Câmara Municipal de São Vicente reabre vias e resolve problemas de esgoto

Presidente da Câmara Municipal assegurou que tem estado diariamente no terreno, desde as fortes chuvas do dia 11 de agosto, para organizar e acompanhar os trabalhos de resposta aos estragos causados pelo mau tempo

Segundo Augusto Neves, através de uma publicação na sua página do Facebook, várias vias públicas já foram reabertas, entre elas a Rua de Coco, a Avenida 12 de Setembro, a Rua de Castilho, as rotundas da Ribeira Bote e da Ribeirinha, a Praça Estrela, Salamansa, Chã de Alecrim incluindo a Rotunda da Electra, a Fonte Mestre e a Metade Canalona , Bela Vista, Vila Nova, Ribeira de Julião, Ribeira de Craquinha, Passarão, Horta Seca, Espia, Cruz João Évora, a Avenida Marginal, a Rua de Lisboa, Alto Mira Mar, Alto São Nicolau, Fonte Francês, Maderalzinho, Campim, Dji D’Sal, além de outros pontos afetados.

Em relação aos esgotos, o Edil informou que já foram reparadas as estações de bombagem em Laginha, na Avenida da Escola Técnica, na Rua de Coco, na Rua Angola, na Praça Nova, na Avenida 05 de Julho, junto à Escola de Monte Sossego, próximo da Esquadra da Polícia Nacional, bem como em Chã de Marinha.

“Sei que ainda há muitos desafios pela frente, mas quero garantir à nossa população que não estamos parados”, sublinhou. O Autarca destacou ainda que a Câmara Municipal de São Vicente continua a trabalhar em articulação com o Governo e os parceiros institucionais para garantir medidas emergenciais e acelerar a recuperação das zonas mais críticas.

“Com a união da população, empresas e instituições, vamos alcançar o nosso objetivo maior: resgatar a nossa Ilha a Ilha de Monte Cara, a Ilha de São Vicente”, reforçou.

Na mesma publicação, Augusto Neves garantiu que permanecerá no terreno, lado a lado com as equipas municipais, “para que juntos possamos superar este momento com determinação, responsabilidade e ação efetiva”.

Distribuição de eletricidade retomada nas ilhas do Maio e Fogo

Resolução das avarias permitiu restabelecer a distribuição de eletricidade em todas as localidades

A EPEC informou que já foram resolvidas as avarias registadas nos grupos geradores das ilhas do Maio e do Fogo, permitindo a normalização da distribuição de eletricidade em todas as localidades.

Em comunicado, a empresa destacou o empenho e dedicação das suas equipas técnicas no terreno, que possibilitaram a rápida reposição do serviço.

A EPEC agradeceu ainda a compreensão demonstrada pelos clientes e pelo público em geral das duas ilhas durante o período de perturbações.

Quando a lama da tragédia é usada como lama política

As chuvas de 11 de Agosto deixaram marcas profundas em São Vicente. Estragos materiais, vidas alteradas, perdidas e, uma cidade devastada pela intempérie, que precisa mais do que nunca de se reerguer na união e solidariedade de todos.

No entanto, em vez de se erguerem pontes, há quem prefira lançar lama sobre as instituições e semear desconfiança no seio da população.

O movimento Sokols, que se diz cívico, insiste em envenenar o espaço público com suspeições graves sobre a idoneidade do governo e das autoridades locais na gestão das ajudas as zonas afectadas.

Falou-se em desvios de bens vindos da Ilha do Sal – acusações infundadas e desmentidas pela própria organização que enviou os donativos e não consegue falar de qualquer medida que este governo já tomou para acudir as populações e, que com a solidariedade nacional e internacional vai trazer de volta São Vicente ao lugar que merece.

É legítimo questionar: o que está por detrás desta insana investida ? O que move este ódio contra o governo central, contra o governante Fernando Elisio Freire em particular, e contra a liderança municipal de Augusto Neves? Será mero exercício de opinião, como a constituição consagra a todos, ou antes, uma campanha orquestrada , deliberada de intoxicação, marcada por interesses obscuros e até pessoais – de figuras fugitivas da justiça e de “amantes da rosa” que carregam processos pendentes nos tribunais?

São Vicente tem hoje escombros e lama reais para remover. Mas, mais perigoso do que a lama das ribeiras é a lama moral que se tenta espalhar: a calúnia, a difamação, a manipulação da opinião pública pelos “belicistas de serviço”, em troca de audiência.

Esta prática, além ser imoral, fere a ética e a decência cívica, tem custos morais e, quando ultrapassa os limites, custos criminais também.

Não se trata de calar vozes – o direito à opinião é sagrado num país democrático.

Trata-se de exigir que esse direito seja exercido com verdade, com responsabilidade e com o respeito devido as instituições e as pessoas.

O Facebook e outras plataformas são ferramentas poderosas de cidadania, mas quando usadas para difamar, espalhar ódio e manipular consciências tornam-se armas perigosas contra a própria democracia.

São Vicente precisa hoje de solidariedade, de braços unidos na reconstrução, de polidez e honorabilidade no discurso público.

A pergunta que não se cala é esta: por que este ódio, por que esta desinformação num momento em que todos somos chamados a responsabilidade? A resposta talvez esteja naqueles que preferem viver da lama política em vez de contribuir para limpar a lama e os escombros da ilha.

Em tempo de escolher : ou ajudamos São Vicente a levantar-se, ou continuamos a cavar as trincheiras na lama das maledicências “Sokolianas” e dos cancerígenos dizeres de algum torpe “amante da Rosa”.

Onda tropical continuará a condicionar estado de tempo em Cabo Verde

0

Informação é da Meteorologia

Na sequência da informação avançada ontem, a onda tropical continuará condicionando o estado de tempo em Cabo Verde nas próximas 24 horas, com possibilidade de ocorrência de chuviscos e ou chuva fraca em Sotavento e chuvisco nas zonas altas de Barlavento.

No dia 21, prevê-se a ocorrência de chuviscos e ou chuva fraca em Sotavento.

A partir do segundo período do dia 22, o País estará sob a influência de uma nova onda tropical que poderá abranger todas Ilhas ao longo dia 23, com ocorrência de chuva fraca a moderada por vezes acompanhada de trovoadas.

Última hora/Afrobasket. Cabo Verde vence Tunísia com autoridade e garante lugar nos quartos de final

A Seleção Nacional de Basquetebol conquistou esta tarde uma vitória impressionante sobre a Tunísia, vencendo por 87-54 em jogo dos oitavos de final do Afrobasket

Com uma exibição dominante do início ao fim, os rapazes orientados por Mané Trovoada mostraram superioridade clara em todos os setores do jogo, controlando o ritmo e deixando poucas oportunidades ao adversário.

Com este resultado, Cabo Verde avança para os quartos de final da competição continental, reforçando a sua posição como uma das Seleções em destaque neste Afrobasket.

A Tunísia é a atual campeã do Afrobasket e caiu aos pés de Cabo Verde, esta tarde, e o nosso País continua na prova, recebendo agora a equipa de Angola na próxima fase da competição.

CCM e CNAD fechados para avaliação de danos após inundações

No CCM, a água invadiu salas e arrecadações, afetando parte do edifício e do espólio, incluindo livros pertencentes ao Instituto da Biblioteca Nacional. No CNAD, as inundações atingiram o armazém subterrâneo e algumas salas, levando à suspensão imediata das atividades

As chuvas intensas que caíram em São Vicente no dia 11 de agosto provocaram inundações no Centro Cultural do Mindelo (CCM) e no Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), obrigando ao encerramento temporário dessas instituições. Já o Museu do Mar sofreu apenas pequenos danos considerados pouco significativos.

No CCM, a água invadiu salas e arrecadações, afetando parte do edifício e do espólio, incluindo livros pertencentes ao Instituto da Biblioteca Nacional. No CNAD, as inundações atingiram o armazém subterrâneo e algumas salas, levando à suspensão imediata das atividades.

Engenheiros e arquitetos das Infraestruturas de Cabo Verde, acompanhados pelo Diretor-Geral de Planeamento, Orçamento e Gestão, Ivanildo Fernandes, já realizaram uma visita técnica para avaliar os danos.

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas informou que o CCM já estava integrado num plano de reabilitação, cujo concurso será lançado após a conclusão dos relatórios técnicos e atualização do orçamento.

A tutela garante que todos os esforços estão a ser feitos para que os equipamentos culturais retomem as suas atividades “no tempo necessário e com a qualidade de serviço sempre entregue”.

Ministério da Educação publica listas definitivas de transição e enquadramento do pessoal docente

As listas agora homologadas e publicadas produzem efeitos imediatos, sem necessidade de visto do Tribunal de Contas ou outras formalidades adicionais, incluindo ato de posse, conforme previsto na legislação em vigor

O Ministério da Educação anunciou a publicação, no Boletim Oficial, do Despacho n.º 14/GME/2025, que autoriza a divulgação da Lista de Transição Definitiva para o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) do pessoal docente e da Lista de Enquadramento dos professores sem habilitação superior conferente do grau de licenciatura.

De acordo com o despacho ministerial, a lista de transição contempla os professores com grau mínimo de licenciatura, elaborada nos termos da Lei n.º 46/X/2025, de 6 de março, que aprova o PCFR e estabelece o Estatuto do Pessoal Docente. O prazo para reclamações foi cumprido antes da homologação.

Já a lista de enquadramento refere-se ao pessoal docente que não possui licenciatura, mas que continuará a exercer funções nos respetivos cargos, também de acordo com a mesma lei e respeitando o período de reclamações previsto.

O Ministério esclarece que as listas agora homologadas e publicadas produzem efeitos imediatos, sem necessidade de visto do Tribunal de Contas ou outras formalidades adicionais, incluindo ato de posse, conforme previsto na legislação em vigor.

Em comunicado, a tutela garante que continuará a cumprir “escrupulosamente todos os compromissos assumidos” no âmbito da implementação do novo plano de carreiras docentes.

As listas podem ser consultadas no Boletim Oficial, disponível através do link: https://boe.incv.cv/Bulletins/View/86951?

São Vicente volta a ter produção de água

Electra anunciou que, desde segunda-feira, retomou a produção de água na Ilha, com uma capacidade de 325 toneladas por hora 

A Electra anunciou hoje que retomou, desde segunda-feira, a produção de água em São Vicente, com uma capacidade de 325 toneladas por hora, após a reparação de duas das quatro motobombas na estação de captação de João Ribeiro, em Chã de Alecrim.

Segundo a empresa, os trabalhos de recuperação das infraestruturas afetadas pelas fortes chuvas registam progressos, contando já com dois bastidores da Central Dessalinizadora da Matiota em funcionamento.

A previsão é que, ainda esta semana, mais uma motobomba seja reparada, permitindo reforçar a produção.

A distribuição de água deverá iniciar-se de forma faseada a partir de quinta-feira. Entretanto, as sentinas públicas já estão a ser abastecidas para garantir o acesso da população.

A Electra pediu compreensão e assegurou estar a trabalhar para o restabelecimento pleno do serviço “com segurança e eficiência”.

EDEC alerta para falhas temporárias no fornecimento de energia devido às chuvas

PCA da empresa apelou à compreensão e ao apoio da população, sublinhando que as equipas técnicas estão a trabalhar “com toda a prontidão e cuidado, para que o serviço de eletricidade seja o mais seguro possível”

A EDEC alertou para possíveis perturbações e falhas temporárias no fornecimento de energia elétrica em todo o território nacional, devido às previsões de chuvas acompanhadas de ventos, trovoadas e relâmpagos.

Segundo a empresa, as redes elétricas ficam mais expostas e vulneráveis nesta época, o que pode provocar disparos e cortes de energia. “Na noite de domingo, com as chuvas na Ilha de Santiago, registaram-se alguns disparos que resultaram em cortes em algumas zonas da Praia. Com a continuidade das chuvas, é possível que venhamos a ter mais situações semelhantes em todas as Ilhas”, informou a EDEC.

O Presidente do Conselho de Administração da empresa apelou à compreensão e ao apoio da população, sublinhando que as equipas técnicas estão a trabalhar “com toda a prontidão e cuidado, para que o serviço de eletricidade seja o mais seguro possível”.

“Críticas sim, e construtivas, mas é importante também termos o apoio, a compreensão e o carinho dos Cabo-verdianos. Os nossos colaboradores dão o seu máximo todos os dias em condições de trabalho complexas”, destacou Luís Teixeira, reforçando o compromisso da EDEC em garantir a reposição rápida e segura do serviço sempre que ocorram falhas.

Nove anos de governação do MpD: resiliência, compromisso e resultados

Ao longo dos últimos nove anos, praticamente dois mandatos, Cabo Verde tem vivido um dos períodos mais desafiadores da sua história recente. Desde as severas secas que atingiram duramente a agricultura e o mundo rural, passando pela pandemia da COVID-19, até aos impactos da guerra na Ucrânia, que provocou uma escalada nos preços internacionais dos combustíveis e dos alimentos, o país enfrentou uma autêntica tripla crise. Ainda assim, o governo suportado pelo Movimento para a Democracia (MpD), conseguiu demonstrar resiliência, capacidade de resposta e compromisso com o povo cabo-verdiano.

A crise sanitária global exigiu respostas rápidas e eficazes. Cabo Verde destacou-se pela forma organizada como lidou com a pandemia, implementando medidas de prevenção, reforçando o sistema de saúde e lançando programas de apoio social e económico para famílias e empresas. Apesar das limitações financeiras, o país conseguiu mitigar os efeitos da crise e preservar a estabilidade social.

Nos últimos anos, o setor agrícola enfrentou uma das piores secas da história do país, com fortes consequências na vida das famílias rurais. O governo implementou programas de mitigação, nomeadamente através de investimentos em abastecimento de água, dessalinização e apoios diretos aos agricultores e criadores de gado, mostrando sensibilidade social e estratégia de adaptação às mudanças climáticas.

A guerra trouxe consigo uma crise energética e alimentar mundial, afetando um país totalmente dependente das importações. Apesar disso, o governo adotou políticas de contenção, apostou em subsídios temporários e programas de apoio às populações mais vulneráveis, garantindo que Cabo Verde conseguisse resistir ao choque externo sem perder a sua estabilidade macroeconómica.

Com tudo isso, tivemos Ganhos e resultados excelentes, mostrando a nossa força e resiliência. Apesar dos desafios, o MpD deixa a sua marca em várias áreas:

– Economia: Cabo Verde conseguiu manter a confiança dos parceiros internacionais, atrair financiamentos e investimentos estratégicos.

– Turismo: Após a pandemia, o setor recuperou rapidamente, voltando a ser um dos motores da economia.

– Educação e Juventude: foram lançadas iniciativas de formação e programas para apoiar os jovens no empreendedorismo e na empregabilidade.

– Digitalização e inovação: houve aposta em modernizar os serviços públicos, ampliar o acesso digital e criar bases para uma economia mais conectada.

– Infraestruturas: investimentos em estradas, portos e energias renováveis, preparando o país para o futuro.

Um dos maiores legados destes nove anos de governação do MpD é a consolidação de políticas sociais que beneficiaram diretamente milhares de cabo-verdianos.

Além das políticas sociais, o governo do MpD assumiu medidas estruturantes que marcaram a governação:

– Reforma fiscal e digitalização da administração pública, simplificando processos e melhorando o ambiente de negócios.

– Investimento em energias renováveis, colocando Cabo Verde na vanguarda africana na transição energética.

– Criação do regime especial de micro e pequenas empresas, fortalecendo o tecido empresarial nacional.

– Aposta no setor aéreo e marítimo, com reformas profundas para aumentar a conectividade interna e externa.

– Reforma do sistema educativo, com introdução de novas tecnologias e capacitação docente.

– Planos estratégicos para igualdade de género e empoderamento feminino, promovendo justiça social.

– Acordos internacionais de mobilidade, como o da CPLP, que abriram mais oportunidades para jovens cabo-verdianos.

– Implementação da Estratégia Nacional de Redução da Pobreza e do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável, alinhados com a Agenda 2030 da ONU.

Nestes nove anos, Cabo Verde também se destacou pela aposta na boa governação, combatendo práticas de corrupção, reforçando a transparência e aproximando os cidadãos da administração pública através da digitalização e descentralização.

No plano internacional, o país consolidou o seu prestígio e confiança junto de parceiros estratégicos, fortalecendo laços com a União Europeia, Estados Unidos, CPLP e organizações multilaterais. Esta credibilidade traduziu-se em mais investimentos, mais cooperação e mais segurança para o futuro.

Nove anos depois, o MpD mostra que governar em tempos normais já é um enorme desafio para um pequeno Estado insular; fazê-lo em tempos de múltiplas crises exigiu ainda mais dedicação, competência e compromisso. O governo resistiu, adaptou-se e soube colocar Cabo Verde acima das dificuldades, preservando a democracia, a paz social e a confiança internacional no arquipélago.

Mais do que nunca, a experiência destes anos demonstra que a resiliência é uma marca do povo cabo-verdiano e que, mesmo perante tempestades, Cabo Verde mantém a capacidade de seguir em frente.

Com dedicação, transparência e visão estratégica, o governo do MpD reafirma o seu compromisso com a construção de um país mais justo, inclusivo e desenvolvido, colocando sempre o povo no centro das políticas públicas.