Assembleia Geral da Electra SA elege órgãos sociais e analisa processo de reestruturação.

Acionistas da Electra SA reúnem-se hoje, no Mindelo

A Assembleia Geral da Electra SA analisa, esta quinta-feira, 10, na Cidade do Mindelo, o processo de reestruturação do Grupo empresarial e a operacionalização das novas sociedades, EPEC, SA, EDEC, SA e ONSEC, SA, que substituíram a Electra SA, desde julho, no segmento de eletricidade.

Os acionistas vão também eleger os membros do Conselho de Administração e outros órgãos sociais da Electra SA para novo mandato, e analisar informações sobre as contas da Electra SA e das duas subsidiárias já extintas, Electra Norte e Electra Sul, com efeito a 31 de maio de 2024.

Última hora. Faleceu Jornalista Carlota Barbosa

Profissional da TCV lutava contra um AVC, desde a passada sexta-feira

Faleceu esta madrugada, no leito do Hospital Universitário Agostinho Neto, na Cidade da Praia, a Jornalista Carlota Barbosa, vítima de AVC.

Desde a passada sexta-feira que Carlota Barbosa lutava contra um AVC que a imobilizou.

O seu estado clínico era crítico, mas o corpo médico do HUAN tudo fez para a sua recuperação mas sem sucesso.

Ao fim de 6 dias, a Jornalista não resistiu à doença.

Uma das caras dos telejornais da TV pública, Barbosa notabilizou-se também através de programas de entretenimento na TCV e a nível da assessoria trabalhou com o então primeiro-ministro José Maria Neves.

Nesta hora de pesar e consternação, a Redação de OPAÍS.cv apresenta as mais sentidas condolências aos familiares da malograda e à Rádio Televisão Cabo-verdianas, empresa para a qual trabalhou durante largos anos.

Uma falhada fórmula para fugir à responsabilização

Perante a denúncia de que a Presidência da República estaria a pagar ilegalmente salários à sua companheira, o primeiro instinto foi atacar o “denunciante”, supostamente por ter divulgado os dados pessoais desta. Todos se lembram dos artigos de opinião publicados e de um processo intentado no tribunal contra o/a denunciante. Depois de reconhecida a legitimidade da denúncia e, particularmente, a obrigação que vincula qualquer servidor público de denunciar práticas potencialmente ilegais, passou-se para a próxima fase – a teoria de conspiração – o Presidente foi, afinal, vítima de uma estratégia que o permitiu utilizar ilegalmente recursos públicos para depois o atacar.

Neste quadro, a estratégia passou a ser atacar o “guarda” que devia ter protegido o bem público, pois o culpado, no entendimento dos arquitectos da estratégia de fuga à responsabilização, não é de quem usurpou recursos públicos, mas sim de quem o devia guardar. Assim, a atenção mudou de foco e passou a ser o SIGOF e os controladores do ministério das finanças por terem, supostamente, autorizado ou permitido a ilegal execução.

Explicado que, no âmbito da separação de poderes e fundamentado nos princípios de autonomia administrativa, financeira e patrimonial da Presidência da República, o Ministério das Finanças não tem a competência de tutelar a execução orçamental dos órgãos de soberania, evoluiu-se para um novo estágio e lançou-se uma nova narrativa.

A tese agora passou a ser: por se ter apresentado ao governo uma nova proposta de orgânica para a Presidência da República, o Presidente sentiu-se legitimado a implementar o mesmo. Mais uma vez, depois de esclarecido que, independentemente da boa-fé da proposta, ela não constitui fonte de direito e muito menos confere ao Presidente poder legislativo, que a Constituição da República não lhe confere. Só um comando parlamentar poderá alterar a orgânica da Presidência da República. Pelo que o Presidente não pode legislar, não pode criar cargos, funções, salários, direitos e regalias, muito menos pode “contratar” a sua companheira e atribuir-lhe um salário, ou permitir que o chefe da casa civil compre, a si próprio uma obra de arte.

Convém ainda realçar que qualquer ato administrativo praticado por qualquer órgão de soberania deve estar subordinado ao princípio da legalidade, pressupondo-se a existência da chamada Lei habilitante. No caso da orgânica da Presidência da República, por ser Lei, deve ser previamente aprovada pelo Parlamento.

Por último, não havendo outros argumentos, pois em todos os outros o Senhor Presidente foi irreparavelmente desmontado, o país é surpreendido com uma nova etapa da fuga à responsabilidade: atacar a legitimidade dos Juízes que têm a função de julgar o processo, com base no facto do mandato dos juízes do Tribunal de Contas estarem expirados.

A legitimidade de um Tribunal ou Juiz, cujo mandato esteja caduco, não pode ser posta em causa, existindo fundamentos jurídicos que sustentam a total capacidade para tomada de decisões. Esta legitimidade pode ser justificada pelo princípio da continuidade dos órgãos judiciais, que é importante para garantir a estabilidade e a segurança jurídica, permitindo que os tribunais continuem a funcionar na normalidade. A legitimidade também se justifica pelo princípio da legalidade e da justiça.

A anulação de atos processuais ou decisões proferidas por um juiz ou coletivo de juízes pode levar à incerteza jurídica, a injustiças e à protelação de decisões urgentes e os casos em que isso se verifica está plasmado, de forma clara, na lei.

Essa narrativa da falta de legitimidade é facilmente derrubada, uma vez que, historicamente, os órgãos têm funcionado mesmo com os mandatos caducados. A título de exemplo, os juízes do Tribunal Constitucional estão com os respectivos mandatos, que não são renováveis, caducados, mas nenhum cabo-verdiano de bom senso poderia pôr em causa as suas decisões, porque a lei ordinária que regula a orgânica deste tribunal, tal qual a do Tribunal de Contas, permitem a continuidade plena dos juízes até à tomada de posse dos seus substitutos, como está expressamente previstas na Constituição, nº 7, do artigo 215º e nº3, do art.219º.

O país não pode parar e as instituições devem continuar a funcionar. Relembramos que estes são órgãos externos ao Parlamento e que a renovação dos mandatos exige a maioria reforçada de dois terços dos deputados. Até agora, não se conseguiu um quadro de entendimento para se viabilizar a renovação destes órgãos. Não se pode, com uma mão, bloquear a renovação dos órgãos externos ao Parlamento, para, depois, com a outra mão, arguir a ausência de legitimidade desses mesmos órgãos, deixando transparecer que o propósito, afinal, pode ser usar o bloqueio como arma de arremesso político.

Para concluir, reafirmamos que o Presidente da República não pode continuar a fugir às suas responsabilidades! É um imperativo ético e moral do mais alto magistrado da nação, que deve ser o guardião e garante do cumprimento da constituição, do princípio da legalidade e o primeiro promotor da estabilidade no país.

Como já tivemos a oportunidade de referir anteriormente, um dos princípios mais básicos do direito público estipula que “não é a lei que se deve adequar às vontades dos cidadãos e instituições, mas sim estes é que se devem submeter ao cumprimento das leis.”

É assim nos Estados de Direito, é assim em Cabo Verde e não toleraremos, sob hipótese alguma, um retrocesso nesses ganhos que o país conquistou com a Constituição de 1992. Somos um Estado de Direito.

 

Cabo Verde está a adaptar centros de saúde para responder ao surto de dengue

Constatação é da ministra da Saúde, no âmbito das visitas realizadas aos centros de saúde da cidade da Praia e Ribeira Grande de Santiago, e ao Centro de Atendimento dos casos de dengue no Hospital Universitário Agostinho Neto

De acordo com Filomena Gonçalves, as visitas visam proporcionar conforto aos profissionais que estão a combater a dengue nas estruturas de saúde e que têm dado uma “excelente resposta” às demandas, e que continuarão a fazê-lo, pois as condições estão a ser criadas.

“Há muito que medidas vêm sendo tomadas e, no momento, as estruturas de saúde estão a adaptar-se em função do aumento das demandas, exemplificando a criação das alas de atendimento no HUAN, para dar respostas exclusivamente às solicitações de pacientes com dengue ou suspeitas”, disse.

A Governante informou, ainda, que no Centro de Saúde de Tira Chapéu, já há algum tempo houve a necessidade de alargar o horário de funcionamento, que passou das 08:00 às 20:00, tudo para dar respostas à epidemia, medida que, segundo disse, vai ser adaptada a outros serviços.

“Parabenizo todo o espírito de entrega dos profissionais de saúde e de todos nós, porque o facto de as pessoas também estarem com sintomas e procurarem as estruturas de saúde, mostra que estão sensibilizadas e consciencializadas”, salientou.

Presidente da República confirma pedido de nulidade da decisão do Tribunal de Contas

José Maria Neves invoca a caducidade do mandato dos membros do Tribunal de Contas para não aceitar o veredito deste órgão da República

Há novos episódios no maior escândalo nacional, com epicentro na Presidência da República, com o Chefe de Estado no centro das atenções. Com efeito, o Presidente da República confirma um seu pedido para se considerar nulo a decisão do coletivo do Tribunal de Contas que detetou mais irregularidades na gestão de José Maria Neves, na Presidência.

Um comunicado emitido pelo Conselho de Administração da Presidência, confirma o que estava já a circular na opinião pública. O PR não gostou do conteúdo do relatório do TdC e pediu a sua nulidade. A sustentar a sua tese, o PR invoca a caducidade do mandato dos membros do Tribunal de Contas para não aceitar o veredito deste órgão da República, chegando mesma ao ponto de considerar ser inconstitucional a base desta decisão.

O PR continua a fazer pouco das instituições da República, e quanto às ilegalidades como chorudo salário de mais de 5 mil contos à sua namorada, os mais de 2 mil contos pagos a uma conselheira jurídica, os valores pagos indevidamente a outros colaboradores, de entre outros, continua por esclarecer.

Analistas ouvidos pelo OPAÍS.cv são unânimes em reprovar esta tentativa de “manobra de diversão” do PR, tentando desvalorizar a grave situação de irregularidades na Presidência, valorizando hipotéticas situações de inconstitucionalidades por caducidade de mandato do órgão, situação, que aliás, ocorre em diversos órgãos no País.

PM expressa a novo MNE confiança em como “será capaz” de fortalecer os laços externos de Cabo Verde

José Filomeno Monteiro tomou posse ao início da tarde de hoje, na Cidade da Praia, ao lado da Secretária de Estado, reconduzida nas mesmas funções

O Primeiro-Ministro expressou esta quarta-feira, 9, ao novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, José Filomeno Monteiro, empossado ao início da tarde, a confiança de que, com a sua experiência e competências, “será capaz de fortalecer os laços externos de Cabo Verde e cumprir o programa do Governo”.

“A sua missão, numa área exigente e de contatos internacionais constantes, será vital para o reforço da nossa diplomacia e da nossa cooperação, incluindo a afirmação de Cabo Verde como um parceiro credível no cenário global”, observou Ulisses Correia e Silva, para quem os resultados da liderança do novo chefe da diplomacia “estão à vista”.

Ulisses Correia e Silva fez menção à obtenção de um pacote financeiro de 300 milhões de Euros, no âmbito do programa Global Gateway e o terceiro compacto do Millennium Challenge Corporation (MCC) são apenas alguns exemplos.

O processo de integração no Continente Africano, ajuntou, continua a ser um dos pilares do nosso desenvolvimento. “Apesar do contexto desafiante na África Ocidental, Cabo Verde tem desempenhado um papel importante como uma voz de Paz, estabilidade e boa governação, contribuindo para a segurança no Continente”, disse, observando que “só com essa estabilidade, poderemos concretizar a nossa ambição de integração económica”.

A entrada de José Filomeno Monteiro para substituir Rui Figueiredo Soares “representa a incorporação” de um Ministro com “vasta experiência política e diplomática”, assinalou o PM.

O novo MNE já pontuou que o País terá de privilegiar “a ideologia” ou mesmo “continuar a alinhar-se” com os princípios que norteiam a política externa, baseada na “democracia e os direitos humanos”.

Governo tem cumprindo com o grosso do seu programa

Observação é da bancada parlamentar do MpD, durante o debate desta quarta-feira, 9, no Parlamento

A Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia, Maria Trigueiros, garantiu que o Governo tem cumprindo “com o grosso do seu programa”, sendo principal o objetivo de trabalhar para elevar, cada vez mais, a qualidade de ensino.

Entre as medidas, a bancada que suporta o Governo destacou a inclusão educativa de crianças com deficiência e de famílias carenciadas, a universalização do ensino pré-escolar, a isenção de propinas para alunos com deficiência e a criação de um sistema de sinalização para crianças com necessidades especiais.

Outra medida, segundo Maria Trigueiros, foi a criação de 22 centros de formação à distância, através de um financiamento do Banco Mundial, os 1.005 professores que leccionam no primeiro ciclo do ensino básico no regime de monodocência, contemplados com o subsídio por não redução com financiamento de 250 mil contos.

De acordo com o partido no poder, foi regularizada a reclassificação de cerca de 2.150 docentes que obtiveram o grau de licenciatura com um impacto orçamental de 500 mil contos ao ano e atribuído subsídio por não-redução da carga horária atribuído a mais de 2.100 professores.

“Mais de 3.700 professores foram contemplados com medidas de transição, progressões e promoções, com um impacto orçamental superior a 250 mil contos anual e a adopção de uma medida extraordinária de transição dos professores de posto escolar que passaram a beneficiar de um aumento salarial substancial de 90%”, destacou.

Salário Mínimo Nacional atualizado em 17 mil Escudos

Aumento de 2 mil Escudos entra em vigor a 1 de janeiro, com o novo Orçamento de Estado

O Salário Mínimo Nacional no setor privado vai ser atualizado em 17 mil Escudos, no próximo ano, bastando que a proposta de Orçamento de Estado de 2025 seja aprovada no Parlamento.

Atualmente fixado em 15 contos, o aumento de 2 mil Escudos entra em vigor a 1 de janeiro, com o novo Orçamento de Estado.

Em 2016, quando o MpD chegou ao Governo, o Salário nos privados estava em 11 mil Escudos, registando, assim, um aumento de 54,5%, assinalou hoje o Primeiro-Ministro.

Quanto à Administração Pública, o valor da remuneração mínima mensal aos funcionários e trabalhadores do Regime Jurídico do Emprego Público “é fixado em 19.000$00 desde janeiro do corrente ano e era de 16.000$00 no ano passado”, ajuntou Ulisses Correia e Silva.

No entanto, o OE 2025 mantém o imposto sobre o rendimento das empresas em 21%, quando em 2016 estava em 25%.

Por outro lado, o PM acentuou que o OE “reforça” o investimento em políticas ativas de emprego e empregabilidade em 2025, nomeadamente, apostando no acesso de 7 mil jovens à formação profissional e ações de capacitação.

A nível de estágios, prevê-se que 2.600 jovens acedam a estágios profissionais,  par da certificação de mil profissionais.

O Governo estima atribuir 3.800 bolsas/subsídios de estudos para alunos do ensino superior e técnico profissional, e prevê a formalização e apoio na criação de 1.500 unidades de negócios, par da manutenção dos incentivos fiscais e financeiros a start ups, micro e pequenas empresas jovens.

Cabo Verde sob alerta de onda tropical entre 10 e 12 de outubro

Previsão meteorológica aponta para chuvas de intensidade variável, por vezes sob a forma de aguaceiros acompanhados de trovoadas

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica informou hoje que o Arquipélago estará sob a influência de uma onda tropical, associada a um centro de Baixas Pressões Atmosféricas, entre os dias 10 e 12 de outubro.

A mesma fonte destaca que a partir da tarde de quinta-feira, 10, espera-se uma intensificação dos ventos, especialmente nas ilhas de Barlavento, com rajadas mais fortes durante a noite e a madrugada.

“Prevê-se ocorrência de chuva de intensidade variável, por vezes em regime de aguaceiros, acompanhada de trovoadas, inicialmente nas Ilhas de Barlavento Oriental, a partir da noite do dia 10, abrangendo gradualmente as restantes ilhas durante o dia 11, sexta-feira”, adianta.

O estado do mar também deverá agravar-se, inicialmente nas ilhas orientais, com ondas de 2 a 4 metros de altura, podendo atingir até 5 metros ao norte e noroeste do Arquipélago.

O INMG garante que vai continuar a monitorizar a evolução do sistema e a fornecer atualizações regulares no seu site oficial e nas redes sociais.

Orçamentos para Saúde, Segurança e Ordem Pública registam aumentos no próximo ano

Chefe do Governo deu estas informações no quadro de uma conferência sobre o Orçamento de Estado para 2025, que ele presidiu

O Governo está introduzir melhorias significativas nos Orçamentos setoriais para o novo ano.

Saúde, Segurança e Ordem Pública são áreas que registam aumentos, confirmou esta manhã o Primeiro-Ministro.

Ao intervir numa conferência sobre o Orçamento de Estado para 2025, que ele presidiu hoje na Cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva confirmou que no caso da Saúde, a dotação é de 8,5 milhões de contos, um aumento na ordem dos 10,7% face a 2024.

Recursos humanos, atenção primária e hospitalar, investimento em infraestruturas de saúde e equipamentos médico-hospitalares são as áreas alvos deste orçamento explicou o PM.

Quanto à Segurança e Ordem Pública, Justiça e Paz Social, a dotação orçamental é 10 milhões de contos, aqui se regista um acréscimo de 11,3% comparado com 2024.