PAICV recorda sofrimento e resistência do povo Cabo-verdiano antes da independência

João Baptista Pereira destacou que esta data representa “uma das mais decisivas e luminosas da história coletiva” do País

Durante a sessão solene comemorativa dos 50 anos da independência de Cabo Verde, o líder parlamentar do Partido destacou que esta data representa “uma das mais decisivas e luminosas da história coletiva” do País

Segundo aquele Parlamentar, a independência nacional foi a concretização do maior projeto político dos Cabo-verdianos, fruto de uma luta de gerações que, mesmo sem sempre ter como objetivo imediato a independência, sempre buscou uma vida mais digna e justa para o povo.

João Baptista Pereira recordou que as primeiras tentativas de desligar Cabo Verde da potência colonizadora datam do início do Século XIX, quando se discutia a possibilidade de ligação ao Brasil, na sequência da transferência da Corte Portuguesa após a Revolução Liberal de 1820.

O político frisou que a luta contra o colonialismo e a exploração ganhou maior força no Século XX, com destaque para as décadas mais duras da história do Arquipélago, especialmente a de 1940. “Enquanto a Segunda Guerra Mundial assolava o mundo, Cabo Verde enfrentava, sozinho, o flagelo da seca e da fome, que vitimou cerca de 45 mil pessoas entre 1943 e 1947 e forçou milhares a emigrar para São Tomé e Príncipe e Angola, aceitando condições de trabalho precárias”, lembrou. João Baptista Pereira sublinhou que a independência de Cabo Verde é um marco que deve ser sempre celebrado, não apenas como um acontecimento histórico, mas como um compromisso contínuo com a dignidade, a justiça e o desenvolvimento do povo Cabo-verdiano.

 UCID enaltece percurso de luta e resistência do povo de Cabo Verde

Líder dos Democratas-cristãos lembrou hoje, que Cabo Verde nasceu livre graças à força de um povo que nunca se resignou

O Presidente UCID, João Luís, enalteceu este sábado, no Parlamento, durante a sua intervenção na sessão solene de comemoração dos 50 anos da independência nacional, o percurso de luta, coragem e sacrifício que marcou a história de Cabo Verde.

João Luís sublinhou que a data não é apenas para recordar o dia da proclamação da independência, mas também um momento de profunda reflexão sobre os valores que sustentam a Nação Cabo-verdiana.

“Celebramos meio Século de um percurso marcado por coragem, sacrifício e uma vontade inquebrantável de autodeterminação. Esta data não é apenas recordar o dia da proclamação da independência, mas refletir sobre a caminhada que fizemos, os valores que nos sustentam, os desafios que superamos e, sobretudo, as esperanças que alimentamos para as gerações vindouras”, declarou.

O líder dos Democratas-cristãos lembrou que Cabo Verde nasceu livre graças à força de um povo que nunca se resignou, enfrentando adversidades com determinação. “Entre pedras e ventos contrários, resistimos à escassez com firmeza. A luta de libertação, partilhada com os irmãos da Guiné-Bissau, foi feita com coragem e com perdas profundas. Muitos deram tudo, inclusive as suas próprias vidas, para que hoje possamos erguer a nossa bandeira com orgulho”, afirmou.

PM defende continuidade para elevar Cabo Verde a País de rendimento alto

Ulisses Correia e Silva participou hoje na cerimónia de colocação de uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, na Cidade da Praia, no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência de Cabo Verde

O Primeiro-Ministro destacou esta sexta-feira, 5, a importância histórica e simbólica das comemorações dos 50 anos da independência de Cabo Verde, sublinhando a resiliência e o percurso notável do País ao longo das últimas cinco décadas.

“Celebrar 50 anos é muito especial, porque não é todos os dias. É um marco importante da Nação Cabo-verdiana e deve ser celebrado como está sendo feito, com muita participação, e que o povo se aproprie desta comemoração para que possamos todos marcar o momento histórico”, afirmou

O Chefe do Governo projetou ainda que os próximos 50 anos serão um período longo, a ser marcado pelas gerações futuras. “Em 1975 éramos considerados um País improvável. Ninguém imaginava que chegaríamos onde estamos hoje, de um País menos avançado a um País de rendimento médio-alto. O caminho é continuar para sermos um País de rendimento alto no futuro”, afirmou.

A Independência Nacional foi proclamada no dia 5 de julho de 1975 pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular, Abílio Duarte, no Estádio da Várzea, na Cidade da Praia.

Cabo Verde “é um Estado respeitadíssimo na comunidade internacional”, afirma Ministro Português

Chefe da Diplomacia Portuguesa, Paulo Ranjel, destaca o orgulho da Diáspora e elogia percurso democrático de Cabo Verde

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, afirmou este sábado, na Cidade da Praia, que Cabo Verde “é um Estado respeitadíssimo na comunidade internacional”.

A declaração foi feita à entrada para a sessão solene na Assembleia Nacional, que assinala os 50 anos da independência nacional.

O Chefe da Diplomacia Portuguesa, que acompanha o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa nas comemorações oficiais, sublinhou que celebrar esta data histórica “é também celebrar o enorme potencial de futuro” que este “magnífico País” possui.

Rangel elogiou a cultura Cabo-verdiana, que descreveu como “única e amplamente reconhecida nos mais diversos continentes”, e destacou o papel fundamental da nossa Diáspora no reforço da identidade nacional além-fronteiras.

“Este é um momento de grande alegria para a Diáspora Cabo-verdiana em Portugal, que tem assinalado esta data de forma muito visível e participativa”, afirmou.

O Chefe da Diplomacia Portuguesa destacou ainda o exemplo que Cabo Verde tem dado ao mundo ao longo das últimas 5 décadas.

“É também uma homenagem do testemunho de Cabo Verde tem dado ao mundo como um Estado democrático, em que o princípio do Estado de Direito é cumprido com todo o rigor, em que o progresso tem imperado ao longo destes 50 anos em que através da sua Diáspora espalhada pelo mundo e muito forte também tem levado o nome de Cabo Verde a muita gente”.

“É um dia de alegria”, concluiu Paulo Rangel.

Daniel dos Reis é ordenado sacerdote este domingo na Praia

Natural da Cidade da Praia, Daniel cresceu na comunidade de Cruz dos Mártires, em Ponta d’Água

A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus acolhe este domingo, 6, a Ordenação Presbiteral de Daniel Jorge Furtado dos Reis.

A celebração será presidida pelo Cardeal Dom Arlindo Furtado, Bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde.

Natural da Cidade da Praia, Daniel cresceu na comunidade de Cruz dos Mártires, em Ponta d’Água.

Em 2010, ingressou na Universidade de Cabo Verde, onde concluiu a licenciatura em Línguas, Literaturas e Culturas – Estudos Franceses.

Após um ano de Pré-Seminário, Daniel foi admitido no Seminário de São José, na Praia, e posteriormente enviado para o Seminário Maior de Évora, em Portugal, onde completou a formação teológica no Instituto Superior de Teologia de Évora.

Foi admitido como candidato às Ordens Sacras em 2021, instituído Leitor em 2022 e Acólito em 2023.

Em 2024, foi ordenado diácono na Paróquia de Santo Amaro Abade, no Tarrafal, e durante o último ano exerceu o ministério diaconal na Paróquia de Nossa Senhora da Luz, na Ilha do Maio.

Dom Arlindo Furtado. A Igreja nunca defende o partido único

Cardeal reafirma compromisso com a democracia, no dia dos 50 anos da independência nacional

No dia em que Cabo Verde celebra os 50 anos da independência nacional, o Bispo de Santiago e único Cardeal Cabo-verdiano, Dom Arlindo Furtado, afirmou de forma clara que “a Igreja nunca defende o partido único”.

À entrada para a sessão solene no Parlamento, na manhã de hoje para assinalar a data, Dom Arlindo recordou o papel da Igreja Católica no processo de abertura política do País, em 1991, salientando que foi necessário intervir para ajudar os Cabo-verdianos a “libertar-se” das amarras do partido único.

O Cardeal reconhece que, naquela altura, existia uma “forte tensão interior” entre a Igreja e o regime de partido único, e que a continuidade desse confronto poderia ter consequências negativas para o País:

“Interiormente, a Igreja é forte, o partido também. A política traz muita paixão”, observa o Bispo, observando que o embate direto e o confronto com o então regime “poderiam trazer dissabores muito grandes” para Cabo Verde, tanto a nível interno como externo.

Dom Arlindo sublinhou que, com o tempo, a população ganhou maior consciência política, o que permitiu à Igreja retirar-se gradualmente da intervenção política direta, a partir de 1996, confiando aos cidadãos e às organizações civis o protagonismo no processo democrático.

“A Igreja é mãe e mestra”, pontua Dom Arlindo, assumindo que a Igreja “educa e orienta para que cada um assuma as suas responsabilidades no quadro do multipartidarismo. A Igreja nunca defende o partido único”, reforçou.

Primeiro-Ministro realça papel da literatura na construção da identidade nacional

Ulisses Correia e Silva presidiu esta sexta-feira, 4, à abertura da 2.ª edição da Grande Feira do Livro de Cabo Verde, que este ano homenageia a escritora Dina Salústio

O Primeiro-Ministro presidiu, à abertura da 2.ª edição da Grande Feira do Livro de Cabo Verde, evento que este ano homenageia a escritora Cabo-verdiana Dina Salústio.

Na ocasião, o Chefe do Governo expressou palavras de gratidão e reconhecimento à autora pela sua valiosa contribuição à literatura nacional e pela promoção contínua do livro e da leitura. “Que continue, por muitos anos, a oferecer-nos aquilo que sabe fazer de melhor”, desejou.

Ulisses Correia e Silva enalteceu ainda a parceria entre o Instituto da Biblioteca Nacional e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que torna possível a realização desta feira e fortalece a cooperação cultural entre Cabo Verde e Portugal.

O Primeiro-Ministro sublinhou o simbolismo especial desta edição, que acontece durante as celebrações dos 50 anos da Independência do País. “Através da literatura, Cabo Verde escreveu a sua resiliência, a sua história com o mar, com o vento, com o sol — que antes representavam problemas e hoje são soluções”, afirmou.

O Chefe do Governo reforçou o apelo ao investimento contínuo na leitura, principalmente num contexto em que as redes sociais disputam cada vez mais a atenção das pessoas. “Ler bem é compreender melhor, e isso melhora tudo”, concluiu.

A homenagem a Dina Salústio integrou a cerimónia de abertura da Grande Feira do Livro, que decorre até 13 de julho, no âmbito das comemorações dos 50 anos da independência nacional.

Última hora. São Vicente e Santiago na final da Taça Independência

Equipas venceram as meias-finais esta sexta-feira no Estádio Nacional

As seleções de São Vicente e Santiago garantiram esta sexta-feira, 4, a passagem à final da Taça Independência, ao vencerem os respetivos jogos das meias-finais, disputados no Estádio Nacional, na Cidade da Praia.

Na primeira partida do dia, São Vicente levou a melhor sobre Santo Antão nas grandes penalidades, vencendo por 3-1, após um empate sem golos no tempo regulamentar.

No segundo jogo da tarde, a seleção de Santiago, a jogar em casa, venceu a Boa Vista por 2-1, carimbando o passaporte para a final da competição.

A grande final está marcada para o domingo, 6, no Estádio Nacional, onde será conhecido o campeão da edição 2025 da Taça Independência, numa partida que promete emoção e festa.

Chão Bom ganha novo Complexo Pastoral

Cardeal Dom Arlindo Furtado, entregou hoje a chave da igreja Rainha Santa Isabel, no Município do Tarrafal de Santiago

O Bispo da Diocese de Santiago, Cardeal Dom Arlindo Furtado, entregou esta sexta-feira, 4, a chave da igreja Rainha Santa Isabel ao pároco da paróquia de Santo Amaro Abade e à comunidade de Chão Bom, no Município do Tarrafal.

O ato de entrega e a inauguração do Complexo Pastoral marcaram a celebração eucarística em honra à Rainha Santa Isabel, padroeira da comunidade e nome atribuído à nova igreja.

Na ocasião, Dom Arlindo Furtado destacou a importância da obra para a comunidade local e para todo o Município. “A inauguração é motivo de grande alegria para Chão Bom, para a paróquia de Santo Amaro Abade, para o Município do Tarrafal e para toda a Diocese de Santiago”, sublinhou.

O Bispo explicou que a construção do Complexo Pastoral foi motivada pela forte presença cristã em Chão Bom, a segunda maior comunidade urbana do Município. “O novo espaço foi pensado para promover a fé, a formação e a convivência comunitária”, destacou.

O Complexo Pastoral é uma estrutura moderna e funcional, com capacidade para acolher cerca de 1.300 pessoas em celebrações.

Conta ainda com salas de encontros, dois salões que homenageiam Dom Paulino e Dom Arlindo, espaços de atendimento, alojamento para peregrinos, cozinha e áreas destinadas a caravanas e grupos de fé.

“Palmeira em Festa” celebra 50 anos da Independência Nacional

Espetáculo acontece amanhã, sábado, e homenageia também o Grupo Desportivo da Palmeira, pelas recentes conquitas de títulos nacionais

A Vila piscatória da Palmeira, na Ilha do Sal, será palco de uma grande celebração amanhã, sábado, com o espetáculo “Palmeira em Festa”, promovido pela Câmara Municipal do Sal. O evento assinala os 50 anos da independência nacional e homenageia o Grupo Desportivo da Palmeira, campeão nacional e vencedor da Taça de Cabo Verde.

Mais do que uma celebração artística, a festa será um tributo ao “contributo desportivo e comunitário” do clube Palmeira ao longo das últimas décadas, refere a Autarquia.

O espetáculo decorre entre as 16 horas de sábado e as 3 horas da madrugada de domingo, e contará com atuações de artistas como William Araújo, Dina Medida e Trakinuz, entre outros talentos locais. A programação inclui ainda performances de dança, apresentação de circo e atividades infantis, como pula-pula, garantindo animação para todas as idades.

A Vila prepara-se, assim, para uma tarde-noite de cultura, música e orgulho comunitário, numa grande festa popular aberta ao público.