Bento XVI retoma o assunto num novo livro, e explica que o celibato é “indispensável” para que o nosso caminho na direção de Deus “permaneça o fundamento da nossa vida”
Numa altura em que o Papa Francisco se prepara para tomar uma decisão em relação ao ordenamento de Padres casados na Amazónia, o Papa Emérito Bento XVI, defende, em livro, que o celibato dos Sacerdotes “tem um grande significado”.
Bento XVI diz acreditar que o celibato dos Sacerdotes “tem um grande significado” e é “indispensável para que o nosso caminho na direção de Deus permaneça o fundamento da nossa vida”.
Em outubro do ano passado, Bispos Católicos pediram a ordenação de homens casados como Sacerdotes, uma solução para enfrentar a escassez de clérigos na Amazónia, uma proposta histórica que pode pôr fim a séculos de tradição católica romana. A maioria dos 180 Bispos de nove países da Amazónia pediu também ao Vaticano para reabrir um debate sobre a ordenação de mulheres como diáconos, sustentando que “é urgente que a Igreja promova e confira na Amazónia ministérios para homens e mulheres de maneira equitativa”, de acordo com o documento final, citado na altura pela Agência Associated Press.
As propostas foram inscritas no documento aprovado no final de um sínodo de três semanas sobre a Amazónia, que o Papa Francisco convocou em 2017 com o objetivo de chamar a atenção para as ameaças à floresta tropical, mas também de melhorar o sacerdócio junto dos povos indígenas.
O Papa Francisco deverá tomar uma decisão em relação a este assunto nas próximas semanas.
A Igreja Católica, que abarca quase duas dezenas de ritos diferentes, permite já Sacerdotes casados nas igrejas de rito oriental e em casos em que os Sacerdotes Anglicanos previamente casados se convertem à Igreja. Se Francisco aceitar a proposta do sínodo, porém, será o início de uma nova era para a Igreja Católica de rito latino após mais de um milénio.
No livro a quatro mãos, Bento XVI e Robert Sarah defendem que “é urgente, necessário, que todos, Bispos, Sacerdotes e leigos, redescubram um olhar de fé na Igreja e no celibato sacerdotal que protege o seu mistério”.
Bento XVI, liderou a Igreja Católica entre 19 de abril de 2005 e 28 de fevereiro de 2013, altura em que resignou por vontade própria. Foi o 265.º Papa, eleito aos 78 anos e três dias, tendo sucedido a João Paulo II.
Com a sua renúncia, passou a Bispo Emérito da Diocese de Roma e Papa Emérito.
Com Agência Lusa e RR



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