Líder supremo do Irão declara legítimos ataques contra Israel

Ali Khamenei expressou seu apoio às ações das forças armadas Iranianas

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, declarou nesta sexta-feira que o recente ataque com mísseis contra Israel, ocorrido na terça-feira, foi “totalmente legítimo.”

Durante um sermão para milhares de pessoas em uma mesquita em Teerão, Khamenei expressou seu apoio às ações das forças armadas iranianas, segundo reportado pela agência de notícias AFP.

Khamenei também descreveu como legítimo o ataque do grupo palestiniano Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito em curso na região.

Receitas e despesas de Cabo Verde apresentam desempenho positivoem 2022

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Afirmação é do Presidente do Tribunal de Contas, para quem houve uma “boa performance” na execução da conta geral do Estado de 2022

João Cruz Silva, entregou na quinta-feira, 3, o relatório do parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2022 ao Presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia.

O Presidente do Tribunal de Contas, considerou que houve uma “boa performance” na execução da conta geral do Estado de 2022, quer em termos de despesas, quer na arrecadação de receitas.

Após entregar o relatório João Cruz Silva sublinhou que o princípio de unicidade de caixa está quase totalmente implementado e apontou um crescimento significativo na arrecadação de receitas, que aumentou de 45 mil milhões de Euros em 2021 para 54 mil milhões em 2022, representando 93,2% do orçamento previsto.

“No capítulo da despesa, em 2022, digamos, que a despesa foi realizada no valor de 81% da despesa prevista, de modo que houve uma boa performance, quer em termos de execução da despesa, quer na arrecadação da receita”, disse.

Relativamente a subsídios e benefícios fiscais, o Tribunal de Contas realçou que houve também melhorias.

“Reparamos que o Governo contratou uma empresa no sentido de criar uma plataforma para fazer a gestão de subsídios e benefícios fiscais, de modo que vai dar informação à Unidade da Política Tributária sobre o impacto da renúncia fiscal por parte do Governo”, observou.

Sobre a dívida pública, João Cruz Silva recordou que em 2020 era de 155,5%, tendo aumentado em 2021 para 158,5% em relação ao Produto Interno Bruto, por causa de empréstimos efetuados para fazer face à pandemia.

“Em 2022, portanto, essa dívida baixou substancialmente para 133,9%, o que significa que também há um esforço do Governo no sentido de baixar a dívida pública global face ao PIB”, salientou

Dia Nacional da Cultura e das Comunidades celebra Eugénio Tavares, Sara Tavares e Diáspora

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Ato central das celebrações acontece, este ano, em Ribeira Grande, Santo Antão, no dia 18 de outubro

O Dia Nacional da Cultura e das Comunidades vai ser comemorado sob o lema “Cultura, Ponto de Luz – Farol da Diáspora” e celebra Eugénio Tavares, Sara Tavares e a Diáspora Cabo-verdiana.

Uma celebração conjunta entre o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e o Minstério da Comunidades numa efeméride que tem como patrono um dos maiores poetas Cabo-verdianos, Eugénio Tavares.

A apresentação das atividades para este ano ocorreu na quinta-feira, 3, e foi conduzida pela Diretora Geral das Artes e das Indústrias Criativas, Vandrea Monteiro, e pelo Diretor Geral das Comunidades, Martinho Ramos.

Para Vandrea Monteiro, a ideia de “cultura como ponto de luz” reflete o papel da cultura em inspirar e unir a Nação Cabo-verdiana. “Queremos que a cultura seja assim um ponto de luz para todos os Cabo-verdianos, para todos os artistas que nasceram com este dom de trazer-nos a alegria e o divertimento,” afirmou.

Para o Diretor Geral das Comunidades, Martino Ramos, sendo que a Diáspora tem ajudado Cabo Verde a se projetar no cenário global esta é uma boa ocasião para juntar a cultura, que nos tem representado lá fora ao mais alto nível e com nomes sonantes.

Ivan Almeida assina com Alahli SC da Líbia

Cabo-verdiano esteve ao serviço do SL Benfica nas últimas três épocas

Basquetebolista internacional Cabo-verdiano Ivan Almeida, assinou contrato com o Alahli SC da Líbia, segundo informações do CriloSports.

Durante sua passagem pelo Benfica, Ivan Almeida conquistou três Campeonato Português, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e uma Taça Hugo dos Santos.

O atleta, de 35 anos, passou pela Ovarense, Sampaense, Vitória SC, Lille, Roanne e Cholet (França), Anwil Wloclawek e Anwil Wloclawek (Polónia), BC Kalev (Estónia), Nymburk (Chéquia), Universo Treviso (Itália) e Ironi Nahariya (Israel), antes de chegar ao Benfica em 2021/2022.

Eu nunca assaltaria um banco com o José

Em conversa com jornalistas, José Maria Neves disse:

“Cabo Verde precisa de abordar o funcionamento das instituições públicas”.

Digo eu: — Concordo, Sr. Presidente, Cabo Verde precisa, sim, de abordar o funcionamento das suas instituições. E sabe por onde deveria começar? Pela Presidência da República e as manobras que o senhor tem conduzido daí. O senhor é o exemplo de uma instituição corrompida desde as suas fundações.

Mais à frente, o presidente acrescentou:

O país precisa de abordar o funcionamento das instituições públicas e devem ser assumidas responsabilidades, apontando o dedo a processos que precisam de clarificação”.

Digo eu: — Que coragem, José. O senhor ainda não percebeu que é parte do problema?

Desde a independência, tem circulado livremente pelo sistema, enredado em corrupção. O senhor, que se autoproclamava comunista, sempre viveu como a elite burguesa, cercado de privilégios. Governou como um monarca absoluto por 15 anos e, agora, preside o país como um déspota. Sim, precisamos de abordar as instituições, para descobrir mais dos seus “negócios de bastidores”, onde parece que favores amorosos são pagos com dinheiro do Estado e acordos escusos passam por debaixo da mesa.

O Presidente também afirmou:

“Precisamos abordar globalmente o funcionamento das instituições e as responsabilidades que devem ser assumidas a todos os níveis (…), precisamos prestar atenção”.

Digo eu: — O povo de Cabo Verde precisa que o senhor tenha vergonha na cara! Que assuma que usou dinheiro público para sustentar relações amorosas e que pare de misturar negócios pessoais com os do Estado. Pare de gastar dinheiro do povo em viagens de luxo. O país precisa de um presidente que fale a língua oficial e que represente, de fato, os interesses do povo.

Sobre o caso do Mercado do Coco, José Maria Neves disse:

“Há questões que devem ser debatidas pela sociedade cabo-verdiana”.

Digo eu: — Sim, essas questões precisam ser debatidas. Por exemplo, como é possível que o orçamento da Presidência seja tão inflacionado em apenas três meses? Como é possível que ande de avião emprestado por Angola? O que foi dado em troca desse favor? Ou será que emprestaram o avião porque o senhor é “bonito”? Desculpe, mas se há algo que não é, é bonito — nem de aparência, nem de caráter.

O Presidente ainda comentou:

Há contas de alguns municípios importantes do país que prescreveram e as pessoas não foram responsabilizadas”.

Digo eu: — Que cinismo, José! Agora quer desviar o foco, apontando o dedo aos outros? O que está realmente a dizer é: “se eles roubaram e não foram responsabilizados, porque é que eu deveria ser?”. O senhor está apenas tentando se justificar, mas os cabo-verdianos não são cegos.

José Maria Neves questionou auditorias:

“Lembram-se da auditoria sobre os manuais escolares? Há resultados? Alguém acompanhou esse processo?”.

Digo eu: — José, isso é uma jogada velha. Quer dilatar os outros para desviar a atenção da sua própria conduta. Eu, sinceramente, nunca assaltaria um banco com o senhor.

Ele continuou:

Há outras auditorias e contradições que exigem mais rigor e transparência. Temos de ser muito mais rigorosos sobre esta matéria”.

Digo eu: — Transparência? A sua presidência tornou-se uma verdadeira casa de escândalos, onde prevalecem segredos e trocas obscuras. É isto que o senhor chama de rigor?

Finalmente, José Maria Neves mencionou o caso dos leilões do INPS:

“O Governo admitiu implicitamente que há intransparência e possíveis conflitos de interesses”.

Digo eu: — O Governo assumiu a intransparência, mas o senhor? Onde estão as suas responsabilidades? A sociedade cabo-verdiana merece mais do que discursos vazios e ações de fachada. O senhor continua a apontar o dedo, mas as suas mãos não estão limpas.

Vá-se embora, demita-se!

“Não sou culpado, a culpa é do Governo…”!

JMN torna-se uma anedota! Enquanto o relatório do Tribunal de Contas traz ao público outros “cambalachos financeiros” do JMN, para além do crime 310, ele desdobra-se em justificações patéticas e procurando fugir às suas responsabilidades, apontando os dedos aos outros e a toda Administração Pública. Ou seja, quer iludir as pessoas, espalhando: “eu fiz, não tenho culpa, por que todos fizeram…”!

O que é que o José de Pedra Barro pensa que é? Em que século vive o José? Pensa que esta Nação é repleta de gente tola?

Não assume as suas responsabilidades políticas, caiu no fundo do poço e do fundo aponta o dedo para outras instituições do Estado?

O JMN pretende é espalhar a culpa! A culpa é de todos e portanto de ninguém! Penso ter chegado o momento do MPD enfrentar o JMN directamente.

O silêncio na política não funciona sempre e não faz milagres! O governo pode não querer baixar-se ao nível do actual Presidente JMN, que ataca todos os santos dias o governo. Compreendo essa postura republicana do Governo. Mas o MPD não tem a obrigação de ficar em silêncio em relação aos permanentes ataques do JMN. Enquanto isto não acontecer, a narrativa continuará a ser unilateral. O JMN só para com as suas imbecilidades, com a sua rabulice repetitiva, com essa crispação pública que caminha para um ano de vida, quando for defrontado directamente pela sociedade, pelos democratas e por aqueles que já não aceitam os seus desmandos.

O JMN anda, desesperadamente, à procura de justificar os seus crimes e vem agora exigir auditorias a toda Administração Pública, como se isso fosse possível e como se no seu tempo ele tivesse dado esse exemplo.

Se fosse possível realizar-se a auditoria aos 15 anos da governação do JMN, o país entraria em colapso em termos de transparência e uso caótico do dinheiro público.

Ficaríamos na cauda mundial do princípio da transparência! JMN fez e faz do Estado o seu quintal e isto não é de hoje!

JMN devia arranjar outra desculpa, se alguma vez os escândalos públicos que provocou pudessem alguma vez ter desculpas.

Já disse e repito: JMN é inimigo financeiro de Cabo Verde.

Teve a coragem de praticar actos que nenhum governante, ou Presidente da República ou político fizeram. Tirar dinheiro do Estado e distribuir à sua namorada, amigos e camaradas! São crimes sem perdão!

UE, Rússia e China declaram apoio a António Guterres

Secretário-geral da ONU foi declarado “persona non grata” pelo governo de Israel Em uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, os embaixadores da União Europeia, Rússia e China manifestaram hoje seu apoio ao Secretário-geral António Guterres, após Israel declará-lo “persona non grata”. O Governo de Portugal também instou Tel Aviv a reconsiderar a decisão de anunciar o Secretário-geral da ONU “persona non grata”, “António Guterres tem a missão indispensável para garantir o diálogo, a paz e o multilateralismo”, diz o comunicado da chancelaria Portuguesa.

Considerações e propostas para um país em desenvolvimento

Acho bem continuar as reflexões do artigo de Sara Almeida “Retrato social de um país ainda demasiado pobre” esperando que outros façam o mesmo.

Estamos há mais de trinta anos num percurso de desenvolvimento onde é fácil, por um lado, reconhecer, aspetos positivos, e por outro, aspetos menos bons e para os quais as soluções começam a escassear.

O aumento dos suicídios e do consumo de drogas dizem que Cabo Verde já não é país de morabeza e de “no stress” como a indústria turística projeta. Está-se a perder também a proverbial hospitalidade cabo-verdiana seja nos sorrisos artificiais do pessoal da indústria hoteleira como também no contacto na rua onde o solitário cruzar de uma pessoa com outra não é visto como ocasião conveniente para dirigir um cumprimento.

O antigo “junta-mon” é substituído com “cada um da se expediente” e a perceção da desigualdade social continua alta contradizendo os dados estatísticos. O trabalho só é visto como instrumento para obter dinheiro perdendo a sua função educadora e deixando assim os jovens desorientados à procura do sentido da vida. A emigração voltou a ser alternativa de vida e as casas de lata, pelo menos em certas ilhas, parecem querer impor a sua lei.

É fácil reconhecer que nestes trinta anos houve sim um desenvolvimento material/tecnológico mas o qual não foi acompanhado de um “desenvolvimento humano”, facto que se reconhece na qualidade das relações interpessoais. Nestes anos houve, talvez, uma “elite a subir” mas se necessitamos de welfare precisamos, querendo ou não, “subir juntos”.

O primeiro bem, necessário e indispensável a cada um, é uma relação positiva com quem o rodeia! É ilusório fugir dessa realidade e a sua não aceitação provoca rebeldia em uns e vazio em outros. É uma lei, inscrita no ser humano, e a tentativa de desfazer-se dela provoca uma frustração da qual não se percebe a causa.

Se queremos que a vida tenha sentido, para nós e para os nossos filhos, temos de aceitar a obrigação de valorizar o outro, cuja realização do companheiro humano acompanha a minha. Se a vida perde o seu sentido, o suicídio, as drogas e os vícios batem à porta e os problemas sociais tornam-se gigantes e incompreensíveis.

A tendência nos dias de hoje é não acreditar na felicidade, contentando-se de um bem estar momentâneo, individual e portanto ilusório.

Dizia Aristóteles (e muitos outros nos dias de hoje) que a felicidade só existe quando partilhada; não procurar a felicidade é desacreditar no ser humano começando por si próprio.  A felicidade não dá prazeres, mas cria comunidade, na qual cada um descobre a sua identidade, e adquire dignidade.

Essa perda de valores é uma onda globalizada pela qual, pelo menos em Cabo Verde, não penso útil apontar o dedo ou procurar culpados. É necessário porém recuperar uma cultura de comunidade, inspirada na tradição e adaptada aos tempos de hoje.

Não nos esqueçamos que estamos em tempo de eleições, momento oportuno, quem sabe, para os partidos políticos, querendo, apoiarem na criação de uma UNIDADE em vez de fragmentarem ainda mais as pessoas.  Como também os termos “ganhar e perder”. Com um maior número de voto a eleição não define uma vitória, mas a assunção duma responsabilidade que é sempre um peso e define, se for, o início de um trabalho.

Em democracia a responsabilidade da escolha do programa é reservada aquele que teve o maior número de votos, mas isso não quer dizer que seja dele o programa melhor. Também não é preciso agradecer os eleitores porque votar é um dever dos cidadãos e o voto dado a um partido não é um favor mas a entrega de uma responsabilidade que, normalmente, não corre conforme as espectativas.

O clima de festa que decorre antes das eleições sobretudo no momento dos comícios não haveria de decorrer por grupos separados conforme os partidos porque a separação é contraditória ao sentido de festa. Essas festas anulam o sentido político da eleição e por ser custosas obrigam os partidos a recorrer a financiadores que num segundo momento impõem os seus interesses a quem governa.

A educação ao bem comum não deve limitar-se nas salas de aula mas tem de concretizar-se na prática da vida política e social.

Se não apostamos na vivência duma cultura comunitária as nossas casas transformar-se-ão em cadeias e ninguém encontrar-se-á na rua a impedir o desmoronar-se da nossa sociedade. No início dos anos 90, Cabo Verde estava sendo visto como um possível piloto do desenvolvimento africano; Cabo Verde pode recuperar esse papel para a África e para o mundo se desenvolve a sua capacidade de inclusão e partilha que tem feito a diferença na sua sofrida história.

Massagens, compra de óculos e consultas de psicologia entre outras ilegalidades na Presidência da República

Tribunal de Contas detetou pagamentos superiores a 1.290 mil contos, e pontuou ser uma clara violação

As ilegalidades na Presidência da República, na era José Maria Neves, estão também confirmadas por uma outra inspeção do Tribunal de Contas que apurou, inclusive, que José Maria Neves e Jorge Tolentino pagaram até massagens, compra de óculos, consultas de psicologia a seus colaboradores, além de pagamentos a assessores especiais.

Só em massagens, compra de óculos e consultas de psicologia foram pagos, ilegalmente, exatamente 1.291.900 Escudos Cabo-verdianos, entre 2021 e janeiro de 2024.

Outras duas ilegalidades estão relacionadas com os pagamentos de 4.284.297 CVE e 5.508.493 CVE, respetivamente, relativos a compras de férias dos funcionários e subsídio de compensação pela utilização de viaturas próprias a vários colaboradores.

Entretanto, o ex- Chefe Militar da Presidência, Rui Armando Gonçalves, posicionou-se contra o pagamento dos 310 contos a Débora Katiza Carvalho.

O militar que exercia as funções de Chefe Militar da Presidência, viria a deixar o cargo, não se sabendo a razão.

Segundo reporta a edição de hoje do jornal “A Nação”, o militar duvidou da legalidade do pagamento, tendo pedido informações a respeito tanto à Diretora Geral da Administração, Carla Soares, como ao Chefe da Casa Civil, Jorge Tolentino, mas ambos não o esclareceram, pelo que deixou de assinar os cheques de pagamentos de salários à Débora.

A decisão do militar levou o Chefe da Casa Civil a chamá-lo ao gabinete mas tudo aponta que ele se manteve irredutível na sua posição, sendo depois substituído nas suas funções.

Ministro do Mar representa Cabo Verde em encontro mundial sobre economia azul

Encontro acontece esta semana em Tânger, Marrocos

Jorge Santos, viaja na sexta-feira, 4, para Marrocos à frente de uma delegação que deve integrar ainda altos responsáveis do ministério que dirige.

O Ministro do Mar é um dos intervenientes num encontro mundial sobre a economia azul, a realizar-se esta semana em Marrocos.

O Governante vai apresentar a experiência Cabo-verdiana no setor, destacando a transição da economia marítima para a economia azul, com ênfase na segurança marítima e ambiental.