Pandemia já fez mais de 1,44 milhões de mortos

A doença já fez ainda cerca de 62 milhões de infetados, dos quais mais de 39 milhões pessoas são consideradas recuperadas

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.444.426 mortos em todo o mundo desde que o novo coronavírus foi descoberto em dezembro na China, indica hoje o balanço diário feito agência France-Presse, AFP.

De acordo com a mesma fonte, mais de 61.585.860 casos de infeção pelo novo coronavírus foram diagnosticados oficialmente no mesmo período e em todo o mundo, dos quais pelo menos 39.186.100 pessoas são hoje consideradas recuperadas da doença.

A agência adverte que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, dado que alguns países apenas testam os casos graves, outros priorizam o teste para rastreamento e muitos países pobres têm capacidade limitada de despistagem.

Nas últimas 24 horas, foram registados 11.271 novos óbitos e 633.683 novos casos em todo o mundo, adianta a AFP.

Angola supera barreira dos 15 mil infetados pela Covid-19

País contabiliza 15.008 casos e, pelo menos, 342 óbitos

Angola superou, nas últimas horas, a barreira das 15 mil infeções, ao reportar mais 88 novos casos. O País teve mais uma morte associada à pandemia e chega ao 342 óbitos, de acordo com informações das autoridades sanitárias.

No momento, estão ativos perto de 7 mil casos, sendo 13 graves.

A nível planetário, a pandemia já provocou mais de 60,9 milhões de casos de infeção e, pelo menos, 1.433.378 de mortos.

A África, segundo dados indicados, há mais de 2,1 milhões infetados e cerca de 50 mil mortos.

TAP propõe despedimentos para “salvar” companhia

Transportadora Aérea Portuguesa está a adotar medidas em decorrência da Covid-19. Rescisões, licenças não remuneradas de longo prazo e trabalho a tempo parcial são algumas propostas

A administração da TAP, com aval do Governo de António Costa, vai propor aos seus trabalhadores rescisão de contratos, licenças não remuneradas de longo prazo e trabalho a tempo parcial, como medida para “salvar” a companhia, a braço com uma das piores crises provocada pela Covid-19, que paralisou os aviões deixando a TAP sem faturação. Apesar de ter já retomado voos, a companhia está a ter uma taxa baixa de operações.

A administração da TAP está a convidar os seus trabalhadores para aderirem ao programa e refere que “quanto maior for a adesão, menor será a necessidade de outras medidas a decidir futuramente”.

“Só com o contributo de todos poderemos salvar a TAP”, refere a administração da transportadora que admite ter ainda “muitos sacrifícios pela frente”.

A TAP estima quebra de receitas em “vários milhares de milhões de Euros”, por isso está a implementar o que chama de “vigorosa redução de custos”.

“A empresa precisa de um plano de reestruturação consistente, realista e sólido que assegure a sua sobrevivência”, adverte a administração.

CPLP aposta na governança da água e reforço da cooperação e instrumentos de gestão

A Comunidade de Países de Língua Portuguesa assumiu ontem a aposta nos mecanismos de governança da água e o reforço da cooperação e instrumentos de gestão, esperando que o setor assuma posição estratégica em cada País

A posição foi assumida durante a 2.ª reunião dos Ministros responsáveis pelo setor da água nos Estados-membros da CPLP, que decorreu ontem, por videoconferência, presidida pelo Ministro do Ambiente, Gilberto Silva.

“Não obstante às realidades específicas de cada País, o que podemos dizer é que todos apostam nos mecanismos de governança da água relativos não só à legislação, ao reforço de capacidades, mas também aos mecanismos de incentivos, mobilização de recursos para implementação de projetos que garantem melhor serviço de distribuição de água, maior alargamento das redes de água, do saneamento”, especificou o governante.

Para o porta-voz da reunião, o setor da água poderá dar ainda a sua contribuição na prevenção e combate às doenças e a melhoria da situação sanitária nos países.

“Um rol de medidas concretas e de governança que permitam a este setor assumir melhor a sua posição estratégica nos referidos países”, prosseguiu Gilberto Silva, que leu a declaração final saída da reunião ministerial, que não contou apenas com presença de Timor-Leste.

Os ministros responsáveis pelo setor dos recursos hídricos traçaram ainda como objetivos o fortalecimento das ações de cooperação técnica e dos instrumentos de gestão da água e o reforço da capacidade dos serviços de abastecimento de água, do saneamento e dos recursos hídricos.

Os ministros recomendaram ainda ao secretariado executivo da CPLP para desenvolver consultas com o secretariado técnico permanente para estruturação de uma proposta de plano de trabalho para o triénio 2021-2023.

O documento vai ser apresentado para deliberação de uma reunião extraordinária da rede de diretores de recursos hídricos da comunidade, a realizar em julho do próximo ano.

Os participantes recomendaram ainda o intercâmbio de experiências, de boas práticas, transferência de tecnologias, ações de capacitação e realização de eventos comuns, mediante cooperação institucional estabelecida entre as partes.

“Ações que permitam melhorar a gestão e o monitoramento dos recursos hídricos nos países de língua Portuguesa. A cooperação já existe, mas do nosso ponto de vista merece sempre ser reforçada no contexto atual”, enfatizou o Ministro, para quem todos estão a primar pelo reforço da qualidade e dos serviços de água na comunidade.

“Porque só assim podemos prevenir melhor as doenças hídricas”, salientou Gilberto Silva, referindo igualmente a necessidade de reforçar a dessalinização da água em todos os países que são banhados por mar, tendo em conta que no futuro haverá questões relativas à escassez e outros problemas decorrentes da pressão com aumento da população no mundo.

“Por conseguinte, o recursos às novas fontes de água é essencial”, salientou o ministro, prevendo maior contributo das energias renováveis na mobilização da água, um recurso que torna-se cada vez mais importante neste período de pandemia da Covid-19.

Por isso, o porta-voz da reunião da CPLP não tem dúvidas que há que reforçar a cooperação e os investimentos na água e saneamento, setores-chave para o desenvolvimento de qualquer País e que neste contexto têm um papel ainda mais relevante.

A reunião decorreu subordinada ao tema “Governança de Água e os Desafios de Sustentabilidade na CPLP”, com os ministros a debaterem os desafios para a concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, sobre o acesso equitativo e universal à água potável.

Ribeira Fria e Lajedos com novos sistemas de bombagem de água

Zonas no Município do Porto Novo vão dispor de mais água para agricultura

O Ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Dias Monteiro, visita, neste fim-de-semana, o Município do Porto Novo, na Ilha de Santo Antão, com duas importantes inaugurações em agenda.

Trata-se dos sistemas de bombagem de água de Ribeira Fria e Lajedos, dois investimentos que vai aumentar a quantidade de água para agricultura, em rega, naquelas duas localidades.

Hoje, sábado, o Ministro desloca-se a Monte Trigo e Planalto Norte onde vai inteirar-se dos projetos de eletrificação com recurso a energia solar, de ambas as localidades.

Em Casa do Meio, o governante deve tomar pulso igualmente à montagem de um outro sistema de bombagem de água, que vai beneficiar um grupo de jovens agricultores da zona.

Afrobasket2021. Egito no caminho de Cabo Verde

Segunda partida joga-se este sábado, 28. As duas equipas venceram primeiro desafio ontem

Depois da brilhante vitória conseguida no primeiro de 3 jogos, frente a Marrocos, Cabo Verde volta à quadra, neste sábado, desta feita para defrontar o combinado do Egito, equipa que também ontem venceu o primeiro desafio.

Os nossos jogadores estão motivados para este jogo, e uma vitória seria um grande alento para o derradeiro jogo, no domingo, ante a seleção do Ruanda.

Cabo Verde tem como meta apurar-se para a fase final do Afrobasket, para tanto precisa vencer esta etapa.

No jogo de ontem, Ivan Almeida foi o MVP da partida, ao conseguir 26 pontos, 10 rebotes, 3 assistências, 1 roubo e 2 blocos.

Notícia relacionada:

Qualificação Afrobasket 2021. Cabo Verde vence Marrocos por 80-73

Eunice Silva no Fogo para tomar pulso a obras do Governo

Ministra das Infraestruturas chega amanhã à Ilha. Objetivo é verificar in loco o andamento de várias obras que o Governo tem em execução nos 3 Concelhos

A Ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação cumpre, entre domingo, 29, e 1 de dezembro, uma agenda na Ilha do Fogo, onde vai inteirar-se do andamento de um conjunto de obras que o Governo tem em execução na Ilha.

No Município de São Filipe, além de visitar as obras de reabilitação e ampliação da Cadeia Civil, financiada pelo Governo no valor de 85 mil contos, a Eunice Silva irá verificar os avanços de duas obras no âmbito do PRRA, nomeadamente, a requalificação do Centro Histórico de São Filipe, um investimento de cerca de 66 milhões de Escudos e a asfaltagem da via entre o Porto Vale dos Cavaleiros e algumas vias urbanas da Cidade, num investimento superior a 172 mil contos.

Em Santa Catarina, Eunice Silva pretende avaliar o grau de execução da obra de requalificação urbana da Cidade de Cova Figueira, igualmente financiada no âmbito do PRRA, e com um orçamento em torno dos 9 mil contos.

Já em Mosteiros, a Ministra vai tomar pulso à construção do acesso ao Porto de pesca de Praia-cais de Relvas, custeada pelo PRRA no valor de cerca de 25 mil contos bem como a obra de reabilitação do troço Campanas de Cima/Piorno, financiada pelo Banco Mundial no valor de 250 mil contos, que, junto com a parte da estrada Bangaeira/Piorno, em Chã das Caldeiras, constitui a segunda via de interligação dos 3 Municípios da Ilha.

Vice PM desconstrói “falácias” do PAICV

Ontem, durante debate do OGE, no Parlamento, que acabou aprovado, sem o concurso da Oposição, Olavo Correia desconstruiu um conjunto de “falácias” que o Partido de Janira Hopffer Almada e Rui Semedo tentou inventar

O vice Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças que participou no debate do Orçamento Geral de Estado para 2021, aprovado apenas com votos do MpD e contra do PAICV e da UCID, desconstruiu uma conjunto de “falácias” que a Oposição tentou criar em torno do instrumento de governação. Foram “falácias no sentido de serem discursos sobre questões com abordagens erradas com o intuito de confundir a opinião pública”, começou por dizer Olavo Correia que elencou várias “falácias” que ele próprio tratou de desmistificar, com argumentos sólidos.

Sobre as despesas públicas, de que o Governo está a aumentá-las, o vice PM foi categórico ao negá-lo. “Nada mais falso”, disse, observando que quando se olha para a estrutura da despesa pública, verifica-se que em 2020 e 2021, o Estado tem uma despesa com o pessoal em cerca de 24 milhões de contos. Em 2016, essa mesma despesa estava em torno dos 17 milhões de contos, “a partir dali, em 5 anos seguidos, acrescentamos cerca de 7 milhões de contos às despesas com o pessoal”, assegurou o Ministro, explicando, no entanto, que 40% desse mesmo montante está relacionado com “um conjunto de compromissos que foram assumidos e deixados pelo governo do PAICV, do ponto de vista da regularização de acordos estabelecidos em matéria de progressão, promoção e reclassificações, mas também em relação ao aumento de pessoal em áreas críticas, nomeadamente na educação, na segurança pública”.

Uma outra “grande falácia” está relacionado com a questão das viagens, em que o PAICV sob liderança de Janira Hopffer Almada e Rui Semedo, fala de 600 mil contos. Aqui o vice PM garante que o valor é para “garantir as deslocações necessárias” para toda estrutura do Estado, onde se incluiu o Governo, mas também o Parlamento, a Presidência da República e “todos os serviços” do Estado. E Olavo Correia observa que o Estado para funcionar, para fiscalizar, para intervir, para ser efetivo “tem de se deslocar”.

“É falso querer linkar 600 mil contos às viagens apenas ao Governo, chega mesmo a ser imoral”, considerou, na oportunidade.

O Ministro das Finanças desconstruiu, por outro lado, uma “outra grande falácia” que é a “dicotomia” entre as empresas e as pessoas, em que a Oposição refere que o Governo apoia empresas e não as pessoas. “Nada mais falso”, vincou, assegurando que as empresas “são as pessoas”, que quem trabalha nas empresas “são as pessoas” e quando o Estado intervém nas empresas “é para proteger as pessoas”.

O governante referiu que “mais de 80 mil pessoas” trabalham no setor privado e que elas “precisam ser protegidas”.

Quanto às despesas de publicidades, o Ministro recusa a ideia de que aumentaram no quadro do OGE, assegurando, sim, que os gastos “diminuíram em 10%”

O Governo está focado em “combater” a pandemia , “proteger” os empregos e rendimentos e “garantir” a coesão social, vincou o vice PM.

Nota-se que a Oposição, PAICV e UCID, votaram contra o OGE que segue agora para debate na especialidade na próxima sessão.

PAICV chumba lei de aumento do endividamento

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Proposta do Governo visava aumentar, em 1,5% nível do endividamento para proteger a economia nacional

O Parlamento chumbou, com votos do PAICV, a proposta de lei que pretendia aumentar de 3 para 4,5% o limite do endividamento interno.

O PAICV recusou dar uma oportunidade a Cabo Verde, em tempos de pandemia. A UCID esteve do lado do MpD e do Governo, mas os votos foram insuficientes por se tratar de uma lei que carecia de maioria qualificada.

Dos 63 Deputados na sessão, 37 do MpD e 2 da UCID votaram favoráveis, e o PAICV chumbou a proposta com 24 votos contra.

OGE para 2021 aprovado na generalidade

Proposta acaba de ser aprovada, após 2 dias de trabalhos com votos do MpD e votos contra do PAICV e da UCID

O Parlamento acaba de aprovar, na generalidade, esta sexta-feira, 27, a proposta de Orçamento Geral do Estado para 2021, com votos favoráveis da bancada do MpD, com a Oposição, em bloco, a votar contra.

Desde ontem, quinta-feira, que os parlamentares estiveram a debater a proposta apresentada pelo Governo, o que teve a conclusão e a sua consequênte aprovação esta noite.

O OGE2021 ascende a 77.896 milhões de Escudos, correspondente a um aumento de 27,3 milhões de Euros em relação ao Orçamento Retificativo, elaborado face às consequências da crise económica e sanitária da pandemia da Covid-19.

Durante o debate, os Partidos esgrimiram posições sobre o documento com o MpD a destacar as virtudes da proposta.

Enquanto o MpD fala de um Orçamento para recuperar e restaurar a economia, e que visa “mais saúde, mais competitividade e mais rendimento” o PAICV fala em Orçamento eleitoralista, e a UCID sublinha se tratar de um Orçamento que “fica muito longe” de garantir emprego aos Cabo-verdianos.

De acordo com o Governo, este OGE prevê um crescimento em torno dos 4,5%.

A proposta hoje aprovada na generalidade será votada na especialidade, no próximo mês.

Ainda no debate de hoje, foi aprovado o Orçamento Privativo da Assembleia Nacional.

Já a proposta de lei que autoriza o Governo aumentar o limite do endividamento interno fixado anualmente em 3% do PIB para 4,5% em 2021 foi chumbado com votos contra da Oposição.