Preços dos produtos importados diminuíram 2,7% em maio de 2025

No mesmo período, os preços das exportações diminuíram 1,7%

Os preços dos produtos importados em Cabo Verde registaram uma diminuição de 2,7% no mês de maio de 2025, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta variação representa uma desaceleração de 1,9 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

A redução de preços foi mais acentuada nas categorias de bens intermédios (-6,4%), bens de consumo (-2,3%) e combustíveis (-2,0%). Apenas os bens de capital registaram um aumento, com uma subida de 1,7%, impulsionada pelo encarecimento das máquinas.

Comparando com maio de 2024, as importações caíram 6,7%.

No mesmo período, os preços das exportações diminuíram 1,7% face a abril, embora em termos homólogos tenham registado um crescimento de 9,5%.

O Índice de Termos de Troca (ITT) situou-se em 112,2, traduzindo uma ligeira melhoria de 0,9% em relação ao mês anterior.

Taça Independência 2025 arranca hoje no Sal com jogos do Grupo A

Jogos de abertura colocam frente a frente São Vicente e Fogo, às 15h00, e São Nicolau contra Boavista às 17h00, no Estádio Marcelo Leitão

Arranca esta terça-feira, 24, a edição 2025 da Taça Independência em futebol, com os primeiros jogos do Grupo A, na Ilha do Sal.

A competição, promovida pela Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), decorre até 5 de julho e integra as comemorações da Independência Nacional.

O Grupo A é composto pelas seleções regionais do Sal, Boa Vista, São Vicente, São Nicolau e Fogo.

Os Jogos de abertura colocam frente a frente São Vicente e Fogo, às 15h00, e São Nicolau contra Boavista às 17h00, no Estádio Marcelo Leitão

As meias-finais estão agendadas para 4 de julho e a final será disputada no dia 6 de julho, no Estádio Nacional, na Cidade da Praia.

Irão exige esclarecimentos a Portugal sobre uso da Base das Lajes por aviões dos EUA

Embaixador do Irão em Lisboa afirmou que o seu País pode abrir uma investigação ao ataque contra instalações nucleares Iranianas

O embaixador do Irão em Lisboa, Majid Tafreshi, afirmou, em declarações à CNN Portugal, que o seu País pode abrir uma investigação ao ataque contra instalações nucleares Iranianas e exigiu esclarecimentos ao Governo Português sobre a autorização dada aos aviões Norte-americanos para utilizarem a Base das Lajes, nos Açores.

“Se Portugal autorizou, fez parte da agressão”, sublinhou Tafreshi, mostrando-se crítico quanto ao possível envolvimento indireto do País nos recentes ataques dos EUA ao território Iraniano.

O diplomata defendeu que “todos devem ser responsabilizados” e questionou se Portugal “estava intencionalmente de acordo” com a operação militar Norte-americana.

Majid Tafreshi assegurou ainda que o Irão não está a desenvolver armas nucleares, mas, se algum dia tomasse essa decisão, “informaria o mundo”.

O Governo Português já havia esclarecido que os aviões Norte-americanos autorizados a utilizar a Base das Lajes eram aeronaves de reabastecimento aéreo, e não meios ofensivos.

Donald Trump confirma “cessar-fogo total” entre Irão e Israel

Presidente dos EUA anunciou nas redes sociais que Israel e Irão tinham chegado a acordo para um cessar-fogo que, segundo ele, “já está em vigor”

Donald Trump, anunciou que foi “acordado” um cessar-fogo “completo e total” entre Israel e o Irão. Segundo Trump, o cessar-fogo deverá ter início nas próximas horas, depois de ambos os países “terem encerrado e concluído as suas missões finais em curso”.

Trump anunciou numa publicação na sua própria plataforma de comunicação social, Truth Social, que a trégua será implementada gradualmente ao longo de 24 horas. Ele também acrescentou que, uma vez concluída, ela marcará um “fim oficial” da guerra de 12 dias.

“O Irão iniciará o cessar-fogo e, na 12ª hora, Israel iniciará o cessar-fogo e, na 24ª Hora, um fim oficial para a Guerra de 12 dias será saudado pelo Mundo”, escreveu Trump.

O Presidente dos EUA observou que cada lado deve permanecer “pacífico e respeitoso” durante a fase de cessar-fogo do outro, enfatizando que tudo deve funcionar sem problemas.

Governo aposta em casas adaptadas às comunidades e facilita acesso ao crédito jovem

Durante a inauguração do Aldeamento Mognos, em Achada Leitão, o Primeiro-Ministro destacou que que o Executivo o está a trabalhar para criar condições mais favoráveis de acesso ao crédito, incluindo a bonificação de taxas de juro até 50%

Ulisses Correia e Silva, presidiu esta segunda-feira, 23, à inauguração do Aldeamento Mognos, em Achada Leitão, concelho de São Salvador do Mundo, marcando o arranque do novo programa habitacional que prevê a construção de 1.200 casas sociais em todo o País, sendo metade destinadas à Ilha de Santiago.

Diferente do programa anterior “Casa para Todos”, o novo modelo habitacional adapta-se às realidades locais, com casas unifamiliares nas zonas rurais e edifícios de poucos pisos nas áreas urbanas.

“É um programa pensado para famílias de baixo e médio rendimento, e especialmente para a juventude”, afirmou o, sublinhando que o acesso às casas será regulado pela Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH) de forma transparente.

Ulisses Correia e Silva garantiu ainda que o Governo está a trabalhar para criar condições mais favoráveis de acesso ao crédito, incluindo a bonificação de taxas de juro até 50%, o aumento do valor de crédito disponível e a redução das garantias exigidas, medidas que beneficiarão principalmente os jovens que procuram uma primeira habitação.

O PM destacou que este é apenas o início e adiantou que a oferta habitacional será reforçada em breve no Município de São Salvador do Mundo, particularmente na Cidade de Picos, com novas zonas infraestruturadas com acesso a água, energia e saneamento.

O Chefe do Governo afirmou que o País tem registado avanços significativos no acesso à habitação e reiterou o compromisso do Executivo em garantir “habitação digna, vizinhança saudável e qualidade de vida para todos os Cabo-verdianos”.

Banco Mundial elogia Cabo Verde. Crescimento robusto, redução da pobreza e contas públicas sob controlo

Crescimento de 7,3%, inflação em queda, mais turistas, menos pobreza. Governo colhe frutos das reformas e políticas económicas prudentes

Cabo Verde registou em 2024 um desempenho económico notável, com um crescimento de 7,3% do PIB — impulsionado pelo turismo, recuperação agrícola e aumento do consumo privado — de acordo com o Economic Update – Spring 2025 do Banco Mundial. O relatório destaca ainda uma significativa queda da inflação, um superavit na conta corrente e uma redução expressiva da pobreza, com méritos reconhecidos à atuação do Governo.

O setor dos serviços, especialmente o turismo, respondeu por cerca de 70% do crescimento. O País recebeu 1,18 milhões de turistas, um aumento de 16,5% face a 2023, destacando-se uma mudança no perfil das estadias, com mais turistas a optarem por apart-hotéis, o que gera impacto direto nas economias locais.

Graças a boas chuvas, a agricultura contribuiu positivamente pela primeira vez em sete anos. A inflação caiu drasticamente para 1,0%, refletindo a descida dos preços globais de alimentos e energia, enquanto a pobreza recuou para 14,4%, abaixo do nível pré-pandemia. Estes resultados foram favorecidos pela prudência das políticas monetária e fiscal, conforme observa o Banco Mundial.

A situação fiscal permanece sólida. O défice global subiu ligeiramente para 1,1% do PIB devido ao aumento do investimento público e despesas sociais — incluindo com as eleições locais — mas a receita tributária cresceu e a dívida pública caiu para 110,2% do PIB, reforçando a confiança dos parceiros internacionais.

Na frente externa, a conta corrente registou superavit de 3,7% do PIB — o primeiro em quatro anos — impulsionado pela receita do turismo e pela moderação nas importações. As reservas internacionais subiram para 736 milhões de euros, cobrindo 5,5 meses de importações.

O relatório sublinha também o avanço das reformas estruturais, incluindo na governação das empresas públicas, como a separação da Electra em 2024. A dívida garantida das empresas públicas recuou para 7,9% do PIB.

Apesar do cenário otimista, o Banco Mundial aponta riscos externos — como choques climáticos e dependência do turismo — e internos, incluindo pressões políticas pré-eleitorais que podem abrandar reformas. Ainda assim, projeta-se crescimento de 5,9% em 2025 e redução da pobreza para 13,3%.

Finalmente, o documento dedica uma secção especial ao potencial económico das mulheres, defendendo políticas de inclusão laboral, qualificação em áreas técnicas e combate à discriminação, com ganhos estimados de até 12% no PIB no longo prazo, se as desigualdades forem resolvidas.

Cabo Verde, com disciplina fiscal, reformas estruturais e foco em setores-chave como turismo, continua a dar sinais de resiliência e dinamismo económico — colhendo, assim, os frutos de uma governação prudente e orientada para resultados.

Portugal endurece regras para atribuição da nacionalidade

Governo vai alargar os prazos para atribuição da nacionalidade para sete anos de residência legal, no caso de cidadãos lusófonos, e de 10 anos de oriundos de outros países

No briefing do Conselho de Ministros, o Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que será apresentada uma proposta de alterações à lei da nacionalidade, reforçando a “exigência de ligação efetiva, de pertença à comunidade nacional”.

Nos casos dos candidatos à nacionalidade por cidadania originária – quem nasce em território Português, mesmo que filho de estrangeiros -, o Governo vai impor novas regras.

Nos casos dos “descendentes de estrangeiros que residam em território nacional”, as autoridades vão passar a “exigir que os pais tenham residência legal no mínimo de três anos”.

Além disso, disse o Ministro, “a nacionalidade é atribuída não por defeito mas apenas se a pessoa manifestar uma vontade positiva nesse efeito”.

Nos casos da naturalização, designada juridicamente de “nacionalidade derivada”, o Governo vai aumentar o atual prazo mínimo de cinco anos de “residência legal para habilitar para a obtenção da nacionalidade”, para sete anos para quem venha dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e “10 anos para os restantes” países.

O “prazo começa a contar com a obtenção do título de residência”, ao contrário do que hoje sucedia, que contava a partir do requerimento inicial, explicou.

Nestes casos, o Governo vai exigir “conhecimento suficiente de língua, mas também de cultura Portuguesa” e dos “direitos e deveres fundamentais da República Portuguesa”, estando previstos “testes de avaliação”.

Além disso, será exigida a assinatura de uma “declaração solene de adesão aos princípios do Estado de direito democrático” por parte dos requerentes.

Irão lança seis mísseis contra maior base dos Estados Unidos no Médio Oriente

Explosões foram ouvidas em Doha, a Capital do Qatar, situada a cerca de 30 quilómetros da base atingida

O Irão lançou esta segunda-feira vários mísseis contra a base aérea de Al Udeid, no Qatar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Médio Oriente, onde estão destacados cerca de 10 mil soldados Norte-americanos.

Segundo a plataforma Axios, foram disparados pelo menos seis mísseis Iranianos em direção à base, num ataque que marca uma nova escalada das tensões na região.

A agência Reuters, que cita testemunhas no local, confirmou que explosões foram ouvidas em Doha, a Capital do Qatar, situada a cerca de 30 quilómetros da base atingida. Também a AFP relata sons de explosões na Capital do Qatar.

Em consequência do ataque e da ameaça de novos lançamentos, o espaço aéreo do Qatar foi temporariamente encerrado, segundo avançaram as agências internacionais.

De acordo com Axios, o Irão está a preparar-se para lançar novos mísseis “nos próximos minutos”.

As autoridades Norte-americanas já antecipavam que, na sequência dos ataques aéreos levados a cabo pelos EUA durante o fim-de-semana contra alvos nucleares Iranianos, o Irão pudesse responder com retaliações contra as suas instalações na região. A ofensiva agora em curso confirma esses receios e poderá desencadear uma nova fase de confrontação no Golfo Pérsico.

Novo polo do IEFP em Santo Antão arranca ainda este ano

Projeto, orçado em cerca de 20 milhões de Escudos, está a ser executado pela empresa DaVeiga Construção, com fiscalização da H2E

O Presidente do IEFP, Paulo Santos, e o Diretor do CEFP de Santo Antão, Dirseu Rocha, visitaram as obras de reabilitação do novo Polo Formativo do Centro de Emprego e Formação Profissional (CEFP) de Santo Antão, localizado na Cidade do Porto Novo.

Conforme uma nota do IEFP, a infraestrutura, instalada na antiga Fábrica de Queijo, vai reforçar a formação em áreas como hotelaria, construção civil, eletricidade, canalização, soldadura e tecnologias de informação, setores considerados estratégicos para o desenvolvimento da Ilha.

O projeto, orçado em cerca de 20 milhões de Escudos, está a ser executado pela empresa DaVeiga Construção, com fiscalização da H2E. As obras devem estar concluídas entre julho e agosto, com inauguração prevista para setembro de 2025.

Governo pondera criar prémio para Jornalistas sobre Economia Azul

Possibilidade foi admitida esta segunda-feira, 23, no Mindelo, no quadro de um encontro de trabalho entre o Ministro do Mar e o Secretário de Estado com tutela da Comunicação Social

Segundo nota divulgada pelo Ministério do Mar na sua rede social Facebook, o Governo pondera vir a criar um prémio anual para Jornalistas virado para a Economia Azul.

“O prémio deverá abranger profissionais da comunicação social nacional, tanto dos órgãos públicos quanto privados”, lê-se na publicação, que refere que o Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro defende que a futura distinção “será dedicada a trabalhos jornalísticos de excelência que abordem temas ligados à Economia Azul”.

No Mindelo, Jorge Santos e Lourenço Lipes abordaram igualmente o papel “estratégico” da Comunicação Social na promoção do desenvolvimento de São Vicente e de Cabo Verde, com particular ênfase nas questões relacionadas com a Economia Azul e o compromisso do País com a preservação e proteção dos oceanos.

“Reconhecendo o papel fundamental dos meios de comunicação na mediação entre as políticas públicas e a população, bem como na projeção internacional de Cabo Verde, o Ministro do Mar manifestou abertura para colaborar em programas de formação dirigidos a jornalistas, com enfoque específico na Economia Azul, uma proposta bem acolhida pelo Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro” refere ainda a mesma fonte, observando que o Ministro do Mar mostrou-se “igualmente disponível” para mobilizar parceiros nacionais e internacionais com vista à criação em São Vicente de um Centro de Produção Audiovisual de referência, uma infraestrutura que, além de valorizar o potencial da Ilha no domínio das indústrias criativas, pretende constituir-se uma janela de oportunidades para os jovens Cabo-verdianos.