Covid-19. São Vicente com mais 41 positivos

A Ilha analisou 225 amostras, nas últimas 24 horas e reportou mais 4 recuperados. São Vicente tem, no momento, 235 casos ativos

A Ilha de São Vicente registou, nas últimas 24 horas, mais 41 casos positivos de Covid-19, de acordo com os dadoas anunciados hoje pelas autoridades de Saúde.

A nível nacional foram reportados 73 novas infeções, em 735 amostras analisadas. Para além dos 41 casos em São Vicente, foram registados mais 11 casos no Maio, 10 na Praia, 2 no Paúl, 2 em Ribeira Grande de Santo Antão, 3 em São Filipe, 1 nos Mosteiros e 1 em Santa Catarina de Santiago.

Também conforme os dados, foram reportados mais 22 recuperados, dos quais, 13 na Praia, 4 em São Vicente, 3 no Maio, 1 em São Salvador do Mundo e 1 em Santa Catarina de Santiago.

O País passa a contabilizar 571 casos ativos, 11.815 casos recuperados, 115 óbitos, 3 óbitos por outras causas e 2 transferidos, perfazendo um total de 12.506 casos positivos acumulados.

Navio hidrográfico traz a Cabo Verde várias doações de Portugal

“Almirante Gago Coutinho” atraca amanhã no Porto Grande, Mindelo, até o dia 16 de janeiro e depois segue para Porto da Praia com chegada prevista em 1 de fevereiro. A bordo seguem milhares de ajudas como equipamentos militares, máscaras de proteção, materiais para sala de aula, roupa calçados entre outros artigos

O navio hidrográfico chega amanhã a Cabo Verde com várias doações vindas de Portugal. De acordo com informações da Embaixada de Portugal, o navio “Almirante Gago Coutinho” deve atracar amanhã no Porto Grande, em São Vicente, onde permanece até o dia 16 de janeiro, e depois segue com destino ao Porto da Praia onde deve atracar a 1 de fevereiro.

Na Praia, a guarnição do navio vai entregar vários equipamentos militares doados pela Marinha Portuguesa aos Fuzileiros Navais da Guarda Nacional, assim como 10.000 máscaras de proteção individual à Covid-19 às Forças Armadas de Cabo Verde, por parte do Ministério da Defesa Nacional de Portugal, no âmbito do Acordo de Cooperação no Domínio da Defesa.

A bordo do navio seguem ainda, para entrega na Praia, diverso material doado por várias entidades e instituições Portuguesas, como material para salas de aula, oriundo da Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento, para escolas de Cabo Verde, bem como roupas, calçados e diversos artigos de solidariedade doados pela Associação Pétalas d’Ideias e material diverso do instituto Camões, fornecido em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.

Ainda de acordo com as informações da Embaixada Cabo-verdiana, em Lisboa, a missão do navio hidrográfico “Almirante Gago Coutinho” no Arquipélago implica o “levantamento topo-hidrográfico em diversos pontos de Cabo Verde, tendo em vista a atualização do fólio cartográfico”.

O navio Português participará também no projeto “UNTIeD — Unlocking the mega Tsunami Deadlock”, relativo ao estudo da geração de maremotos e que recolherá dados científicos de correntometria de oportunidade, tendo em vista contribuir para outros projetos (projeto “MELOA — drifter WAVY Ocean” e “Global Drifter Program da NOAA”).

Durante a presença em Cabo Verde, o navio irá ainda assegurar a “colheita de amostras de água superficial para análise de microplásticos, no âmbito do projeto “Volta ao Mundo Sagres 2020-FA”.

Pescador morre na Praia da Gamboa

Trata-se de um homem conhecido por Pexinho e que residia no bairro de Tira Chapéu. Pexinho estava a fazer seu treino habitual quando caiu inanimado

Um pescador morreu hoje na praia da Gamboa, na Cidade da Praia, quando praticava o seu habitual treino.

De acordo com informações avançadas pela Agência Inforpress, trata-se de um homem na faixa etária dos 40 a 50 anos, e que residia no bairro de Tira Chapéu.

Segundo se apurou, o homem não tinha nenhuma patologia.

O Comandante da Polícia Marítima, citado pela Inforpress, refere que os colegas, que estavam por perto, disseram que a vítima estava a correr, como de costume, e de repente, deitou-se na areia e momentos depois constataram que a forma como ele se encontrava não era normal e acionaram a Polícia que por sua vez mobilizou o corpo de bombeiros.

Até a chegada dos Bombeiros, o pescador já tinha perdido os “sinais vitais”.

Luís Filipe Tavares pede demissão do cargo de Ministro

Pedido do Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e Ministro da Defesa já foi aceite pelo Chefe do Governo

O Governo acaba de confirmar o pedido de demissão de Luís Filipe Tavares, a quem agradece a “dedicação e o espírito de missão” que demonstrou desde abril de 2016, data que integrou o Executivo da república.

O PM que já aceitou o pedido de LFT vai agora apresentar ao Presidente da República o nome do seu sucessor.

Partidos favoráveis à data das eleições Legislativas e Presidenciais

As Legislativas ocorrem a 18 de abril e a primeira volta das Presidenciais a 17 de outubro

Os Partidos políticos e concorrentes nas eleições Legislativas hoje marcadas pelo Presidente da República, para 18 de abril, estão globalmente de acordo com esta data do Chefe de Estado.

Apesar de não ter indicado qualquer data oficial ao PR, observa Filomena Delgado, “meados de abril” era expetável, uma vez que as preocupações do maior Partido Cabo-verdiano prendem-se com o recenseamento eleitoral.

Segundo notou a Secretária Geral do MpD o PR marcou as eleições “dentro do período que era possível”.

A UCID diz-se “satisfeita” com a decisão do PR, em marcar as eleições em abril e outubro. “Concordamos plenamente”, observou João Santos Luís, vice Presidente da UCID.

Aquele dirigente sublinha o fato de o PR ter conseguido “destrinçar” 3 aspetos que na opinião dos democratas-cristãos consideram “importantes”, nomeadamente, a não prorrogação do mandato do Chefe de Estado, não coincidir com as festividades religiosas da Páscoa e Semana Santa e o recenseamento.

Já o PAICV olha com “naturalidade” a decisão do PR. “Qualquer que fosse a data (dentro do tempo legal” estaríamos de acordo”, observou Rui Semedo, admitindo, no entanto, que o Presidente podia ter marcado as eleições mais cedo, talvez em dezembro.

Notícia relacionada:

PR confirma Legislativas a 18 de abril

PR confirma Legislativas a 18 de abril

Decisão acaba de ser anunciada pelo Chefe de Estado, numa comunicação ao País. A eleição do novo Presidente da República acontece a 17 de outubro

 

O Presidente da República acaba de marcar, para 18 de abril, a data das próximas eleições Legislativas, em que se elege, na prática, o novo Parlamento nacional, e para 17 de outubro, a primeira volta da eleição no novo Chefe de Estado.

O País entra, oficialmente, em pré- campanha. A decisão do PR foi tomada após ouvir os Partidos legalizados no Tribunal Constitucional, CNE, DGAPE, Sociedade civil e o próprio Conselho da República.

O PR apela entretanto aos Cabo-verdianos, no País e na Diáspora, a se recensearem para poderem participar naquelas duas eleições.

“Não gostaria de prolongar o meu mandato” presidencial, observou Jorge Carlos Fonseca, para quem marcar as eleições legislativas em maio, seria, no seu entender, “alargar demais” o mandato presidencial, o que não está nas suas pretensões.

Segundo notou, quando fixa as legislativas para 18 de abril ele avalia o que parece ser “interesse nacional”. Diz mesmo que ele tentou um “equilíbrio na ponderação” da sua decisão, deixando claro que evitou que aquelas eleições coincidissem com as celebrações religiosas da Páscoa/Semana Santa.

Em desenvolvimento 

Moderna usa tecnologia da nova vacina contra Covid-19 para combater VIH e gripe

A empresa de biotecnologia Moderna anunciou, na segunda-feira, que está a usar a tecnologia de ARN mensageiro utilizada na vacina contra o novo coronavírus para desenvolver novas vacinas contra a gripe, o HIV e o vírus Nipah

A empresa Norte-americana adiantou, em comunicado, que espera iniciar os ensaios clínicos das vacinas contra a gripe e o vírus da imunodeficiência humana, VIH, responsável pela síndrome de imunodeficiência adquirida, SIDA, ao longo de 2021. “Após termos demonstrado que a nossa vacina baseada no ARN mensageiro pode prevenir a Covid-19, fomos encorajados a concretizar programas de desenvolvimento mais ambiciosos”, realçou, na nota, o Diretor-Executivo da Moderna, Stéphane Bancel.

O responsável frisou que a Moderna vai tentar criar vacinas contra alguns vírus que “têm escapado aos esforços destinados às vacinas tradicionais” e mostrou-se convencido de que esses vírus podem ser combatidos através dessa técnica.

No caso da gripe, a empresa assumiu a vontade de explorar possíveis combinações de vacinas contra esse vírus e o novo coronavírus.
Já para o VIH, a Moderna está a trabalhar em duas possíveis vacinas, conjuntamente com a Iniciativa Internacional para a Vacina da SIDA e a Fundação Bill e Melinda Gates, acrescentou o Diretor-Executivo.

A outra vacina destina-se a combater o vírus Nipah, transmitido pelos morcegos frugívoros, através de fluidos como a saliva e o sangue, segundo a Organização Mundial da Saúde. Descoberto em 1998, o vírus causa febre alta, cefaleia e distúrbios comportamentais, entre os sintomas iniciais, e encefalite, numa fase mais avançada, apresentando uma taxa de mortalidade superior a 70%.

A Moderna trabalha atualmente em 24 programas com tecnologia de ARN mensageiro, 13 dos quais em fase mais avançada, embora a vacina contra o novo coronavírus seja a primeira aprovada de todas as fabricadas pela empresa.

Com SIC Notícias

Factos relacionados com o 13 de Janeiro

Há muitos factos relacionados com o processo que conduziu ao 13 de Janeiro, que não são do conhecimento públicoAliás, sobre esse processo, pouco se escreveu. É pena.

Existe um mar de ensinamentos, tanto do lado do poder de então como do lado da oposição, que podiam ser interessantes e inspiradores para a actual geração e a geração futura.

E se estes registos forem de interesse, tinham que ser feitos antes da partida dos seus principais protagonistas.

Neste momento, gostaria de partilhar um dos episódios, que aconteceu numa das centenas de reuniões do embrião, que veio a dar corpo ao Movimento para Democracia (MPD).

O episódio tem o valor que tem. É apenas um registo de memória.

Estávamos na fase de coordenação provisória do MPD. E o coordenador, como é sabido, era o Dr. Carlos Veiga.

E a reunião a que me refiro, ocorreu no seu escritório, no Plateau, na Rua Amílcar Cabral, antiga Rua Sá da Bandeira.

Nessa reunião estavam os quinze membros, que faziam parte da Comissão Coordenadora Provisória do MPD, e a agenda era debater a estratégia do Movimento, para as eleições legislativas e presidenciais.

Dissecada a estratégia para as legislativas, começou-se a debater qual seria o nosso posicionamento em relação às presidenciais.

Sobre as legislativas havia um consenso sólido. Elas eram a nossa aposta principal.

Enquanto o Paicv queria agendar primeiro as eleições presidenciais, nós, ferreamente, defendíamos a precedência das eleições legislativas.

Por acordo entre os dois partidos, ficou agendado que as legislativas ocorriam em primeiro lugar. A nossa tese, com argumentos sólidos, acabou por vingar-se.

Falava da nossa estratégia, para as presidenciais.

No calor do debate, e dado ao peso das responsabilidades, qualquer erro de estratégia, seria mortal.

Por este motivo, tudo era analisado ao pormenor e com a máxima abertura de espírito.

Sem falsa modéstia, o que nos salvou sempre foi a capacidade política dos quinze elementos, que faziam parte da direcção provisória do Movimento.

Na dita reunião, a maioria dos membros defendia que o MPD não devia avançar com um candidato às presidenciais.

Os argumentos eram que o candidato do Paicv, Aristides Pereira, era um forte candidato, tinha uma respeitabilidade reconhecida na sociedade, tinha o apoio da Igreja Católica e que, nesse contexto, seria melhor não arriscar uma candidatura com o nosso apoio.

E que era muito difícil, o Movimento encontrar, no momento, uma figura capaz de fazer frente à figura de Aristides Pereira, e que era melhor que o Movimento concentrasse todas as suas energias nas legislativas.

Como se pode ver os argumentos eram fortes, tendo em conta o contexto daquele momento. Contudo, eu defendi uma posição contrária.

Concordando em absoluto com os argumentos dos colegas em relação às eleições legislativas, defendi que não faria sentido nenhum um Movimento, embora recém-criado, num contexto de roptura de regime, não apresentar ou apoiar um candidato presidencial.

Defendi que o Movimento devia arriscar todos os seus trunfos e passar à sociedade um espírito de pujança, de confiança e de determinação, e que estávamos preparados, para assumirmos os desafios das duas eleições, legislativas e presidenciais.

E que essa determinação dava-nos ainda maior credibilidade e servia como uma forte mensagem ao nosso adversário, de que estávamos preparados para todos os desafios.

Esgrimidos todos os argumentos, fomos à votação.

Todos os meus colegas votaram contra a apresentação de um candidato presidencial. Um único voto contra, o meu voto. Fui, esmagadoramente, derrotado.

No dia seguinte, fui ter com o Dr. Eurico Monteiro, em sua casa.

Retomei o assunto das presidenciais. Tivemos umas quatro horas de conversa. No final, ele acabou por compreender as razões da minha posição.

Dias depois, marcou-se uma reunião da direcção provisória, para se debater de novo a estratégia presidencial.

Note-se que entre os colegas, havia um espírito de total abertura e havia uma motivação sem limites, para se debater tudo e procurar as melhores soluções.

Confesso que nunca mais encontrei uma equipa com tal atitude. A equipa funcionava como um relógio, ninguém diminuía a opinião do outro e tudo era submetido à votação.

Debatido de novo a estratégia, e a decisão foi tomada por unanimidade.

O MPD iria apoiar um candidato presidencial. E nessa reunião foi identificado quem seria o nosso candidato, Dr. António Mascarenhas.

O Coordenador do Movimento, Dr. Carlos Veiga, ficou encarregado de fazer o contacto e na I Convenção do MPD o Dr. António Mascarenhas teve uma longa e estridente ovação.

E o resto da história, é do conhecimento público.

Governo vai desenhar programa para responder às necessidads das vendedeiras do Mercado do Platô

Informação é do Chefe do Executivo. Ulisses Correia e Silva disse que o mesmo será feito com as vendedeiras do Mercado do Sucupira

O Primeiro-Ministro encontrou ontem com as vendedeiras do Mercado do Platô, no âmbito das medidas para os operadores do setor informal, previstas no Orçamento de Estado 2021, uma iniciativa que as vendedeiras consideraram de louvável.

De acordo com Ulisses Correia e Silva, durante o encontro ele escutou os problemas das vendedeiras e prometeu desenhar, com o seu Governo, um programa para poder responder às necessidades das mesmas.

“Ouvi atentamente as Vendedeiras do Mercado do Platô, e decidimos desenhar um programa, de forma rápida e ajustado, para responder às suas necessidades”, assegurou.

Conforme avançou o PM, o Governo vai colocar à disposição dessas famílias, um conjunto de instrumentos disponíveis a nível da proteção social, do rendimento social de inclusão e dos programas que visam os jovens. “Estamos a olhar para os seus filhos, com possibilidade de terem acesso à formação profissional, aos kits de empreendedorismo ou de criação de pequenos negócios, ou mesmo, subsidiar o ensino pré-escolar para as vendedeiras que levam os filhos para o mercado, assim como queremos que o Programa de Cuidados beneficie as vendedeiras com os seus idosos, crianças e pessoas com deficiência”, anunciou.

Seguundo UCS, o mesmo será feito com as vendedeiras do Mercado do Platô.

Durante a pandemia, principalmente nos períodos de Estado de Emergência, as vendedeiras viram as suas atividades a pararem por completo, e o Governo por forma a diminuir esse impacto na vida dessas profissionais, subsidiou-as com 10 mil Escudos, entretanto nem todas foram beneficiadas, por isso o PM, assegurou que nos próximos dias será feito um trabalho de levantamento para avaliação da situação de cada uma das vendedeiras, para contemplar aquelas que ainda não receberam nada.

O PM diz-se confiante de que o País irá ultrapassar as dificuldades e que o ano de 2021 será um ano de novas esperanças.

PR Portugal fez novo teste PCR e deu negativo. Será submetido ao terceiro teste

Depois de dois testes antígeno negativo ao vírus SARS-CoV-2, um teste PCR positivo e outro negativo, Chefe do Estado Português vai continuar em isolamento a espera da realização de um teste confirmativo

O Presidente da República de Portugal acusou negativo à Covid-19, num segundo teste realizado, poucas horas depois de ter acusado positivo ao mesmo teste.

Este segundo teste foi feito, segunda-feira à noite, pelo Instituto Ricardo Jorge, horas depois de Marcelo Rebelo de Sousa, ter testado positivo a Covid-19, num teste PCR, após dois resultados negativos com testes antígeno ao vírus da SARS-CoV-2.

O teste positivo, cujo resultado foi conhecido às 21h40 horas (20h40 em Cabo Verde) de segunda-feira, 11, remeteu Marcelo Rebelo de Sousa para o isolamento na ala residencial do Palácio de Belém, anunciou a Presidência da República, em nota publicada no site, segunda-feira à noite.

Numa segunda nota, emitida na noite de segunda-feira, a Presidência da República informou que Marcelo já havia respondido ao inquérito epidemiológico e tinha feito um novo teste PCR à covid-19.

É este segundo teste que, soube-se esta terça-feira de manhã, deu negativo à presença do vírus da SARS-CoV-2. Com um PCR positivo e outro negativo, num espaço de horas, além de dois testes antígeno negativos, Marcelo vai manter-se “em isolamento a aguardar a realização de um teste confirmativo”, esclarece a Presidência da República.

“Enquanto aguarda pelo resultado, bem como pelas subsequentes orientações das autoridades de saúde, o Presidente da República assistirá, por videoconferência, à reunião desta manhã no Infarmed”, acrescenta a nota da Presidência da República, emitida esta terça-feira de manhã.