FRELIMO: Afonso Dhlakama era um “parceiro estratégico” para a paz

Partido no poder em Moçambique lamentou a morte do guerrilheiro que comandava a oposição a partir das matas

A morte de Afonso Dhlakama, ocorrido na última quinta-feira, 3, apanhou de “surpresa” a própria FRELIMO, partido no poder que já lamentou o desaparecimento de um “parceiro estratégico” no processo de paz em Moçambique.

Caifadine Manasse, porta-voz do partido no governo, sublinhou as conquistas que Moçambique conseguiu com o empenho de Dhlakama.

Numa declaração a um jornal local, o dirigente desejou que o partido mantenha a “serenidade e o interesse” que o seu líder tinha na busca pela paz. “A FRELIMO fará de tudo para avançar com a paz e temos fé que os membros da RENAMO vão-se organizar para que o processo iniciado com Afonso Dhlakama continue andando”, expressou aquele dirigente.

 

SÓCRATES: Antigo PM de Portugal desfilia-se do PS

Antigo governante está a braços com a justiça do seu país e vários altos dirigentes socialistas já comentaram a sua situação, com afirmações que ele não terá gostado

José Sócrates, primeiro- ministro de Portugal entre março 2005 e junho de 2011, terá já solicitado a sua desfiliação do Partido Socialista português. Em causa, declarações de altos dirigentes do seu partido que segundo observou o estarão a condenar sem julgamento.

“É chegado o momento de pôr fim a este embaraço mútuo”, refere a imprensa portuguesa atribuindo esta frase ao próprio Sócrates, que segundo consta não terá gostado de declarações como a de António Costa, primeiro-ministro e líder do PS, e de outros altos dirigentes do partido como o líder parlamentar do PS e do próprio porta-voz dos socialistas que governam Portugal.

Ontem, António Costa, numa declaração considerou que ninguém está acima da lei e caso se confirmarem as suspeitas de corrupção nas políticas de energia por membros do governo de José Sócrates, será “uma desonra para a democracia”.

Sócrates considerou estas declarações um julgamento antecipado e solicitou, por isso, desfiliação do partido que já liderou entre setembro de 2004 e julho de 2011.

 

MOÇAMBIQUE: Morreu Afonso Dhlakama

O político e ex-guerrilheiro moçambicano que liderou RENAMO nos últimos cerca de 4 décadas, morreu com 65 anos de idade

Líder da oposição moçambicana morreu ainda em terra num momento em que aguardava por um helicóptero que o deveria transportar até Pretória, na África do Sul, para um tratamento de emergência.

Ainda sem confirmação oficial, tudo aponta para uma crise de diabetes na origem da morte do Presidente da RENAMO.

O líder histórico da RENAMO estava nas matas da Gorongosa onde se refugiou desde que se iniciaram os conflitos político-militares, em 2012.

A FRELIMO, partido no poder, considera Afonso Dhlakama um parceiro estratégico para a paz e estabilidade, lamentando a sua morte.

O político e ex-guerrilheiro moçambicano que liderou RENAMO nos últimos cerca de 4 décadas, morreu com 65 anos de idade.

 

PR: “Eu quero que o País esteja nos primeiros lugares” na liberdade de imprensa

O PR comparou a liberdade de imprensa a uma “espécie de jarra sensível” que sofrendo qualquer investida pode cair

O Presidente da República considerou hoje na Cidade da Praia que a liberdade de imprensa é “pilar fundamental” no Estado de direito e da democracia e admitiu que “quanto maior for” a liberdade de imprensa “mais sólido” será o Estado de direito e a própria democracia.

JCF falava aos Jornalistas por ocasião do Dia da Liberdade de Imprensa que hoje se assinala e aproveitou para apelar a todos sem exceção no sentido de trabalharem “cada um a seu modo” para que a liberdade de imprensa seja “cada vez mais alargada e mais forte”.

O PR comparou a liberdade de imprensa a uma “espécie de jarra sensível” que sofrendo qualquer investida pode cair, por isso pediu que todos cuidem desta liberdade.

JCF renovou seu apelo no sentido de se corrigir o que possa não estar bem e trabalharmos para “aprimorar e avançar os níveis”.

“Eu pessoalmente sou extremamente crítico, ambicioso e exigente com a democracia e o Estado de direito. Não satisfaz-me em dizer que somos a 23.ª, 24.ª ou 26.ª na liberdade de imprensa, eu quero que o País esteja nos primeiros lugares, e eu luto e trabalho para isso”, comentou, categórico.

 

GÉNERO: Deputada Joana Rosa reconhece ganhos de mulher na esfera política

Membro da Assembleia Parlamentar da Francofonia, APF, Joana Rosa reconhece que houve ganhos ao longo dos tempos no que se refere à participação da mulher na vida política, mas apela para a supressão dos obstáculos que condicionam a progressão das mulheres nesta matéria

O número de mulheres na esfera política foi aumentando ao longo dos tempos observou a Deputada eleita no Círculo Eleitoral do Maio, pelo Movimento para a Democracia.

Recuando no tempo, Joana Rosa lembrou que em 1991 apenas 3,8 % de mulheres estavam na esfera política, daí em diante foi sempre a crescer, excetuando 2001 em que se registou uma ligeira diminuição.

Em 1995 a percentagem foi de 12,5, em 2001 foi de 11,1 %, mas voltaria a aumentar em 2006 situando-se nos 15,3 %. Em 2011 chegou aos 20,8 e em 2016 situou-se em 23,6 %.
Face a estes dados que espelham a realidade do País a Deputada Joana Rosa que é simultaneamente Presidente da Rede das Mulheres Parlamentares de Cabo Verde salienta que é preciso “remover muitos obstáculos” psicossociológicos e políticos que no seu entender “condicionam, uma verdadeira participação na vida política do País”.

A baixa percentagem de mulheres eleitas como Deputadas traz consigo várias razões, por isso a Parlamentar argumenta que a defesa da igualdade de género e de uma maior participação das mulheres nos diversos níveis do poder, deve representar uma forte convicção quanto ao papel fundamental e decisão de mulher em todo o processo de construção deste País.

A nível mundial, Cabo Verde tem uma taxa de participação de mulheres no Parlamento entre 22 %, dado distante de outros países como Senegal (42,7 %), Moçambique (39,9 %) ou Espanha (39,1 %).

 

EQUIDADE DE GÉNERO: “Está-se perante uma grave questão social e política” PR

O estadista considera que as situações de subalternidade das mulheres em diversas esferas são ainda acentuadas e a sua escassa representatividade no Parlamento contrasta com a complexidade dessa realidade

O Presidente da República defendeu esta quinta-feira, 3, uma maior participação das mulheres na esfera política, caraterizando a situação atual de muito grave que muitas vezes penaliza as mulheres de forma injusta nas questões sociais e políticas.

A participação das mulheres nas Assembleias nacional e municipal está abaixo dos 25 %, um dado que o Presidente Jorge Carlos Fonseca, considera pouco razoável tendo em conta a representatividade da população feminina do País.

“Está-se perante uma grave questão social e política que penaliza de forma injusta, e não raras vezes indigna, as mulheres e que deve ser resolvida pela sociedade”, afirmou o Chefe de Estado no seu discurso de abertura do Seminário sobre o “Parlamento Moderno, Abertura à sociedade Civil e Consciencialização do Género”, que decorre desde hoje na Cidade da Praia.

O estadista considera que as situações de subalternidade das mulheres em diversas esferas são ainda acentuadas e a sua escassa representatividade no Parlamento contrasta com a complexidade dessa realidade. Assim, defende que luta pela igualdade e equidade de género é um problema de todos e não somente das mulheres.

Trata-se de uma questão política, social, cultural e educativa, da maior relevância e que diz respeito a toda a sociedade e que por isso tem de interessar a todos, observou, salientando que em termos de leis e das instituições no que se refere às relações de género, o percurso de Cabo Verde tem sido muito positivo.

 

PARLAMENTO: Seminário discute abertura à Sociedade com foco no género

Seminário de dois dias foi aberto esta manhã e reúne especialistas de várias latitudes numa reflexão de abertura do próprio Parlamento à Sociedade

Decorre desde esta manhã na Cidade da Praia o seminário intitulado “Parlamento Moderno, Abertura à Sociedade Civil e Consciencialização da Igualdade de Género”, promovido pela Assembleia Nacional em parceria com o Secretariado Geral da Assembleia Parlamentar da Francofonia.

A iniciativa visa sensibilizar os parlamentares da importância da abertura do Parlamento à sociedade civil, definir estratégias para aumentar a representatividade das mulheres na política, informar os parlamentares sobre os mecanismos pertinentes para agir em favor da igualdade de género no Parlamento, debater o papel das organizações da sociedade civil em colaboração com o Parlamento para a consciencialização da igualdade de género e sensibilizar os parlamentares para a realização de ações que permitam tornar mais conhecido o seu trabalho junto das populações.

Os trabalhos foram abertos esta manhã pelo Chede de Estado, Jorge Carlos Fonseca,

Ao longo do dia de hoje 3 temas serão analisados por especialistas que chegam de várias paragens.

A antiga Ministra da República Democrática do Congo, Geneviève Inagossi Kasongo, irá proferir o primeiro painel deste seminário dissecando “As 3 Funções Parlamentares: Legislar, Controlar e Representar o Povo”.

Ainda hoje outros dois temas serão apresentados no seminário que prossegue amanhã, sexta-feira, com a Deputada Cabo-verdiana, Lúcia Passos, a abordar “As Mulheres e a Igualdade de Género no Processo Cabo-verdiano”.

As mulheres representam um universo de 23.6 % dos parlamentares Cabo-verdianos e a iniciativa hoje inaugurada insere-se na política de aproximação do Parlamento à Sociedade civil.

 

5.ª JORNADA DO CNF: Já são conhecidos os Árbitros

No clássico de São Vicente a pontuar para o Grupo A segue um trio do Porto Novo. Os jogos acontecem no sábado e domingo

Um trio de arbitragem de Santo Antão Sul, liderado pelo internacional Lenine Delgado, vai dirigir o clássico que opõe o Mindelense e a Académica da Praia, referente ao Grupo A.

A partida, no Adérito Sena, realiza-se às 16 horas de sábado e Lenine Delgado será coadjuvado por Aritson Santos e Jailson Santos, sendo Benedito Santos, de São Vicente, o quarto árbitro.

Para Porto Novo, para arbitrar o jogo Académica e Sal-Rei, da Boa Vista, segue um trio de Santiago Norte, chefiado por Abrantino Tavares.

Para o Grupo B, o Árbitro central Wilson Gomes, de Santo Antão Sul, vai à ilha de São Nicolau dirigir, no Estádio DiDeus, o Belo Horizonte e o Scorpions, enquanto que um trio da ilha do Sal, liderado por António Rodrigues, desloca-se a Santo Antão Norte para dirigir o Foguetões x Morabeza, agendado para domingo.

Quanto ao Grupo C, Fabrício Duarte, de Santiago Sul, apita o Palmeira x Vulcânico, no Marcelo Leitão, ao passo que Manuel Gomes, de São Vicente, dirige o encontro Barreirense e Sporting da Praia, no municipal do Maio.

 

NOBEL DA PAZ: Deputados Republicanos indicam Donald Trump para o prémio

Um grupo de 18 Deputados Republicanos nomeou o Presidente Norte-americano, Donald Trump, para o Nobel da Paz de 2019

Na base desse decisão está “o esforço” do líder Norte-americano para amenizar as tensões nucleares com a Coreia do Norte, dizem os Deputados, numa carta endereçada ao Comité do prémio

No documento lê-se que a Coreia do Norte tinha ignorado durante muito tempo as exigências internacionais para parar com as agressões, e que só com os esforços de Trump isso começou a acontecer.

Os Republicanos não são os únicos que defendem Trump para o Nobel da Paz. Também o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, já tinha dito que Trump era merecedor do referido prémio, por ter tentado acabar com o programa nuclear da vizinha Coreia do Norte.

A se confirmar, Donald Trump não será o único Presidente dos EUA a receber o prémio. Antes, Barack Obama, Jimmy Carter, Theodore Roosevelt e Woodrow Wilson são já laureados com a distinção.

 

PROMOÇÃO: CV TradeInvest apoia divulgação de empresas

A Cabo Verde TradeInvest já tem disponível uma plataforma online denominado “Diretório de Empresas e Prestadores de Serviço”, em que as empresas cabo-verdianas poderão divulgar os seus serviços e produtos a nível nacional e internacional

Cabo Verde, segundo Ana Lima Bárbara, “tem muito para oferecer” em termos de produtos específicos para a diáspora, daí, sublinhou, ser importante perceber que não é só necessário atrair investimento direto do estrangeiro, mas sim pensar na diáspora como um mercado.

A partir de agora as empresas poderão inscrever-se, sem custos, e divulgar a nível nacional e internacional os seus serviços e produtos, e com isso, acredita aquela responsável, estarão alargando o mercado da exportação nacional.

Podem inscrever-se nesta ferramenta, alojada na página da Cabo Verde TradeInvest, as empresas com volume de negócios no mínimo de 500 mil escudos e com 10 postos de trabalho na área de prestação de serviço e indústria.

A plataforma vai permitir a publicidade e a apresentação gratuita das empresas, produtos e serviços “made in Cabo Verde”, organizados de acordo com a área de negócio na qual se integram, indicou.

Esta plataforma vai disponibilizar contatos, localização, serviços prestados e outras informações relevantes das empresas inscritas.