Cabo-verdiano extraditado de Portugal

Pessoa em causa tem 42 anos, e está indiciado da prática de um crime de homicídio simples

Um cidadão Cabo-verdiano, de 42 anos de idade, acaba de ser extraditado de Portugal, sob acusação da prática de um crime de homicídio simples. A informação é confirmada pela Procuradoria Geral da República, em nota oficial.

A PGR confirma que a pessoa em causa foi detido em Portugal pelas autoridades daquele País, no âmbito do cumprimento de uma “Notícia Vermelha emitida a pedido das autoridades judiciárias Cabo-verdianas, junto da Interpol”.

Ouvido pela Justiça Cabo-verdiana, o cidadão ficou interdito de sai de Cabo Verde e deve apresentar-se de forma periódica na PJ.

Governo está a honrar os seus compromissos e a fazer o País crescer

Afirmação é do Deputado do MpD, Celso Ribeiro, que sublinha a ambição do Governo em continuar a fazer o País crescer e a trabalhar para superar os desafios que ainda persistem

O Deputado do MpD, Celso Ribeiro, afirmou esta segunda-feira, 28, que o Governo tem a ambição de continuar a fazer Cabo Verde crescer e de enfrentar os desafios ainda existentes em vários sectores.

Em conferência de imprensa, no balanço das jornadas parlamentares do Partido, que antecedem o debate sobre o Estado da Nação, marcado para 31 de julho, Celso Ribeiro destacou medidas como o aumento do salário mínimo, a isenção de propinas, a redução do IVA na eletricidade e água e a construção de habitações, sublinhando que o País está a crescer a uma taxa de 7%, “um grande ganho face aos anos anteriores”.

O Parlamentar reconheceu os constrangimentos provocados pela seca e pela pandemia da covid-19, mas reafirmou que o Governo está a cumprir “rigorosamente” os seus compromissos e pediu confiança dos Cabo-verdianos para a continuação do desenvolvimento.

Ribeiro criticou ainda a oposição, acusando o PAICV de manter um discurso de “bota abaixo” e de não reconhecer os avanços registados no País.

“Foi inaugurado recentemente o Terminal de Cruzeiros, no dia seguinte procuraram motivos para dizer que é um mau investimento. Qualquer grande obra inaugurada neste País, não serve para o País. Devemos ser exigentes, mas não pessimistas”, comentou.

O Deputado aproveitou a oportunidade para apelar mais uma vez aos colegas da oposição para refletirem um pouco que os grandes assuntos do País deviam ser discutidos com o principal interesse para o País e não dos partidos políticos.

Cabo Verde terá um hospital moderno, tecnológico e de padrão internacional

Garantia é do Primeiro-Ministro durante a apresentação oficial do Projeto do Hospital Nacional de Cabo Verde. Início das obras está previsto para meados de 2026

Ulisses Correia e Silva, anunciou hoje o arranque do processo que irá culminar com a construção e entrada em funcionamento do novo Hospital Nacional de Cabo Verde, um projeto considerado estratégico para o Sistema Nacional de Saúde e para o País.

Orçado numa primeira fase em cerca de 180 milhões de Dólares, o estabelecimento hospitalar vai ocupar uma área de 20 mil metros quadrados. O início das obras está previsto para meados de 2026.

Segundo o Chefe do Governo, trata-se do primeiro hospital construído de raiz após a independência, concebido como uma infraestrutura moderna, equipada com tecnologia avançada e recursos humanos qualificados, capaz de reduzir significativamente as evacuações médicas ao exterior.

“Estamos a cumprir o programa do Governo e a responder a uma necessidade do País: dotar Cabo Verde de um hospital de referência, com tecnologia avançada, recursos humanos qualificados e especializados, integrados no Sistema Nacional de Saúde. Será também um espaço de inovação, qualificação e acesso a tecnologias ao serviço da medicina mais avançada, incluindo a inteligência artificial”, sublinhou.

O futuro hospital terá capacidade para atender Cabo-verdianos, residentes estrangeiros, turistas de saúde e cidadãos de países da África Lusófona e Ocidental, posicionando-se como uma referência internacional.

Ulisses Correia e Silva destacou ainda que todo o processo foi preparado de forma técnica e consistente, incluindo modelo de financiamento, gestão, localização e formação de recursos humanos. “Vai ter uma gestão que garanta bom desempenho a todos os níveis: clínico, económico, financeiro e de sustentabilidade, idênticos aos aplicados em qualquer hospital bem gerido do mundo”, reforçou.

O Primeiro-Ministro concluiu assegurando que o projeto é uma realidade em concretização. “Está a acontecer. E vai concretizar-se. Praia e Cabo Verde vão ter, finalmente, o seu Hospital Nacional de referência”.

Descarrilamento de comboio no sul da Alemanha faz três mortos e 41 feridos

Sinceramente, a TCV assim como está já não é necessária!

Sinceramente, a TCV (Televisão de Cabo Verde) deixou de ser necessária. A Nação, tanto no país como na diáspora, já não precisa dela, porque perdeu por completo a sua utilidade pública. Tornou-se uma ladainha cómica, um teatro sem cor, sem pluralidade, cheia de inclinações mentirosas e marcada por manchas ardentes do passado. E se perdeu a utilidade pública, então deve, com a mesma lógica, perder também os recursos públicos.

Hoje, a TCV funciona como uma máquina desgovernada de propaganda de um único partido, e por isso deve ser declarada o que de facto é: uma máquina de inutilidade pública. Além disso, é sabido que a “Messi” do PAICV na TCV esteve prestes a integrar a lista de Francisco Carvalho nas últimas autárquicas. E só não integrou porque, no último momento, alguém se deu conta de que ter duas irmãs com influência direta numa mesma instituição pública seria demasiado até para o PAICV. A própria Janira vetou o nome da jornalista-comissária, para vereadora da CMP. A comissária-jornaleira que foi para a tomada de sua posse toda de amarela…sempre com o ar provocatório!

Contudo, negociou-se uma promessa — e prometer é, aliás, a especialidade do novo patrão do PAICV, Francisco Carvalho. Prometeram-lhe um lugar na lista para as legislativas de 2026. E mesmo sabendo que as promessas de Francisco valem o que valem e raramente se concretizam, ficamos à espera. Ela ficou na lista de espera! Se a promessa se cumprir, também não será nada inédito: o trânsito de jornalistas para cargos políticos já se tornou uma norma no outro lado da rua! Seguindo o Manual que veio do INFERNO!

Enquanto isso, com essa promessa no bolso, a jornalista tornou-se ainda mais agressiva. Ataca provoca o MPD e o Governo diariamente, manipula entrevistas, coloca palavras nas bocas dos entrevistados e faz campanha descarada, ao vivo, no telejornal. Todos os dias.

Resta perguntar: o que falta à Direcção da TCV para enxergar o que até alguns sinceros militantes do PAICV já enxergaram? Que feitiço é esse que mantém pessoas notoriamente impreparadas nos mesmos cargos por 20 ou 30 anos, mesmo com prestações medíocres?

Neste contexto, e em nome do interesse superior da Nação, defendo que a Direcção da TCV deve suspender provisoriamente todos os seus programas de natureza política, incluindo os telejornais e entrevistas partidarizadas. Deve-se iniciar uma profunda e urgente reorganização, refrescar as imagens antiquadas da TCV, trazer sangue novo, dar destaque aos jornalistas competentes e não comissários, criar conteúdos mais relevantes e rodar os recursos humanos cristalizados há décadas. Nos órgãos públicos de comunicação não defendemos profissionais que exerçam a sua ideologia no exercício da sua função e que são adeptos de partidos no exercício do cargo pago pelos contribuintes!

Cabo Verde merece melhor TELEVISÃO PÚBLICA!

E por fim, quero deixar uma chamada de alerta pública à Direcção da Televisão Pública: com seriedade não estão a ver que a parcialidade da TCV de há muito vem manchando a imagem desse orgão público de comunicação? Esse orgão – a sua partidarização – dividiu os caboverdeanos em dois grandes polos! É isso que a Direcção quer? Quantos milhares de caboverdeanos deixaram de abrir e ver a TCV? Desculpem-me meus senhores, digo isso com mágoa, porque falhamos todos, a credibilidade pública da TCV resume-se, hoje, a quem apoia o Paicv e umas dúzias maus!

É isso vocês querem?

Novo Mercado Municipal do Tarrafal é uma obra moderna e inclusiva

Afirmação foi feita pelo Ministro do Mar durante a cerimónia de apresentação do projeto, realizada no Município do Tarrafal de São Nicolau

Jorge Santos, destacou no último fim-de-semana, na Cidade do Tarrafal de São Nicolau, a importância estratégica do projeto do Mercado Municipal, cuja apresentação presidiu a convite do Presidente da Câmara Municipal do Tarrafal.

A cerimónia decorreu no âmbito das celebrações do Dia do Município, que este ano assinala os 20 anos da criação do Concelho.

O futuro mercado, a ser construído na zona de Chã de Poça/Campo Pedrada, integrada no Projeto SUD, foi descrito pelo Ministro como uma obra estruturante que irá responder às necessidades da população, especialmente dos comerciantes.

“Trata-se de um projeto moderno e inclusivo, que vai melhorar as condições de trabalho, garantir mais higiene e beneficiar tanto os vendedores como os consumidores”, sublinhou, acrescentando que o Governo, através do Ministério do Mar, comparticipa financeiramente neste investimento em parceria com o Programa Conjunto de Desenvolvimento Local e a Autarquia local, num valor global de cerca de 16 mil contos.

Durante a visita à Ilha de São Nicolau, o Ministro testemunhou ainda o lançamento das obras de requalificação urbana da zona de João Batista, no valor aproximado de 15 mil contos, e entregou equipamentos à Associação dos Pescadores do Tarrafal, avaliados em mais de 300 contos, destinados ao apetrechamento da sede.

A agenda incluiu também a entrega de motores de popa e arcas térmicas a pescadores locais, no quadro do projeto nacional que está a disponibilizar 100 motores de popa aos profissionais do setor em todo o País.

A democracia não morre de um dia para o outro — ela se erosiona aos poucos

Escrito à luz do que nos ensinam os autores de *Como as Democracias Morrem*, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Vivemos tempos difíceis. A insatisfação cresce. A desigualdade aumenta. A paciência dos cidadãos está no limite. E é precisamente neste cenário que as democracias jovens como a nossa enfrentam o seu maior teste.

Faltam cerca de sete meses para as próximas eleições legislativas — um momento decisivo para o futuro de Cabo Verde. Será uma escolha entre o fortalecimento das instituições democráticas ou o risco real de entrarmos num processo de erosão lenta da nossa democracia, como já aconteceu noutros países.

Quando líderes políticos — eleitos democraticamente — começam a demonstrar nostalgia por regimes de partido único, enaltecem estruturas autoritárias como tribunais de zona ou milícias populares, e ainda se orgulham de ter um “entendimento sólido e de aço” de um sistema de exclusão política, a democracia deve acender todas as luzes de alarme.

Não é preciso golpe militar para derrubar um regime democrático. Como mostram Levitsky e Ziblatt, hoje em dia as democracias morrem de forma lenta e legal, através de:

– Deslegitimação da oposição,

– Ataques às instituições independentes,

– Intimidação de vozes críticas,

– E manipulação de regras para garantir hegemonia política.

O Chile de Pinochet, a Venezuela de Chávez e mesmo os Estados Unidos enfrentaram — e enfrentam — essa ameaça.

Cabo Verde, com toda a sua história de resistência e construção institucional, não pode permitir que o desespero social seja usado como pretexto para o retrocesso político.

Eleger alguém com claras tendências autoritárias — e com maioria quase qualificada no seio de um partido tradicional — é caminhar perigosamente na direção do abismo democrático.

A democracia exige vigilância, exige instituições fortes e exige sobretudo cidadãos conscientes de que não há soluções fáceis sem custos elevados para as liberdades de todos.

Como dizia Eduardo Lourenço:

“As democracias não morrem de morte súbita. Morrem por cansaço, por distração, por desistência.”

Nós não desistimos.

Democracia sempre. Partido único, nunca mais.

Nova liderança da JpD recebe voto de confiança do Presidente do MpD

Ulisses Correia e Silva felicitou o novo Presidente da JpD, Liver Gomes, e expressou gratidão à liderança cessante, liderada por Vander Gomes, pelo trabalho desenvolvido com dedicação e sentido de responsabilidade

O Presidente do Movimento para a Democracia (MpD) e Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, felicitou a nova liderança da Juventude para a Democracia (JpD), eleita no domingo, 27, destacando a importância do compromisso com valores, princípios e com o país.

“Parabenizo o novo Presidente da JpD, Liver Gomes, e a sua equipa, desejando-lhes êxito na missão de representar a juventude com atitude, valores e compromisso com Cabo Verde. Agradeço à liderança cessante, Vander Gomes, pelo trabalho realizado com dedicação e sentido de responsabilidade. Contamos convosco para continuar a inspirar e liderar com responsabilidade”, afirmou.

Ulisses Correia e Silva sublinhou que a juventude tem um papel fundamental na defesa de valores e princípios, cada vez mais colocados em “ataque”, e que a política deve ser encarada como algo “nobre e necessário”.

“Não há governação sem política, sem políticos e sem partidos políticos. E não há País a desenvolver-se sem governança, sem lideranças, sem capacidade no contraditório e na competição política”, reforçou, apelando aos jovens para se manterem ativos e interessados na vida política nacional.

Liver Gomes assume liderança da Juventude para Democracia

Novo Presidente prometeu apostar na melhoria da comunicação da organização e numa maior aproximação às comunidades, com atividades de carácter lúdico e educativo

A IV Assembleia-geral da Juventude para Democracia (JpD) elegeu este domingo, por unanimidade, o candidato Liver Gomes para o cargo de Presidente daquela organização juvenil partidária.

Liver Gomes prometeu apostar na melhoria da comunicação da organização e numa maior aproximação às comunidades, com atividades de carácter lúdico e educativo.

O novo Presidente explicou que a nova direção pretende apostar fortemente na formação política da juventude, melhorar os canais de comunicação e tornar a JpD mais atrativa e próxima da realidade dos jovens Cabo-verdianos.

“Vamos sair cada vez mais para as comunidades, estar mais próximos dos jovens e propor atividades lúdicas, mas com carácter educativo. Queremos que os jovens entendam a política de forma mais detalhada e se sintam parte das instituições democráticas”, afirmou.

Apesar de ter sido o único candidato à Presidência, Liver Gomes sublinhou que o processo foi marcado por um esforço de convencimento e mobilização em torno de uma visão comum para o futuro da JpD.

Durante os trabalhos da assembleia, que contou com 72 delegados de todas as ilhas e da Diáspora, foram aprovadas alterações aos estatutos e apresentado o novo logotipo da organização.

Fornecimento de energia em Santiago estabilizado após avarias na Central do Palmarejo

Cortes de energia na Ilha de Santiago, especialmente na Cidade da Praia, resultaram de avarias críticas nos grupos geradores Wärtsilä 5 e 6, na Central do Palmarejo, responsáveis por cerca de 50% da capacidade instalada

A administração da EPEC esclareceu hoje que os recentes cortes de energia em Santiago, sobretudo na Cidade da Praia, resultaram de avarias na Central do Palmarejo, mas garantiu que a situação já está resolvida e o fornecimento normalizado.

Em conferência de Imprensa, o Administrador Executivo da Empresa de Produção de Electricidade (EPEC), Antão Cruz, explicou que duas avarias críticas nos grupos geradores de grande potência, Wärtsilä 5 e 6, comprometeram a capacidade de produção da Central do Palmarejo, forçando a empresa a operar com capacidade reduzida durante vários dias.

De acordo com o administrador, os dois grupos entraram em falha quase simultaneamente, devido a problemas técnicos de ordem mecânica, incluindo danos nos sistemas de refrigeração e perda de pressão em componentes essenciais, o que exigiu a paragem imediata para evitar danos maiores.

“Esses grupos representam cerca de 50% da capacidade instalada na Central do Palmarejo. A sua indisponibilidade causou um desequilíbrio no sistema e tivemos de recorrer a cortes rotativos e controlados para manter o fornecimento mínimo”, explicou.

Os cortes de energia, segundo o responsável, foram uma medida de contenção necessária para evitar um colapso total do sistema, tendo afetado diversas zonas da Ilha, com maior incidência na Capital.

A EPEC informou que, além das reparações de urgência realizados, está a reforçar a manutenção preventiva nas centrais, a apostar na aquisição de peças sobressalentes críticas e a desenvolver projetos de reforço do sistema elétrico nacional, incluindo a integração de energias renováveis e sistemas de armazenamento.

O responsável garantiu que os trabalhos estão a avançar e apelou à compreensão e colaboração dos clientes, sublinhando que a empresa está a adotar um plano técnico para garantir maior resiliência e estabilidade no fornecimento elétrico, sobretudo em períodos de pico de consumo.

A mesma fonte explicou que os cortes de energia foram a última alternativa disponível para evitar um colapso total do sistema elétrico.

Acrescentou ainda que o desligamento foi iniciado nas zonas com maior índice de ligações clandestinas, que sobrecarregam a rede e comprometem a estabilidade do fornecimento.

Destacou ainda que, embora o fornecimento já esteja a ser progressivamente restabelecido, a operação do sistema continua a ser feita com cautela, até a recuperação total da capacidade produtiva.