Tudo pronto para o arranque da FIC

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Garantia foi dada pelo PCA da FIC, sublinhando que houve um aumento de participantes equivalente a 11%

O Presidente do Conselho de Administração da Feira Internacional de Cabo Verde, FIC, garantiu sexta-feira, no Mindelo, que já se encontra pronto para o arranque da edição da FIC 2019 que contará com um aumento da participação de empresas nacionais e expositores no certame, numa taxa de 11% ano.

Este ano, o evento vai contar com visitantes profissionais, que a cada ano em número “muito superior”, e oriundos de mais de dez países da Europa, da América do Sul, de África e da Ásia.

Avançou o PCA que ao todo estarão presentes 88 expositores, organizados em 180 stands, sendo a maioria deles empresas de direito Cabo-verdiano correspondendo a 69%, seguidos de Portugal com 29% e Brasil com 2%.

Gil Costa informou ainda que a organização investiu cerca de dez mil contos no evento, para além de outros investimentos dos expositores, que eleva para cerca de 20 mil contos o total do orçamento da FIC2019.

Durante esta edição haverá ainda os habituais encontros de negócios, sendo a ideia “maximizar a participação das empresas nacionais”, visando parcerias técnicas, comerciais e importação de conhecimentos, uma gala alusiva à edição 2019 da FIC, com presença estimada de cerca de 200 participantes e ainda, no domingo, 17, a visita turística à ilha de Santo Antão.

Refira-se que esta edição da FIC acontece entre os dias 13 e 16, em São Vicente, onde são esperados visitas diárias de cerca de 3 mil pessoas, traduzindo num crescimento de 20% em relação à anterior edição.

Juiz autoriza libertação imediata de Lula da Silva da prisão

Ex-Presidente do Brasil vai aguardar julgamento em liberdade. Está detido há 580 dias em Curitiba

O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, autorizou nesta sexta-feira a saída de Lula da Silva da prisão. O ex-Presidente do Brasil vai aguardar o julgamento em liberdade, conforme avança o G1.

Em causa está a decisão do Supremo Tribunal Federal, STF, Brasileiro, que anulou, na quinta-feira, a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, alterando um entendimento adotado desde 2016, numa decisão que poderá levar à libertação de Lula da Silva. O antigo Presidente está preso há 580 dias em Curitiba.

Agora, Lula da Silva terá o direito de recorrer em liberdade e só vai voltar a cumprir a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias após o trânsito em julgado.

No total, a nova decisão do STF abre caminho para libertar cerca de 5 mil réus, segundo o Conselho Nacional de Justiça Brasileiro.

O ex-Presidente do Brasil responde a mais seis processos. Ele foi o primeiro ex-Chefe do Estado do Brasil condenado por crime comum.

PR repudia tentativas de descredibilizar Tribunais ou Juízes

O Presidente da República repudiou hoje as tentativas de desacreditação ou de descredibilização dos Tribunais ou dos Juízes, sublinhando que o “nosso sistema confia nos juízes como únicos e verdadeiros julgadores das ações tipificadas pelo direito penal, contra o sensacionalismo e o justicialismo”

No entanto, conforme avança o PR, que presidiu a abertura oficial do ano Judicial 2019-2020, a posição de confiança nos juízes e nos Tribunais “como pedra angular do Estado de direito”, não significa que sufrague a total e incondicional desresponsabilização dos juízes ou outros magistrados.

As questões motivadas por alegados fatos concretos imputados a juízes devem ser apreciadas em processo próprio até ao apuramento total das responsabilidades envolvidas, afirmou.

Para o mais alto Magistrado da Nação, a sensação de que as imputações de condutas indevidas a determinados magistrados caem em “saco roto” e que não são apurados responsabilidades, gera resultados nefastos, seja para os próprios magistrados, seja para o sistema de Justiça.

Por seu turno a Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Fátima Coronel, denunciou “ataques sistemáticos” às instituições judiciárias do País, afirmando que há juízes que estão a ser perseguidos por causa das suas decisões.

“Vale, entretanto, registar, em regra, essas queixas não decorrem do fato de os juízes deixarem de decidir processo”, enfatizando que isso acontece quando há patrocínio dos que “sentem poderosos neste País”, até porque como diz,  “para nós, o propósito é claro, instalar o medo dentro do sistema judicial Cabo-verdiano, medo de virem a sofrer retaliações de toda a espécie pelas suas declarações”, precisou.

“Governo ilegal” Guineense pede demissão

Chefe do “governo ilegal” pede a José Mário Vaz que lhe permita demitir-se do cargo “com efeito imediato”

O primeiro-ministro “ilegal”, Faustino Imbali, nomeado pelo Presidente cessante da Guiné-Bissau, mas rejeitado pela maioria da comunidade internacional, demitiu-se hoje do cargo a poucas horas de terminar o prazo dado pela CEDEAO.

Imbali acusa a organização de ingerência, sublinhando que assim não conseguia trabalhar.

“Após cuidadosa meditação cheguei à conclusão de que, como líderes, devemos privilegiar o diálogo”, escreveu esta sexta-feira o Imbali.

Imbali disse na sua carta dirigida a José Mário Vaz ter tomado a decisão de se demitir para permitir ao Presidente Guineense “ter chance de reformular a história política” da Guiné-Bissau e não permitir que forças estrangeiras “desestabilizem e zombem” da nação Guineense.

O Chefe do “governo ilegal” pede a José Mário Vaz que lhe permita demitir-se do cargo “com efeito imediato”.

Com Agências

 

Chefe de Governo refere que Morna é uma “verdadeira embaixadora”

UCS fala em” grande homenagem” aos compositores e intérpretes

O Primeiro-Ministro sublinhou esta sexta-feira que a música “foi uma verdadeira embaixadora” de Cabo Verde.

Numa publicação na rede social Facebook, acerca da opinião favorável dos peritos da UNESCO à elevação da Morna, Ulisses Correia e Silva recordou vários ilustres nomes que compositora e interpretaram a Morna.

Para o PM, a aprovação a Património da Humanidade é uma “grande homenagem” aos compositores e intérpretes da Morna, acrescentando que esta distinção coloca Cabo Verde no mapa internacional.

No entanto, o passo seguinte é colocar em curso um plano de salvaguarda, assim como de promoção e desenvolvimento da Morna.

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É a reação do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca

Chefe de Estado disse hoje que o anúncio do parecer favorável para classificação da Morna como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO é um grande ganho para todos os Cabo-verdianos e representa um “dia de festa”, pois como disse “Cabo Verde é uma música”.

Jorge Carlos Fonseca mostrou-se satisfeito com o anúncio ontem feito pelo Ministro da Cultura, que deixou “todos os Cabo-verdianos, no País ou na diáspora, satisfeitos”.

A Morna foi aprovada pela UNESCO, mas a sua ratificação será feita em dezembro, na Colômbia. No entanto, para JCf, este passo, que deixa a classificação da Morna mais perto, é também, “num certo sentido”, um “fator de unidade e de coesão” para Cabo Verde.

A decisão da UNESCO, acrescenta o PR, é ainda um “estímulo interno” para os Cabo-verdianos “divulgarem mais a cultura” do País.

Plano de Salvaguarda da Morna constitui o próximo desafio

Sandra Mascarenhas Coordenadora do Dossier da Candidatura da morna a Património da Humanidade, falava aos Jornalistas na sequência do anúncio da UNESCO referente à elevação da Morna

Sandra Mascarenhas Coordenadora do Dossier de candidatura disse hoje em conferência de Imprensa que após ser proclamado a Morna como Património Imaterial da Humanidade, o próximo desafio consiste em trabalhar num Plano de Salvaguarda como forma a reconhecer internamente essa elevação por parte dos Cabo-verdianos.

Mascarenhas avançou ainda que o plano de Salvaguarda já se encontra em curso, onde já foi lançado um edital em que serão publicados obras sobre a Morna no próximo ano e que tem-se trabalhado muito com a camada juvenil, anunciando para os próximos tempos o lançamento do concurso “jovens cantam Morna”.

“O Plano já foi anexado no dossier, que indica que os propósitos as medidas são coerentes e factíveis, que levam em conta o papel dos praticantes a nível do poder local, como das Organizações não-governamentais, que inclui a documentação, inventários e a criação de plataformas e redes para o desenvolvimentos e transmissão do elemento”, referiu.

A Coordenadora falou da necessidade de redefinir o plano, no sentido de trabalhar a Morna em outras perspetiva, para além do mercado, mas também na perspetiva turística e na perspetiva do ensino.

O Plano de Salvaguarda consta em seis eixos que vai desde do ensino de pedagogia, até a musealização e a elevação da morna a outros espaços do País, disse Sandra Mascarenhas, referindo que a ideia da Salvaguarda é trabalhar para que em Cabo Verde as pessoas reconheçam a Morna como Património.

Dos cinco Critérios da Candidatura, a mesma interlocutora, adiantou que o Dossier tinha que estar “obrigatoriamente bem inventariado”, com o processo realizado desde 2017 em todas as ilhas e os Municípios, envolvendo o máximo número de praticantes.

“O Critério 1, demostra que a morna é um Património Cultural de Cabo Verde, Critério 2, tinha a ver com a consciencialização do papel da Morna, de que forma iria trazer um ganho para a civilização, o critério 3, que tem a ver com a salvaguarda, e o critério 4, diz respeito à questão do Inventário”, afirmou.

Mascarenhas assegurou que com esta nomeação, ganha-se o reconhecimento da nossa identidade além-fronteiras, bem como para aqueles que fazem a Morna no dia-a-dia.

Hamilton Fernandes, Presidente da Instituto do Património Cultural, IPC, falava num processo árduo “cientificamente muito exigente”, mas satisfatório, referindo que durante todo o processo houve um total engajamento da Intuição e do Ministério da Tutela.

Refira-se que após quatro avaliações da UNESCO sobre o Dossier de Candidatura, a Morna conseguiu passar em todos os cinco critérios, para ser aprovada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, sua proclamação será feita em dezembro.

Mulher que abandonou menino no lixo vivia em condições precárias

Um responsável da PJ Portuguesa, disse esta manhã aos Jornalistas, em Lisboa, que a mulher não declarou estar grávida a ninguém e que, após o parto, “não deu entrada em nenhum hospital, nem em nenhum centro de saúde”

A PJ Portuguesa não confirma a identidade da mulher acusada de abandonar seu filho recém-nascido num ecoponto, em Lisboa, na passada terça-feira.

Ao contrário do que avança alguma imprensa daquele País Europeu, que refere ser uma Cabo-verdiana, a PJ diz que a identidade da mulher “não é relevante” nas investigações. Mas confirmou entretanto que a mulher de 22 anos vivia em “condições precárias na via pública”.

Entretanto, a jovem não é classificada como uma sem-abrigo e ela não tem antecedentes criminais.

O parto, na terça-feira, ocorreu na rua, perto do local onde o menino foi deixado e mais tarde encontrado por um sem abrigo.

A detenção da mulher é justificada com o fato de existir “fortes indícios” de ser ela autora de um homicídio qualificado na forma tentada.

Um responsável da PJ Portuguesa, disse esta manhã aos Jornalistas, em Lisboa, que a mulher não declarou estar grávida a ninguém e que, após o parto, “não deu entrada em nenhum hospital, nem em nenhum centro de saúde”.

Aquando da detenção, na rua, a mulher estava “sozinha, consciente”, garante a PJ que adianta que a mulher não apresentava sinais de consumo de droga, nem alterações aparentes do seu estado emocional.

Quanto ao pai da criança, o porta-voz da PJ revelou que este “não está na Cidade, nem na região”.

Refira-se que o menino de sexo masculino está sob cuidados médicos. Apesar de encontrado com sinais de hipotermia grave, com vestígios de sangue e parte do cordão umbilical, o menino está clinicamente estável.

Assim que receber alta do hospital, vai ser entregue a uma família de acolhimento que ficará com ele temporariamente até se decidir o projeto de vida da criança.

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Dominado incêndio de grande proporção na lixeira municipal de São Filipe

Incêndio deflagrou-se na noite de quinta-feira. Suspeita-se de mãos criminosas

O incêndio que se deflagrou na última noite, na lixeira municipal de São Filipe, na ilha do Fogo, já foi controlado. Uma equipa de Bombeiros voluntários e de Proteção Civil trabalhou no combate ao incêndio até depois da 1 hora da madrugada de hoje, tendo regressado ao local por volta das 6 horas para dar continuidade aos trabalhos.

O Vereador pela área da Proteção Civil, Caetano Rodrigues, indicou tratar-se do quarto incêndio registado na mesma lixeira e, pelo menos, em três há fortes indícios de poder ser fogo posto. Presume-se que a origem deste incêndio tenha também mãos criminosas. Conforme se apurou, desta vez há mais argumentos, porque é a “primeira vez que se viu um fogo a começar por dois pneus”.

SCM expressa orgulho pela elevação da Morna

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“A Morna, como expressão musical, espelha a alma do povo Cabo-verdiano e tem levado a identidade do País além-fronteiras de forma contagiante

No dia seguinte à decisão do Comité Técnico dos peritos da UNESCO, em aprovar a Morna como Património da Humanidade, surgem as reações à decisão que será confirmada no próximo dia 9, na Colômbia.

A Sociedade Cabo-verdiana de Música, SCM, através da sua Presidente, a artista Solange Cesarovna, expressou orgulho pela elevação deste género a Património Imaterial.

“Cabo Verde ultrapassa assim, qualquer fator de pequenez geográfico, para o alcance de uma dimensão mundial”, refere um comunicado da SCM, para quem esta consagração reflete o reforço da união da Nação Cabo-verdiana m torno da Morna, bem como o reforço da identidade nacional.

“A Morna, como expressão musical, espelha a alma do povo Cabo-verdiano e tem levado a identidade do País além-fronteiras de forma contagiante”, enfatiza o comunicado.

Quem também já felicitou Cabo Verde por esta elevação é a Embaixada dos Estados Unidos. Em nota publicada na sua página no Facebook, a Embaixada refere que “é com imensa satisfação” que tomou conhecimento que a Morna vai ser classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

“Morna é o cordão umbilical que liga Cabo-verdianos à terra”, refere a mesma publicação que expressa, assim, os seus “parabéns a todos os compositores, intérpretes e músicos Cabo-verdianos”.

A decisão ontem tomada vai ser oficialmente confirmada no próximo dia 9 de dezembro, na Colômbia.

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