Fogo com mais 50 casos positivos de Covid-19. São Vicente teve 40

A nível nacional foram registados mais 126 casos positivos, em 481 amostras analisadas. Praia teve 17 casos

Mais 126 casos positivos foram registados em Cabo Verde, nas últimas 24 horas, em 481 amostras analisadas a nível nacional, conforme os dados avançados hoje.

De acordo com informações remetidas ao OPAÍS.cv, destes, o destaque vai para a Ilha do Fogo, que teve mais 50 casos positivos, sendo 47 em São Filipe, 2 nos Mosteiros e 1 em Santa Catarina.

A Ilha passa a contar com 228 casos ativos, sendo 204 em São Filipe, 17 nos Mosteiros e 7 em Santa Catarina.

O destaque vai também para a Ilha de São Vicente que teve mais 40 novas infeções pelo novo coronavírus, aumentando para 71 o número de casos ativos, na Ilha.

Outros casos foram reportados nos Municípios da Praia, 17, Porto Novo, 9, São Lourenço dos Órgãos, 5, Ribeira Grande de Santiago, 3, Santa Cruz, 1 e Paul, 1.

Entretanto, segundo os dados, nesta quarta-feira foram registados mais 67recuperados. Praia, 14, Ribeira Grande de Santiago, 1, São Lourenço dos Órgãos, 8, São Filipe, 31 e São Vicente, 13.

O País passa a contabilizar 519 casos ativos, 9.900 casos recuperados, 104 óbitos por Covid-19, 1 óbito por causas externas e 2 transferidos, perfazendo um total de 10.526 casos positivos acumulados.

EUA explicam decisão sobre restrições de viagens. Medida “praticamente” não se aplica a nenhum Cabo-verdiano

Os Estados Unidos da América clarificaram, esta quarta-feira, 25, que o Programa Piloto Visa Bond, “recentemente divulgado, é um programa temporário que não se aplica a praticamente ninguém em Cabo Verde

A explicação chega através da Embaixada Norte-americana na Cidade da Praia, no mesmo dia em que faz manchete a notícia de que a administração de Donald Trump impõe restrições a vistos de viajantes, de 21 países, incluindo Cabo Verde.

A representação diplomática dos EUA, explica que em abril de 2019, o Presidente Donald Trump, assinou um Memorando Presidencial sobre o Combate às Altas Taxas de Permanência de Não Imigrantes. Este Memorando exige que o Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna dos EUA reduzam as taxas de permanência que ultrapassem o limite de estadia autorizado. “Cabo Verde foi um dos 21 países especificamente referidos neste memorando como tendo uma taxa de permanência para além da estadia autorizada elevada”.

Entretanto, prossegue a mesma fonte, o Programa Piloto Visa Bond, recentemente divulgado, é um programa temporário “que não se aplica a praticamente ninguém em Cabo Verde”.

O nosso País “foi incluído no programa piloto visa bond devido à alta taxa de Cabo-verdianos cuja estadia nos Estados Unidos ultrapassa o limite dos seus vistos Americanos. Apenas os requerentes de visto que se candidatam a vistos que sejam considerados inelegíveis para recebê-los e que posteriormente recebam uma isenção de inelegibilidade do Departamento de Segurança Interna, deverão pagar uma caução de visto”, refere a nota que vimos citando, sublinhando que “praticamente ninguém em Cabo Verde se enquadra nesta categoria”.

A Embaixada refere ainda que desde o lançamento do memorando em 2019, os serviços diplomáticos na Praia e o Governo de Cabo Verde “têm trabalhado em conjunto para identificar formas de reduzir estes números. É objetivo mútuo dos governos dos EUA e de Cabo Verde, ver Cabo Verde destacado como um destino turístico de classe mundial, um centro de cultura e um hub para viagens e deslocações legais e transporte seguro”.

A Embaixada Norte-americana diz aplaudir os “esforços incansáveis” do Governo liderado por Ulisses Correia e Silva visando “reduzir” a taxa de permanência que ultrapasse o limite do visto americano. “Este trabalho conjunto é prova do respeito e admiração mútuos que os nossos dois países nutrem um pelo outro”.

Governo lança na próxima semana formação de programadores

Formação acontece no âmbito do programa Cabo Verde Digital. Cerca de 7 mil Euros serão investidos em cada formando

Na próxima semana, o Governo vai lançar a formação de programadores, inserido no programa Cabo Verde Digital, no qual serão investidos cerca de 7 mil Euros por cada formando. “É um investimento grande do Governo, já que os jovens da primeira turma vão ter o acesso gratuito”, indicou o Secretário de Estado para a Inovação, fazendo saber que o Governo quer apostar “cada vez mais” no desenvolvimento e numa formação profissional cada vez mais a responder as tendências mundiais e a utilizar o digital mais uma vez para “preparar os jovens para as profissões do futuro”.

Pedro Lopes assegura que no momento, a formação vai custar cerca de 7 mil Euros por cada jovem, “um valor muito alto mas nós acreditamos exatamente na retoma do investimento”, avançou.

De acordo com Pedro Lopes, o Governo pretende formar 100 jovens por ano, um número que poderá vir a ser alargado, uma vez que com a formação, os jovens vão poder ter empregos “dignos” e poder contribuir para a economia de Cabo Verde.

3C promove formação pedagógica de formadores

Esta iniciativa é direcionada para os países Anglófonos da CEDEAO, Cabo Verde e Guiné-Bissau

O Centro Competências Cabo Verde, 3C, em parceria com o CERMI, promove uma formação pedagógica de formadores aos países Anglófonos da CEDEAO, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

De acordo com informações remetidas ao OPAÍS.cv, esta formação surgiu no âmbito do Projeto de Ancoragem Regional do Centro, e foi custeada pela União Europeia em colaboração da LuxDev.

Devido à pandemia da Covid-19, a formação decorre no formato online.
Ainda com base nas informações chegadas à nossa Redação, em 30 de novembro dar-se-á o início ao mesmo tipo de formação, só que desta vez direcionada para os profissionais dos países Francófonos da CEDEAO, mais a Mauritânia.

É de referir que esta formação serve para reforçar as competências pedagógicas dos técnicos que futuramente serão embaixadores do CERMI e do 3C na região.

Ministra Francesa de origem Cabo-verdiana diz manter “laços extremamente profundos” com Cabo Verde

A Ministra da Igualdade Francesa, Elisabeth Moreno, nasceu em Cabo Verde e considera que este País ainda faz parte de si e que a língua Portuguesa é a língua dos seus sonhos

“Nasci em Cabo verde, um País com o qual tenho laços extremamente profundos, onde estão as minhas raízes e que faz parte de mim, mesmo de forma inconsciente. França, Cabo Verde, África e Europa fazem parte das minhas identidades”, afirmou Elisabeth Moreno em entrevista à Agência Lusa.

Para a Ministra, que chegou a França aos sete anos com os seus pais, viveu num dos bairros mais pobres de Paris e foi na escola pública Francesa que encontrou o seu “refúgio”, mas a língua Portuguesa continua a fazer parte da sua identidade. “É a língua da minha infância, dos meus pais e, às vezes, dos meus sonhos. O Português é uma língua que faz parte da minha identidade”, sublinhou.

Com um percurso de mais de 30 anos no setor privado onde passou por várias empresas do ramo tecnológico como a Dell, Lenovo e Hewlett-Packard, Elisabeth Moreno aceitou este verão o convite do então recém-designado Primeiro-Ministro, Jean Castex, para integrar o Governo. Um desafio perante o qual não hesitou.

“Sempre me interessei pela ação pública, mas não conhecia de todo o mundo político. Era, pode dizer-se, uma espetadora participativa. Mas a ideia de agir, de servir o meu País e as maravilhosas causas que são os direitos das mulheres, da igualdade de oportunidades e a luta contra a discriminação fez-me dizer sim”, declarou.

Em paralelo com a sua atividade profissional, Elisabeth Moreno desenvolveu uma atividade social intensa não só na comunidade Cabo-verdiana, mas também no campo da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nas empresas e no acesso à educação.

Como Ministra, não nega que a existência da discriminação no acesso ao alojamento ou ao trabalho, mas considera que “a promessa republicana Francesa de liberdade, emancipação e igualdade não é uma fábula”.

“É uma realidade perfectível – na qual trabalhamos -, mas que funciona”, sublinhou.

Elisabeth Moreno é a única mulher negra no Governo Francês e, em resposta à Lusa, considera que isso lhe dá “uma responsabilidade suplementar”.

“Mesmo que vivamos numa ‘França plural’, as pessoas que vêm de origens diferentes estão ainda insuficientemente representadas na política […]. Esta realidade reforça desde logo a exigência para comigo mesma, já que tenho consciência da maneira como sou vista e as expectativas que posso suscitar”, considerou.

No entanto, a Ministra garante que a cor da sua pele “não é um horizonte inultrapassável” e que a República Francesa vê apenas cidadãos. “A República Francesa transcende origens étnicas e sociais, orientações sexuais e credos. Ela vê em nós apenas cidadãos. Este é, a meu ver, o melhor caminho para a emancipação e para a igualdade. A minha cor de pele não é nem uma qualidade, nem um defeito, é um atributo”, concluiu.

Última hora. Morreu Diego Maradona

Antiga estrela do futebol tinha 60 anos. Maradona terá sido vítima de um ataque cardíaco

A antiga estrela do futebol mundial, Diego Armando Maradona, morreu esta quarta-feira, avança a imprensa Argentina.

O campeão mundial pela Seleção Argentina descompensou na manhã desta quarta-feira em casa do bairro de San Andrés, em Buenos Aires, onde morou alguns dias após ter feito uma cirurgia na cabeça. Em 30 de outubro, ele completou 60 anos.

Segundo consta, Maradona sofreu uma paragem cardiorrespiratória.

A carreira de Maradona, de 1976 a 2001, ficou marcada pela conquista, pela Argentina, do Mundial de 1986, no México, além dos dois títulos Italianos e da Taça UEFA arrebatada ao serviço do Nápoles.

Para a história ficam, sobretudo, momentos eternos como o ‘golo do século’ ou ‘a mão de Deus’ na vitória da Argentina sobre a Inglaterra em 1986.

 

Acidente rodoviário faz mais de 20 mortos no Brasil

Acidente envolveu um autocarro e um camião. Outras 15 pessoas ficaram feridas

Um acidente rodoviário, no interior do estado Brasileiro de São Paulo, na manhã de hoje, fez 22 mortos, segundo informações divulgadas pelas autoriadades locais.

As mortes foram confirmadas pelo porta-voz da polícia, tenente Alexandre Guedes, sublinhando se tratar de uma “ocorrência muito grave”.

O acidente envolveu um autocarro que transportava 53 pessoas, que eram trabalhadores de uma empresa, e um camião. Os dados apontam para 22 mortos, mas ainda segundo o porta-voz, não se sabe o número certo.

“Não temos dados precisos porque é um local de difícil acesso. Mas acreditamos que tenha cerca de 22 a 25 vítimas fatais”, precisou, sustentando, entretanto que o número de vítimas poderá aumentar já que algumas pessoas ficaram presas nas ferragens, e ainda estão a ser atendidas pelas bombeiros e paramédicos.

“Quinze pessoas já foram socorridas para hospitais da região e outras vítimas estão recebendo socorro, porque ficaram presas nas ferragens”, acrescentou.

Festa do Cinema Italiano chega pela primeira vez a Cabo Verde

A Festa do Cinema Italiano apresenta-se, este ano, pela primeira vez, em Cabo Verde, entre 30 de novembro e 3 de dezembro, com uma programação que inclui algumas da obras Italianas consideradas mais interessantes da última temporada

O evento, que vai na sua 13.ª edição, irá decorrer no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia, anunciou hoje a organização daquele que é o principal evento dedicado ao cinema Italiano nos países Lusófonos.

O filme de abertura será “Manual de Sobrevivência para Pais” (“Figli”), de Giuseppe Bonito, uma comédia sobre a dificuldade de um casal em aguentar o stress e as dificuldades que um bebé acarreta.

No dia 1 de dezembro, a festa dedica uma sessão à arte Italiana, com a exibição do filme “Michelangelo – Infinito”, de Emanuele Imbucci, o primeiro filme de arte sobre o génio do Renascimento Michelangelo Buonarroti.

A 2 de dezembro chega mais uma comédia Italiana, “Mulher e Marido”, de Simone Godano, que conta a história de um casal em crise que, após uma experiência científica, troca de corpo. Contudo, essa circunstância vai ajudá-los a reavaliar a própria forma de estar na relação.

A encerrar a programação, a festa transmite “Bangla”, de Phaim Bhuiyan, uma primeira obra “divertida e encantadora sobre integração e identidade”, uma comédia que foi um dos maiores sucessos do cinema Italiano, elogiado tanto pelo público quanto pela crítica, segundo a organização.

Todas as sessões são às 18:30, com legendas em Português e entrada gratuita.

“Estamos muito felizes em chegar a Cabo Verde com o nosso festival, um evento que já é conhecido pelo público de Angola, Moçambique, Brasil e Portugal. Trazemos uma programação reduzida mas interessante que esperamos que possa divertir os espetadores da cidade da Praia. A nossa intenção, assim como foi feito em outros países, é crescer também em Cabo Verde para que nos próximos anos, a Festa torne-se um evento fixo na programação cultural desta cidade”, afirmou Adriano Smaldone, programador da Festa do Cinema Italiano.

O responsável destacou que a cinematografia Italiana tem “uma grande história” e “muitas potencialidades de chegar a uma plateia ampla e internacional”, manifestando-se convicto de que “estes filmes vão ao encontro dos gostos do público local, que ficará surpreendido em conhecer e descobrir um cinema que raramente chega a Cabo Verde”.

A Festa do Cinema Italiano é organizada pela Associação Il Sorpasso com o fundamental contributo do Palácio da Cultura Ildo Lobo, do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

A URDI não é apenas um evento, é um movimento artístico e cultural – Ministro da Cultura

No dia que começa a URDI, Abraão Vicente deixa uma mensagem “clara” de resiliência, de capacidade de adaptação aos tempos que vivemos. Em entrevista ao OPAÍS.cv, o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas observa que a URDI “não é apenas um evento, é um movimento artístico e cultural” e por esta razão “não poderia deixar de acontecer”

 

OPAÍS.cv – No dia que arranca mais uma edição da URDI, que mensagem aos fazedores da Cultura?

Abraão Vicente – A mensagem é clara: resiliência, capacidade de adaptação aos tempos em que vivemos. Mensagem também no sentido de que cada agente cultural assuma o seu labor com profissionalismo e se formalize junto à segurança social e junto às finanças.
Para um setor resiliente, a cultura deve deixar de ser um setor apenas de entretenimento para passar a ser um setor que cria empregos dignos, cria empresas rentáveis e alimenta uma cadeia de valor sustentável. O Ministério da Cultura tem vindo a fazer esse trabalho de reforço da resiliência do setor.

O setor do artesanato encontra-se em fase de formalização e certificação, temos um Cartão do Artesão formalizado e publicado em BO, fornecemos um leque muito variado de formações e oportunidade de negócios a partir do setor. Finalmente em janeiro inauguraremos O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design que será um farol das artes e do artesanato em Cabo Verde.

A edição deste ano é marcada pela Covid-19, mas não se deixou de promover o evento, aliás, há um reforço do programa para as restantes Ilhas que não apenas São Vicente…

Este ano celebramos a URDI em rede para nos adaptar às circunstâncias da pandemia, para reforçarmos a resiliência do setor, para dar visibilidade a todos os artesãos em todas Ilhas, para aprofundar os grandes debates temáticos, para mobilizar os agentes culturais do setor e para engajar as Câmaras Municipais no sentido de continuarmos esta agenda em prol do empoderamento do setor que se iniciou em 2016.

Este modelo é para continuar nos próximos anos?

A normalização pós Covid-19 vai ser paulatina, aliás o período de transição será extenso até ser declarado o fim da pandemia, por isso acreditamos que temos de continuar a planificar os eventos sempre tendo em conta essa nova realidade mundial. Acredito que teremos a convivência desses dois modelos durante muito tempo e o que contribuirá para enriquecer o movimento URDI. Esse novo modelo é a antecipação do que sempre esteve planeado para a URDI, a sua extensão a todo o território nacional. A pandemia funcionou como um acelerador.

É fácil organizar a URDI neste contexto?

É mais complexo, mas não necessariamente mais difícil. Não sou apologista da dramatização. Na arte e na cultura, essa dramatização é um contrassenso. Fazemos a URDI e alinhamos num conceito mais elevado de programação artística porque acreditamos no setor, acreditamos na qualidade da nossa equipa, dos nossos conceitos e dos nossos artistas e artesão.

A URDI não é apenas um evento, é um movimento artístico e cultural, por esta razão não poderia deixar de acontecer. Estou muito feliz por o conseguirmos concretizar e tenho a certeza que irá ser um sucesso.

Administração Norte-americana impõe restrições a vistos de viajantes, incluindo Cabo-verdianos

Mesmo na hora de deixar o poder, o Presidente Donald Trump impõe restrições a cidadãos de vários países, incluindo Cabo Verde, para suas viagens aos EUA. Passageiros têm que pagar uma garantia que oscila entre os 5 e 15 mil Dólares

A ordem temporária é emitida pelo Departamento de Estado dos EUA e vai abranger, para além de cidadãos nacionais de Cabo Verde, de países como Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Cada viajante terá de pagar uma garantia que varia entre os 5 mil e 15 mil Dólares, mais ou menos 500 a 1.500 contos.

Esta nova medida da administração Trump, entra em vigor no próximo dia 24 de dezembro, devendo prolongar-se por um período de 6 meses, ou seja até junho de 2021.

Diversos países Africanos, incluindo Cabo Verde, são abrangidos por esta restrição. Ela é adotada como forma de estancar a violação de prazos de estada nos EUA.

A administração de Donald Trump diz que a medida servirá para testar a capacidade de se recolher a garantia e funcionará de dissuasão diplomática àqueles que pretendem violar os prazos de estada no seu território .

O valor pago é reembolsável, entretanto.