Covid-19. Governo recebe hoje vários equipamentos da OMS

Trata-se de um donativo que inclui reagentes para laboratórios de virologia, computadores portáteis e outros equipamentos hospitalares

O Ministério da Saúde e da Segurança Social recebe hoje, da Organização Mundial da Saúde, OMS, vários equipamentos, enquadrado no âmbito do combate à Covid-19.

De acordo com informações avançadas pelo referido Ministério, trata-se de um donativo avaliado em mais de 62 mil Dólares.

Do leque a ser entregue hoje à tarde, constam reagentes para laboratórios de virologia, estimado em 1.853 Dólares, computadores portáteis incluindo acessórios, avaliados em 4.780 Dólares e equipamentos hospitalares orçados em 55.975 Dólares.

Ulisses defende Estado que trabalha para ter pessoas livres

É uma posição defendida no debate desta quarta-feira no Parlamento

O Primeiro-Ministro advertiu hoje no Parlamento, que o papel do Estado “não deve ser o de colocar as pessoas num beco sem saída para se aproveitar da sua vulnerabilidade”. Ulisses Correia e Silva defende que o Estado deve trabalhar para “tornar as pessoas livres, empoderá-las para serem autónomas e acionar a proteção e inclusão social com respeito à dignidade da pessoa humana”.

“É este o caminho mais seguro e que não mata a esperança da progressão social das pessoas”, vincou, ao abrir, esta manhã, o debate mensal na Assembleia Nacional onde se discute “Cabo Verde e o Papel do Estado no desenvolvimento”.

UCS sublinha que desde 2016, altura em que chegou ao Governo, a opção tem sido para inclusão, seja pelo rendimento através do Rendimento Social de Inclusão, da Produção, da Viabilização de localidades agrícolas e piscatórias, do Fomento do Micro Empreendedorismo e da economia social, pela inclusão pela igualdade de género, pela proteção das crianças, pela cultura, pela educação e pela formação, pela inclusão de pessoas com deficiência, pela proteção a idosos, inclusão pela habitação, inclusão urbanística (o direito à cidade). “É este caminho seguro que deve continuar a ser trilhado com determinação”, indicou, para de seguida assegurar que Cabo Verde “não pode ficar refém” da conjuntura difícil que vivemos devido à pandemia da Covid-19. “Vamos vencer”, acredita.

Segundo disse, o País tem “uma forte” Agenda de Ambição para o horizonte 2030 para ser implementado “orientada” para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “O pós pandemia será mais do que um relançamento, uma oportunidade para Cabo Verde acelerar os passos para o desenvolvimento numa boa relação e combinação Estado, empresa e cidadãos”, assinalou.

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Ulisses Correia e Silva inaugurou o debate mensal no Parlamento, partilhando dados relevantes das medidas de políticas do seu Governo, nos últimos 4 anos

O Primeiro-Ministro garantiu, esta quarta-feira, 24, no Parlamento, que a taxa de desemprego reduziu nos últimos 4 anos, passando de 12,4% em 2015 para 11,3% em 2019 e que neste mesmo período o número de jovens fora do ensino ou da formação ou do emprego “desceu” cerca de 10.500, passando de 68.120 para 57.605.

Ulisses Correia e Silva que falava na abertura do debate mensal no Parlamento, sublinhou ainda que o rendimento per capita nacional passou de 3.210 Dólares em 2015 para 3.630 Dólares em 2019 e que a cobertura da segurança social dos trabalhadores passou de 39,5% em 2015 para 51,0% em 2019.

Neste mesmo período, a taxa de cobertura da proteção social da população passou de 39,3% para 45,7%, ao passo que as transferências públicas às famílias aumentaram significativamente de cerca de 5,9 milhões de contos em 2015 para cerca de 10,9 milhões de contos em 2019. “A média anual de transferências passou de 5,1 milhões de contos no período 2011/2015 para 7,8 milhões de contos no período 2016/2020”, clarificou.

Por outro lado, disse UCS, o acesso à eletricidade que em 2015 se situava em 86,9%, “aproxima-se hoje dos 100%”, e a ligação da água nas casas atingiu 70% em 2019 quando em 2015 era de 62%. O acesso a instalações sanitárias aumentou 8%, passando de 77 para 85% em 2019. “Mesma evolução positiva no saneamento”, assinalou o PM.

Estes resultados, disse o PM, foram conseguidos durante uma governação em que Cabo Verde viveu 3 anos consecutivos de “seca severa” que provocaram perda de emprego no setor agrícola de cerca de 15 mil em 2019, quando comparado com 2015 que foi um ano de “produção normal”.

Os números, assinalou ainda, são resultados do crescimento económico e de políticas sociais assertivas nos domínios de políticas ativas de emprego e de empreendedorismo, inclusão social pelo rendimento, subsidiação da educação, apoio à saúde e investimentos no acesso a bens básicos como a água, a eletricidade e o saneamento. É o Estado a “promover e a fazer acontecer”, disse.

O PM diz ter “consciência e conhecimento” dos problemas de pobreza, de desigualdades sociais e de assimetrias regionais que existem no País, e lembrou que a pandemia da Covid-19 “afetou fortemente” o Estado, as empresas e as famílias tendo aumentado o grau de vulnerabilidade económica e social nacional, mas garantiu, “temos estado a dar um bom combate e vamos continuar a dar e a proteger os Cabo-verdianos”.

O debate “Cabo Verde e o Papel do Estado no desenvolvimento” decorre ao longo desta quarta-feira, 24.

Cabo Verde alinhado com CEDEAO e UA na defesa do “acesso universal, equitativo e rápido” à vacina contra a Covid-19 em África

Posição é do Chefe de Estado Jorge Carlos Fonseca e foi expressa no 10.º encontro “Triângulo Estratégico: América Latina – Europa – África”

O Presidente de Cabo Verde assegurou ontem que os países Africanos estão alinhados no combate à Covid-19.

Ao intervir no 10.º “Triângulo Estratégico: América Latina – Europa – África”, que está a decorrer em formato online, e que têm como tema central a recuperação económica e na saúde global no pós-pandemia de Covid-19, Jorge Carlos Fonseca adiantou que o nosso País está alinhado com demais países Africanos da CEDEAO e da União Africana, UA, na defesa do “acesso universal, equitativo e rápido” à vacina contra a Covid-19 em África.

O Chefe de Estado destacou a convergência entre países Africanos também na proposta do perdão da dívida aos países pobres. “Devemos continuar a trabalhar conjuntamente de forma que nenhum País seja deixado para trás no que respeita à imunização da população e à retoma da economia”, disse.

O PR reconheceu a importância do mecanismo Covax, liderado pela OMS e pela Aliança para o Acesso às Vacinas, mas reclamou, segundo a DW, “maior apoio internacional” à iniciativa que deverá permitir acesso a doses de vacinas para imunizar 35% da população dos países Africanos.

“Revela-se preocupante que o Continente Africano tenha de procurar mecanismos adicionais além do Covax para garantir que pelo menos 60% da população seja vacinada”, disse, observando que é preciso que a “equidade seja um princípio vetor na distribuição do que é produzido em termos de vacinas”.

Secretário de Estado da Administração Biden elogia Cabo Verde

“É com prazer que falei, hoje, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Defesa de Cabo Verde, Rui Figueiredo. Temos orgulho de ser um amigo de Cabo Verde – um modelo de governação democrática e direitos humanos em África”.

Antony Blinken, Secretário de Estado dos Estados Unidos – equivalente a Ministro dos Negócios Estrangeiros em Cabo Verde – sucessor de Mike Pompeo da Administração Trump, publicou, ontem, um tweet na sequência da conversa tida com o seu homólogo Cabo-verdiano, o Ministro Rui Figueiredo Soares onde exprimia a sua satisfação e “orgulho de ser um amigo de Cabo Verde – um modelo de governação democrática e direitos humanos em África.”

Blinken ocupou cargos de alto escalão na política externa em duas administrações ao longo de duas décadas, as administrações Clinton e Obama.

Paulo Veiga visita Ilha do Sal

O Ministro da Economia Marítima cumpre, a partir desta quarta-feira, 24, uma agenda oficial na Ilha do Sal. Paulo Veiga vai inteirar-se da situação do setor marítimo na Ilha

Depois de Santiago onde esteve com pescadores de Achada Grande Trás, Paulo Veiga desembarca hoje no Sal, para prosseguir os contatos com os profissionais do mar.

Durante 3 dias, o MEM vai tomar pulso à dinâmica do setor das pescas. Ainda hoje ele deve deslocar-se à Pedra de Lume, Buracona e Palmeira, com encontros com pescadores e peixeiras em agenda.

Na quinta-feira, o programa define uma visita à orla marítima para que o Ministro possa inteirar-se do ponto de situação das concessões na Ilha, terminando o dia com uma encontro, em Santa Maria, com os intervenientes do setor marítimo.

Em Achada Grande Trás

Ontem, Paulo Veiga reuniu-se com pescadores e peixeiras de Achada Grande Trás e São Tomé, na Ilha de Santiago, unidos numa mesma associação, tendo na oportunidade informado das mudanças registadas na legislação e organização do setor.

A modernização do setor das pescas é um dos temas que Paulo Veiga partilhou com o grupo, não sem antes lhes falar também do Portal do Mar, uma ferramenta que a tutela está a desenvolver e que vai encurtar distâncias no tratamento de um conjunto de assuntos, como por exemplo, os pedidos de licenciamento e/ou registo. Ao invés do pescador se deslocar o Ministério, através do IMP e DGRM é que faz deslocar técnicos para o terreno para as fiscalizações.

O Ministro aponta para a “descentralização e modernização” do setor das pescas.

Projeto de produção de atum em aquacultura avança em São Vicente

Primeira fase deve arrancar ainda este ano e vai ser montado na praia de Flamengo. Investimento inicial ronda os 2,5 milhões de Euros

A empresa Nortuna, SA – Noruega está a preparar a materialização do seu investimento em aquacultura em São Vicente, devendo, ainda este ano, ser instalado a primeira fase na praia de Flamengo. Esta fase consiste na montagem do processo de incubação e produção de biomassa para atum rabilho, estimando ficar pronto em junho. A capacidade de produção deve ser de até 300 toneladas por ano.

Terminada esta fase, a empresa vai avançar para a expansão e processamento, previsto para o primeiro trimestre do próximo ano.

O início da produção em larga escala e a transformação integram a terceira e quarta fases que devem ocorrer em 2023 e 2024, respetivamente.

A produção de atum em aquacultura pode vir a gerar até 400 empregos, num horizonte de 3 anos. Na primeira fase vão ser criados 12 postos de trabalho.

Segundo informação do Estudo de Impacto Ambiental, citado pela Agência Lusa, a primeira fase do projeto é um investimento de 2,5 milhões de Euros, seguindo-se mais 6 milhões de Euros no programa de pesquisa e desenvolvimento sobre a espécie Atlantic Blue Fin Tuna ou atum-rabilho do Atlântico.

A Nortuna, SA – Noruega optou pela criação de uma empresa com base em São Vicente, a Nortuna Cabo Verde, montada com base na autonomia económica e financeira.

PR defende reforma do Conselho de Segurança da ONU e pede lugar permanente para África no organismo

África é o único Continente sem representação permanente no mais importante órgão da organização mundial

O Presidente Cabo-verdiano fez este apelo no primeiro dia dos encontros “Triângulo Estratégico: América Latina – Europa – África”, espaço de diálogo político e económico, promovido pelo Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas, IPDAL, que decorre online devido à pandemia da Covid-19.

JCF considerou ser “fundamental” a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas para que possa haver uma representação “mais justa” e adaptada aos tempos de hoje. “Tem de se fazer justiça a África, o único Continente não representado de forma permanente” no Conselho de Segurança da ONU, assinalou.

O PR respondia quando questionado sobre as reformas necessárias no sistema multilateral para responder aos grandes desafios mundiais. “É a reforma mais emblemática e a que representa o maior desafio para o sistema multilateral”, disse, assinalando os “interesses opostos” de vários grupos e os impasses que estes criam.

“A credibilidade do sistema multilateral está em jogo”, admitiu JCF, para quem é a própria declaração dos 75 anos das Nações Unidas que assume o compromisso de instilar essa reforma. “É isso que pretendemos e para o qual queremos contribuir”, vincou.

Gana é o primeiro País a receber vacinas financiadas pelo sistema Covax

O Gana deve receber hoje o primeiro lote de vacinas contra o SARS CoV-2, a nível mundial, financiado pelo Covax, organismo liderado pela Organização Mundial da Saúde e que visa fornecer os países mais desfavorecidos

O anúncio foi transmitido através de um comunicado conjunto da Organização Mundial da Saúde e da Unicef.

“O Gana deve receber 600 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxfordfabricada pelo InstitutoSerum, da Índia. Estas vacinas foram expedidas pela Unicef de Mumbai para Acra e fazem parte do primeiro lote de vacinas contra o covid-19 destinadas a vários países” mais desfavorecidos, refere o mesmo documento.

“Esta entrega representa o início do que se espera vir a ser o maior fornecimento e distribuição de vacinas da História”, acrescenta o comunicado.

“O dispositivo Covaxprevê fornecer cerca de dois mil milhões de vacinas contra o covid durante este ano. Trata-se de um esforço mundial sem precedentes para garantir a todos os cidadãos o acesso às vacinas”, dizem os dois organismos.

O Gana, País anglófilo da África Ocidental, registou 582 mortos e contabiliza 80.759 contágios pelonovo coronavírus, apesar de os especialistas alertarem para númerossuperiores devido à baixa realização de testes médicos.

O comunicado indica que os trabalhadores que se encontram “na primeira linha” da luta contra o covid-19 vão ser os primeiros a serem vacinados no Gana.

MpD defende um Estado “fomentador” da atividade económica

Posição é defendida pelo Primeiro-Ministro e pela líder do Partido na Assembleia Nacional, durante uma conversa aberta com as mulheres na Cidade da Praia

O Primeiro-Ministro assegurou que o seu Governo perspetiva um Estado “ativo” na regulação e na “promoção” das condições de desenvolvimento, ao mesmo tempo que defende um Estado “fomentador” da atividade económica.

Esta perspetiva foi partilhada na tarde de terça-feira, por Ulisses Correia e Silva durante uma conversa aberta com mulheres para debater “o papel do Estado no desenvolvimento do País”.

A iniciativa foi do grupo parlamentar do MpD, no quadro do debate parlamentar com o Primeiro-Ministro. UCS fala na necessidade de um Estado “preocupado” com as desigualdades e as assimetrias regionais. “Um Estado Cabo-verdiano onde os Cabo-verdianos se revêm e sintam de fato representados”.

Hoje, o Parlamento recebe o Chefe do Governo para mais um debate mensal, desta feita versando “Cabo Verde e o Papel do Estado no desenvolvimento”, tema proposto por um dos Partidos da Oposição.

Sobe este mesmo assunto, o MpD já fez saber que defende uma política pública que “prioriza” os mais vulneráveis. Joana Rosa lembra que o MpD é um Partido “muito social”, com política social direcionada às classes mais vulneráveis e pobres.

Segundo observou a líder parlamentar, o Governo liderado por UCS tem tudo feito para “reduzir” a pobreza e a pobreza extrema e levar “maior riqueza” às famílias.

A Deputada assegura que o MpD lidera um Governo de “rosto humano”, que tem como prioridade trabalhar a redução da pobreza, a redução das desigualdades sociais e apostar na criação de melhores condições de vida aos Cabo-verdianos.

O debate desta quarta-feira abre a segunda sessão de fevereiro da Assembleia Nacional, com os trabalhos a decorrerem até sexta-feira, 26.