Governo antecipa 50% do apoio financeiro aos grupos do Carnaval da Praia

Montante global é de 860 contos, sendo que cada grupo recebe agora 430 contos

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas assinou esta segunda-feira um protocolo com os quatro grupos oficiais do Carnaval da Praia, garantindo o adiantamento de 50% do apoio financeiro para o desfile de 2026.

O montante global é de 860 contos, sendo que cada grupo recebe agora 430 contos.

Segundo o Ministro Augusto Veiga, o valor representa um aumento de mais de 20% face a 2025 e de 50% em relação a 2024.

O Governante destacou que o adiantamento visa facilitar a organização dos grupos, tendo em conta que o Carnaval ocorre no início do ano económico.

Em nome dos grupos, Gamal Mascarenhas, do Bloco Afro Abel Djassi, considerou a medida “histórica”, sublinhando que é a primeira vez que o Governo antecipa o apoio financeiro. Segundo afirmou, a decisão permitirá aos grupos iniciar os preparativos “com alguma tranquilidade”, apesar das dívidas ainda por saldar do desfile anterior.

Cada grupo irá receber um montante global de 860.000,00 ECV, totalizando 3.440.000,00 ECV destinados exclusivamente aos grupos oficiais do Carnaval da Praia.

860.000,00 ECV (quatrocentos e trinta mil escudos Cabo-verdianos), cada um, o que contabiliza 3.440.000,00 ECV (três milhões, quatrocentos e quarenta mil escudos cabo-verdianos.

Além do financiamento, os grupos foram também contemplados com bilhetes de passagem para aquisição de materiais em falta no mercado nacional, de modo a abrilhantar ainda mais as festividades do Rei Momo 2026.

Um Presidente que viola reiteradamente a Constituição da República, comete crimes e dorme de “consciência tranquila”!

José Maria Neves é realmente um autêntico ABSURDO AMBULANTE e não percebe (ou finge não perceber) que o caso da sua célebre “primeira-dama” é o pior escândalo político já verificado neste país desde 1975.

Como é que um dito Presidente da República que, à margem da Constituição e das leis, inventa um cargo público e um salário de 310 contos por mês para a sua namorada pode estar, ainda, de “consciência tranquila”, segundo diz?

A resposta é simples e demolidora: PORQUE NÃO TEM QUALQUER CONSCIÊNCIA!

O fulano, com pose farsesca de “estadista”, e certos “jornalistas” rasteiros que, miseravelmente, lhe prestam vassalagem querem inverter a realidade e manipular a opinião pública.

Debalde!

Meus senhores, não se trata de “meras irregularidades”, como maquiavelicamente pretendem por aí. Não.

Deixem-se de tolices. E falsa propaganda.

Estão redondamente enganados.

O dr. José Maria Neves COMETEU VÁRIOS CRIMES (cerca de 7 ou 8) ao praticar, a partir de 2022, aquele acto horrível e inusitado de usar, arbitrariamente, a presidência para premiar namoradas e quejandos.

CRIMES previstos na Lei cabo-verdiana e punidos com penas superiores, nalguns casos concretos, a 10 anos de prisão.

É por isso que devia imediatamente RENUNCIAR ao mandato (caso tivesse uma réstia de dignidade, claro está), após quebrar violentamente o juramento solene prestado perante a Assembleia Nacional, e altos dignitários estrangeiros, e praticar um acto vergonhoso dessa magnitude.

Por muito menos o Presidente Nicolas Sarkozy foi posto na cadeia em França.

Os lambe-botas da praça têm-se esforçado muito nos últimos dias, mas não conseguem apagar os factos, os crimes e as manigâncias da neveslândia! Jamais.

Ius…suum cuique tribuere.

O que o douto José Neves fez ultimamente no seu mandato presidencial é, todavia, apenas a CONTINUAÇÃO da saga desastrosa da sua dita “governação” (2001-2015), pautada por corrupção, golpes de secretaria e escândalos sem fim.

Ou pensam que já esquecemos o Novo Banco, a transferência descarada e ilegal de dinheiro público para a namorada na América, o Fundo do Ambiente, as negociatas milionárias à volta das empreitadas de certas obras públicas de então ou a entrega de vários hectares de terrenos na ilha do Sal aos camaradas do partido?

O sr. José Maria Neves é indiscutivelmente o PIOR Presidente da República na história deste país.

Ponto final, parágrafo.

Os factos são teimosos, diria simplesmente Lenine, esse herói bolchevique e o grande farol ideológico da “ditadura nacional revolucionária”, de matriz totalitária, que tanto maltratou e humilhou o povo cabo-verdiano durante 15 anos, e que Neves ainda admira e venera publicamente, à margem, mais uma vez, da Constituição da República!

Os bajuladores do costume, sicofantas, bobos da corte e especialistas em “trabalhinhos sujos” têm, pois, este limite inultrapassável: não conseguem reescrever a história e substituir a realidade pelos seus delírios patológicos.

Cardeal Tolentino Mendonça recebido por Ulisses Correia e Silva à margem da CLIPE 2025

Cardeal José Tolentino Mendonça encontra-se em Cabo Verde em representação do Vaticano, por ocasião da IV Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola (CLIPE 2025), que decorre na Cidade da Praia

O Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva recebeu, esta segunda-feira, em visita de cortesia, o Cardeal José Tolentino Mendonça, que se encontra em Cabo Verde a representar o Vaticano na IV Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola (CLIPE 2025), a decorrer na Cidade da Praia.

De acordo com o Chefe do Governo, o encontro foi marcado por uma boa conversa sobre a ação social da Igreja na sociedade Cabo-verdiana e pelo reconhecimento da estabilidade social do País, bem como do seu compromisso com a paz e a defesa da dignidade humana.

A CLIPE 2025 é um fórum de alto nível que reúne académicos, escritores, tradutores, linguistas, investigadores e representantes institucionais dos países lusófonos e hispânicos, com o objetivo de promover o diálogo, a cooperação e o fortalecimento dos laços culturais e linguísticos entre os dois espaços.

EUA atacam barcos suspeitos de tráfico de droga no Pacífico e matam seis pessoas

Governo Norte-americano não apresentou provas públicas das alegadas ligações ao tráfico, o que tem gerado críticas de organizações internacionais

Os Estados Unidos realizaram no domingo um ataque aéreo no leste do Pacífico contra dois barcos suspeitos de envolvimento no tráfico de droga, matando seis ocupantes, anunciou o secretário da Defesa, Pete Hegseth.

Segundo o responsável, os navios estariam ligados a uma organização terrorista, justificando a operação no âmbito do combate ao narcotráfico. Hegseth afirmou que, sob a liderança do Presidente Donald Trump, o País “elimina terroristas e membros de cartéis que ameaçam os EUA”.

Desde setembro, Washington já destruiu 20 embarcações, provocando pelo menos 76 mortes, de acordo com dados compilados pela agência France-Presse. No entanto, o Governo Norte-americano não apresentou provas públicas das alegadas ligações ao tráfico, o que tem gerado críticas de organizações internacionais, que afirmam tratar-se, em muitos casos, de pescadores civis.

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, apelou a Washington para cessar as ações e realizar investigações “independentes e transparentes”.

Apesar das críticas, os EUA mantêm navios de guerra e caças destacados na região, no âmbito da sua ofensiva contra o narcotráfico.

Testemunhas negam que Odair Moniz tivesse arma na mão no dia em que foi baleado pela PSP

Moradores da Cova da Moura, onde ocorreu o incidente, relataram que o Cabo-verdiano não estava exaltado nem envolvido em confronto com os agentes

As testemunhas ouvidas esta segunda-feira, 10, na terceira sessão do julgamento do agente da PSP acusado da morte do Cabo-verdiano Odair Moniz, afirmaram em Tribunal que não viram a vítima com qualquer objeto na mão no momento dos disparos.

Os moradores da Cova da Moura, onde ocorreu o incidente, relataram que Odair não estava exaltado nem envolvido em confronto com os agentes.

Uma das testemunhas, que mora em frente ao local, disse ter visto tudo da janela e garantiu que o jovem não empunhava nenhuma arma.

Outra testemunha contou que ouviu o som de uma colisão, viu os polícias a tentar algemar Odair e ouviu dois tiros, sem ter notado qualquer faca ou pontapés à PSP.

Um terceiro depoente corroborou estas versões, assegurando que Odair estava de mãos levantadas quando foi alvejado.

A defesa do agente mantém que a vítima teria um punhal, mas nenhuma das testemunhas confirmou essa versão. A faca foi apenas encontrada mais tarde no local do crime, o que levanta suspeitas de que possa ter sido plantada após o incidente.

Odair Moniz foi baleado mortalmente a 21 de outubro do ano passado, e o agente enfrenta acusações de homicídio por negligência.