A região de Santiago Norte é a maior e a mais produtiva região do país [47,7% da área total para o cultivo de Cabo Verde; 52,5% da área cultivada ]. Esta parte do país alberga aproximadamente ¼ da população nacional, o que representa uma força de trabalho extraordinária e um potencial de crescimento económico significativo para Cabo Verde.
Todo este potencial produtivo e de força de trabalho precisa de ser maximizado, em prol do desenvolvimento sustentável da região e, consequentemente, do país.
Na nossa visão e na ideia da maioria de santa-catarinenses que trabalham nas lides do campo, o município deve assumir o seu papel de motor de arranque de toda a região, para não só possibilitar e engendrar o desenvolvimento de Santa Catarina, como também, e sobretudo, de toda a região norte da ilha.
É, realmente, com muita audácia, persistência e liderança de quem conhece, de lés a lés, os atalhos, o suor e o cheiro da terra da nossa gente; quem conhece o caminho e se alimenta do vigor e conforto de uma liderança [carisma, moral e confiança da população santa-catarinense] visionária e comprometida, assumindo, publicamente, que um dos maiores esforços, é trazer novos sonhos e um novo mundo para o mundo rural santiaguense, em prol do bem-estar da sua singela gente.
A base desta nossa missão, é seguramente uma revolução, passando pela reorganização do mundo produtivo da região, privilegiando a criação do Parque Industrial Agroalimentar de Santa Catarina, para servir toda a região norte da ilha e Cabo Verde no seu todo.
A proposta que trazemos ao público para conhecimento e aperfeiçoamento, tem como objetivo:
1. Consolidar as principais politicas do Governo, principalmente nas metas de aceleração industrial do PEDS II; da Estratégia Nacional para Erradicação da Pobreza Extrema [+50% da população em situação de pobreza extrema vive no campo] e dos outros programas de Desenvolvimento do país.
2. Reorganização das bases produtivas ― a partir da promoção de cooperativas produtivas; na especialização dos campos agrícolas e da criação de marcas regionais, de forma a potencializar a produção local, de maneira a alimentar o Parque Industrial.
3. A criação do Fundo Municipal e incentivos fiscais (municipais) para a zona industrial.
4. Participação e parceria com o setor privado nacional e internacional.
A reorganização do mundo produtivo rural, irá fornecer o suporte técnico e cultural para o incremento de uma indústria que favoreça o crescimento económico do município e da região. Irá, de igual modo, permitir identificar os produtores e traçar a melhor política económica do município, considerando as forças produtivas e as potencialidades agropecuárias das diferentes comunidades que compõem o concelho.
Enquanto santa-catarinense, acreditamos que este é o ponto de viragem que o município precisa experimentar, para dar o salto qualitativo e quantitativo, considerando o papel e o peso que Santa Catarina tem na região.
Em tudo aquilo que nós acreditamos e somos testemunho, a Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago vai continuar a executar as politicas de amparo social, necessárias e úteis, sendo certo que acaba de chegar o momento de assumirmos, sem complexos, e com toda força a nossa responsabilidade com o município e a região.
Estamos certos que este nosso posicionamento político irá causar algum desconforto, numa região que precisa olhar para si (pela primeira vez na história deste nosso país), mas assumimos aqui esta luta em prol de um processo de desenvolvimento de toda a região norte de Santiago.