FCF felicita Stopira e Wagner Pina por conquistas na Taça de Portugal e Taça da Turquia

Stopira sagrou-se vencedor da Taça de Portugal ao serviço do Torreense, enquanto Wagner Pina conquistou a Taça da Turquia com o Trabzonspor

A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) felicitou os internacionais Cabo-verdianos Stopira e Wagner Pina pelas conquistas alcançadas ao serviço dos seus clubes, na Taça de Portugal e na Taça da Turquia, respetivamente.

Num comunicado, a FCF destacou o desempenho dos dois jogadores, sublinhando o orgulho nacional pelas suas prestações em palcos internacionais e pelo contributo para o sucesso das suas equipas.

Stopira sagrou-se vencedor da Taça de Portugal ao serviço do Torreense, enquanto Wagner Pina conquistou a Taça da Turquia com o Trabzonspor.

“Parabéns Stopira, parabéns Torreense! Parabéns Wagner, parabéns Trabzonspor!”, escreveu a Federação, destacando o feito dos dois internacionais Cabo-verdianos.

“Este é um dos dias mais felizes da minha vida”: Stopira celebra conquista da Taça de Portugal

O jogador cabo-verdiano afirmou que o Torreense “vai fazer de tudo” para garantir a subida à Primeira Liga, após a conquista da Taça de Portugal

O internacional cabo-verdiano Stopira foi a grande figura da conquista histórica do Torreense na Taça de Portugal, ao marcar o golo da vitória (2-1) frente ao Sporting CP, num jogo que surpreendeu o futebol português.

Aos 38 anos, o defesa demonstrou que a idade é apenas um número, sendo decisivo no triunfo da formação de Torres Vedras, que garante assim um feito inédito na sua história, bem como um lugar na fase de liga da segunda competição europeia.

No final da partida, Stopira não escondeu a emoção e destacou o significado do momento. “Este é um troféu merecido, estou muito feliz e acredito que todo o povo também está feliz. Agora é desfrutar desta vitória. É resultado de muito trabalho e dedicação de toda a equipa, por isso estou muito orgulhoso”, destacou.

O jogador sublinhou, no entanto, que a época ainda não terminou e apontou já o próximo objetivo. “Ainda não acabou. Temos a segunda mão do play-off de acesso à Primeira Liga contra o Casa Pia AC e vamos fazer de tudo para subir de divisão”, disse.

Sentindo-se plenamente integrado no clube, o internacional cabo-verdiano deixou ainda uma mensagem de agradecimento aos adeptos:
“Aqui sinto-me em casa e quero agradecer a todos os adeptos do Torreense pelo apoio e por acreditarem em mim.”

Considerando este como um dos momentos mais marcantes da sua carreira, Stopira reforçou que, sem sombra de dúvida, “este é um dos dias mais felizes da minha vida e vai ficar na história.”

Além do feito ao nível de clubes, o experiente defesa prepara-se também para representar Cabo Verde na Copa do Mundo FIFA 2026, reforçando o estatuto de referência do futebol cabo-verdiano dentro e fora de portas.

Tubarões Azuis iniciam estágio em Portugal rumo ao Mundial 2026

A Seleção nacional permanecerá em Portugal até ao dia 2 de junho, seguindo depois viagem para os Estados Unidos

A Seleção Cabo-verdiana de futebol arrancou hoje o estágio de preparação em Portugal, no âmbito da caminhada para o Copa do Mundo FIFA 2026, com um jogo amigável frente à Sérvia agendado para o dia 30 deste mês.

A comitiva começou a chegar ao território Português no domingo, embora ainda de forma parcial. Apenas 10 dos 26 jogadores convocados integraram o primeiro grupo, já que os restantes continuam ao serviço dos respetivos clubes.

Os Tubarões Azuis vão permanecer em Portugal até ao dia 2 de junho, seguindo depois viagem para os Estados Unidos da América, onde será disputada a fase final da competição. Em solo Norte-americano, a equipa nacional tem ainda previsto um último teste de preparação, diante das Bermudas, no estado de Connecticut.

Integrada no Grupo H do Mundial, a Seleção nacional terá como palco três cidades norte-americanas. A estreia está marcada para o dia 15 de junho, em Atlanta, frente à Espanha, às 15:00. Segue-se o confronto com o Uruguai, no dia 21, em Miami, às 21:00. O último jogo da fase de grupos será disputado no dia 26, em Houston, no Texas, diante da Arábia Saudita, às 23:00.

África celebra hoje o seu dia sob apelo à unidade, desenvolvimento e afirmação continental

O continente africano assinala esta segunda-feira, 25 de maio, o Dia de África, uma data que celebra a luta pela libertação dos povos africanos, a unidade continental e os esforços em prol do desenvolvimento económico, político e social de África

A efeméride marca a criação, em 1963, da Organização da Unidade Africana (OUA), em Addis Abeba, na Etiópia, por 32 países africanos independentes. A organização viria mais tarde a transformar-se na atual União Africana, criada em 2002 com o objetivo de reforçar a integração e cooperação entre os Estados africanos.

Este ano, as celebrações decorrem sob o lema “Garantir a Disponibilidade Sustentável de Água e Sistemas de Saneamento Seguros para Alcançar a Agenda 2063”, tema escolhido pela União Africana e coloca o foco nos desafios do acesso à água potável, saneamento básico e gestão sustentável dos recursos hídricos no continente africano, considerados essenciais para concretizar os objetivos da Agenda 2063 da União Africana.

O Dia de África é igualmente uma ocasião para refletir sobre os desafios atuais do continente.

Em vários países africanos e comunidades da diáspora, incluindo Cabo Verde, a data é celebrada com conferências, debates, manifestações culturais, atividades académicas e iniciativas de promoção da identidade africana.

Papa Leão XIV lança primeira encíclica dedicada aos desafios da Inteligência Artificial

Encíclica foi assinado pelo Pontífice no passado dia 15, aniversário da Rerum Novarum do Papa Leão XIII

O Papa Leão XIV apresentou esta segunda-feira, no Vaticano, a sua primeira encíclica, intitulada Magnifica Humanitas, centrada na proteção da dignidade humana perante os desafios da Inteligência Artificial (IA).

O documento, divulgado oficialmente no Salão Novo do Sínodo, aborda os impactos éticos, sociais e humanos do avanço tecnológico, defendendo que a IA deve estar ao serviço da pessoa humana e nunca substituir os valores fundamentais da humanidade.

Na encíclica, Leão XIV alerta para os riscos do controlo tecnológico concentrado em pequenos grupos e critica aquilo que considera ser uma ameaça de “domínio sobre o humano” através da IA. O Papa apela ainda à regulação ética da tecnologia, à proteção do trabalho humano e ao combate às novas formas de exclusão e manipulação digital.

Assinado a 15 de maio, no aniversário da histórica encíclica Rerum Novarum de Leão XIII, o texto é apontado pelo Vaticano como uma nova reflexão social da Igreja perante a revolução tecnológica contemporânea.

“Carnaval no Jamor” e “conto de fadas”: imprensa desportiva rende-se ao Torreense e ao herói cabo-verdiano Stopira

A histórica conquista da Taça de Portugal pelo Torreense continua esta segunda-feira a dominar as manchetes da imprensa desportiva portuguesa e internacional, com especial destaque para o golo decisivo do internacional cabo-verdiano Stopira na vitória sobre o Sporting

Os jornais descrevem o triunfo da equipa de Torres Vedras como uma das maiores surpresas da história recente do futebol português, sublinhando o facto inédito de uma equipa da II Liga conquistar a Taça de Portugal.

O diário desportivo português A Bola fala numa “conquista do mundo” e num “conto de fadas” vivido no Jamor, destacando a repercussão internacional da vitória torreense. Segundo o jornal, a imprensa estrangeira comparou o feito à clássica história de “David contra Golias”.

Já a RTP classificou a final como um verdadeiro “Carnaval no Jamor”, referindo que o penálti convertido por Stopira aos 113 minutos garantiu um triunfo histórico diante do detentor do troféu.

A imprensa internacional também deu grande visibilidade ao feito. O canal beIN SPORTS destacou Stopira como “o herói da noite”, recordando que o defesa cabo-verdiano, além de capitão do Torreense, deverá representar Cabo Verde no Mundial de 2026.

Em Cabo Verde, vários órgãos de comunicação sublinham o simbolismo do momento para o futebol nacional, apontando Stopira como protagonista de uma conquista sem precedentes no futebol português.

Nas redes sociais e fóruns desportivos, adeptos portugueses e cabo-verdianos classificaram a vitória como “histórica” e “a verdadeira festa da Taça de Portugal”, enquanto outros destacaram a capacidade do Torreense em contrariar todo o favoritismo do Sporting.

Após a partida, Stopira afirmou que a equipa sempre acreditou ser possível alcançar o título. “Chegou a nossa hora”, declarou o internacional cabo-verdiano, visivelmente emocionado com o momento histórico vivido no Estádio do Jamor.

“Um homem, um voto”: Geraldo Almeida denuncia “incoerência” do sistema eleitoral cabo-verdiano após legislativas

O jurista e jurisconsulto cabo-verdiano Geraldo Almeida criticou duramente o atual sistema eleitoral de Cabo Verde, considerando que os resultados das legislativas de 17 de maio voltaram a expor “incoerências” e desigualdades na conversão de votos em mandatos parlamentares

Numa publicação na sua página da rede social Facebook, Geraldo Almeida analisou os dados eleitorais já conhecidos e questionou a proporcionalidade da representação parlamentar alcançada pelos partidos, defendendo que o modelo atual cria distorções entre o número de votos obtidos e os deputados eleitos.

Segundo os números apresentados pelo jurista, o PAICV conseguiu 46,8% dos votos, correspondentes a 90.175 votos, elegendo 36 deputados, enquanto o MpD obteve 43,7%, com 84.149 votos, elegendo 32 parlamentares. Já a UCID, com 5,1% dos votos, equivalente a 9.771 votos, elegeu apenas dois deputados.

A partir desses dados, Geraldo Almeida sustenta que o peso eleitoral de cada mandato varia significativamente entre os partidos. Nas suas contas, o PAICV elegeu um deputado por cada 2.507 votos, o MpD um deputado por cada 2.629 votos, enquanto a UCID precisou de cerca de 4.875 votos para garantir cada assento parlamentar.

Para o jurista, esta diferença demonstra uma “aberração” do sistema, uma vez que, caso a UCID elegesse deputados na mesma proporção do PAICV ou do MpD, teria quatro deputados no Parlamento e não apenas dois. Na mesma lógica, o PTS, que obteve 1,7% dos votos, poderia também conquistar representação parlamentar.

Geraldo Almeida argumenta ainda que, se os maiores partidos fossem sujeitos à mesma proporção de votos por deputado registada pela UCID, o PAICV teria apenas 18 deputados e o MpD ficaria reduzido a 17 parlamentares.

Como solução, o jurista defende uma profunda revisão do sistema eleitoral cabo-verdiano, propondo a criação de um círculo eleitoral nacional único, no qual cada partido apresentaria apenas uma lista nacional e os mandatos seriam distribuídos proporcionalmente ao total de votos obtidos no país.

“Isso eliminaria a desigualdade”, escreveu, evocando a célebre expressão de Nelson Mandela: “Um homem, um voto”.

Na mesma publicação, Geraldo Almeida revelou ainda que preparou, há mais de cinco anos, um projeto de revisão constitucional para a UCID com o objetivo de corrigir as distorções do sistema eleitoral. Segundo afirmou, a proposta “ainda está a dormir na gaveta”.

A derrota do MPD, a normalidade democrática e o futuro

As eleições legislativas recentes vieram confirmar aquilo que já se começava a desenhar nas eleições autárquicas de 2024: depois de cerca de dez anos de exercício do poder, o MPD perdeu as eleições num contexto de forte disputa política com o seu principal adversário, o PAICV.

Naturalmente, multiplicam-se hoje as análises, as críticas, as interpretações e até os julgamentos precipitados sobre as causas da derrota. Uns procuram culpados imediatos, outros dramatizam excessivamente os acontecimentos, enquanto alguns parecem querer transformar um resultado eleitoral numa espécie de tragédia nacional. Creio, porém, que devemos olhar para tudo isto com mais serenidade, maturidade e sentido institucional.

Numa democracia madura, a alternância política não é uma anomalia. É, antes, um sinal de funcionamento normal do próprio sistema democrático. Nenhum partido governa eternamente, e nenhum povo deve ser visto como propriedade política permanente de ninguém. O desgaste do poder é um fenómeno natural em qualquer democracia do mundo, sobretudo após longos períodos de governação e com os mesmos protagonistas partidários e governativos.

Por isso, não devemos cair nem na diabolização da derrota nem na tentação de transformar divergências políticas em guerras existenciais. A democracia vive precisamente da possibilidade de alternância, fiscalização e renovação.

Aliás, um dos princípios estruturantes consagrados na nossa Constituição é exatamente o princípio da renovação dos titulares dos órgãos de soberania. A mudança faz parte da essência do regime democrático. O contrário seria a cristalização do poder, incompatível com o espírito pluralista da nossa República.

Cabo Verde deve continuar a seguir em frente com normalidade institucional, estabilidade e respeito mútuo entre adversários políticos. O país é maior do que qualquer partido, qualquer liderança ou qualquer ciclo governativo.

Neste momento, cabe ao novo governo criar condições para governar com tranquilidade e responsabilidade, enquanto ao MPD compete fazer aquilo que os grandes partidos democráticos sabem fazer nos momentos difíceis: refletir, reorganizar-se e preparar o futuro com elevação.

E há sinais positivos nesse processo. O aparecimento de vários candidatos à liderança demonstra vitalidade interna, pluralismo e capacidade de renovação. Isso é saudável. Isso é democrático. Isso mostra que o MPD continua vivo como grande partido do sistema democrático cabo-verdiano.

 

Mas exatamente por isso, exige-se maturidade política. As disputas internas devem ser serenas, elegantes e civilizadas. O partido deve evitar clivagens desnecessárias, ressentimentos e divisões intestinais que, muitas vezes, acabam por causar mais danos do que a própria derrota eleitoral.

A história do MPD mostra que os momentos mais difíceis foram ultrapassados quando prevaleceram o diálogo, a tolerância interna e a consciência de que nenhum projeto político sobrevive sem unidade mínima e respeito entre os seus próprios militantes.

Agora é tempo de serenidade. Tempo de inteligência política. Tempo de reconstrução responsável.

As democracias fortes não se medem apenas pelas vitórias eleitorais. Medem-se, sobretudo, pela forma como sabem lidar com as derrotas, respeitar a alternância e preparar o regresso ao poder com maturidade, civismo e visão de futuro.

O MPD tem história, quadros, experiência e responsabilidade institucional suficientes para compreender isso.

E Cabo Verde também.

Dom Ildo desafia crismandos a serem “enviados” para anunciar Cristo

Bispo de Mindelo presidiu, este domingo, à solenidade do Pentecostes, na paróquia de São Francisco de Assis, no Tarrafal de São Nicolau

O bispo de Mindelo, Dom Ildo Fortes, afirmou este domingo, durante a missa de Pentecostes, que o Espírito Santo continua hoje a agir no mundo e a enviar os cristãos em missão, desafiando particularmente os crismandos a serem testemunhas vivas do Evangelho.

Na homilia da celebração, marcada pela administração do sacramento do Crisma a vários jovens e adultos, Dom Ildo explicou o significado da solenidade de Pentecostes como a festa da universalidade, da unidade e do envio missionário da Igreja.

O prelado sublinhou que a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, descrita nos Atos dos Apóstolos com imagens de vento, fogo e estrondo, “já fazia parte do plano de Deus” anunciado pelos profetas do Antigo Testamento, defendendo que Pentecostes não é um acontecimento isolado, mas o cumprimento da promessa de Cristo.

“O Evangelho de Jesus Cristo não conhece fronteiras”, afirmou, ao recordar que pessoas de diferentes povos e línguas compreenderam a mensagem dos apóstolos graças à ação do Espírito Santo.

Dirigindo-se aos crismandos, Dom Ildo Fortes disse que receber o Crisma significa aceitar uma missão na Igreja e no mundo. “Vocês recebem o Espírito Santo para serem enviados”, declarou, apelando aos jovens para que não tenham medo de anunciar Cristo junto dos colegas, amigos e familiares.

O bispo destacou ainda que os dons recebidos de Deus devem ser colocados ao serviço dos outros e não usados para vaidade pessoal, defendendo uma Igreja mais generosa, missionária e aberta à ação do Espírito Santo.

Durante a homilia, Dom Ildo insistiu também na importância da alegria cristã e da paz interior, afirmando que “quem tem Deus, nada lhe falta”, numa referência à confiança e esperança que, segundo disse, devem marcar a vida dos cristãos.

Santo Crucifixo conquista primeiro ponto ao travar Cutelinho no fecho da terceira jornada

O Santo Crucifixo somou este domingo o seu primeiro ponto no campeonato nacional de futebol, ao empatar sem golos frente ao Cutelinho, da ilha do Fogo, no encerramento da terceira jornada da competição

Num encontro equilibrado e com poucas oportunidades claras de golo, as duas equipas não conseguiram desfazer o nulo, acabando por repartir os pontos. O resultado permite ao Santo Crucifixo abandonar o zero na classificação, enquanto o Cutelinho passa a somar cinco pontos na tabela.

A jornada que iniciou ontem, sábado, ficou marcada pela vitória do Boavista sobre o Mindelense por 2-0, resultado que mantém a formação da cidade da Praia isolada na liderança, agora com nove pontos.

A Académica do Porto Novo goleou o Benfica da Brava por 4-0, enquanto Palmeira e África Show empataram 2-2. Já o Académico do Sal venceu o Scorpion por 1-0 e Onze Unidos e Atlético empataram a uma bola.

Com três jornadas disputadas, o Boavista lidera o campeonato com nove pontos, seguido do Palmeira com sete. Seguem-se o Mindelense, Académica do Porto Novo e Académico do Sal, todos com 6 pontos.

O África Show e Cutelinho têm 5 pontos. O Benfica soma 3, Onze Unidos, Atlético e Santo Crucifixo seguem, lado a lado, com 1 ponto cada e no fundo da tabela está o Scorpion, sem qualquer ponto.