“Um homem, um voto”: Geraldo Almeida denuncia “incoerência” do sistema eleitoral cabo-verdiano após legislativas

O jurista e jurisconsulto cabo-verdiano Geraldo Almeida criticou duramente o atual sistema eleitoral de Cabo Verde, considerando que os resultados das legislativas de 17 de maio voltaram a expor “incoerências” e desigualdades na conversão de votos em mandatos parlamentares

Numa publicação na sua página da rede social Facebook, Geraldo Almeida analisou os dados eleitorais já conhecidos e questionou a proporcionalidade da representação parlamentar alcançada pelos partidos, defendendo que o modelo atual cria distorções entre o número de votos obtidos e os deputados eleitos.

Segundo os números apresentados pelo jurista, o PAICV conseguiu 46,8% dos votos, correspondentes a 90.175 votos, elegendo 36 deputados, enquanto o MpD obteve 43,7%, com 84.149 votos, elegendo 32 parlamentares. Já a UCID, com 5,1% dos votos, equivalente a 9.771 votos, elegeu apenas dois deputados.

A partir desses dados, Geraldo Almeida sustenta que o peso eleitoral de cada mandato varia significativamente entre os partidos. Nas suas contas, o PAICV elegeu um deputado por cada 2.507 votos, o MpD um deputado por cada 2.629 votos, enquanto a UCID precisou de cerca de 4.875 votos para garantir cada assento parlamentar.

Para o jurista, esta diferença demonstra uma “aberração” do sistema, uma vez que, caso a UCID elegesse deputados na mesma proporção do PAICV ou do MpD, teria quatro deputados no Parlamento e não apenas dois. Na mesma lógica, o PTS, que obteve 1,7% dos votos, poderia também conquistar representação parlamentar.

Geraldo Almeida argumenta ainda que, se os maiores partidos fossem sujeitos à mesma proporção de votos por deputado registada pela UCID, o PAICV teria apenas 18 deputados e o MpD ficaria reduzido a 17 parlamentares.

Como solução, o jurista defende uma profunda revisão do sistema eleitoral cabo-verdiano, propondo a criação de um círculo eleitoral nacional único, no qual cada partido apresentaria apenas uma lista nacional e os mandatos seriam distribuídos proporcionalmente ao total de votos obtidos no país.

“Isso eliminaria a desigualdade”, escreveu, evocando a célebre expressão de Nelson Mandela: “Um homem, um voto”.

Na mesma publicação, Geraldo Almeida revelou ainda que preparou, há mais de cinco anos, um projeto de revisão constitucional para a UCID com o objetivo de corrigir as distorções do sistema eleitoral. Segundo afirmou, a proposta “ainda está a dormir na gaveta”.

A derrota do MPD, a normalidade democrática e o futuro

As eleições legislativas recentes vieram confirmar aquilo que já se começava a desenhar nas eleições autárquicas de 2024: depois de cerca de dez anos de exercício do poder, o MPD perdeu as eleições num contexto de forte disputa política com o seu principal adversário, o PAICV.

Naturalmente, multiplicam-se hoje as análises, as críticas, as interpretações e até os julgamentos precipitados sobre as causas da derrota. Uns procuram culpados imediatos, outros dramatizam excessivamente os acontecimentos, enquanto alguns parecem querer transformar um resultado eleitoral numa espécie de tragédia nacional. Creio, porém, que devemos olhar para tudo isto com mais serenidade, maturidade e sentido institucional.

Numa democracia madura, a alternância política não é uma anomalia. É, antes, um sinal de funcionamento normal do próprio sistema democrático. Nenhum partido governa eternamente, e nenhum povo deve ser visto como propriedade política permanente de ninguém. O desgaste do poder é um fenómeno natural em qualquer democracia do mundo, sobretudo após longos períodos de governação e com os mesmos protagonistas partidários e governativos.

Por isso, não devemos cair nem na diabolização da derrota nem na tentação de transformar divergências políticas em guerras existenciais. A democracia vive precisamente da possibilidade de alternância, fiscalização e renovação.

Aliás, um dos princípios estruturantes consagrados na nossa Constituição é exatamente o princípio da renovação dos titulares dos órgãos de soberania. A mudança faz parte da essência do regime democrático. O contrário seria a cristalização do poder, incompatível com o espírito pluralista da nossa República.

Cabo Verde deve continuar a seguir em frente com normalidade institucional, estabilidade e respeito mútuo entre adversários políticos. O país é maior do que qualquer partido, qualquer liderança ou qualquer ciclo governativo.

Neste momento, cabe ao novo governo criar condições para governar com tranquilidade e responsabilidade, enquanto ao MPD compete fazer aquilo que os grandes partidos democráticos sabem fazer nos momentos difíceis: refletir, reorganizar-se e preparar o futuro com elevação.

E há sinais positivos nesse processo. O aparecimento de vários candidatos à liderança demonstra vitalidade interna, pluralismo e capacidade de renovação. Isso é saudável. Isso é democrático. Isso mostra que o MPD continua vivo como grande partido do sistema democrático cabo-verdiano.

 

Mas exatamente por isso, exige-se maturidade política. As disputas internas devem ser serenas, elegantes e civilizadas. O partido deve evitar clivagens desnecessárias, ressentimentos e divisões intestinais que, muitas vezes, acabam por causar mais danos do que a própria derrota eleitoral.

A história do MPD mostra que os momentos mais difíceis foram ultrapassados quando prevaleceram o diálogo, a tolerância interna e a consciência de que nenhum projeto político sobrevive sem unidade mínima e respeito entre os seus próprios militantes.

Agora é tempo de serenidade. Tempo de inteligência política. Tempo de reconstrução responsável.

As democracias fortes não se medem apenas pelas vitórias eleitorais. Medem-se, sobretudo, pela forma como sabem lidar com as derrotas, respeitar a alternância e preparar o regresso ao poder com maturidade, civismo e visão de futuro.

O MPD tem história, quadros, experiência e responsabilidade institucional suficientes para compreender isso.

E Cabo Verde também.

Dom Ildo desafia crismandos a serem “enviados” para anunciar Cristo

Bispo de Mindelo presidiu, este domingo, à solenidade do Pentecostes, na paróquia de São Francisco de Assis, no Tarrafal de São Nicolau

O bispo de Mindelo, Dom Ildo Fortes, afirmou este domingo, durante a missa de Pentecostes, que o Espírito Santo continua hoje a agir no mundo e a enviar os cristãos em missão, desafiando particularmente os crismandos a serem testemunhas vivas do Evangelho.

Na homilia da celebração, marcada pela administração do sacramento do Crisma a vários jovens e adultos, Dom Ildo explicou o significado da solenidade de Pentecostes como a festa da universalidade, da unidade e do envio missionário da Igreja.

O prelado sublinhou que a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, descrita nos Atos dos Apóstolos com imagens de vento, fogo e estrondo, “já fazia parte do plano de Deus” anunciado pelos profetas do Antigo Testamento, defendendo que Pentecostes não é um acontecimento isolado, mas o cumprimento da promessa de Cristo.

“O Evangelho de Jesus Cristo não conhece fronteiras”, afirmou, ao recordar que pessoas de diferentes povos e línguas compreenderam a mensagem dos apóstolos graças à ação do Espírito Santo.

Dirigindo-se aos crismandos, Dom Ildo Fortes disse que receber o Crisma significa aceitar uma missão na Igreja e no mundo. “Vocês recebem o Espírito Santo para serem enviados”, declarou, apelando aos jovens para que não tenham medo de anunciar Cristo junto dos colegas, amigos e familiares.

O bispo destacou ainda que os dons recebidos de Deus devem ser colocados ao serviço dos outros e não usados para vaidade pessoal, defendendo uma Igreja mais generosa, missionária e aberta à ação do Espírito Santo.

Durante a homilia, Dom Ildo insistiu também na importância da alegria cristã e da paz interior, afirmando que “quem tem Deus, nada lhe falta”, numa referência à confiança e esperança que, segundo disse, devem marcar a vida dos cristãos.

Santo Crucifixo conquista primeiro ponto ao travar Cutelinho no fecho da terceira jornada

O Santo Crucifixo somou este domingo o seu primeiro ponto no campeonato nacional de futebol, ao empatar sem golos frente ao Cutelinho, da ilha do Fogo, no encerramento da terceira jornada da competição

Num encontro equilibrado e com poucas oportunidades claras de golo, as duas equipas não conseguiram desfazer o nulo, acabando por repartir os pontos. O resultado permite ao Santo Crucifixo abandonar o zero na classificação, enquanto o Cutelinho passa a somar cinco pontos na tabela.

A jornada que iniciou ontem, sábado, ficou marcada pela vitória do Boavista sobre o Mindelense por 2-0, resultado que mantém a formação da cidade da Praia isolada na liderança, agora com nove pontos.

A Académica do Porto Novo goleou o Benfica da Brava por 4-0, enquanto Palmeira e África Show empataram 2-2. Já o Académico do Sal venceu o Scorpion por 1-0 e Onze Unidos e Atlético empataram a uma bola.

Com três jornadas disputadas, o Boavista lidera o campeonato com nove pontos, seguido do Palmeira com sete. Seguem-se o Mindelense, Académica do Porto Novo e Académico do Sal, todos com 6 pontos.

O África Show e Cutelinho têm 5 pontos. O Benfica soma 3, Onze Unidos, Atlético e Santo Crucifixo seguem, lado a lado, com 1 ponto cada e no fundo da tabela está o Scorpion, sem qualquer ponto.

Última hora. Stopira marca e conduz Torreense à conquista da Taça de Portugal

Tubarão Azul que é capitão da equipa de Torres Vedras marcou na conversão de uma grande penalidade

O internacional cabo-verdiano Stopira foi decisivo na conquista da Taça de Portugal pelo Torreense, da II Liga, ao marcar um dos golos da vitória por 2-1 frente ao Sporting, na final da edição 2025/2026, disputada esta tarde.

Capitão da formação de Torres Vedras, o defesa dos Tubarões Azuis converteu com sucesso uma grande penalidade, selando o triunfo da sua equipa, que já vencia desde os primeiros quatro minutos da partida.

O Torreense segurou a vantagem diante do Sporting e confirmou uma conquista histórica, com Stopira a assumir papel de destaque numa final marcada pela eficácia e liderança do jogador cabo-verdiano.

O Estádio Nacional do Jamor viveu, este domingo, uma tarde histórica com a surpreendente conquista do Torreense diante do Sporting, numa final que consagrou, pela primeira vez, uma equipa da II Liga como vencedora da Taça de Portugal.

Com Stopira em destaque, a partida só ficou decidida no prolongamento, altura em que o internacional cabo-verdiano converteu com frieza e categoria a grande penalidade que garantiu o triunfo da formação de Torres Vedras.

O golo do capitão torreense não apenas selou uma conquista inédita, como também assegurou ao clube a entrada direta na fase de liga da Liga Europa. A vitória do Torreense obriga ainda o Benfica a disputar as pré-eliminatórias das competições europeias e deixa o Famalicão fora das provas da UEFA na próxima temporada.

Depois da conquista histórica da Taça de Portugal, o Torreense terá agora pela frente outro desafio de grande dimensão: a Supertaça de Portugal diante do FC Porto, numa final inédita do futebol português. O Sporting, detentor do troféu, caiu este domingo perante a grande surpresa da temporada.

Viramos de página, mas o grande livro que é Cabo Verde é o mesmo!

Dentro de pouco tempo vamos ter o novo Governo da República, consumando-se, assim, a terceira alternância democrática e pacífica de governo. Não somos a maior democracia, mas com muito orgulho digo que somos uma das melhores democracias do mundo!

Quem sou eu para discordar de Winston Churchill (1874-1965) quando afirmou que “dos piores regimes a democracia é o melhor”. Porém, digo que a democracia liberal, representativa e parlamentar é o melhor sistema político que o ser humano criou até hoje!

Nós somos testemunhas vivas e sujeitos dessa construção, porque os níveis que alcançamos só foram realidade com a democracia e em democracia, que tantos ainda teimam em não reconhecer e desdenhar.

No voo que me trouxe a Dakar ontem falei, por acaso, com uma passageira que referindo-se ao ambiente pós-eleitoral em Cabo Verde no final da conversa disse-me: “Na segunda-feira de manhã, no Aeroporto de São Nicolau ninguém falava da política e das eleições do domingo. Abanando a cabeça disse: só no vosso País! Ingenuamente, perguntei-lhe: estava de férias em São Nicolau e respondeu-me: estava em missão de observação com a minha colega!!

Como não ficar orgulhoso do que estamos a fazer no nosso querido Cabo Verde?
Como disse a um amigo meu: as eleições de domingo são já um passado e entramos num novo ciclo de governação com um novo quadro político, ou seja, um novo quadro de distribuição do poder dominado pelo PAICV.

PAICV passou a exercer um poder político hegemónico: um governo, uma maioria parlamentar, controlo do Poder Local e presidência da ANMCV, poder de indicar o novo Procurador-Geral da República e de nomear novos gestores das instituições da Administração direta e direta do Estado. Controlo total.

Portanto, com todas as condições políticas, institucionais e beneficiário da sustentabilidade orçamental alcançada (4 anos consecutivos de superavit), o novo Governo terá uma governação sem sobressaltos, pelo que espero e desejo que o MpD faça uma oposição responsável e construtiva, mas com uma vigilância democrática sistemática e às vezes incisiva, nos termos das Constituição e das demais leis da República.

Não há dúvidas de que Cabo Verde precisa, nos próximos cinco anos, como do pão para a boca do equilíbrio de poderes, porque seria contraproducente que o prato da balança pendesse só para um lado. Utilizando o slogan que levou o atual Presidente da República ao poder, não podemos “colocar todos os ovos no mesmo cesto”. A nossa experiência de coabitação tem sido boa para a nossa democracia.

Não tenho dúvidas de que o papel do próximo Presidente da República será decisivo para descomprimir o sistema, baixar substancialmente o nível de crispação política, abdicando-se de entrar no jogo político, ser imparcial e não justiceiro e imune à tentação de correr em paralelo com o Governo, promovendo e organizando agendas em matérias que são por imposição da Constituição competências do Governo. É fundamental, que o próximo PR tenha uma clara noção dos limites das suas competências e aplicar o princípio constitucional de que o Governo presta contas ao Parlamento.

Concluindo, o que se exige do próximo PR é o rigoroso cumprimento das suas atribuições constitucionais, ser “o garante da unidade da Nação e do Estado, da integridade do território, da independência nacional, vigia e garante o cumprimento da Constituição e dos tratados internacionais”. Completaria dizendo: deve também garantir o regular e normal funcionamento das instituições da República.

Em novembro seremos convidados, uma vez mais, a dar prova da nossa maturidade democrática e espero que a UCID, o PTS e PP que tanto lutaram pelo equilíbrio da representação parlamentar, possam também defender o equilíbrio de todo o sistema , apoiando um candidato presidencial fora da área política do PAICV!

No Pentecostes, Santo Padre apela ao fim das guerras e à força do amor

Com a solenidade do Pentecostes, termina o tempo pascal

Na celebração do Pentecostes, o Papa Leão XIV lançou este domingo um forte apelo à paz mundial, defendendo que “a Omnipotência do amor” deve prevalecer sobre os conflitos armados e a violência que afetam vários pontos do planeta.

Durante a missa a que presidiu na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Sumo Pontífice evocou o Espírito Santo para pedir o fim da guerra, afirmando que “o Espírito do Ressuscitado” pode salvar a humanidade do mal e da destruição.

“Rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma superpotência, mas pela Omnipotência do amor”, declarou o Papa.

Leão XIV apelou ainda à superação da miséria e do pecado, defendendo que a humanidade precisa de reencontrar o caminho da solidariedade, da redenção e da esperança.

Na sua reflexão, o líder Católico sublinhou também o papel dos cristãos como “luz e sal da terra”, afirmando que a transformação do mundo acontece através da palavra de Deus, “que santifica o pecador, cura o leproso e faz daquele que O renegou um apóstolo”.

Uma semana após legislativas, CNE ainda sem confirmação final da distribuição de mandatos

Uma semana depois das eleições legislativas em Cabo Verde, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ainda não confirmou oficialmente a distribuição total dos mandatos parlamentares

De acordo com as informações disponíveis no portal eleicoes.cv, permanecem por atribuir dois mandatos.

Os resultados já divulgados permitem conhecer a tendência da nova composição da Assembleia Nacional, mas o processo de apuramento e validação final continua incompleto, mantendo em aberto a atribuição dos dois últimos lugares no Parlamento. Entretanto, o PAICV reivindica os dois lugares em causa.

Até ao momento, a CNE não avançou com uma data para a conclusão definitiva da distribuição dos mandatos, enquanto partidos e eleitores continuam a acompanhar a atualização dos dados eleitorais através da plataforma oficial.

Os dados provisórios confirmam o PAICV como o partido vencedor, após 10 anos de governação do MpD.

Os mesmos dados indicam o PAICV com 36 deputados, o MpD com 32 e a UCID com 2, estando 2 por eleger. O Parlamento cabo-verdiano tem 72 assentos. As eleições do passado domingo tiveram abstenção superior a 50%.

Homem armado abre fogo junto à Casa Branca e é abatido pelas autoridades

O suspeito era considerado emocionalmente perturbado e já tinha sido alvo de uma ordem para se manter afastado da área

Um homem armado foi abatido no sábado pelos serviços secretos norte-americanos após abrir fogo contra agentes de segurança nas imediações da Casa Branca, residência oficial do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o suspeito aproximou-se de um posto de controlo, retirou uma arma de um saco e começou a disparar contra os agentes. Um transeunte que passava no local ficou ferido e foi transportado para o hospital.

O incidente levou ao confinamento temporário da Casa Branca por razões de segurança, enquanto vários jornalistas presentes no interior da residência presidencial relataram ter ouvido os disparos.

As autoridades norte-americanas indicaram que o suspeito era considerado emocionalmente perturbado e já tinha sido alvo de uma ordem para se manter afastado da área. O caso está sob investigação.

Roberta Miranda estreia-se em Cabo Verde com concertos no Mindelo e na Praia

Espetáculos coincidem com anuncio de shows da também brasileira Alcione

A consagrada cantora brasileira Roberta Miranda vai atuar pela primeira vez em Cabo Verde, com espetáculos marcados para os dias 17 de julho, no Mindelo, e 18 de julho, na cidade da Praia, numa estreia muito aguardada pelos fãs da música romântica e sertaneja no arquipélago.

O anúncio foi feito pela própria artista através das redes sociais, onde manifestou entusiasmo pela primeira visita ao nosso país. “Olá meus amores de Cabo Verde, estarei com vocês em Mindelo, dia 17 de julho, e dia 18 em Praia. Aguardo todos. Vamos fazer um show lindíssimo. Eu sempre quis estar com vocês e é a primeira vez que estarei aí em Cabo Verde”, declarou a cantora num vídeo publicado no Instagram.

Reconhecida como uma das vozes mais marcantes da música sertaneja brasileira, Roberta Miranda promete dois espetáculos repletos de sucessos que atravessaram gerações, num encontro que tem criado grande expectativa junto do público cabo-verdiano.

A comunicação da artista surge numa altura em que também foram anunciados os espetáculos da cantora brasileira Alcione em Cabo Verde, igualmente previstos para os dias 17 e 18 de julho. Apesar da coincidência de datas, até ao momento não foi estabelecida qualquer relação oficial entre os dois eventos.

Com uma carreira consolidada e dezenas de êxitos no repertório, Roberta Miranda chega ao arquipélago para um momento considerado histórico pelos admiradores da artista, que há muito aguardavam a sua presença nos palcos cabo-verdianos.