Queixa-crime foi formalizada na segunda-feira, 4, na Procuradoria do Sal. Jovem de 25 anos exige, na Justiça, que o Agente que a maltratou a indemnize
É mais um episódio do caso ocorrido na noite-madrugada do dia 19 de dezembro, nas imediações da Praça “12 de Setembro”, nos Espargos, Ilha do Sal, em que a jovem Mina Oliveira, 25 anos, foi detida por um Agente da Polícia Nacional.
Mina Oliveira que já havia contestado a versão do Agente da PN, alega que o mesmo terá praticado contra ela, pelo menos, 9 crimes, e garante lutar para provar que o Agente faltou à verdade ao reportar fatos que não ocorreram naquela noite.
O Advogado da jovem, Billy Brito, confirmou ao OPAÍS.cv que há indícios que o Agente identificado como Jorge Borges Lopes, natural do Tarrafal de Santiago, praticou contra a sua cliente vários crimes, sendo de destacar como “grave” a “omissão de declaração ou inserção de falsidades em registo ou documentos”, que na sua opinião são puníveis pelo Código Penal.
Há também, por parte do mesmo Agente, “denúncia falsa” e “privação da liberdade”, a par de “ofensa à integridade” da jovem, o crime de “calúnia”, “tortura e tratamentos cruéis e desumanos”, entre outros, acrescentou o Advogado.
Para além de um grupo de 7 pessoas que apresenta como testemunhas do caso, a defesa da Mina Oliveira solicita que imagens de uma câmara de vídeo-vigilância de um banco junto à praça, sejam visionadas para confirmar a ação da Polícia e abordagem antes, durante e até à saída do local para a Esquadra, onde a jovem esteve detida por várias horas.
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