar com várias pessoas, nô passá sábe, e Deus me chamou e até hoje estou disposto a dizer esse sim.

Sempre eu pensava numa possibilidade de consagração, se Deus me consagra então Ele está comigo. Às vezes me perguntam “estás preparado” e eu respondo, sim, estou preparado. Espero não ser um pouco presunçoso.

Eu vejo a consagração como algo complementar àquela que Deus fez comigo quando nasci, quando eu fui batizado. É uma extensão desta consagração, algo mais radical.

meu desejo é consagrar-me para sempre

Está mesmo decidido a ser Padre? Nada lhe demove desta decisão?

Da minha parte sim, estou decidido.

Partindo da minha convicção, da minha expetativa e da minha ótica, digo que sim, quero ser Padre e o meu desejo é consagrar-me para sempre. A minha convicção é que não vou abraçar uma causa temporária e quero assumir este Sacerdócio para sempre.

CPLP. Líderes reúnem-se hoje com mobilidade e reforço da economia na agenda

A XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP que se realiza este sábado, 17, em Luanda e na qual Angola assume a presidência, ficará marcada pela assinatura do Acordo de Mobilidade e o reforço das relações económicas

A proposta de acordo sobre mobilidade estabelece um “quadro de cooperação” entre todos os Estados-membros de uma forma “flexível e variável” e, na prática, abrange qualquer cidadão.

Aos Estados é facultado um leque de soluções que lhes permitem assumirem “compromissos decorrentes da mobilidade de forma progressiva e com níveis diferenciados de integração”, tendo em conta as suas próprias especificidades internas, na sua dimensão política, social e administrativa.

Neste contexto, têm a “liberdade (…) na escolha das modalidades de mobilidade, das categorias de pessoas abrangidas”, bem como dos países da comunidade com os quais pretendam estabelecer as parcerias, segundo a proposta a que a Lusa teve acesso.

A questão da facilitação da circulação tem vindo a ser debatida na CPLP há cerca de duas décadas, mas teve um maior impulso com uma proposta mais concreta apresentada por Portugal na cimeira de Brasília, em 2016, e tornou-se a prioridade da presidência rotativa da organização de Cabo Verde, nos últimos três anos.

Outro dos assuntos dominantes será o reforço a cooperação económica, que Angola pretende destacar na sua presidência, que agora se inicia e que terá como lema “Fortalecer e Promover a Cooperação Económica e Empresarial em tempos de pandemia, em prol do desenvolvimento sustentável nos Estados-membros da CPLP”.

Nesta cimeira espera-se ainda que os chefes de Estado e de Governo se pronunciem sobre o apoio a dar a Moçambique, para enfrentar a situação de violência na província de Cabo Delgado, bem como sobre os progressos da Guiné Equatorial no que respeita aos compromissos que assumiu quando se tornou membro da organização, em 2014, nomeadamente o da abolição da pena de morte.

Quase 24 anos de prisão para homem que matou e queimou ex-namorada na Boa Vista

Jorge Adalberto Tavares, conhecido por Djodje, foi ainda condenado a pagar uma indeminização de um milhão de Escudos em 12 prestações mensais aos familiares de Gabriela Évora

Jorge Adalberto Tavares foi ontem condenado a 23 anos e 10 meses de prisão por ter assassinado a sua ex-namorada, Gabriela Évora, na Ilha da Boa Vista.

A pena é justificada pelo Juiz, pelo acumular dos crimes praticados por Djodje, nomeadamente, o crime de homicídio agravado e atentado contra integridade de cadáver.

Recorde-se que Djodje depois de matar Gabriela Évora, colocou-a dentro de um bidão e queimou o corpo, e depois enterrou os restos mortais. Tudo isso aconteceu a 14 de outubro de 2020.

O Tribunal condenou ainda o arguido a pagar uma indeminização de um milhão de Escudos em 12 prestações mensais aos familiares de Gabriela.

Segundo contou o autor do crime, Gabriela que vinha de Sal Rei para Rabil, desceu de uma viatura à porta da sua residência embriagada e, ao entrar no quarto o agrediu. Na sequência dessa alegada agressão, Djodje conta que devolveu a agressão, desferindo-a um soco na cabeça, tendo Gabriela caído no chão, e que de seguida a tentou reanimar, mas sem sucesso.

“Num ato de desespero”, contou o condenado, pegou no corpo colocou-o dentro de um bidão, com alguns produtos inflamáveis e levou o bidão, num carrinho de mão para a ribeira do Rabil e ateou fogo, e de seguida recolheu os restos mortais e enterrou-os.

Familiares de Gabriela e a defesa dizem que vão recorrer da sentença, mas a justificação é diferente. Os familiares da malograda vão pedir pena máxima e a defesa vai pedir abrandamento da pena.

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Inundações na Europa fazem mais de 150 mortos

Na Alemanha foram confirmadas 133 mortes, na Bélgica 20. Ainda há várias pessoas desaparecidas

O número de vítimas mortais das inundações na Europa subiu para mais de 150, sendo a maioria na Alemanha, onde ainda há muitas pessoas desaparecidas, fazendo prever que o balanço se agrave.

O número de vítimas mortais na sequência das inundações que estão a fustigar a parte da Europa Central aumentou para 133 na Alemanha, elevando para 153 o número de mortes na Europa.

O balanço da situação que atingiu a Alemanha, a Bélgica, o Luxemburgo, a Holanda e a Suíça foi feito na noite de sexta-feira pela agência AFP, e torna as inundações dos últimos dias no pior desastre natural na Alemanha em mais de meio século.

As autoridades Alemãs registaram, até ao momento, 133 mortos. Os casos concentram-se em dois estados do oeste do País, a Renânia-Palatinado e a Renânia do Norte-Vestfália. As autoridades admitem que possa haver mais mortos, uma vez que ainda há dezenas de pessoas desaparecidas nessas duas regiões, em especial numa localidade próxima de Colónia, onde um grande deslizamento de terras derrubou vários edifícios.

Na vizinha Bélgica, há registo de, pelo menos, 20 mortes e 20 desaparecidos, segundo o último relatório do governo, que considerou estas inundações como uma das piores de sempre.

Vem aí a nona edição do Kavala Fresk Feastival

Edição 2021 decorrerá durante três dias, com novo formato mas com a mesma qualidade e essência das edições anteriores

A Ilha de São Vicente acolhe entre os dias 23 e 25 de julho, a nona edição do Kavala Fresk Festival, KFF, anunciou hoje a organização, em conferência de Imprensa, no Mindelo, para apresentar essa nova edição, que vai ter um novo formato, mas com a mesma qualidade e essência das edições anteriores.

“Vamos fazer com que tenha a mesma qualidade e a mesma essência, respeitando as regras das autoridades sanitárias”, anunciou, assegurando que a decisão de realizar esta edição em três dias, visa, essencialmente, “dar oportunidade” a restaurantes de fazer um trabalho e ter rendimentos, porque o objetivo, este ano, “é contribuir” para o aumento de rendimentos de setores que foram afetados pela pandemia.

Durante os três dias do evento haverá várias atividades, show cooking “Kavala no mercado”, “Lab”, roteiro gastronómico, workshop de culinária para crianças, “Cavala na meio de mar”, parte “play” com uma competição de natação e atletismo na praia da Laginha, assegurou Conceição Delgado, da organização.

O Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, que se fez presente na apresentação do evento, realçou que só pelo fato de se realizar o festival este ano, no momento pandémico, já é uma grande vitória.

Covid-19. Notificado mais um morto em 24 horas

Óbito foi registado no Município do Porto Novo. Há ainda mais 54 casos novos e 61 recuperados

Cabo Verde registou nesta sexta-feira, 16, mais uma morte por Covid, anunciou o Ministério da Saúde, no habitual comunicado, dando conta que a morte foi reportada no Município do Porto Novo.

Segundo os dados de hoje, mais 54 novos casos foram notificados, em 175 amostras analisadas, e 61 recuperados.

Os casos novos foram notificados na Praia, 6, assim como a Ilha do Maio e São Filipe, Mosteiros, 8, Brava e São Vicente com 5 cada, Santa Catarina de Santiago, São Miguel, Santa Catarina do Fogo, e Boa Vista com 3 cada.

Quanto aos recuperados, Praia teve 8, Santa Catarina 2, Tarrafal 1, São Lourenço dos Órgãos 1, São Filipe 15, Mosteiros 1, Santa Catarina  do Fogo 2, Brava 20, Porto Novo 6, São Vicente 2, Sal 2 e Maio 1.

O País passa a contabilizar 548 casos ativos, 32.371 casos recuperados, 295 óbitos, 11 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 33.234 casos positivos acumulados.

Transportes aéreos podem ser setor “prioritário” da parceria entre Praia e Luanda 

Afirmação é do Presidente da República. Jorge Carlos Fonseca, que se encontra em Luanda para participar da Cimeira da CPLP, sublinhou que poderá haver um “casamento perfeito” entre os dois países

O Presidente da República disse hoje, em Luanda, que os transportes aéreos podem ser um um setor “prioritário” da parceria estratégica entre Cabo Verde e Angola.

Jorge Carlos Fonseca assegurou ainda que no setor dos transportes aéreos, pode haver um “casamento perfeito” entre Angola, que dispõe de vários aviões disponíveis, e Cabo Verde que tem licenças internacionais.

“Podemos ter um casamento perfeito, aproveitando as vantagens de cada um dos países e fazermos coisas interessantes”, afirmou.

JCF fez essas declarações à RCV, à saída de um encontro com o seu homólogo Angolano João Lourenço, a quem fez o balanço dos três anos da presidência Cabo-verdiana da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, que agora vai ser assumida por Luanda, na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, a realizar-se amanhã na capital Angolana, Luanda.

O Chefe de Estado disse ainda que “nós temos conversado, nomeadamente sobre o dossiê da mobilidade e está tudo preparado, creio eu, para que isto seja assinado”.

Para JCF, a mobilidade é um “grande motivo de satisfação” para todos, em particular para Cabo Verde que foi um dos grandes proporcionadores da ideia. “Falamos sobre a necessidade de se retomar a comissão mista entre os dois países, possivelmente na Praia, para breve”, revelou JCF.

O PR anunciou ainda a vinda do vice Primeiro-Ministro Angolano a Cabo Verde, à frente de uma delegação ministerial e empresarial para as partes assertarem áreas concretas de cooperação, como sejam os transportes aéreos, tendo JCF apontado uma eventual parceria entre a Cabo Verde Airlines e a TAAG, o que vai permitir que os aviões da frota Angolana possam atingir outros destinos.