Portugal vai converter parte da dívida de Cabo Verde em investimento

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Informação foi avançada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros. Rui Figueiredo Soares fez esse anúncio ontem, ao terminar uma visita oficial à Lisboa

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e da Defesa disse que Portugal vai converter parte da dívida de Cabo Verde em investimentos. Rui Figueiredo Soares fez essa declaração à Agência Lusa, sublinhando ter recebido essa abertura por parte de Portugal, depois de reunir-se com os dirigentes daquele País.

O governante Cabo-verdiano que terminou ontem, sábado, a sua primeira visita oficial à Lisboa referiu que “lançamos as bases para olharmos para a dívida no seu todo e sobre as condições da nossa dívida. Não só quanto a um perdão da dívida, que está na ordem do dia junto de organizações internacionais e nas relações entre os países, mas também na conversão da dívida em investimentos importantes, para enfrentarmos este período no pós-Covid”.

Face à essa decisão, os ministérios das Finanças dos dois países vão agora estudar e apresentar, “brevemente”, uma proposta para reconversão de parte da dívida do Arquipélago e à banca Portuguesa, em investimentos com a participação de empresas Portuguesas.

Cabo Verde já vinha a defender uma “reconversão” da dívida de 600 milhões de Euros a Portugal em “investimentos estratégicos” no Arquipélago, em “condições” que fossem “do interesse” de ambos os países.

Para o chefe da diplomacia de Cabo Verde, a possibilidade de participação de empresas Portuguesas nos investimentos de fundo em Cabo Verde será “importante” também para o “relançamento” da economia em Portugal.

Entre os investimentos que podem ser concretizados neste plano, Rui Figueiredo Soares apontou como exemplo alguns na área da saúde, como um novo hospital da Praia, bem como outros nos setores da economia azul e economia digital.

3 COMENTÁRIOS

  1. Enquanto o Governo de UCS trabalha, afincadamente nas soluções para um Cabo Verde digno, as forças do mal e do atraso no Paicv e sua órbita se juntaram com as forças externas obscuras, numa coligação malévola para reverter a nossa democracia e reputação externa. Por isso, torna-se uma necessidade, um imperativo derrotar de JMN nas eleições de outubro. Agora fica cada vez mais evidente os esforços do Paicv/JMN/SIC & Cia, para atrapalhar a agenda do Governo de Cabo Verde junto do Governo de Portugal. É preciso ter em conta que parte significativa desta dívida que UCS herdou do JMN não logrou produzir qualquer efeito virtuoso na economia de Cabo Verde. São 200 milhões de euros enterrados na “Casa para Todos” e outros largos milhões enterrados nas barragens, que só recebem a água uma vez em cada cinco anos, alguns só conservam a água por doze (12 minutos).

  2. É uma tremenda DERROTA política para o ‘candidato da SIC’ que em Abril de 2020, num acto considerado de “bajulação política” ao SG da ONU, o socialista Antonio Guterres, propôs a criação de Fundo Especial para ajudar as economias africanas. Na ocasião, tanto o Olavo quanto o ex-MN, LFT informaram que o ‘candidato da SIC’ era um ilusionista, um terraplanista, que não tem a verdadeira noção dos problemas do desenvolvimento de Cabo Verde. De facto, pela visão do ‘candidato da SIC’, Cabo Verde seria metido no ‘balaio’ global, onde o poder de barganha reduz consideravelmente. Sozinho, Cabo Verde consegue disputar muito mais recursos, devido a sua boa reputação democrática e excelente gestão da coisa pública. O ‘candidato da SIC’, estudante de políticas públicas revela alguma disfunção intelectual.

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