Abertura do ano político do PAICV deveria ser no início de outubro

Afirmação é de José Sanches, candidato à liderança do PAICV que pautou pela ausência

José Sanches criticou esta segunda-feira, 28, o seu Partido, nomeadamente, a direção de Janira Hopffer Almada, sobre a não realização do ato de abertura do ano político, no início de outubro. Sanches pautou pela ausência.

Questionado sobre a sua ausência, o candidato à liderança do PAICV, afirmou que tinha uma outra agenda, e aludiu que a abertura do ano Político deveria ser no início de outubro.

Para José Sanches, a sua candidatura tinha já uma agenda feita há mais de quatro meses e decidiram dar seguimento à agenda.

Recorde-se que a abertura do ano político e parlamentar do PAICV aconteceu no passado sábado, 26, na Assembleia Nacional.

José Sanches alega intransparência no processo eleitoral interno no PAICV

Único candidato perfilado para a sucessão a JHA, no PAICV, alegou esta segunda-feira, 28, que o processo de eleição no principal Partido da Oposição, carece de transparência

José Sanches, candidato a Presidente do PAICV, revela que vários dirigentes partidários, nomeadamente, Primeiros Secretários de Setores e Presidentes das Comissões Políticas Regionais, com responsabilidade na organização e condução do processo eleitoral no PAICV, nas diversas regiões, e que deviam primar pela isenção e imparcialidade, tiveram conduta diferente.

Conforme disse, muitos destes “mostrarem claramente o apoio à outra candidatura”, isto numa alusão à (ainda) Presidente Janira Hopffer Almada.

O candidato estranha o que considera ser demora na marcação da data para as eleições internas, aliás o que para o também Deputado da Nação já se tornou numa urgência.

“A marcação da data da eleição torna-se urgente, aliás estranhamos que tenha sido marcado o congresso, sem, no entanto, ser fixada uma data para as eleições internas”, disse esta manhã, numa conferência de imprensa, na Cidade da Praia.

No entendimento de Sanches é também urgente uma reunião do Conselho Nacional de forma a “sanar esta anormalidade e a clarificar a atuação e funções” de JHA, que tudo indica é candidata, embora não tenha assumido claramente.

A candidatura de José Sanches denuncia também que ainda não teve acesso à base de dados do Partido, quando a candidatura adversária tem à sua disposição a referida base de dados atualizada, trazendo mais vantagens àquela candidatura.

Sanches afirma que quando apresentou a sua candidatura à liderança do PAICV, pediu a referida base de dados, para efeitos de preparação da candidatura, mas a mesma, lhe foi negada, pela Direção do Partido. No entanto, precisou, “o Secretário Geral garante-nos que aquela base de dados não saiu da sede do Partido”. José Sanches recorre às eleições internas de 2014 para chamar atenção à Direção do PAICV, sustentando que naquela data, com três candidaturas, tudo decorreu na normalidade, com disponibilidade da base de dados de forma antecipada para que todas as candidaturas pudessem trabalhar em igual circunstância.

Recomendações

A Candidatura de Sanches recomenda, no entanto, que o Conselho Nacional do PAICV, a criação de uma Comissão Mista, com representantes de todas as candidaturas para analisarem a referida base de dados do Partido e supervisionar todo o processo eleitoral, uma vez que, como diz, a própria Comissão Nacional de Jurisdição e Fiscalização “não tem dado sinal de empenho na transparência, na verdade e na democracia” nestas eleições internas, cuja data ainda não se sabe.

Outra recomendação é a criação de uma comissão em todas as regiões e setores para, sob o comando dos órgãos nacionais, organizarem o pleito eleitoral, para uma maior transparência de todo o processo, seguindo o espírito do projeto de lei sobre a transparência na gestão de coisas públicas, defendido pelo próprio PAICV, na última sessão plenária.

Prisão preventiva para dois suspeitos de tráfico de drogas no Sal

Detidos são naturais da Nigéria e Guiné-Bissau. Detenção ocorreu em flagrante delito

Tribunal do Sal aplicou prisão preventiva a dois indivíduos, naturais da Nigéria e Guiné-Bissau, acusados de tráfico de drogas.

Os indivíduos foram surpreendidos, em flagrante delito, pela Polícia Judiciária, que através de uma busca à residência dos suspeitos, encontraram fortes indícios que ligam os detidos ao tráfico de estupefacientes.

De acordo com a PJ, os indivíduos, de sexo masculino, de 35 e 36 anos, foram detidos na sexta-feira, 25, na Cidade de Santa Maria. Na residência de ambos foram encontrados 30,8 gramas de cocaína, palhinhas de cores diversas, supostamente utilizadas para o consumo da cocaína, bem como para acondicionar doses individuais do mesmo produto, cinco telemóveis, trinta mil, seiscentos e cinquenta Escudos, cem Dólares Norte-americanos e cinquenta Euros, suportes bancários, talões de depósito, de levantamento e transferência de divisas para o exterior, entre outros.

Os detidos foram presentes, no sábado, 26, ao Tribunal da Comarca do Sal, que lhes aplicou como medidas de coação a prisão preventiva.

Taxista põe termo à vida

Corpo foi encontrado pendurado a uma árvore. Desconhece-se a identidade da vítima

Um taxista foi encontrado morto nos arredores da Cidade da Praia. Terá posto termo à própria vida, com recurso a uma corda.

O corpo foi ontem encontrado próximo à viatura de trabalho, um táxi.

As informações são escassas, a PN diz que não teve até o momento qualquer registo de caso semelhante.

A identidade da vítima ainda não foi apurada nem mesmo as motivações por detrás deste suposto suicídio.

MNE diz que mandato de Estados-membros à Comissão Europeia sobre Cabo Verde é “culminar” de um trabalho da diplomacia crioula

Segundo indicou o Ministro, Cabo Verde está a alinhar, no quadro do Pilar Convergência Técnica Normativa da Parceria Especial, as políticas públicas com as melhores práticas da UE

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares, considera que o mandato que a Comissão Europeia recebeu dos Estados-membros para negociar com o nosso País, vistos de curta duração é o “culminar de um trabalho da diplomacia Cabo-verdiana.

Em declarações à Agência Inforpress, o Ministro sublinhou que o mandato que a Comissão Europeia recebeu dos Estados-membros “é importante” por ser a “condição necessária” para Cabo Verde iniciar as negociações visando a facilitação de vistos de curta duração para os cidadãos Cabo-verdianos que querem entrar, como visitantes, no espaço Schengen.

LFT observa observa que a decisão da UE é o “culminar” de um trabalho da nossa diplomacia junto dos Estados-membros, e enalteceu o fato de Cabo Verde ser hoje “muito mais” conhecido pelos 28 Estados-membros da UE, nomeadamente, nos países da Europa do Leste que “não nos conheciam tão bem como os outros”.

Cabo Verde está a alinhar, no quadro do Pilar Convergência Técnica Normativa da Parceria Especial, as políticas públicas com as melhores práticas da UE, assegurou o chefe da diplomacia, admitindo que isto dá “confiança à Comissão e aos Estados-membros nas suas relações com Cabo Verde”.

“Vamos agora trabalhar para fixarmos conjuntamente com a Comissão Europeia um calendário para as negociações que se avizinham”, indicou, assegurando que Cabo Verde está “sereno e confiante” em como “tudo irá correr bem, se Deus quiser”.

Recorda-se que semana passada, a Comissão Europeia recebeu ‘luz verde’ do Conselho da União, para negociar com Cabo Verde uma simplificação da atribuição de vistos de curta duração para os cidadãos nacionais aligeirando os procedimentos atualmente em vigor.

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Brexit adiado por mais três meses

A garantia, do terceiro adiamento, foi dada pelo Presidente do Conselho Europeu Donald Tusk

A saída do Reino Unido da União Europeia foi pela terceira vez adiada, anunciou Donald Tusk, na manhã desta segunda-feira, 28, sublinhando que o adiamento é de três meses.

“A União Europeia dos 27 concordou em aceitar o pedido para uma extensão flexível do Brexit até 31 de janeiro de 2020. A decisão deve ser formalizada através de um procedimento escrito”, revelou Tusk no Twitter.

A “extensão flexível” do Brexit significa que o Reino Unido pode sair da União Europeia antes do dia 31 de janeiro do próximo ano se o parlamento Britânico aprovar um acordo para o Brexit.

Esta segunda-feira a Câmara dos Comuns vai debater e votar a proposta de Boris Johnson para convocar eleições antecipadas para o dia 12 de dezembro.

 

OGE para 2020 canaliza mais 300 mil contos a São Nicolau

Informação foi avançada pelo vice Presidente do MpD, durante uma assembleia política realizada na Ribeira Brava

As duas Autarquias da ilha de São Nicolau devem receber mais cerca de 300 mil contos, no quadro do Orçamento Geral de Estado para 2020, indicou o também Ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, que falava no passado sábado, 26, durante uma Assembleia Política Concelhia, na Ribeira Brava.

Segundo precisou Elísio Freire, o valor está previsto no OGE, e destina-se a investimentos em programas de requalificação e reabilitação urbana. Mas outros investimentos serão realizados em São Nicolau, nomeadamente, no Porto do Tarrafal, cuja verba está também prevista no OGE.

São investimentos que vão permitir uma “dinâmica na economia” de São Nicolau, acentuou o Ministro e vice Presidente do MpD.

O Governo, disse, vai avançar com outras grandes obras na ilha, tendo Elísio Freire destacado a requalificação do centro histórico da Preguiça e Ribeira Brava, a estrada de acesso a Fragata, sem deixar de lado o programa de estágios.

Confiança

Ao intervir na Assembleia Política, o dirigente apelou à confiança dos militantes no Governo e advertiu que não se pode “abalar” na primeira dificuldade. “É isso que os nossos adversários querem”, disse, acentuando que a situação da ilha, a nível dos transportes, é de longe melhor do que antes de agosto.

A nível aéreo, admitiu que a situação de duas passagens para viajar para São Nicolau não é aceitável, mas deixou garantias em como o Governo está a trabalhar para corrigir esta situação, via regulação.

Uma nova lei deverá fixar preços de referência, preço promocional e uma tarifa social e há uma forte convicção em como o problema será resolvido “de forma séria (e) consistente”.

Com Inforpress

Kenny Miranda vence segunda etapa de CVTT

Atleta dos Mosteiros mas que representa São Filipe foi o grande vencedor dos 33 km. Miranda parte hoje para Santo Antão para representar a ilha do Fogo na terceira e última etapa da prova

Kenny Miranda, atleta dos Mosteiros, em representação do Concelho de São Filipe, foi o mais rápido nos 33 km da prova Cabo Verde Triangle Trail, CVTT.

Miranda, um dos grandes nomes do atletismo nacional, com várias vitórias em provas nacionais e internacionais, não deu a mínima chance aos adversários, na etapa da ilha do Fogo.

O velocista viaja esta segunda-feira para a ilha de Santo Antão para participar da terceira e última etapa do CVTT.

Segundo informações, Miranda só pôde representar a ilha do Fogo nessa última etapa, graças ao “grande apoio” da Câmara Municipal de São Filipe.

Recorde-se a CVTT arrancou na sexta-feira, 25, na localidade de Hortelã, em São Miguel, e decorre até o dia 30 do corrente, na ilha das Montanhas.

Filipe Nyusi reeleito Presidente de Moçambique

CNE confirmou a vitória do candidato apoiado pela Frelimo. Nyusi venceu com 73% dos votos

Foi à primeira volta. Filipe Nyusi venceu as eleições presidenciais, realizadas a 15 de outubro em curso, segundo os resultados de centralização nacional e apuramento geral divulgados este domingo pela Comissão Nacional de Eleições, CNE, de Moçambique.

Conforme sublinhou o portal Moçambicano, O País, o Presidente da CNE, Abdul Carimo, disse que a participação nas últimas eleições gerais foi de 50.74%.

Nas presidenciais, o candidato do partido no poder, Filipe Nyusi, venceu, no geral, com 73% de votos. O MDM, a Renamo, a AMUSI não foram para além de 4.38%, 21.88% e 0.73%, respetivamente.

Para além das presidenciais, foram realizadas, também à 15 de outubro, as eleições legislativas e das assembleias provinciais.

Nova companhia aérea entra no mercado doméstico no início de 2020

Trata-se da Cabo Verde Connect, da Portuguesa Lease-Fly. Esta entrada no mercado Cabo-verdiano, vai permitir que os preços desçam cerca de 6%

O Diretor-Geral da Cabo Verde Connect, José Madeira, afirmou à Agência Lusa que espera que a entrada daquela companhia aérea no mercado das ligações domésticas entre as ilhas de Cabo Verde, no próximo ano, faça os preços descerem 5 a 6%.

“A nossa perspetiva é que haja ganhos em determinadas rotas, nomeadamente onde existem preços duplicados, neste tipo de operação pretendemos um bilhete corrido, e presumo que haja reduções de 5 a 6% só pelo fato de entrarmos no mercado Cabo-verdiano”, disse José Madeira.

“O fato de haver outro ‘player’ no mercado e estarmos a abalar uma estrutura monopolista do ponto de vista do tráfego vai beneficiar o preço, isso é natural”, apontou, acrescentando que “o que é expectável” é que a empresa seja “muito responsável nos preços e nos tabelamentos das viagens”.

A Portuguesa Lease-Fly prevê avançar até ao início de 2020 com um processo para certificação da companhia aérea regional Cabo Verde Connect junto das autoridades Cabo-verdianas, estimando a criação de 50 postos de trabalho qualificados.

Segundo José Madeira, que é também Diretor Executivo da Lease-Fly, a companhia começou em agosto a assegurar voos domésticos em Cabo Verde, no âmbito do consórcio liderado pela Cabo Verde Airlines, CVA.

Em causa estão as ligações das ilhas de Santiago-Praia, São Vicente e Fogo para a ilha do Sal, onde a CVA instalou o ‘hub’ para os seus voos internacionais, através de um consórcio que junta ainda o grupo Português Newtour, líder de mercado em Portugal e Cabo Verde em áreas como a hotelaria e distribuição.

Até agora, as ligações aéreas entre ilhas têm sido asseguradas apenas pela companhia Binter, empresa de Direito Cabo-verdiano.

“O objetivo da nossa operação é alargar a oferta o mais possível a todas as ilhas”, apontou, ressalvando que é preciso “considerar os aspetos económicos do negócio”.

“Até porque em companhias aéreas fala-se em rentabilidades de 5 a 8%, e no dia em que tivéssemos uma rentabilidade muito superior, a nossa responsabilidade social obrigar-nos-ia a ir para ilhas menos rentáveis”, referiu o responsável.

A estratégia desta companhia aérea passa por fazer parcerias com as companhias aéreas de Bandeira, como são os casos da CVA e da TAP, assegurando as ligações domésticas e deixando o mercado internacional para estas companhias.

O responsável acrescentou que em abril ou maio a empresa já deverá ter todas as certificações e autorizações para “estar completamente autónoma, havendo mais uma companhia de lei Cabo-verdiana a operar em Cabo Verde”.

Com Agência Lusa