Última Hora. Vários voos da TACV cancelados por avaria nos aparelhos

Passageiros no Fogo, Praia, São Vicente e São Nicolau enfrentam constrangimentos

Uma avaria técnica está a afetar os voos da companhia aérea TACV, provocando o cancelamento de várias ligações interilhas desde ontem, terça-feira. A situação mantém-se esta quarta-feira, com passageiros retidos em diferentes aeroportos do País.

Segundo informações apuradas por OPAÍS.cv, os transtornos afetam particularmente passageiros nas Ilhas do Fogo, Praia, São Vicente e São Nicolau.

No Fogo, por exemplo, diversos passageiros ficaram em terra, alguns dos quais com voos de ligação internacional. Situação semelhante regista-se noutros aeroportos, onde não há, até ao momento, ligações alternativas confirmadas.

Uma responsável comercial da TACV confirmou a existência de falhas operacionais causadas por avarias nos aparelhos e garantiu que a companhia está a envidar todos os esforços para salvaguardar os direitos dos passageiros, com especial atenção aos que têm voos internacionais.

A empresa está, entretanto, em contato com agências para avaliar alternativas de transporte marítimo, embora ainda não haja uma solução definida.

Presidente do Parlamento indignado com RCV

Rádio pública deixa de transmitir na íntegra a sessão do Parlamento Cabo-verdiano. Partidos também estão contra a decisão da RCV

A decisão da Rádio de Cabo Verde de deixar de transmitir as sessões parlamentares nos moldes habituais gerou forte reação no Parlamento esta quarta-feira, com todas as bancadas a manifestarem desacordo.

O Presidente da Assembleia Nacional revelou que foi apanhado de surpresa e lamentou não ter sido previamente informado. Apesar de reconhecer a autonomia editorial da rádio, considerou a decisão “triste” e “injustificável”.

Austelino Correia manifestou, neste sentido, indignação perante a decisão tomada “sem uma comunicação prévia” à Assembleia Nacional, afirmando, no entanto, que o Parlamento respeita a decisão, uma vez que a RCV tem autonomia editorial.

“Manifestei o meu desacordo e disse-lhes que nós deveríamos ser contatados antes, pelo menos para nos ouvirem. Nós não nos intrometemos na edição editorial da RCV, respeitamos a liberdade de imprensa. Infelizmente recebi ontem esta triste notícia, fui pego de surpresa com esta triste notícia”, afirmou.

O Líder da bancada parlamentar do Movimento para a Democracia, Celso Ribeiro, manifestou indignação pela decisão tomada, tendo apelado, no entanto, ao bom senso.

“Nós não aceitamos e nem admitimos e gostaríamos de saber com base em que elementos e estudos, que a RCV decidiu que iria transmitir a sessão plenária como e quando bem entender. Onde está o interesse público, serviço público e o direito de informação”, questionou.

O PAICV, através de João Baptista Pereira, acusou a RCV de privar os cabo-verdianos do direito à informação.

A UCID também se manifestou contra, com António Monteiro a lembrar que a informação parlamentar é essencial para os cidadãos.

A RCV contra o direito à informação: um atentado a democracia no parlamento

Num gesto que envergonha a comunicação pública e põe em causa os fundamentos do Estado Democrático de direito, a direção da RCV decidiu – por vontade própria ou sob pressão obscura – suspender a transmissão dos trabalhos parlamentares. É uma decisão grave, inaceitável, e que fere frontalmente o direito do povo cabo-verdiano a informação.

O parlamento é a casa da democracia, o espaço onde se discutem e aprovam leis que regem a vida de todos os cidadãos. Negar ao povo o acesso a informação é coartar um direito elementar : o de saber o que se passa dentro da casa que, em teoria, representa o interesse nacional.

A RCV, enquanto órgão público de comunicação social, não pertence a sua direção, nem aos seus editores, nem a qualquer grupo politico- partidário. É paga pelo erário publico e deve obediência ao interesse público.

O seu patrão é o povo, não a conveniência de ocasião. E quando um órgão público rompe com a sua missão de informar, para esconder, controlar ou manipular, está a cometer um atentado a democracia.

O momento escolhido para esta medida é ainda mais estapafúrdia: as portas dos 50 anos da independência de Cabo Verde.

Um tempo que devia ser de exaltação da liberdade conquistada, da maturidade institucional e da transparência política. Em vez disso, a direção da RCV brinda-nos com censura encapotada e silêncio institucional.

Por que motivo um serviço público de comunicação deixa de cumprir uma das suas funções mais nobres – a de fiscalizar e dar voz à vida política nacional?

O silêncio da direção da RCV é cúmplice de um ato de censura e omissão. E quando se cala o parlamento, cala-se também a democracia.

É público e notório que, nos últimos tempos, a RCV tem sido usada como caixa de ressonância de interesses alheios ao jornalismo – particularmente os da oposição.

Mas com esta decisão, ultrapassou os limites da decência editorial e da legalidade democrática.

Cabe agora ao Governo da República, particularmente o Secretário de Estado da Comunicação Social, intervir com firmeza. Ou se repõe, imediatamente, a transmissão dos trabalhos parlamentares, ou os responsáveis na transparência institucional devem colocar os cargos a disposição.

O silêncio público da rádio não pode ser um bunker político nem uma ilha de autoritarismo dentro do estado democrático. Ou está ao serviço do povo – de forma clara, livre e plural – ou deixa de merecer o nome de serviço público.

Não se pode celebrar a independência silenciando o povo coartando-lhe o direito de ser informado.

 

Escalada de violência entre Índia e Paquistão faz pelo menos 34 mortos na Caxemira

Confronto teve início com uma ofensiva aérea Indiana sobre território paquistanês, em retaliação ao ataque armado de 22 de abril que matou 26 pessoas em Pahalgam, na Caxemira indiana

Pelo menos 34 civis morreram esta quarta-feira, na sequência de bombardeamentos entre Índia e Paquistão, numa nova escalada de tensão na disputada região da Caxemira.

O confronto teve início com uma ofensiva aérea indiana sobre território paquistanês, em retaliação ao ataque armado de 22 de abril que matou 26 pessoas em Pahalgam, na Caxemira indiana.

As forças armadas dos dois países trocaram intensos disparos de artilharia ao longo da fronteira.

Segundo o exército do Paquistão, 26 pessoas morreram no lado Paquistanês, incluindo três crianças, e outras 46 ficaram feridas.

Do lado Indiano, as autoridades confirmaram oito mortos e 29 feridos na aldeia de Poonch.

Explosões continuaram a ser ouvidas durante o dia, incluindo nas imediações de Srinagar, principal cidade da Caxemira indiana. A

s hostilidades ocorrem num contexto de rivalidade histórica entre os dois países, que se enfrentam desde 1947 pelo controlo da região.

Ministro do Mar abre Fórum Regional da Juventude de Barlavento em São Nicolau

Cerimónia de abertura acontece amanhã, quinta-feira, 8, no Município do Tarrafal, reunindo cerca de 120 jovens das Ilhas do Barlavento

Arranca na quinta-feira, no Tarrafal de São Nicolau, mais uma edição do Fórum Regional da Juventude do Barlavento. A cerimónia de abertura será presidida pelo Ministro do Mar, Jorge Santos, que aproveita a ocasião para uma visita oficial de 3 dias na Ilha.

O evento, organizado pelo Instituto do Desporto e da Juventude, IDJ, reunirá cerca de 120 jovens provenientes de todas as Ilhas do Barlavento. Segundo a organização, está tudo pronto para a realização do fórum, que decorre entre os dias 8 e 9.

A edição deste ano tem como temática central os oceanos, pelo que contará com a presença de vários representantes do setor marítimo nacional. O objetivo é sensibilizar os jovens para o papel estratégico do mar no desenvolvimento sustentável do País, promovendo o diálogo e o envolvimento ativo da juventude.

À margem do Fórum, o Ministro do Mar realizará ainda visitas aos dois Municípios da Ilha de São Nicolau, com uma agenda centrada em questões ligadas à economia do mar, sustentabilidade e desenvolvimento local.

PM destaca empenho do Governo em melhorar IDH e eliminar pobreza extrema

Ulisses Correia e Silva reagia à posição 135 ª de Cabo Verde no relatório sobre Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, reiterou a importância de continuar a trabalhar para o desenvolvimento de Cabo Verde, melhorar o nível de desenvolvimento humano e eliminar a pobreza extrema no País.

A declaração surge na sequência da divulgação do Relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que mantém Cabo Verde na 135.ª posição, mas reconhece uma evolução contínua da pontuação do País: de 0.651 em 2021, para 0.664 em 2022 e 0.668 em 2023.

“O importante é continuar a trabalhar para que possamos desenvolver Cabo Verde, ter um bom nível de desenvolvimento humano, conseguirmos concretizar aquilo que é a eliminação da pobreza extrema e, portanto, fazer os Cabo-verdianos se sentirem bem na sua terra”, afirmou o chefe do Governo.

Sem dramatizar a posição no ranking, Ulisses Correia e Silva destacou a tendência positiva registada nos últimos anos e apelou ao foco nas políticas públicas de desenvolvimento. “Não dramatizo quando há melhorias, nem também entro em depressão quando há quebra da classificação”, observou.

O governante reforçou ainda que o objetivo é garantir progresso sustentável, melhorar a qualidade de vida da população e criar oportunidades em todas as ilhas do Arquipélago.

Começa o Conclave para a eleição do novo Papa

Durante a tarde de hoje, os 133 Cardeais eleitores vão recolher à Casa Apostólica de Santa Marta e reúnem-se na Capela Sistina para o início fechado do Conclave

A missa ‘pro eligendo Romano Pontifice’, que marca o início do Conclave para escolher o sucessor do Papa Francisco, já terminou. Os Cardeais irão fazer agora uma pausa para depois se reunirem na Capela Sistina ao início da tarde.

A decisão sobre quem será o sucessor de Francisco está nas mãos de 133 Cardeais – incluindo Dom Arlindo Furtado, de Cabo Verde – de 71 nacionalidades que, encerrados na Capela Sistina, seguirão os rituais precisos da Santa Sé em contexto de silêncio e segredo.

Foram chamados ao Vaticano os 252 Cardeais da Igreja após a morte de Francisco. Há 135 eleitores, com menos de 80 anos, dos quais dois não vão participar no Conclave por estarem doentes. Ou seja, só 133, que já estão em Roma, onde vão participar.

Encerrado o período de luto pela morte do Papa Francisco, dá-se início à escolha do futuro líder da Igreja Católica, processo que chama Cardeais de todos os locais do mundo à Capela Sistina, espaço histórico que acolhe conclaves desde 1492. Esta tradicional etapa começa cerca de 15 a 20 dias após a vacância do papado, dando tempo para os cardeais eleitores chegarem ao Vaticano.

Durante a fase pré-Conclave decorrem Congregações Gerais, nas quais os Cardeais – que têm de ter menos de 80 anos na data da morte ou renúncia do Papa – debatem o estado da Igreja e preparam a reunião decisiva. Os Cardeais com mais de 80 anos não podem votar, mas podem estar nas congregações gerais antes do Conclave.

Cabo Verde mantém 135.ª posição no IDH, mas sobe na pontuação

Apesar de manter a 135.ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano, Cabo Verde registou um ligeiro aumento na sua pontuação, passando de 0.664 em 2022 para 0.668 em 2023

A informação consta de uma nota de esclarecimento do Gabinete do Representante do Escritório Conjunto do PNUD, UNFPA e UNICEF, emitida na sequência da publicação do relatório de 2025, divulgado esta semana.

Ao contrário do que foi divulgado por alguns órgãos de comunicação, PNUD explica que, embora Cabo Verde ocupasse a 131.ª posição no relatório anterior (com dados de 2022), essa classificação foi revista após a atualização dos dados de todos os países, fazendo com que o Arquipélago passasse para a 135.ª posição. “Isso porque ao darem dados mais atualizados, outros países têm melhor pontuação que Cabo Verde”, sublinha a nota.

Ainda assim, o documento destaca a evolução positiva do País em termos de desenvolvimento humano: de 0.651 pontos em 2021, para 0.664 em 2022, e agora 0.668 em 2023.

“O País tem vindo a envidar esforços no sentido de melhorar em matéria de desenvolvimento humano”, lê-se no comunicado, que recomenda uma leitura cuidadosa do relatório, nomeadamente nas páginas 280 e 285, onde se pode observar a progressão de Cabo Verde ao longo dos anos.

O Gabinete reforça que a análise correta deve ser feita com base nos dados atualizados e não apenas na posição inicial divulgada em relatórios anteriores.

Emprego Público em destaque na primeira sessão parlamentar de maio

Implementação do novo Regime Jurídico do Emprego Público é o principal tema em debate na primeira sessão ordinária de maio, que arranca hoje 

A implementação do Regime Jurídico do Emprego Público, aprovado pela Lei nº20/X/2023, será o foco de discussão na sessão plenária parlamentar de Maio, cujos trabalhos se iniciam hoje.

O Parlamento dedica “especial atenção” a este tema durante a sua primeira Sessão Ordinária de Maio, que decorrerá de 7 a 9.

A interpelação ao Governo sobre esta matéria, proposta pelo Grupo Parlamentar do PAICV, surge como um dos “momentos cruciais da agenda”, com o objetivo de escrutinar a aplicação da Lei nº20/X/2023 e as suas implicações para os trabalhadores e a administração pública cabo-verdiana.

Embora a sessão aborde outros temas de grande relevância, como a votação final global dos códigos do Imposto sobre a Transmissão de Imóveis e do Imposto sobre a Propriedade de Imóveis, bem como o início da discussão sobre a Lei Orgânica do Banco de Cabo Verde, a questão do emprego público deverá dominar parte significativa dos debates.

A Assembleia Nacional também se debruça sobre diversas propostas de alteração a leis orgânicas e códigos importantes, incluindo o Código Eleitoral e as leis orgânicas do Conselho Superior da Magistratura Judicial e do Ministério Público, além de propostas relacionadas com a inspeção judicial e do Ministério Público e os estatutos dos magistrados judiciais e do Ministério Público.

A agenda da sessão contempla ainda a votação final global de duas propostas de lei fundamentais para o sistema tributário cabo-verdiano: o Código do Imposto sobre a Transmissão de Imóveis e o Código do Imposto sobre a Propriedade de Imóveis.

Adicionalmente, os deputados darão início à discussão na generalidade da Proposta de Lei que aprova a Lei Orgânica do Banco de Cabo Verde.

A sessão prosseguirá com a análise aprofundada de diversas propostas de lei que visam a alteração e atualização de “importantes marcos legais” do país, incluindo a quinta alteração ao Código Eleitoral, a primeira alteração à Lei Orgânica do Conselho Superior da Magistratura Judicial, a segunda alteração à Lei Orgânica do Ministério Público, a proposta de lei que regula a organização, composição, competência e o funcionamento do Serviço de Inspeção Judicial e aprova o estatuto do seu pessoal.

Consta ainda a proposta de lei que regula a organização, composição, competência e o funcionamento do serviço de Inspeção do Ministério Público e aprova o estatuto do seu pessoal, a primeira alteração à Lei que aprova o Estatuto dos Magistrados Judiciais e a primeira alteração à Lei que aprova o Estatuto dos Magistrados do Ministério Público.

 

Governo aposta em elevar economia digital para 20% do PIB nacional

Durante a inauguração do polo do Parque Tecnológico no Mindelo, o Primeiro-Ministro destacou que a meta é elevar a contribuição do setor digital no PIB de cerca de 7% para 20%

Ulisses Correia e Silva afirmou esta terça-feira, durante a inauguração do polo do Parque Tecnológico no Mindelo, que o Governo está a apostar fortemente na economia digital como um pilar da diversificação económica nacional.

A meta, segundo o Chefe do Executivo, é elevar a contribuição do setor digital no Produto Interno Bruto de cerca de 7% para 20%, promovendo ao mesmo tempo o empreendedorismo, o talento jovem e a criação de empregos qualificados.

“Estamos hoje a inaugurar este polo com a convicção de que se trata de um momento especial. Esta infraestrutura é fundamental para o futuro económico de Cabo Verde”, disse, anunciando ainda o lançamento, em junho, do Fundo Morabeza, no valor de 24 milhões de Euros, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), para apoiar o empreendedorismo jovem.

Por seu turno, o CEO do Parque Tecnológico, Carlos Monteiro, reforçou o carácter nacional e descentralizador do projeto, sublinhando que o desenvolvimento de Cabo Verde deve acontecer a partir de todas as ilhas, com os seus próprios saberes e recursos.

“Este polo em Mindelo é mais do que uma infraestrutura física, será um centro de competências e inovação nas áreas de conteúdos digitais, cultura digital, serviços tecnológicos e exportação”, explicou, destacando a aposta na juventude, na qualificação e na criação de um ecossistema favorável ao surgimento de startups.

A VisionWer, empresa de cibersegurança que já opera na Cidade da Praia, segundo revelou Carlos Monteiro, será a primeira a instalar-se no polo de Mindelo, marcando assim o início da atividade empresarial no espaço.