Mais de 32 mil passageiros passam pelos Aeroportos nacionais em março

Número evidencia um aumento na ordem dos 28%, comparado com o mês de fevereiro

A dinâmica de crescimento de passageiros nos Aeroportos e Aeródromos nacionais aumentou em março, confirma os dados da ASA, fazendo saber que comparado com o mês anterior de fevereiro, foram mais 7.106 passageiros, totalizando 32.456 pessoas naquele mês. Esse crescimento é na ordem dos 28%.

O número de passageiros em embarques, desembarques e trânsito a nível nacional foi de 18.594, ao passo que nos voos internacionais situou-se nos 13.862.

A Agência Lusa também reporta que o movimento de aeronaves cresceu no primeiro trimestre do ano, na ordem dos 23.6%, e que 820 aviões tanto nacionais como estrangeiros aterraram nos nossos Aeroportos e Aeródromos.

Entre janeiro e março, reporta a mesma fonte, 2.314 aeronaves passaram por Cabo Verde, mas há uma acentuada quebra de cerca de 72% comparado com o período homólogo de 2020. Naquele mesmo período também se registou quebra no movimento de passageiros, em ordem de 85%.

Por Aeroportos, a Ilha do Sal é o mais afetado, registando uma quebra na ordem dos 95%, situação justificada pela pandemia da Covid-19. Nos 3 primeiros meses de 2021, por aquele Aeroporto passaram apenas 16.037 passageiros.

A triangulação perigosa: USA/Praia/Fogo

Temos que agir e fazer aquilo que deve ser feito. É tão simples como isso. Combater as desgraças do imobilismo político é a tarefa crucial para o MPD. Criar um sistema forte de defesa das políticas do governo, das instituições da República, colocando o MPD na retaguarda política dessa defesa; desencadear em permanência uma política de comunicação e informação às comunidades, particularmente as comunidades emigradas.

Para esse efeito, o Estado deve criar uma equipa para a comunicação, com rigor científico e com quadros capazes, recrutados no país e na emigração. Essa é uma tarefa do Estado, mais concretamente do governo. Comunicar bem com os cidadãos é uma tarefa importante e não pode ser renegado a um plano secundário. É uma prioridade das prioridades.

Pois! A fábrica da desinformação do Paicv tem a sua sede na emigração. O epicentro das fake news tem o seu foco na emigração, particularmente nos EUA. Atuaram de fora para dentro.

Igualmente temos que dar oportunidades aos quadros afectos ao MPD. Em igualdade de circunstâncias, não ter complexo nenhum de chamar à responsabilidade a confiança política. Essa é uma prática de todos os países democráticos. E sobre essa matéria não recebemos lições do Paicv.

Não foi por acaso que apenas não ganhamos no Fogo. Subimos em termos eleitorais no Fogo, o que é importante, mas é o único sítio que perdemos no país. E essa não vitória não foi por acaso. Tem a ver com a vinda ao Fogo das pessoas que vivem na Praia para votar, mas a outra grande causa é a influência da dita triangulação USA/PRAIA/FOGO.

Entre outras razões, não ganhamos no Fogo devido à influência da triangulação USA/PRAIA/FOGO. Esta tem sido um factor que pesa nas eleições em Cabo Verde. Teremos a oportunidade para falarmos, com calma, sobre o peso dessa triangulação. Posso avançar que ela tem peso económico, tem domínio forte nas redes sociais e tem laços familiares de uma dependência significativa.

É uma triangulação poderosa e tem a capacidade de influenciar e dominar o destino das eleições no círculo eleitoral dos EUA, em parte na Praia e em cheio no Fogo. Quem não compreender bem esse fenômeno, nunca estará apto para processar o seu combate.

Temos que colocar o partido no centro do sistema MPD. Sem cair, evidentemente, na tentação do Paicv, que confunde o Estado com o partido. Não, essa política não serve. O MPD é contra esse tipo de política.

Contudo, o MPD é a favor de uma política junto e em benefício das pessoas. E nas pessoas incluem-se as pessoas-militantes. Os militantes devem ser considerados como cidadãos normais, mas na relação política não devem ser marginalizados por serem militantes de um partido.

O que nos serve é colocar o MPD no centro do combate político. E não se deve esquecer de trazer as boas valências de quadros para o partido. Todos os quadros querem ir para o Estado ou para o governo. O partido também precisa de bons quadros, para poder funcionar como a base pensante de suporte do sistema MPD. Precisamos de um bom governo, mas necessitamos também de um bom partido, que faça o combate político em defesa de todo o sistema MPD.

Não podemos deixar de fora nenhuma mais-valia. Sem preconceitos! O MPD vai ganhar mais folêgo e vai ser o suporte do Governo e do seu Grupo Parlamentar.

Estou crente que com um sistema afinado a funcionar, nunca mais enfrentaremos situações de emergência política. O percurso feito das eleições autárquicas às eleições legislativas foi de uma emergência política. Num curto período de tempo, em apenas seis meses, ter que dar a volta e voltar a vencer em todos os Municípios de Santiago é obra! Diria que foi um milagre! Felizmente as coisas correram bem. Mas, e se fosse o contrário?

Chuvas torrenciais. Sobe para 24 número de mortos, incluindo nove crianças, em Luanda

Há ainda registo de muitos estragos materiais. Foram afetadas 2.349 famílias, num total de 11.745 pessoas

As chuvas torrenciais que fazem sentir em Luanda, Angola, já fizeram 24 mortos, incluindo 9 crianças.

A informação foi avançada pelo porta-voz dos serviços da Proteção Civil, Faustino Minguens, em declaração à Rádio Nacional de Angola.

Segundo a mesma fonte, há ainda a registar mais de duas mil habitações inundadas, 60 casas desabadas, 14 escolas alagadas, duas pontes parcialmente destruídas e outras quatro inundadas, 58 árvores caídas e quatro centros de saúde inundados, bem como o transbordo de nove bacias de retenção, e três feridos.

Foram afetadas 2.349 famílias, num total de 11.745 pessoas.

Covid-19. Mais de 90% dos profissionais de Saúde já foram vacinados em Cabo Verde

Esta percentagem representa 3.869 profissionais de saúde já vacinados com a 1.ª dose. Destes, 1.590 já estão completamente imunizados, com a 2.ª dose

Cabo Verde já vacinou, até ontem à noite, 3.869 profissionais de saúde com a primeira dose da vacina Pfizer, indica os dados estatísticos da Direção Nacional de Saúde.

Conforme a mesma fonte, esse número representa 90,6% do previsto no Plano Nacional de Vacinação. Destes profissionais já vacinados, 1.590 já estão completamente imunizados com a segunda dose.

No que se refere à vacina AstraZeneca, 6.872 doses já foram administradas, dos quais, 4.841 em idosos.

Desde, 19 de março, Cabo Verde já administrou 9.981 doses de ambas as vacinas.

PR “profundamente consternado” com morte de homólogo do Chade

Jorge Carlos Fonseca diz esperar que o País possa “encontrar estabilidade política e social” para o seu desenvolvimento

O Presidente da República, disse ontem estar “profundamente consternado” com a morte do seu homólogo do Chade, Idriss Déby Itno, na sequência de ferimentos sofridos enquanto comandava o seu exército na luta contra rebeldes no norte durante o fim de semana.

Jorge Carlos Fonseca diz esperar que Chade possa “encontrar estabilidade política e social” para o seu desenvolvimento.

“Neste momento de tristeza, o Presidente da República de República de Cabo Verde apresenta a Sua Excelência o Presidente Interino da República do Chade e ao povo Chadiano, em nome do povo Cabo-verdiano e em seu nome próprio, as suas mais sentidas condolências, solicitando-lhe que transmita os nossos sentimentos de pesar à família enlutada de Idriss Déby Itno”, escreveu Jorge Carlos Fonseca.

Na mensagem, o chefe de Estado Cabo-verdiano, que é também presidente em exercício da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, fez votos para que o Chade possa “encontrar estabilidade política e social indispensável ao seu desenvolvimento”.

PR Moçambicano felicita Presidente do MpD pela vitória nas eleições

Filipe Nyusi diz-se confiante de que “sábia” liderança de UCS irá impulsionar Cabo Verde rumo à “prosperidade e bem estar”

O Presidente da República de Moçambique felicitou ontem o Presidente do Movimento para a Democracia, MpD, pela vitória alcançada nas eleições legislativas de 18 de abril, com maioria absoluta.

“Em nome do Governo da República de Moçambique e em meu próprio, gostaria de desejar a Vossa Excelência calorosas e fraternas felicitações pela nobre responsabilidade que lhe foi novamente confiada”, referiu Filipe Nyusi, num comunicado.

Para o chefe de Estado Moçambicano, a liderança de Ulisses Correia e Silva é marcada por “determinação e devoção inabaláveis” ao serviço do povo de Cabo Verde.

“Estou confiante de que a sua sábia liderança continuará a impulsionar Cabo Verde e seu povo rumo a uma maior prosperidade e bem-estar”, acrescentou, manifestando a sua abertura para reforçar a cooperação entre os dois países.

O MpD conquistou, até ao momento, 37 dos 72 Deputados. O PAICV elege 29 e a UCID 4. Falta ainda eleger dois Deputados para o círculo da Europa e Resto do Mundo, mas tudo aponta para uma divisão de mandatos entre o MpD e o PAICV.

Brasil regista cerca de 60 mil mortes por Covid-19 em abril

Nas ultimas 24 horas, foram notificados mais 3.472 óbitos e 79.719 novos contágios

O Brasil é um dos países com mais casos de Covid-19, depois dos EUA e Índia. Nas últimas 24 horas o número de óbitos sitou-se em 3.472, elevando para cerca 60 mil o total de óbitos provocados pela Covid-19, só neste mês de abril.

O Ministério da Saúde Brasileiro notificou, esta quarta-feira, mais 79.719 casos de infeção por novo coronavírus, uma subida em relação ao dia anterior (69.381).

O número acumulado de casos confirmados no País, desde 26 de fevereiro de 2020, é agora de 14.122.795, segundo o site do Ministério da Saúde, dos quais 381.475 acabaram por morrer.

Ação climática para as pessoas e o planeta: a hora é agora

Neste ano crucial para a humanidade, o agora é tempo para uma ação climática ambiciosa.

A ciência é incontestavelmente e globalmente aceita: para impedir que a crise climática se transforme numa catástrofe permanente, devemos limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.

Para fazer isto, devemos chegar à emissão zero do gás carbono até a metade do século. Os países que representam dois terços da economia global já se comprometeram a isto. É encorajador, mas precisamos urgentemente que todos os países, cidades, empresas e instituições financeiras se juntem a esta coalisão e adotem planos concretos para a transição de neutralidade de carbono.

É ainda mais urgente para os governos combinar esta ambição de longo prazo com ações concretas agora, enquanto trilhões de dólares são mobilizados para superar a pandemia da COVID-19. Revitalizar economias é nossa chance de remodelar nosso futuro.

O mundo tem uma abordagem forte para ação: o Acordo de Paris, no qual todos os países se comprometeram a incluir seus planos nacionais de ação climática e fortalecê-los a cada cinco anos. Mais de cinco anos depois, e com a prova condenatória de que se não agirmos nós destruiremos nosso planeta, é hora de ação decisiva e efetiva, uma vez que as Nações Unidas convocam todos os países para a COP26 em Glasgow, em novembro.

Os novos planos nacionais devem cortar a poluição do gás de efeito estufa em pelo menos 45 por cento até 2030, em comparação aos níveis de 2010. Muitos já apresentam isto e estabelecem políticas mais claras para se adaptar aos impactos das mudanças climáticas e promover o acesso à energia renovável.

Mas até aqui, estes planos alcançam menos de um por cento no corte das emissões. Isto é verdadeiramente um alerta vermelho para as pessoas e o planeta.

Nos meses que temos pela frente, começando pela Cúpula de Líderes organizada pelos Estados Unidos, os governos precisam intensificar dramaticamente as suas ambições – em particular os grandes emissores, que provocaram a maior parte da crise.

Eliminar o carvão do setor energético é o primeiro passo mais importante para seguir em linha com o objetivo de 1,5 grau. Ação imediata para remover o combustível fóssil mais sujo e poluente dos setores de energia oferece ao nosso mundo uma chance na batalha.

Até 2030, o uso de carvão na geração de energia precisa cair globalmente 80% abaixo dos níveis de 2010. Isto significa que as economias desenvolvidas precisam se comprometer a eliminar o carvão até 2030; os demais países precisam fazer isto até 2040. Simplesmente não há motivo para novas fábricas de carvão serem construídas em lugar algum. Um terço das centrais de carvão já custam mais para operar do que construir novos parques e armazéns de energias renováveis. A COP26 precisa sinalizar o fim do carvão.

Enquanto o mundo se move para a energia renovável e o ar puro, é essencial garantir uma transição justa. Os trabalhadores das indústrias impactadas e dos setores informais precisam ser apoiados enquanto mudam de trabalho ou se adaptam. Precisamos também liberar o grande poder das mulheres e das meninas em fazer a transformação, incluindo-as como participantes iguais na governação e na tomada de decisões.

Os países que contribuíram menos com as mudanças climáticas estão a sofrer os piores impactos. Muitas pequenas nações insulares simplesmente deixarão de existir se não acelerarmos a resposta. Os países desenvolvidos precisam apresentar compromissos para disponibilizar e mobilizar 100 bilhões de dólares anualmente para:

• Duplicar os níveis atuais do financiamento climático;
• Destinar metade de todo o financiamento climático para adaptação;
• Parar o financiamento internacional do carvão; e
• Mudar os subsídios dos combustíveis fósseis para a energia renovável.

A Cúpula do G7 em junho oferece uma oportunidade para os países mais ricos do mundo avançarem e apresentarem os compromissos financeiros que garantirão o sucesso da COP26.

Enquanto governos devem liderar, os tomadores de decisão em todos os lugares têm uma contribuição vital.

Pedirei que, até a COP26, todos os bancos de desenvolvimento nacionais e multilaterais adotem políticas claras para financiar a recuperação da COVID e a transição para economias resilientes nos países em desenvolvimento, levando em consideração os níveis devastadores de dívidas e as imensas pressões nos orçamentos nacionais.

Muitos governos locais e empresas particulares se comprometeram com a neutralidade de emissões até 2050 e engajaram-se em revisões significativas dos seus modelos de negócios. Eu insisto que todos estabeleçam políticas e objetivos ambiciosos.

Encorajo todos os jovens para que continuem levantando suas vozes para ação contra a mudança climática, a proteção da biodiversidade, para parar a guerra da humanidade contra a natureza e a acelerar os esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O tempo está a acabar e há muito trabalho duro pela frente, e não é hora de levantar a bandeira branca. As Nações Unidas continuarão a levantar nossa bandeira azul da solidariedade e da esperança. Neste Dia da Terra e nos cruciais meses pela frente, apelo para que todas as nações e todas as pessoas se levantem juntas neste momento.

Mais 4 óbitos pela Covid-19

Duas mortes aconteceram na Ilha do Sal e restantes na Praia e em São Vicente

A Covid-19 já fez mais 4 vítimas mortais, segundo dados acabados de avançar pela tutela da Saúde, que faz saber que duas das mortes aconteceram na Ilha do Sal e restantes na Cidade da Praia e na Ilha de São Vicente. O total de casos fatais é agora de 198.

Hoje há 150 altas, sendo a grande maioria, 69, no Município da Praia, seguido do Tarrafal de São Nicolau, com 31; São Vicente 22; Sal 16, São Domingos 4; Boa Vista 3; São Salvador do Mundo e Santa Cruz 2 cada e Ribeira Grande de Santiago com 1.

Nesta quarta-feira, 21, há mais 398 novas infeções, o maior registo desde que a pandemia chegou a Cabo Verde, a 19 de março do ano passado.

Das 1.619 amostras analisadas, a Cidade da Praia reporta 190 novas infeções, seguida da Ilha de São Vicente, Sal e Tarrafal de São Nicolau com, respetivamente, 69, 37 e 26 casos.

A Ribeira Grande de Santiago, o Maio e a Boa Vista têm 11 novas infeções; Santa Catarina de Santiago 10; Santo Antão 16, sendo 8 no Paúl, 5 no Porto Novo e 3 na Ribeira Grande; Santa Cruz e São Lourenço dos Órgãos têm 4 casos cada; São Domingos 3; Ribeira Brava de São Nicolau 2; ao passo que São Miguel, São Salvador do Mundo, São Filipe e Tarrafal de Santiago todos com 1 caso cada.

A taxa de positividade nas últimas 24 horas situa-se nos 24,6%, num dia que passamos a ter 2.467 casos ativos, entre os 21.179 acumulados.

Homens armados sequestram número indeterminado de estudantes na Nigéria

Tudo aconteceu, na noite de ontem, numa Universidade privada em Kaduna, no noroeste da Nigéria. Um funcionário daquela instituição de ensino acabou por morrer

Um grupo de homens armados raptou um número indeterminado de estudantes de uma universidade privada em Kaduna, no noroeste da Nigéria, causando a morte de um funcionário da instituição, informaram hoje as autoridades locais.

O comissário para os Assuntos Internos e Segurança Interna do estado de Kaduna, Samuel Aruwan, confirmou o ataque na terça-feira à noite numa declaração, reproduzida pela Agência Lusa, sem indicar o número de estudantes sequestrados e identidades. “[Recebemos] pedidos de socorro de um ataque de bandidos armados na Universidade de Greenfield, localizada em Kasarami, na estrada que liga Kaduna e Abuja”, disse Aruwan, acrescentando os atacantes recuaram após a chegada de efetivos militares.

“Os agentes de segurança tomaram sob sua custódia os restantes estudantes”, prosseguiu a mesma fonte. “Ainda está por determinar o número real de estudantes raptados, a partir dos registos da instituição”, indicou Samuel Aruwan.

Só após o início das operações de busca e resgate, as autoridades locais confirmaram a morte às mãos dos atacantes de Paul Ude Okafor, um funcionário da universidade.

Os últimos meses têm sido marcados por um aumento de sequestros de números elevados de estudantes em escolas do norte da Nigéria, uma prática que tem rendido aos seus autores resgates lucrativos. Mais de 800 estudantes foram raptados desde dezembro.