“TERROR”: Jornais marcados por um dia negro após agressões em Alcochete

Esta quarta-feira está irremediavelmente marcada pelos acontecimentos de ontem (dia 15). Um grupo de cerca de 50 adeptos encapuzados entraram na Academia do Sporting, em Alcochete, e agrediram jogadores, equipa técnica e membros do staff leonino

Um dia negro para o clube de Alvalade, mas também para o futebol português, que marca a atualidade desportiva Lusa.

OLAVO CORREIA: Cabo Verde quer um “selo de credibilidade” do FMI

Cabo Verde não precisa da assistência financeira do Fundo Monetário Internacional, FMI, mas quer um “selo de credibilidade” da instituição em relação à sua política macro-económico

Este aspeto foi clarificado pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças em entrevista à RTP África, emitida na última terça-feira, com Olavo Correia a explicar que o que está em causa com o FMI é “reforçar” a cooperação, sobretudo do ponto de vista técnico.

O governante observa que Cabo Verde e o FMI sempre cooperaram e que a relação “não implica e nem implicará” qualquer tipo de assistência financeira por parte do Fundo.

“O que nós queremos é que o nosso Orçamento seja reforçado com o FMI precisamente para aportar um selo de credibilidade em relação àquilo que fazemos e que estamos a propor”, disse Olavo Correia para quem a situação macroeconómica de Cabo Verde “é estável”, existindo mesmo uma “boa cobertura” das importações pelas reservas.

O Vice-PM atesta que Cabo Verde “está no bom caminho” e assegura mesmo que a dívida pública “diminuiu”, em 2016, pela primeira vez nos últimos 10 anos.

Por outro lado, Olavo Correia assegurou que a política monetária nacional está sendo “bem gerida” enquanto a política orçamental está “devidamente controlada”.

 

RIBEIRA SECA: Governo autoriza utilização de furo de água

Medidas técnicas e logísticas estão em curso, adianta o Ministro da Agricultura e do Ambiente que explica que o propósito do Governo é “facilitar” o acesso à água não só na barragem de Poilão

O Governo está sensível ao problema dos agricultores na região de Ribeira Seca, arredores da barragem de Poilão, interior da ilha de Santiago, e já decidiu pela utilização de um furo para abastecimento de água às populações que se vêm em dificuldades com a falta de água na barragem.

Conforme o Ministro Gilberto Silva, a decisão tomada recentemente visa atenuar os constrangimentos no acesso à água, agravada com a falta de chuva nos últimos anos.

A prioridade vai para as pessoas mas uma “certa quantidade” de água será disponibilizada aos agricultores daquela zona, indicou o Ministro.

Medidas técnicas e logísticas estão em curso, adianta o governante, que explica que o propósito do Governo é “facilitar” o acesso à água não só na barragem de Poilão como na comunidade de Boaventura, a montante da barragem de Figueira Gorda também em Santiago.

Entretanto, o Ministro do Ambiente e da Agricultura observa que a prioridade do Governo de Cabo Verde é o programa de emergência para a criação de empregos, para o salvamento do gado e para a mobilização de água.

 

PORTO NOVO: Câmara Municipal estende rede de água ao interior do Município

Comunidades de Alto Mira já têm precioso líquido nas torneiras, num investimento de cerca de 4.500 contos

A Autarquia portonovense continua com o seu plano de extensão da rede de abastecimento de água ao interior do Município.

Entre domingo e terça-feira, pelo menos, mais 52 famílias passaram a dispor de água nas respetivas comunidades, num investimento na ordem dos 4.500 contos, comparticipado pela Câmara do Porto Novo com apoio da Cooperação Luxemburguesa.

O precioso líquido chegou já aos povoados de Chã de Cima, Covoada e Faial para a alegria dos moradores que desta feita já não terão de percorrer grandes distâncias para se abastecerem, bastando mesmo abrir a torneira para acederem à água potável.

Este investimento naquelas 3 comunidades de Alto Mira é uma mais-valia sobretudo para as mulheres chefes de família, observou o Edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, para quem se trata de uma água de “boa qualidade”.

Ao inaugurar este novo projeto da sua administração, Aníbal Fonseca não escondeu a sua satisfação.

 

PUBLIREPORTAGEM: Kretcheu abre as portas em São Nicolau

Trata-se de uma agência de Viagem e Turismo que quer colocar a ilha de São Nicolau na rota dos turistas, tanto nacionais como estrangeiros

A Kretcheu, Agência de Viagem e Turismo, está sedeada no Tarrafal de São Nicolau e começou a operar recentemente.

No dia 1 de abril, abriu as portas do seu escritório no conhecido largo do Cimentinho, e desde logo quer ser uma referência não só na ilha como no País.

Segundo Toy d’ Armanda, promotor da iniciativa, a ideia é prestar um serviço de qualidade, levando nacionais e estrangeiros a conhecerem as muitas belezas da ilha.

Venda de bilhetes aéreos, organização de eventos, excursões, aluguer de viaturas ligeiras com e sem condutor são alguns dos serviços que a agência presta.

Dois dos colaboradores da Kretcheu

Com uma pequena equipa, formada essencialmente por jovens com vasta experiência no turismo, a Kretcheu garante muito empenho e trabalho para uma boa satisfação dos clientes.

Apesar da fraca movimentação turística, os promotores da iniciativa não se rendem e desafiam mesmo a eles próprios no sentido de criar na ilha condições para receber visitantes e garantir um serviço de qualidade.

Toy d’ Armanda, o rosto desta iniciativa

“Somos a primeira e a única agência de viagens aqui no Tarrafal” por isso o objetivo é “atrair” cada vez mais turistas e “contribuir” para o desenvolvimento da ilha e “criação” de mais emprego, avança o nosso entrevistado.

Toy sabe como ninguém as dificuldades que São Nicolau enfrenta ao nível do transporte mas não teme realizar este novo investimento, na certeza, porém, que o futuro é promissor.

O jovem empreendedor exibe a tranquilidade, as belas praias e paisagens bem como as delícias gastronómicas como trunfos que São Nicolau tem para triunfar em matéria de turismo daí a sua aposta.

Edifício onde está o escritório da Agência Kretcheu, no Tarrafal.

 

FERNANDO JORGE ANES: Queremos capitalizar experiências e trazê-las para o Maio

Com cerca de 20 anos de experiência no setor da agricultura natural e 15 no domínio das ferramentas ecológicas para problemas da água, Fernando Jorge Anes quer trazer para Cabo Verde todo um saber fazer que no seu entendimento é muito útil a uma ecologia humana de ser que se exige hoje ao homem deste século

Um dos entusiastas do projeto Ecovida, Fernando Jorge Anes participou no encontro internacional sobre soluções ecológicas para a água, agricultura e ambiente, realizado no Maio entre 9 e 13 últimos.

No final dos trabalhos conversou com OPAÍS tendo esmiuçado as ideias que sustentam o projeto. No fundo, o que se quer é valorar o homem maiense através de empreendimentos responsáveis e ecologicamente humanos de forma a “capitalizar” experiências que ele e seu grupo já realizam em países como França, Brasil, Senegal, Holanda, Costa do Marfim e Indonésia.

 

OPAÍS. O que é isto de soluções ecológicas para a água, agricultura e ambiente?

Fernando Jorge Anes – É a implementação de uma forma de pensar que surgiu no Maio depois de alguns encontros e que vimos que havia complementaridade entre os intervenientes (naturais do Maio) para capitalizar algumas experiências que fazemos lá fora na Europa e para outros países.

A escolha do Maio obedece um bocado o lado afetivo…

Sim, sim, é um lado afetivo mas também dentro de um avaliar de que havia aqui competências complementares que permitiam que isso se fizesse.

O lado afetivo, é verdade que pesou muito. Mas também serve de instrumento motivacional para esta iniciativa de promoção e realização do pensamento maiense, principalmente do homem maiense.

Christian Labruyere (Laboratório Cybele Maya Nature) e Yves Roy (Laboratório Agronature) parceiros da Ecovida

Traz consigo dois especialistas de dois laboratórios com quem já trabalha sobretudo em França. Que experiências trazem para o Maio?

Temos uma série de experiências na área da agricultura massiva em França, na Amazónia, Brasil, na Costa do Marfim e na Indonésia, portanto, são coisas concretas que gostaríamos de partilhar.

São experiências com ferramentas naturais e ecológicas diversas, ou seja, ferramentas que valorizem o homem local.

Há quantos anos dedicam a este tipo de investigação?

Em termos de experiência de agricultura há cerca de 20 anos, quanto às ferramentas de água 15 anos.

Cada um dos meus parceiros começaram mais cedo, no entanto, há cerca de 10 anos começamos também com entidades universidades holandesas estreitar a partilha de experiências na áerea.

Quando é que ganha corpo o projeto Ecovida?

Isto foi há cerca de um ano, mas começou a ser pensado há cerca de dois anos e meio.
Estamos a enfrentar uma área que necessita de muita credibilização em termos de pensar a água e ecologia humana como um eixo social a ter em conta e que é transversal a todas as facetas das nossas vidas (social, económica, humana, política, etc), transversal a tudo.

Foi algo que demorou algum tempo a ser pensado e a criar uma massa crítica sólida para a sua realização.

Durante uma visita técnica à estação de produção e tratamento de água, em Ponta Preta.

Há mais cérebros Cabo-verdianos envolvidos neste projeto?

Há, sim, e aqui gostaria de destacar a imediata disponibilidade Câmara Municipal do Maio no sentido de ser ponte para outras instituições socioeconómicos. Este é um projeto humano e socioeconómico para a valorização do homem do Maio.

Avançar este projeto implica resultados bons para o Maio e para Cabo Verde?

Uma vontade concreta e real de fazer as coisas já existe e podemos dizer que é um passo.
Estamos conscientes que vai haver erros, não vai ser um caminho linear seria muito fácil. Mas também estamos conscientes que o pior de tudo é não fazer nada. E não existe outra forma de aprender e fazer ecologia sem ser assim porque ela é diversificada e passa pelo ser embora se sustente no saber.

É algo que vai, nem que seja em termos de consciência, valorizar o pensamento maiense interno e externo.

Até agora temos pensado e temos falado mas só quando começarmos a fazer as coisas, a ser um Maio consciente e ecológico é que podemos ter e avaliar as respostas a esta pergunta.

Este primeiro passo já permitiu um encontro mais alargado com pessoas ligadas à agricultura na ilha do Maio. Sentiu abertura para este projeto?

Este encontro permitiu uma avaliação mais concreta da massa crítica em termos de know-how e em termos de terreno humano no que diz respeito à água e agricultura. Tivemos representação e participação de instituições desta área no Maio e penso que não só foi muito positivo como muito concreto e notou-se muita vontade de fazer as coisas.

Este encontro permitiu não só o contato com o terreno mas também a criação de um movimento interno, onde alguns pensadores e técnicos locais do terreno parecem querer já mostrar as suas mais-valias na visão individual que demonstram e que é desejada para a criação de uma riqueza humana maiense bio-diversificada.

 

HUMANISMO: Doou sangue durante 60 anos e salvou 2,4 milhões de bebés

O sangue de James Harrison tem anticorpos únicos que ajudam a combater uma doença que afetava os bebés ainda no útero. Aos 81 anos este herói fez a sua última doação

James Harrison tem o estatuto de herói nacional na Austrália.

Durante 60 anos este homem doou sangue todas as semanas e estima-se que tenha salvo a vida de 2,4 milhões de bebés.

O sangue deste herói, conhecido como o ‘Homem com o Braço Dourado’, é único e possui anticorpos capazes de combater uma doença que afeta bebés ainda no útero.

James Harrison começou a doar sangue depois de ter sido operado aos 14 anos de idade.

As doações de sangue salvaram a sua vida e ele decidiu dar o seu contributo para também salvar vidas.

Agora aos 81 anos, fez a sua última doação no mês de março.

 

EXPLORAÇÃO E ABUSO SEXUAL: SG da ONU escreve a Ulisses Correia e Silva

A ONU felicitou o Primeiro-Ministro de Cabo Verde por este se ter juntado ao círculo dos líderes, no combate à exploração e abuso sexual e expressou vontade em receber ideias e sugestões de Cabo Verde para “incrementar” a cooperação e “reforçar” a participação às numerosas iniciativas em curso no âmbito da Nações

A carta de felicitação do Secretário-geral da ONU ao PM data de 4 de maio, mas apenas hoje foi tornada pública através da página oficial do Governo.

Na missiva, António Guterres agradece, pessoalmente, ao PM por se ter juntado a ele e outros líderes mundiais no denominado círculo dos líderes no combate à exploração e abuso sexual no quadro das operações da própria Nações Unidas.

A adesão ao círculo dos líderes no dizer do SG da ONU constitui um “símbolo forte e um sinal visível” da vontade dos líderes mundiais na prevenção da exploração e abuso sexual, de reagir pronta e resolutamente às informações fidedignas de tais atos, de pôr fim à impunidade e responder às necessidades das vítimas de maneira “adequada e eficaz”.

Na mesma carta, redigida em francês, o número um da ONU exorta o Governo de Cabo Verde a apresentar as medidas que o Executivo Cabo-verdiano tem tomado nesta matéria e expressou vontade em receber ideias e sugestões de Cabo Verde para “incrementar” a cooperação e “reforçar” a participação às numerosas iniciativas em curso no âmbito da Nações.

 

 

BAREIN: Mais de 100 pessoas perdem nacionalidade

Essas pessoas faziam parte de uma organização com 138 membros chamada “Falanges Zulfikar”. Cinquenta e três acusados foram condenados à prisão perpétua

Um tribunal do Barein condenou nesta, terça-feira, 115 cidadãos a penas de prisão e à retirada de suas nacionalidades, em um julgamento por “complô terrorista” no qual estavam envolvidos os Guardiães da Revolução Iraniana – anunciou a Procuradoria.

Destes, cinquenta e três acusados foram condenados à prisão perpétua, três a 15 anos de prisão, um a 10 anos, 15 a sete anos, 37 a cinco anos e seis a três anos. Outras 23 pessoas foram absolvidas.

De acordo com a AFP essas pessoas faziam parte de uma organização com 138 membros chamada “Falanges Zulfikar” e constituída por barenitas “recrutados e treinados pelos Guardiães da Revolução nos campos no Irã e no Iraque” com a intenção de “cometer atentados no Bahrein”, acrescentou a Procuradoria em um comunicado.

 

 

INE: Taxa de variação homóloga do IPC aumentou para 1,2% em Abril

As variações positivas mais significativas ocorreram nas classes do ensino, da saúde, do lazer e em várias outras áreas  

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Abril deste ano aumentou para 1,2(%), superior à registada no mês anterior em 0,2 pontos percentuais, revelou o INE.

Com estes resultados o INE constatou que as contribuições negativas verificadas foram largamente suplantadas pelas contribuições positivas, resultando na variação homóloga positiva observada para o IPC total nacional.

Desta percentagem do IPC, as variações positivas mais significativas ocorreram nas classes do ensino (+2,5%), da saúde (+2,4%), das bebidas alcoólicas e tabaco (+2,3%), do lazer, recreação e cultura (+2,2%) e dos bens e serviços diversos (+2,2%).

Verificou-se, tambem, em classes das rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (+1,9%), e dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (+1,3%), sendo que no sentido contrário, as variações negativas foram registadas nas classes dos transportes (-0,1%) e dos vestuário e calçado (-1,4%).