Ataques Israelitas no Líbano deixam pelo menos 15 mortos

Ataques são parte de uma ofensiva israelita em curso, iniciada há mais de duas semanas

Pelo menos 15 pessoas morreram na madrugada de sexta-feira, 11, em dois ataques ao norte de Beirute, como parte dos bombardeamentos realizados por Israel contra alvos do Hezbollah.

Os ataques ocorreram na aldeia de Maaysrah, onde nove pessoas perderam a vida, e em Deir Billa, com mais duas mortes e quatro feridos, informou o Ministério da Saúde Libanês.

No sul do Líbano, outras quatro pessoas morreram e 18 ficaram feridas num ataque a Barja.

A Cruz Vermelha relatou que alguns dos seus socorristas também foram feridos durante uma missão de resgate em uma casa bombardeada.

Os ataques são parte de uma ofensiva Israelita em curso, iniciada há mais de duas semanas, que já provocou mais de 2.200 mortos e 10.000 feridos no Líbano.

Miguel Rosa quer Maio a contribuir com 15% do turismo nacional nos próximos 4 anos

Meta foi estabelecida no quadro da sua apresentação para um novo mandato à frente da Autarquia do Maio

Miguel (Michel) Rosa, Presidente da Câmara Municipal do Maio, e candidato do MpD a um terceiro mandato, nas eleições de 1 de dezembro, assumiu, no sábado, que o Maio “precisa” de uma dimensão económica para se poder “catapultar” para outros níveis de desenvolvimento.

Ao falar no ato da sua apresentação pública, o candidato democrata assumiu o compromisso de fazer o Maio crescer a nível do turismo e passar a ter uma significativa contribuição nacional, depois do Sal e Boa Vista.

Com os investimentos públicos em curso e com os investimentos privados que vão se concretizar, Miguel Rosa coloca a fasquia de a sua Ilha mudar completamente os níveis de contribuição económica para a riqueza nacional.

Categórico, o candidato do MpD aponta que a meta é chegar aos 15% da receção do turismo, ultrapassando, em larga escala, os atuais 0,2%.

Ainda no turismo, Miguel Rosa estima uma evolução positiva no número de quartos e de cama, em que atualmente a Ilha contribui com apenas 0,4 e 0,5%. Aqui a meta é no horizonte do próximo mandato chegar a “pelo menos” 20%.

Na habitação, prosseguiu, a meta é até 2028, realizar intervenções em cerca de 500 casas. Miguel Rosa aponta para reabilitação, auto-construção e “outras modalidades” que o Plano Municipal de Habitação indica.

A requalificação urbana é outra aposta, indicou o candidato, que apontou para um programa de prevê, sobretudo, a regeneração, revitalização e renovação de espaços públicos e zonas. “Vamos renovar esta Cidade” pontuou, ao mesmo tempo que garantiu que Porto Inglês vai ser a Cidade “mais colorida” de Cabo Verde.

No capítulo da água, a aposta é evoluir dos atuais 95% para 100% nos próximos 4 anos, lembrando o político que em 2016, a Ilha estava em cerca de 77%.

Na juventude, as apostas são para continuar, lembrando que o Maio já conta com um Estádio de Futebol “moderno”, dois campos relvados nas Vilas de Barreiro e Calheta, polidesportivos em Ribeira Dom João e Morro.

Miguel Rosa tenta uma terceira eleição, fazendo dupla com Zacarias Ribeiro, tendo sido apresentado pelo Vice-Presidente do MpD, Elísio Freire, que acentuou que a aposta nesta dupla é para continuar a desenvolver o Maio.

Ministro das Comunidades exalta papel das associações Cabo-verdianas na Diáspora

Jorge Santos, participou hoje na 2.ª edição do Seminário Anual da Federação das Associações Cabo-verdianas de França

Na ocasião o Governante destacou a importância da iniciativa para a integração dos Cabo-verdianos e o desenvolvimento de Cabo Verde.

“Este seminário anual, que reúne diversas Associações Cabo-verdianas de França, permite a partilha de informações, ideias em prol de uma boa integração dos conterrâneos e o desenvolvimento de Cabo Verde, criando força para dialogar em conjunto com o Governo”, disse

O Ministro desafiou outras comunidades Cabo-verdianas ao redor do mundo a seguirem o exemplo.

“Desafio a Federação de França a apoiar e incentivar outras associações da Diáspora a seguir este exemplo e que futuramente possam realizar um seminário de todas as Federações na Europa”, enfatizou.

Durante o evento, Jorge Santos destacou as políticas do Governo em prol das comunidades emigradas, como o Projeto de Mapeamento da Diáspora Cabo-verdiana, a Lei de Nacionalidade, o Portal Consular e o Guia de Investidor da Diáspora.

UE apela Israel para garantir continuidade da atividade da agência que apoia refugiados Palestinianos

Josep Borrell manifestou a profunda preocupação da União Europeia com um projeto de lei em discussão no parlamento Israelita que pode levar à interrupção das atividades da UNRWA

O Chefe da diplomacia Europeia, Josep Borrell, pediu hoje a Israel que permita à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA) continuar suas operações na região, alertando para as consequências “desastrosas” de uma possível suspensão.

Borrell manifestou a profunda preocupação da União Europeia com um projeto de lei em discussão no parlamento israelita que pode levar à interrupção das atividades da UNRWA na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, e em Gaza.

A Comissão de Negócios Estrangeiros e Defesa do Knesset deu “luz verde” ao projeto em 6 de outubro.

A UNRWA presta serviços essenciais a milhões de refugiados Palestinianos e é vista como um “pilar da estabilidade regional”, sendo também crucial para um possível caminho para a solução de dois Estados, sublinhou Borrell.

Chuvas provocam novos estragos no acesso à praia de Nossa Senhora da Encarnação no Fogo

Destruição ocorreu no mesmo local que havia sido afetado pelas chuvas de setembro de 2023

As chuvas intensas que caíram na tarde de sexta-feira, 11. na Ilha do Fogo, provocaram novos danos no acesso à praia de Nossa Senhora da Encarnação, tornando o trajeto intransitável.

A destruição ocorreu no mesmo local que havia sido afetado pelas chuvas de setembro de 2023.

A estrada nacional, que também passa pelo Hospital Regional São Francisco de Assis, foi reconstruída no primeiro semestre de 2024 com o apoio do Governo, que destinou 16 mil contos para as obras.

A intervenção incluiu a pavimentação e a construção de muros de suporte, que voltaram a ser destruídos pelas chuvas.

Ministra da Saúde satisfeita com resposta ao surto de dengue em Santa Catarina

Filomena Gonçalves visitou na sexta-feira, 11, as estruturas de saúde de Santa Catarina

A ministra da Saúde visitou as estruturas de saúde de Santa Catarina de onde saiu “satisfeita” com a resposta que tem sido dada e apela ao apoio da população.

Durante a visita, a Governante verificou a implementação dos protocolos de atendimento e elogiou o compromisso dos profissionais de saúde do Centro de Saúde e do Hospital Santa Rita Vieira.

A Ministra destacou que o combate à dengue requer a colaboração de toda a população, apelando ao cumprimento de medidas preventivas, como evitar água parada e usar repelentes.

Filomena Gonçalves também reforçou que o Governo está a trabalhar com parceiros internacionais para garantir vacinas e outros recursos necessários para enfrentar o surto.

De acordo com os dados do Boletim Diário, a nível do País, há um total de 7.519 casos confirmados, 11.516 suspeitos e dois óbitos, e na região Santiago Norte, o município de São Lourenço dos Órgãos tem 181 casos suspeitos e 27 confirmados, Santa Cruz, 342 suspeitos e 248 confirmados, Tarrafal 79 confirmados e 155 casos suspeitos, São Miguel 22 confirmados e 31 suspeitos, Santa Catarina contabiliza 42 casos confirmados e 104 suspeitos e São Salvador do Mundo 23 casos suspeitos e 15 confirmados.

Maio com 154 novos eleitores para autárquicas

Dados apontam para um ligeiro aumento no número de eleitores na Ilha

Os dados provisórios do recenseamento eleitoral, na Ilha do Maio, apontam para 154 novos eleitores para as eleições autárquicas de 1 de dezembro.

Os dados, em exposição desde segunda-feira, 7, apontam para um ligeiro aumento no número de eleitores na Ilha que passa a ter 5027 eleitores e o registo de 31 transferências.

Na Ilha do Maio estão na disputa pela presidência da Câmara Municipal, Miguel Rosa do, que tenta o terceiro mandato, e Rely Brito do PAICV.

Presidente do Parlamento assegura continuidade dos órgãos externos

Não há vacatura de cargos em relação aos órgãos externos, assegurou Austelino Correia

O Presidente da Assembleia Nacional, assegurou hoje, que apesar dos mandatos expirados em vários órgãos externos do Parlamento, como a Comissão Nacional de Eleições e a Comissão Nacional de Proteção de Dados, “não há vacatura de cargos”.

Austelino Correia explicou que os atuais titulares mantêm-se em funções até à eleição de novos representantes, pelo Parlamento.

O líder da casa parlamentar destacou que já houve avanços com a eleição de cidadãos para os Conselhos Superiores da Magistratura Judicial, do Ministério Público e para a Inspeção do Tribunal de Contas, contudo, alertou para a necessidade de a Assembleia Nacional discutir a eleição de novos juízes para o Tribunal Constitucional, cujo mandato de nove anos está perto do fim.

O Chefe da casa parlamentar sublinhou que os Partidos com assento parlamentar têm a responsabilidade de buscar consensos para essas renovações, mas há entendimento de que a eleição de novos titulares será feita após as eleições Autárquicas, marcadas para 1 de dezembro deste ano.

Última hora/São Nicolau. Mau tempo destrói cais de Preguiça

Máquina de produção de gelo também foi destruída

É mais uma destruição por conta do mau tempo no País.

O (antigo) cais de Preguiça, em São Nicolau e a estrutura que acolhia a máquina de produção de gelo foram destruídos pelo mau tempo.

Este dado junta-se ao Pontão de Santa Maria, destruído esta sexta-feira, 11.

A situação é delicada que inclusive se equaciona a evacuação de moradores, nomeadamente aqueles que residem na parte baixa da aldeia.

Numa publicação nas redes sociais, o Autarca da Ribeira Brava lamentou a ação do temporal.

“Com muita pena o mar já levou boa parte do Cais da Preguiça”, escreveu, confirmando que o temporal arrastou “tudo, betão, blocos, unidade de gelo, materiais e equipamentos de pesca”.

Abrenúncio, pessimistas de profissão!

Existe uma tendência para apoucarmos os nossos ganhos como país, desde a Independência a esta parte. Com facilidade dizemos mal dele e com dificuldade dizemos bem. A crítica mora na ponta da nossa língua e o elogio morre encravado na garganta! Difundimos quase com leviandade os rumores que nos afundam e torcemos o nariz à notícia sobre a realidade dos nossos sucessos. O que digo não é transversal a todos os estratos sociais, claro, mas diz respeito a uma importante franja de técnicos da … técnica e da … política (em sentido lato). Não quero dizer com isso que querem que o país esteja mal, mas apenas que não se diga que está bem! Admitir que está bem (razoavelmente bem) desconstrói os pressupostos dados como firmes e sólidos. Que tem dirigentes bons e também maus e assim-assim, admite-se! Como em todas as equipas de todos os tempos. Há quem conhece bem o país, quem desconhece e quem não quer conhecer de todo ou então se especializa em conhecer os filamentos que estão mal. E os há com certeza, mas só se conhece verdadeiramente quando não se toma a parte pelo todo! Ouço muitas vezes pessoas com pose de técnico altamente especializado dizer que CV deve fazer isto e aquilo e aqueloutro, o que, “por acaso”, já fez anos atrás; que deve refletir sobre assado, coisa que até já implementou faz tempo. Não somos tão distraídos assim!

A nossa democracia é então o costumeiro bombo de festa para muita gente. Põem a nossa democracia de rastos, catando exemplos caricatos, quando o mundo inteiro aplaude de pé. E se tivermos a ousadia de informar, ainda que timidamente, que estamos no lote dos 35 países mais democráticos do mundo (e só não estamos no lote dos 20 por causa da participação e cultura políticas) e que fazemos parte do grupo dos 41 países com maior liberdade de imprensa no mundo (muito acima, por exemplo, dos Estados Unidos, Itália e Brasil) somos trucidados por uma metralhadora verbal ou afrontados com o estafado argumento de estarmos a enganar as organizações internacionais. Só estamos bem quando dizemos que estamos mal! Houve até quem tivesse dito que, depois de uma “aturada pesquisa”, havia descoberto que afinal eram os próprios países a fornecer os dados às organizações internacionais do setor. Burros, são, pois, os dirigentes de países que fornecem dados que os enxotam para o fundo da tabela.

Damos conferência de imprensa (com cara séria e sorriso na alma) quando descemos nos rankings, ficamos macambúzios quando subimos. Crucificamos o sistema de saúde, mesmo com uma esperança média de vida e uma taxa de mortalidade infantil melhores do que a nona economia do mundo que é o Brasil. A economia cresce (o PIB per capita, em PPC, se tivermos em conta os dados de 2023 e o último censo, está acima dos 9.000 dólares), a dívida desce (107% do PIB), o desemprego diminui (10.3%) e o nosso orçamento do Estado mais do que duplicou em menos de 10 anos (para perto de 900 milhões de Euros) e é financiado em mais de 82% com recursos próprios, mas mesmo assim estamos a andar para trás.

O que temos conseguido ao longo dos tempos (mesmo quando não o reconheçamos) é esforço de muita gente, a medalha não vai apenas para quem dirige, mas sobretudo para as pessoas que acreditam que nós, cabo-verdianos, dirigentes ou não, em CV ou na emigração, não somos tão mau assim. Não é imperativo kantiano criticar sempre porque tudo está mal, mesmo quando esteja bem. Tenho muitas críticas, confesso, umas feitas, outras por fazer, mas também muito orgulho do que fizemos e temos vindo a fazer, como Estado e como Nação. Não tomo a arvore pela floresta e não ando de lamparina em punho a colecionar defeitos para pintar o meu quadro negro. Há gente porfiada em nos empurrar para baixo quando precisamos de mais braços a nos puxar para cima. Abrenúncio, pessimistas de profissão que teimam em nos encolher a alma! Arranco a trave dos olhos para ver em toda a largura o que me cerca e fica ainda para além de mim. Olho para os problemas, os grandes, com otimismo crítico. Olho também para as pequenas coisas, com certeza, até miudezas, irritantes por vezes, mas elas não definem de modo algum o que somos e muito menos o que podemos fazer!