OMS diz que “milhões de mortes” podiam ser evitadas com atividade física

Organização diz que combate ao sedentarismo deve ser praticado em todas as idades e mesmo por pessoas com condicionantes físicas por motivo de não doença

A Organização Mundial da Saúde, OMS, admite que até 5 milhões de mortes, por ano, poderiam ser evitadas, a nível planetário, com um aumento da atividade física.

De acordo com a organização, o combate ao sedentarismo deve ser praticado em todas as idades e mesmo por pessoas com condicionantes físicas por motivo de doença. A OMS sugeriu que devem ser destinadas, pelo menos, 2h30 a 5 horas, por semana, para atividade aeróbica moderada a vigorosa, no caso dos adultos. Para as crianças e adolescentes, a média recomendada é de 1 hora por dia.

Dados da OMS, indicam que 1 em cada 4 adultos não pratica exercício físico suficiente, o mesmo se passando com 4 em cada 5 adolescentes.

“Globalmente, estima-se que isso custe 54 mil milhões de Dólares em cuidados diretos de saúde e outros 14 mil milhões em perda de produtividade”, refere um documento, divulgado esta quinta-feira, 26.

A OMS alertou, assim, que a atividade física regular é fundamental para a prevenção e controlo de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e cancro.

Ajuda também a reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, “reduzindo o declínio cognitivo” e melhorando a memória e saúde do cérebro.

O OMS pretende incentivar a prática regular de atividade física durante a gravidez e o pós-parto, sublinhando-se igualmente os “valiosos benefícios para a saúde” em pessoas que vivem com deficiências.

As recomendações abrangem todas as idades. Pessoas com 65 anos ou mais, são aconselhadas a incluir na rotina atividades que estimulem o equilíbrio e a coordenação, bem como o fortalecimento muscular, para ajudar a prevenir quedas e melhorar a condição física, que influencia diretamente a saúde.

“Guerra” em Cabo Delgado já fez mais de 2 mil mortos e mais de 500 mil deslocados

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Há 3 anos, um grupo jihadista começou ataques na Província de Cabo Delgado, em Moçambique

O Bispo de Pemba, em Moçambique, Dom Luíz Fernando Lisboa reconhece haver “sinais de esperança” para a situação na região de Cabo Delgado, a braços com uma “guerra” e apelou ao apoio da própria Comunidade Internacional. “Apesar de tardio”, reconhece, este apoio “pode ajudar a combater a guerra”.

O Prelado que falava à Rádio Renascença assinala que o apoio internacional “é muito importante” para Moçambique e observa que sozinhos “não podemos nada”.

“Essa sensibilização internacional da nossa situação, dessa guerra que estamos a viver aqui, com certeza vai ajudar porque serão reforçadas as nossas possibilidades, as nossas forças de segurança. Também haverá mais apoio para colmatar o problema da crise humanitária, para ajudarmos mais aqueles que são vulneráveis” ajuntou o Bispo.

Há 3 anos, um grupo jihadista começou ataques na Província de Cabo Delgado, em Moçambique, fazendo alvos, num primeiro momento, as Esquadras da Polícia e forças de segurança, evoluindo depois, para ataques indiscriminados e em larga escala. No dizer do Bispo a situação na região “continua bastante grave”.

Segundo revelou, mais de 2 mil pessoas já morrem e há mais de 500 mil deslocados, em decorrência desta “guerra”.

FCF lamenta morte do “grande astro do futebol mundial” Diego Maradona

Presidente da FCF manifestou a sua solidariedade para com o povo e Federação Argentina. Bubista também diz-se triste pela perda de uma referência do futebol mundial

A Federação Cabo-verdiana de Futebol, FCF, manifestou hoje solidariedade à congénere e ao povo Argentino pela perda do “grande astro do futebol mundial” Diego Armando Maradona, que morreu na quarta-feira, aos 60 anos.

“A Federação Cabo-verdiana de Futebol, na voz do seu Presidente, Mário Semedo, vem por este meio prestar a sua solidariedade para com à Federação Argentina de Futebol e para com o povo Argentino pela perda do grande astro do futebol mundial, Diego Armando Maradona, que deixou o mundo dos vivos”, lê-se num comunicado do organismo que gere o futebol Cabo-verdiano.

Na mesma mensagem, a equipa técnica da Seleção Nacional, liderada por Pedro ‘Bubista’ Brito, também manifestou tristeza pela perda do ex-futebolista e treinador Diego Maradona, que era uma referência no futebol mundial.

Maradona, considerado um dos melhores futebolistas da história, morreu na quarta-feira, aos 60 anos.

Segundo a Imprensa Argentina, Maradona, que treinava os Argentinos do Gimnasia de La Plata, sofreu uma paragem cardíaca na sua vivenda em Tigre, na província de Buenos Aires.

O Presidente Argentino, Alberto Fernández, decretou três dias de luto nacional pela morte de Maradona, cujas cerimónias fúnebres vão decorrer até sábado, na Casa Rosada, a sede do governo do País.

Alta tensão. Velório de Maradona marcado por confrontos entre polícia e adeptos

El Pibe morreu, nesta quarta-feira, na sequência de uma insuficiência cardíaca aguda

Minutos de tensão foram vividos à entrada do velório de Diego Armando Maradona, na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, na manhã desta quinta-feira.

A confusão instalou-se quando as autoridades policiais tentaram dispersar a multidão que estava fora das filas estabelecidas.

Desde empurrões a agressões, cercas metálicas foram arremessadas contra a polícia. Vários adeptos acabaram feridos e com as caras completamente ensanguentadas.

UCS diz ser preciso “mobilizar” a Nação para um “percurso difícil”

Ao introduzir o debate sobre o Orçamento Geral de Estado para o próximo ano, o Primeiro-Ministro foi categórico e advogou ser preciso “mobilizar” toda a Nação Cabo-verdiana para um “percurso difícil”. Ulisses Correia e Silva mostra-se, no entanto, confiante, de que “teremos em 2021 um ano melhor” do que este de 2020

Segundo observou, o seu Governo está “fortemente empenhado” e com este OGE vai se conseguir “reforçar” as medidas de proteção que o momento de emergência impõe e a situação de muitas famílias e empresas exigem. A par disso “temos que construir o pós- Covid”, apontou, dando conta da agenda estratégica de Desenvolvimento Sustentável, Ambição Cabo Verde 2030, que aposta na “recuperação e o relançamento” da economia na base de uma estratégia de médio e longo prazo que torne Cabo Verde “mais resiliente, mais competitivo, a crescer, a criar empregos, a exportar, a reduzir a pobreza e as desigualdades sociais num contexto mundial diferente”.

A ideia subjacente é “posicionar Cabo Verde como um interlocutor convincente junto da Comunidade Internacional e dos seus principais parceiros para a discussão de soluções de alívio da dívida externa que foram impostos pela crise da Covid-19 e para libertar recursos para o financiamento de transformações estruturas que o País precisa”, disse.

“São condições para a retoma da confiança dos investidores, das empresas e das famílias, guiados por estratégias claras orientadas para o médio e o longo prazo”, acentuou, explicando que a primeira prioridade, de curto prazo, é continuar a proteger a saúde, o emprego, o rendimento e as empresas. A segunda prioridade de curto prazo, é posicionar Cabo Verde como um destino turístico seguro do ponto de vista sanitário. “Temos estado a investir forte neste objetivo tendo as Ilhas do Sal e da Boa Vista preparadas para receber turistas. Esperamos que aconteça em dezembro”, desejou.

Para os próximos 5 a 10 anos e com progressos anuais, indicou UCS, as prioridades passam por tornar Cabo Verde um País mais resiliente com forte aposta na transição energética e na estratégia da água para a agricultura, que reduzam a dependência dos combustíveis fosseis e aumentem a eficiência, a produtividade e o rendimento dos agricultores e na capacidade de resposta e de financiamento a situações de emergência a nível climático e sanitário, construir o Cabo Verde Digital como uma aposta decisiva na aceleração da eficiência do Estado, da melhoria do ambiente de negócios, da qualidade dos serviços, da inovação, do empreendedorismo, da competitividade e da conectividade inter Ilhas e com o resto do mundo e diversificar a economia, com um turismo com oferta mais diversificada e com implantação em todas as Ilhas, desenvolvimento da Economia Marítima e da Indústria.

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PM aponta prioridades do OGE

PM aponta prioridades do OGE

Ao apresentar a proposta para debate e aprovação no Parlamento, o Primeiro-Ministro elencou as prioridades do Orçamento Geral de Estado para 2021

O PM deu conta de um OGE que persegue 3 grandes objetivos, como controlar a pandemia e desconfinar a economia; proteger os rendimentos, os empregos, as famílias e as empresas e recuperar o País e colocá-lo na rota da Ambição 2030.

O Chefe do Governo referiu a um Orçamento “realista, focado e orientado para o futuro”. Um orçamento de “esperança e de confiança” ajuntou Ulisses Correia e Silva.

Um Orçamento que investe na Saúde, na Educação, no Rendimento, no Emprego, na Habitação Social, nos Cuidados e em outras medidas com efeitos em transferências de rendimentos para as famílias e na proteção de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência.

Um OGE “com foco” no emprego e nos jovens, acentuou, fazendo saber que mais 7 mil jovens serão beneficiados com formação profissional em todas as Ilhas, que mais de 3 mil jovens serão beneficiados com estágios profissionais, que 1.800 novas bolsas de estudos serão atribuídas, a par dos apoios aos estudos, nomeadamente, o Programa Extraordinário de Apoio a Estudantes Universitários, apoio a start-ups e microempresas de jovens e subsídio para aquisição de habitação própria a 244 jovens.

Proteger empresas

UCS assinalou que este OGE vai “continuar” a proteger as empresas e a “redinamizar” as suas atividades e para tanto, sublinhou que o Governo vai prorrogar as moratórias de créditos, dar continuidade à linha de crédito Covid-19, criar novas linhas de créditos para novos investimentos. Por outro lado, referiu ao reforço capitalização da ProCapital para a “dinamização” do capital de risco.

“É um Orçamento que vai continuar a investir no desenvolvimento local e regional”, acentuou, assegurando novos investimentos em setores como água, saneamento, estradas, requalificação urbana e ambiental, desporto, porto marítimo e Terminal de Cruzeiros.

UCS referiu, ainda que as políticas económica, fiscal e financeira do Estado “estão ajustadas” às exigências do momento, que é a proteção e à necessidade de estabelecer pontes para a recuperação e relançamento da economia para que o País possa retomar o crescimento económico. “Este é o OGE que Cabo Verde precisa neste momento”, vincou.

Governo satisfeito com andamento das obras do Porto do Maio

Ministro da Economia Marítima está na Ilha e visitou ontem o andamento da empreitada. Paulo Veiga admite que em 2022 a obra fica concluída

O Ministro da Economia Marítima, que cumpre uma agenda oficial à Ilha do Maio, pode, ontem, quarta-feira, visitar as obras de modernização e ampliação do Porto do Maio, e constatou o bom andamento das mesmas.

No momento prossegue os testes para a produção das peças de betão e dos blocos a serem utilizados no quebra-mar.

Paulo Veiga observa que quando concluídas estas obras, o Maio vai ter um “fluxo muito maior”, não apenas no turismo como no “movimento económico, em termos de transporte dos produtos agrícolas”.

Pelo andar da empreitada, acredita o Ministro, a obra fica concluída em 2022.

Neste momento, outra prioridade é a construção da gare dos passageiros. “Já estamos em condições de iniciar as negociações para a construção deste espaço para os passageiros”, indicou, em declarações reproduzidas pela Agência Inforpress.

Alemanha ultrapassa os 15 mil mortos devido à Covid-19

Nas últimas horas foram reportados mais 389 óbitos, elevando o total nacional para 15.160

Em meio a novas infeções, de acordo com dados das últimas 24 horas, a Alemanha superou a barreira dos 15 mil mortos, estando contabilizados 15.160 óbitos. DO último dia há a registar mais 22.268 novas infeções.

Os dados são do Instituto Robert Koch que estima, no entanto, que cerca de 676.100 pessoas recuperaram da doença no território.

As autoridades do País vão endurecer as atuais restrições em vigor a partir do próximo 1 de dezembro, devendo as mesmas restrições prolongarem até o início do ano.

Autocarro que vitimou 41 pessoas no Brasil não tinha autorização para operar

O autocarro acumulava 11 multas e estava com impostos, licenças e seguros em atraso. Este já é considerado o maior acidente rodoviário do ano em São Paulo

A empresa de autocarros Star Viagem e Turismo, envolvida no acidente que fez pelo menos 41 mortos na manhã desta quarta-feira, no estado brasileiro de São Paulo, não tinha autorização para operar, segundo o portal de notícias G1.

Segundo informações da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, Artesp, obtidas pelo G1, a companhia já foi multada várias vezes e era considerada clandestina pelo órgão fiscalizador.

De acordo com a Artesp, “a empresa não possui registo para transporte de passageiros e circula ilegalmente desde 11 de outubro de 2019”.

O autocarro envolvido no acidente, que vitimou mortalmente 41 trabalhadores de uma fábrica têxtil, acumulava 11 multas e estava com impostos, licenças e seguros em atraso, não podendo assim estar em circulação.

Em causa está um acidente entre um autocarro e um camião no interior do estado Brasileiro de São Paulo, ontem de manhã, que fez 41 mortos, segundo informações atualizadas pela Polícia Militar.

Ainda de acordo com a polícia, 37 pessoas morreram no local e quatro no hospital ou a caminho dele. O acidente provocou ainda 10 feridos, que foram transportados para três hospitais da região de Taguaí, cidade localizada a cerca de 350 quilómetros do município de São Paulo.

Segundo relatos dos ‘media’ locais, o autocarro tentou fazer uma ultrapassagem na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, e acabou por colidir de frente com o camião.

Com SIC

Eleição da nova Direção da CCB é legal

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Jorge Maurício vai poder ser investido em funções. Equipa derrotada intentou uma ação na Justiça, mas esta concluiu como “não provada” as alegações

O Tribunal de São Vicente julgou improcedente o pedido de impugnação da nova Direção da Câmara de Comércio de Sotavento, CCB, eleita a 4 de setembro último.

A lista encabeçada por Rafael Vasconcelos, recorda-se, ficou à margem do pleito, alegadamente, devido a irregularidades, não tendo, por isso, ido a votos. Concorreu apenas a lista encabeçada por Jorge Maurício que obteve 74,8% dos votos expressos, ou seja, dos 227 votantes, conseguiu 170 votos, traduzidos numa vitória “expressiva” conforme reagiu na ocasião.

A providência cautelar, adianta a Agência Inforpress, foi interposta por 2 associados da candidatura liderada por Vasconcelos, mas o Juiz, depois de considerar “não provada” a referida providência decidiu “não decretar a suspensão de eficácia” da deliberação tomada pelos associados da CCB, em assembleia-geral.

Recorda-se que a posse da nova Direção chegou a estar programada para 29 de setembro, mas este impasse na Justiça obrigou ao seu adiamento, podendo, agora, vir a ser remarcada.

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