Frei João Araújo fala do serviço de Capelão na Praia

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Frei João, durante uma visita do Núncio Apostólico ao HAN

Há 6 anos que o Padre João presta este serviço nestas instituições a convite do Bispo de Santiago e sem titubeios avalia positivamente a sua prestação

O Padre João Araújo, Capuchinho, e atualmente a trabalhar na Cidade da Praia, é Capelão do Hospital Central Agostinho Neto/ Hospital da Trindade, das Forças Armadas, da Granja de São Filipe e do Centro Orlando Pantera, avalia muito positivamente este trabalho que a Igreja presta nestas instituições e diz que esta missão do Capelão “é bem apreciada” por cada um dos serviços.

Em conversa com OPAÍS.cv, o Sacerdote fala de um trabalho “desafiante” onde se privilegia a escuta, a pregação da Palavra de Deus com a Santa Missa, incluindo a formação cristã. Conforme observa, no Centro Orlando Pantera, onde estão adolescentes às vezes com problemas de droga, álcool e outras preocupações, a situação é “mais difícil”, isto porque “são pessoas que já cometeram crimes” e que “precisam de muita escuta e paciência”.

No HAN, o serviço é prestado duas vezes por dia ao longo da semana, na Granja de São Filipe é uma vez por semana e nas FA 5 vezes por semana, sendo 3 dias no quartel de Achada Mato, uma vez no quartel Jaime Mota, no Platô, e uma vez no quartel Eugénio Lima onde essencialmente trabalha com os Pupilos.

O Capelão reconhece que o trabalho prestado “é diferente” no Hospital da Trindade, na Granja de São Filipe e no Centro Orlando Pantera. “São serviços diferentes por que cada um tem o seu problema”, completa.

Há 6 anos que o Padre João presta este serviço nestas instituições a convite do Bispo de Santiago e sem titubeios avalia positivamente a sua prestação.

“No HAN estou todos os dias, visito cada doente na sua cama, uns confessam, outros comungam, outros querem conversar com o Padre” revela, confirmando que para além dos pacientes é também procurado pelos profissionais de saúde que querem “conversar comigo”.

“Estou muito contente, vejo resultados”, congratula.

Quanto às FA, o Frei reconhece ter “muito boa aceitação” desde o Estado-Maior, passando pelos quarteis. “O trabalho tem corrido bem, temos bom diálogo com todos os Comandantes e os jovens têm tido muito gosto nas formações”, assegura.

HAN “bem servido”

Instado sobre o HAN, que dispõe de uma Capela dedicado à Santa Isabel e onde se celebra, o Sacerdote-Capelão não se faz de rogado e enaltece os investimentos feitos sobretudo nos últimos anos, reconhecendo mesmo que o maior Hospital do País “está bem servido”, e nos últimos cerca de 6 anos tem registado “grandes progressos” em “todos os sentidos”.

Conforme assinala, “cada Governo tem trabalhado para o melhoramento da saúde e muito particularmente este Governo” de Ulisses Correia e Silva.

O Capelão elogia também o trabalho dos sucessivos Diretores do HAN, sobretudo de Júlio Andrade e agora de Imadueno Cabral, com quem tem trabalhado nestes anos, dizendo-se “muito contente” com o novo Diretor que é um homem “muito atencioso e com grande coração. O anterior, Júlio Andrade, também era bom homem”, elogia.

O nosso entrevistado ao ser questionado se a Igreja tem sabido ocupar estes espaços nas diferentes instituições para evangelizar, responde prontamente que “claro” e garante que “enquanto a Igreja está a servir, ela está a evangelizar”.

Quisemos saber como é que o Frei João lida com praticantes de outras religiões que não Católicos. A resposta é clara. “É normal. Às vezes encontro com Muçulmanos, dialogamos e digo-lhes Alá te abençoa e eles ficam contentes. Se são Protestantes rezamos um Pai Nosso juntos. Prestamos o serviço mas respeitamos a religião de cada um”, assegura, observando que quem está internado “está à procura é da saúde e não da religião”.

O Padre João Araújo é natural de São Nicolau é Sacerdote há cerca de 42 anos, tendo sido ordenado em agosto de 1979.

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