Inauguração acontece amanhã, terça-feira, no marco dos 35 anos de primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde
O Memorial que evoca as primeiras eleições democráticas em Cabo Verde, a 13 de Janeiro de 1991, localiza-se na rotunda de Achada Grande Frente, Cidade da Praia, no caminho que dá acesso ao aeroporto internacional Nelson Mandela. O Primeiro-Ministro sublinha que se trata de um espaço simbólico destinado a toda a nação Cabo-verdiana.
“Temos todas as condições de fazer uma boa celebração. Nós vamos ter a inauguração do memorial da Democracia e Liberdade que é também para toda a nação Cabo-verdiana”, vincou.
Segundo o Chefe do Governo, o Memorial surge como um marco histórico fundamental para assinalar e preservar a memória da Democracia e da Liberdade, valores estruturantes do Estado Cabo-verdiano.
O Primeiro-Ministro estabeleceu um paralelismo com a década de 1990, período em que foi erguido o Memorial Amílcar Cabral, também na Cidade da Praia, por um Governo suportado pelo MpD, recordando que, tal como naquela altura, o País deve continuar a afirmar a sua história com dignidade, através da valorização de figuras e momentos determinantes para a construção da Nação. O Chefe do Governo sublinha que Cabo Verde precisa de investir na preservação da memória coletiva, deixando referências sólidas para as gerações futuras.
“Cabo Verde precisa de continuar a erigir figuras e momentos para perenizar para o futuro e não transformar cada um desses momentos em momentos de combate”, disse.
No entendimento do PM, a edificação de memoriais e a celebração de datas históricas não devem ser transformadas em espaços de confronto político. “Não transformar cada um desses momentos em momentos de combate. Isto não deve ter lugar no País”, pediu, apelando, ainda, a um clima de paz, tranquilidade e boa convivência, sublinhando que a Democracia e a Liberdade são conquistas comuns que devem ser naturalizadas como fatores de união nacional.
A inauguração do Memorial da Democracia e da Liberdade, na Cidade da Praia, marcada a tarde de amanhã, terça-feira, 13, representa, segundo o PM, um passo importante na valorização da história nacional e na consolidação de uma memória coletiva assente no respeito, na inclusão e no espírito de unidade.



Este marco soma-se a outros momentos decisivos da nossa história, como a Independência Nacional em 1975, a consolidação da Constituição da República, a institucionalização do poder local democrático e as sucessivas alternâncias governativas pacíficas, que fazem de Cabo Verde uma referência de estabilidade e boa governação.
Mais do que recordar o passado, este Memorial projeta uma mensagem para o futuro: a democracia é uma conquista coletiva e permanente, que deve ser preservada com responsabilidade, participação cívica e respeito pelos valores que unem a nação cabo-verdiana.
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