Triunvirato conservador vence oposição interna no PAICV

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Fontes próximas do PAICV tambem asseguram que tanto Manuel Inocêncio Sousa bem como Filomena Martins terão, doravante, sérias dificuldades em se afirmar perante o círculo eleitoral de São Vicente, por esta “traição”, que já é considerada a maior que políticos de São Vicente fizeram à sua ilha

O diploma da regionalização parece ter conhecido a sua sentença ontem, no Parlamento Cabo-verdiano, depois da votação de dois artigos não terem conseguido a maioria de dois terços necessários, para a sua aprovação.

Depois da oposição interna no PAICV ter viabilizado a aprovação dos principais artigos do diploma, na sessão anterior, ontem, quinta-feira, o Partido esteve “alinhado” na não aprovação de dois artigos que acabaram por inviabilizar os restantes.

Ao que consta, “acabou por prevalecer” a vontade do triunvirato Janira Hopffer Almada, Manuel Inocêncio Sousa e Rui Semedo, trio que sempre se mostrou contrário à aprovação do presente diploma.

O resultado da votação de quinta-feira acabou por refletir as discussões havidas nas jornadas parlamentares do PAICV onde o Deputado Manuel Inocêncio Sousa sempre defendeu a ideia de que mesmo que o MpD absorvesse todas as propostas do PAICV, o seu Partido deveria votar contra ou abster-se.

Na altura, essa posição de Manuel Inocêncio Sousa fez com que vários Deputados se insurgissem contra o ex- Ministro, afirmando mesmo que Inocêncio Sousa foi o único Deputado que pertenceu a uma comissão paritária que “nada pariu”.

No final das jornadas do GP, o Deputado por São Vicente tentou mesmo forçar uma votação entre os colegas na direção da abstenção, mas a generalidade dos Deputados negou dar um cheque em branco à liderança tambarina.

Já Rui Semedo que foi “obrigado” a chamar a si todas as despesas do debate, face ao silêncio estratégico de Manuel Inocêncio Sousa e JHA, acabou por levar a água ao seu moinho. Nas jornadas parlamentares, a preocupação de Rui Semedo centrou-se apenas em como o PAICV deveria salvar a sua face neste dossiê sobre a regionalização, considerando que o chumbo do mesmo poderá trazer consequências políticas negativas ao seu Partido.
Essa posição Rui Semedo não deixou de suscitar um vivo debate entre os Deputados que preferiram acusar a Direção do GP de não possuir uma estratégia para o debate sobre a regionalização, uma fuga em frente, com a desculpa de que era necessário primeiramente uma ampla reforma do Estado.

Resta agora esperar quais as consequências políticas desta inviabilização não só para o PAICV mas também para a própria UCID que neste debate demonstrou sempre a ausência gritante de uma linha de coerência.

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2 COMENTÁRIOS

  1. O povo em Cabo Verde e na diáspora tem DOIS ANOS para preparar o CALDINHO a esta oposição NOJENTA, mostrar-lhes que as suas aspirações está nas suas mãos, e que votaram neles para servir CV, e não servir-se de CV para as suas NOJENTAS estratégias políticas ou pessoais!!! que 2021 chega rápido. Andou bem o governo e bancada do MPD em não cederem a mais adiamento, e deixar claro no parlamento para os Cabo-Verdianos quem realmente quer e não quer a regionalização, e assim devolver esta missão ao POVO CABO-VERDIANO RESOLVER COM UMA MAIORIA QUALIFICADA AO MPD!!!

  2. O GRUPO para a Regionalização de Cabo Verde, através do seu Presidente Camilo Abu-Raya acaba de informar que o Grupo vai de novo andar São Vicente de porta a porta durante meses como fez no passado, a mobilizar o povo pela necessidade já nas autarquicas e depois nas legislativas
    de conferir ao Partido do Governo uma maioria folgada que o permita fazer afirmar o processo de Regionalização.

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